História Essa é Minha Vida - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Akamaru, Anko Mitarashi, Asuma Sarutobi, Chouji Akimichi, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Jiraiya, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Kurenai Yuuhi, Maito Gai, Matsuri, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Asukure, Comedia, Gaaino, Jiratsu, Naruhina, Naruto, Nejiten, Romance, Saiino, Sasusaku, Shikatema
Visualizações 28
Palavras 1.497
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu tinha um capítulo prontinho para postar. Porém, quando eu estava pronta para mandar o capítulo, o site o apagou. Fiquei muito irritada.

Não sei se esse ficou tão bom quanto o outro, mas espero que gostem, de qualquer jeito.

Capítulo 3 - Capítulo Três



Eu quero me matar.


Enquanto as garotas estavam me esperando para o ensaio, eu estava DORMINDO! Perdi completamente a noção da hora e só fui acordar meia hora depois do horário marcado. Que ótima impressão de capitã você deve estar tendo agora, em, Yamanaka.

Cheguei lá e as meninas estavam me fuzilando com os olhos. Eu até as entendo. Ficaria furiosa se eu fosse ao meu dentista no horário marcado e ele só chegasse meia hora depois. Já aconteceu uma vez, não foi uma experiência boa. 

Começamos o ensaio bem. Eu e as garotas estávamos nos saindo bem. Estava me sentindo naquele filme, "As apimentadas".

Enquanto ensaiávamos, eu sentia um par de olhos sobre mim. Mas não tinha coragem de erguer os olhos e ver quem era. Poderia ser o Sai. Ele não tinha ido para o colégio mais cedo — Isso explicava ele não ter ido atrás de mim — Mas ele participava do time de tênis. Os horários de líderes de torcida, basquete, tênis, xadrez, entre outras atividades extras, eram quase sempre nos mesmos horários, por isso poderia haver uma possibilidade de Sai estar ali. 

Eu esperava encontrar as meninas, já que Hinata fazia parte do clube de xadrez e, TenTen e Temari do time de vôlei. Mas pelo visto, só as veria depois que acabasse tudo. Teria que esperar uma hora.

Longos sessenta minutos. 

Eu continuava ensinando os passos, sentindo alguém me observar. Não aguentando mais,  levantei o olhar e senti a coloração das minhas bochechas mudarem para um vermelho vivo, da cor dos cabelos do garoto que observava-me. Bem que a Tema falou que ele vinha aqui esperar o ensaio acabar para poder treinar. Mas, por que ele me olhava tanto?

 Até o olhar dele me irritava.

Tentei ignorar o sorriso maldoso que ele mandava para mim e me concentrei no ensaio. Até que para o primeiro dia, eu me saí bem. Até melhor do que a Matsuri.

 Tá, me saí mil vezes melhor que ela.

Sabe, eu nunca tive nada contra a Matsuri, pelo contrário, era ela que tinha algo contra mim. A primeira coisa que ela fez ao entrar no colégio, foi derrubar meus livros, até que foi se tornando rotina e todo dia ela arranjava um jeito de tirar com a minha cara. Fui remoendo aquilo até não aguentar mais e dar uns socos na cara dela. Agora somos duas adolescentes que se odeiam amávelmente. Principalmente ela, já que agora ela perdeu o cargo de capitã.

Enfim,  quando tudo acabou, dispensei as garotas e fui guardar as coisas, sozinha. Não que eu esteja reclamando, era apenas o equipamento de som que estávamos usando para colocar as músicas. Eu só não queria ter que ficar sozinha, dividindo a quadra com o Gaara. Ele não havia tirado os olhos de mim por um segundo. Acho que ele estava se divertindo com as expressões bizarras que eu fazia ao dar um salto.

O Sabaku se aproximou de mim, com uma bola de basquete na mão. Seu rosto estava sendo ocupado por um sorriso sacana. Provávelmente iria tirar sarro de mim. Ele sempre procura as melhores oportunidades para me zuar. É muito irritante.

— Então os boatos eram verdade, em? A loirinha de farmácia é a nova líder do grupo das patricinhas de torcida — Não falei? Tão lindo e tão... Irritante!

— Sim, o que tem, Sabaku? 

— Nada... Até que você dança bem pra alguém que não consegue ficar dois minutos sem cair.

Respirei fundo, contei até dez mentalmete e dei um sorriso forçado.

— Pois é, danço muito bem. Melhor do que aquela sua namoradinha — Falei e vi ele arquear uma sobrancelha.

— Namoradinha?

— É. Matsuri. Ela não gosta de você?

Ele riu pelas narinas e passou a bola de uma mão para outra.

— É, pode ser. Mas eu não gosto dela. 

Minha vontade foi de dizer "Ninguém gosta dela",  mas me contive.

Ficamos em um silencio perturbador. Observei ele girar a bola de basquete com o dedo indicador e fiquei boquiaberta. Nunca entendi como é que os jogadores de basquete faziam aquilo. Gaara pareceu perceber minha cara de abestada, porque riu e logo começou a falar.

— Você sabe jogar? — Ele parou de girar a bola e me ofereceu. Peguei ela, meio atrapalhada.

— Pra ser sincera, não.

