História Essas feridas não saram - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Suga
Tags Agust, Yoongi
Exibições 51
Palavras 572
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drabs, Drama (Tragédia)
Avisos: Álcool, Drogas
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Único


Aí um dia você desperta e percebe que não há mais jeito. Que era para ser assim. Que mesmo buscando mudar, já era, o fim ‘tá ali, diante dos teus olhos. Pois quando pensa que não, o destino te prega uma peça. E ele nem sempre é gentil.

Por isso fica escondido em casa. Tem nas costas um passado desordenado. Feridas para tudo que é lado. E eram umas pílulas que te acalmavam. Era acreditar na luz no fim do túnel que te dava esperanças. Mas em troca disso, tudo que ganhou foram rasgos pela extensão do corpo. Aqueles cortes profundos, longos, que doem quase insuportáveis. Só que a gente, quando é forte ou quando não tem outra alternativa, sempre remenda. Porque é assim que se segue em frente.  

O doutor vem e costura a carne, passa um anti-inflamatório, te dá uma análise leiga – pensando que sabe a verdade – e te manda para casa pedindo para que, por favor, você descanse porque está muito fraco para mais dessas reviravoltas.

Depois você ‘tá lá melhor, achando que vai se recuperar e que a sequela foi somente algumas lesões cuja cura é iminente e que tudo bem, que os calmantes não vão te viciar de novo ou que você não irá atrás daqueles antidepressivos com um cara que faz contrabando num beco perto de casa.

Mas você aprendeu com o tempo, após tantas fissuras remendadas, que nem em todos os casos vai ser fácil. Às vezes é mais profundo, não importa o quê. Às vezes não são apenas as fissuras que você vê por fora.

Então, de novo, você ‘tá lá, pensando no que fez, nas coisas que te levaram aonde chegou, em como podia ter feito diferente e nas feridas semelhantes a essas, que se cicatrizaram. Só que aí você novamente acorda e nota que já era, mesmo.

Há três opções: consertar, morrer ou apodrecer.

Você escolhe apodrecer. Pois consertar te humilharia. E morrer seria fácil demais.

Mas como todo erro, apodrecer tem suas consequências. Tu ficas vulnerável e para ti tudo pode acontecer; a qualquer instante, sem que você sequer repare.  

E tem um momento que você acaba notando que nem tem quem te proteja e, por isso, se desespera.

Ansiedade. Tortura. Mais calmantes.

Demora, mas vê que foi inútil. Que, embora as opções fossem diferentes, todas elas te levavam ao mesmo lugar.

Agora você só espera. Não larga as pílulas por nada, mas espera. Espera o que te aguarda.

Espera. Espera. Espera.

E então o dia chega. Difícil diz que não é, mas aquela coisa no estômago parece um buraco negro e o suor umedece tuas têmporas.

Você espera o que parecem ser anos para que ela enfim venha. Esperou na companhia duma garrafa de álcool barato debaixo do braço e os fracassos pregados na parede para se lembrar do quanto errou.

Você esperou-a com temor, – por dentro – definhando e lastimando-se. Esperou demais. Esperou que cansou.

Só não esperou que aquilo viesse ao invés do previsto.

Que te encontrassem.

Tua localização revelada.

Logo, quando você acha que não poderia ficar pior ele, que te pegou de surpresa, te faz chorar, te joga palavras e te obriga a engolir o significado e as revoltas, rindo de como você achou que escaparia. E assim que olha para teu corpo, você acentua o choro e constata que os pontos se abriram e que, dessa forma, vai sagrar eternamente até que vire um cadáver.

_________________


Notas Finais


Minha mãe disse que lá no hospital tem um médico doido todo tatuado que chega e nunca dá bom dia pra ela
Eu perguntei se ela tava a fim e ela me mandou calar a boca e foi tomar uma cerveja
Pff doida
Ps: só quero deixar claro que "ele" no final está bem visível de saber quem é, e que mesmo que não faça sentido na tua cabeça, mas sim na minha, esse foi um final feliz.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...