Ele ia falar algo, mas Temari entrou na quadra, toda contente. Só espero que ela não tenha me candidatado à líder do grupo de faxineiras. 

— Ino, os garotos querem treinar — Ela disse, foi só aí que eu percebi que mais atrás, vinha o resto do time de basquete. Fala sério, será que eles não sabiam esperar?

— Tudo bem. Eu já estava saindo mesmo — Peguei minha bolsa e fui de encontro á ela.

— Hey, falsificada — Ouvi aquele palito de fósforo me chamar e olhei para trás — Um dia desses eu te ensino a jogar basquete.

— Pode ser, palitinho de fósforo.

Eu e Temari saímos da quadra, passando pelos outros meninos. Agradeci mentalmente por Naruto não ter falado nada comigo sobre sermos irmãos, apesar de ele ter me mandado umas mensagens sobre nosso tipo sanguíneo. Pelo visto ele não sairá do meu pé tão cedo.

Temari estava me contando o porquê de estar tão feliz. Ela disse que estava ficando com o Shikamaru, o garoto mais inteligente do colégio. Acho que ela até esqueceu por um momento do campeonato. O que é que um garoto não faz, em.

Fiquei o caminho todo ouvindo ela dizer como Shikamaru era lindo e que o achava muito fofo quando estava dormindo. Minha vontade era apenas de vomitar. Não que eu não estivesse feliz por ela, mas... Era nojento ouvir aquelas coisas melosas.

Quando tínhamos que ir à caminhos opostos, nos despedimos e eu segui meu rumo.

Cheguei em casa e vi a mesma cena que antes: O namorado da minha mãe jogado no sofá. A diferença era que ela estava por cima dele, o beijando. E eu achava que ouvir Temari falar do Shikamaru era nojento.

Revirei os olhos, tentando não colocar meu almoço para fora e subi para o meu quarto. Pelo que parece, aquele otário vai dormir aqui de novo, e dessa vez não irei poder escapar.

Suspirei, cansada e me joguei em minha cama. Estava acontecendo tanta coisa estranha... Minha mãe namorando, Sakura parando de falar comigo, Naruto ficando louco, achando que somos irmãos... É, ta tudo ficando de cabeça para baixo.

Me arrastei para o banheiro. Ainda tinha que falar com Chouji. Só espero que não seja nada grave, porque já basta os meus problemas.

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Isso nunca havia acontecido comigo antes. Quero dizer, como reagir a uma declaração feita pelo seu melhor amigo, com direito a flores e chocolate? Ou com ele chamando todos a sua volta para dizer o quanto te ama, para todo mundo escutar? 

Eu estava sentada na calçada, tentando digerir tudo aquilo. Estava pensando em todos os nossos momentos juntos. Como foi que eu não descobri aquilo? Estava tão óbvio, como fui burra! 

Lembranças da declaração invadiram minha mente.

"Eu sei que somos amigos desde sempre, mas, eu não quero mais esconder o que eu sinto. Ino, eu estou apaixonado por você."

"Sinto muito, Chouji, mas eu te vejo apenas como meu amigo e nada mais."

Droga, Chouji! 

Meus pensamentos foram interrompidos pelo meu celular. Olhei na tela, "Sai". Mas que diabos esse garoto quer comigo? Que droga!

Deixei o celular tocando e resolvi dar uma volta para esfriar a cabeça. Mas parecia que o mundo estava contra mim, pois encontrei o Kiba e a primeira coisa que ele fez, foi sorrir e dizer "Ino, poderia me fazer um favor?". 

Eu, idiota que sou, disse que sim. E agora eu virei babá de um cachorro. Terei que cuidar do Akamaru porque o Kiba vai viajar no final de semana e não poderá levá-lo. 

É, eu mereço mesmo.

Meu celular tocou de novo e minha vontade era de tacá-lo na parede. Sai não parava de me ligar por um segundo, que garoto irrirante! 

Desliguei o celular e o enfiei no bolso.

Vendo que minha vida já estava uma desgraça, fui para minha casa. Nada poderia ficar pior. Pelo menos era o que eu pensava. 

Cheguei em casa e tudo estava escuro. Estranhei aquele preto todo e acendi a luz. Péssima ideia. Ouvi um coro gritar "surpresa!" Havia uma multidão dentro da minha casa. Naruto, Hinata, TenTen, Temari, Shikamaru, alguns amigos da minha mãe, ela e o namorado. Estavam todos olhando para minha cara, como se esperassem a minha reação.

Mas que favela era aquela? Nem era o meu aniversário!

Minha mãe se aproximou de mim, sorrindo. Ela segurava uma taça de vinho em uma mão. Um anel brilhava no dedo dela.

— Mãe, mas que negócio é esse? — Perguntei, entredentes, enquanto acenava para uma colega de trabalho dela.

— Uma festa, filha. Para comemorar o noivado da sua mãe.

Engasguei com a saliva.

— N-noivado?

— É, eu irei me casar! Não é o máximo?

Senti minha vista embaçar. Ela não poderia estar falando sério.

— Casamento?

Ouvi ela me chamar, mas eu não estava escutando. Tudo ao meu redor estava ficando escuro, e não era porque as luzes estavam apagadas. 

Acho que desmaiei.










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