História Essas flores são suas? - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Angst, Boyxboy, Bts, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Yaoi, Yoonseok
Visualizações 6
Palavras 2.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Um lindo jardim.


Fanfic / Fanfiction Essas flores são suas? - Capítulo 1 - Um lindo jardim.

00:00


Eu não gostava daquele lugar, eu não gostava daquelas pessoas, eu não gostava daquele cheiro. Meus olhos ardiam e minha garganta se fechava cada vez que eu avistava aqueles garotos sem conciência alguma, quebrando e bagunçando meu espaço, me fazendo chorar. Eu apenas fechava os olhos e esperava cair naquele mesmo lugar, para enfim encontrar a minha progenitora me esperando, sorrindo docemente para mim, enquanto todos aqueles animais aquáticos observa-nos curiosamente. Eu encosto meus dedos quentes naquele vidro gélido e observo todo aquele azul imenso, me fazendo respirar fundo e contar até dez. A cor azul é tão tranquila e tão triste, não é, mãe? Aquelas palavras são tão frias e cruéis quanto a morte, mas tudo o que eu devo fazer em defesa é ignorar aquele mar salgado se derramando em meu rosto. Aqueles peixes das diversas cores nadando tão suavemente, o som da sua cadeira de rodas rangendo e a luz estupidamente forte daquele hospital me cegando. Os violinos, as vozes das mulheres ecoando pela igreja, cantando algum hino desconhecido por mim e tudo o que eu conseguia era virar a cabeça para os lados, sem saber o que fazer. Eu havia me esquecido da letra desde os sete anos, eu achei que seria perda de tempo anota-las e quando eu vi, já era tarde demais. Mãe, você não estava mais lá, e eu me fiz de injustiçado esse tempo todo. Eu fui um filho horrível, e mesmo assim eu me recusei a fazer algo tão simples; levar aquela rosa branca até o seu jardim. Eu ainda a deixo naquele vaso de vidro até hoje, e talvez demore uma eternidade até eu me lembrar novamente de que eu deveria entregar á senhora. Me desculpe por ter me esquecido de você.

5:00 AM


Desgrudei a ponta do meu lápis da folha e permiti que algumas lágrimas deslizassem pelo meu rosto. Encarei todos aqueles nomes na folha e os repeti milhares de vezes em minha cabeça, logo tomando coragem de ditá-los oralmente.

-Kim Taehyung, Jung Hoseok, Kim Namjoon, Min Yoongi, Kim SeokJin.

Afundei os dedos nos meus próprios cabelos e os baguncei violentamente, afim de descontar toda aquela mágoa. Tentei limpar as lágrimas com as mangas do meu pijama comprido, porém a ação foi em vão, em visto que elas não paravam de cair. Eles eram as únicas pessoas pelas quais eu conseguia me lembrar.

-Por que eu não anotei o nome da minha mãe? -Minha voz saiu abafada pelo fato de eu estar cobrindo a boca com a mão, não queria de maneira alguma acordar minha irmã mais nova com meus soluços altos. -P-Por que, Jungkook? -Perguntei a mim mesmo, soltando um muxoxo sofrido em seguida. Meu coração doía, assim como a minha cabeça que parecia que ia explodir a qualquer momento. Encarei aquele enorme texto em minha frente e suspirei, sentindo minha garganta doer com o ato. -Eles são seus amigos. O seu nome é Jeon Jungkook, tem 17 anos, Kim Taehyung é...

Aquele era praticamente o resumo da minha vida escrito á mão por um garotinho de sete anos. Havia o nome dos meus amigos, dos meus professores, até dos meus colegas, da minha irmã mais nova, do meu cachorro...

Mas não havia o dos meus pais, e eu queria saber profundamente o por que disso.

-Okay. -Murmurei assim que terminei de decorar um tanto da primeira folha. Virei-a e percebi que meus dedos estavam trêmulos, o que me fez jogar o caderno violentamente contra a mesa. Meu coração se acelerou. -Calma, Jungkook. -Respirei fundo e contei até dez novamente. -Está tudo bem. -Abri os olhos e passei a folhear folha por folha, apenas passando o olhar por cima de cada palavra, até começar a me irritar novamente e sem querer, rasgar uma das últimas folhas.

-Merda! -Gritei, me fazendo tampar a boca em seguida. Encarei o papel um tanto amassado por um tempo até que a vontade de ler o que estava escrito veio á tona.

-Park Jimin. -Murmurei com trás da mão. -Ele é seu namorado. -Fiquei alguns minutos processando a informação, até que arregalei os olhos e levantei da cadeira, amassando a folha. -O quê!?Namorado!? -Murmurei, surpreso. -Park Jimin? -Encarei a folha amassada em minha mão. -Isso só pode ser brincadeira. -Revirei os olhos, jogando a folha em algum canto qualquer, indo em direção ao ármario. -Eu? Namorado um garoto? Nem pensar! -Ri soprado.

(...)


9:32 AM


Mordi a maçã que estava em meu colo, enquanto mexia na câmera e passava os olhos pelas fotos de alta qualidade que eu sequer me lembrava de tê-las tirado.

Pelo menos eu não me esqueci de como mexer nisso. Menos um problema pra minha vida idiota. -Pensei e fechei os olhos, escorando o topo de minha cabeça na parede fria e amarelada. Minha cabeça ainda estava dolorida, e eu poderia saber o por que se pelo menos me lembrasse do que aconteceu ontem. Que droga.

-Oi, Jungkook! -Uma voz animada se fez presente ao meu lado repentinamente, me fazendo virar a cabeça com rapidez. Era um garoto de madeixas acinzentadas e sorriso quadrado. Me lembrei vagarosamente da sua aparência.

-Ah, oi... Taehyung? -Falei com receio, franzindo as sombrancelhas. O garoto assentiu repetidas vezes, animado. Percebi de primeira que ele era bastante agitado.

-Isso! -Exclamou. O mesmo passou o braço pelo meu ombro. As suas feições, o seu jeito carinhoso e agitado se clarearam em minha mente em questão de segundos, me fazendo sorrir aberto. Os sentimentos que eu sinto pelos meus amigos se mantêm intactos, por isso não me senti desconfortável com o aperto. -Vamos junto aos outros meninos? Você está muito sozinho ai no canto. -Assenti e me levantei da grama, tirando a sujeira das minhas roupas com dificuldade, mas não por ainda estar segurando a maçã e a câmera, e sim por que estava nervoso com o fato de que se conseguiria me lembrar deles. Taehyung, notando meu nervosismo, se aproximou de mim. -Não precisa ficar nervoso, ok? Se não conseguir, eu te ajudo. -Falou gentilmente e eu agradeci com um sorriso.

Ele era o único que sabia do meu problema, afinal, ele era o meu melhor amigo.

(...)


Já haviam se passado algumas horas desde que eu andava pelo gigantesco parque do centro da cidade com Taehyung. Eu estava maravilhado com a beleza daquele lugar. As árvores de diversas cores, a grama verdinha, as flores formando um lindo e imenso jardim, as crianças rindo e brincando em volta do lago, acompanhadas de pais preocupados. Um sentimento vazio que transbordava nostálgia me atacou de uma vez só, e eu não sabia distinguir de que lado eu estava. Aquele lugar parecia ter me marcado de alguma forma, porém eu não sabia como. Me senti perdido e minha cabeça passou-se a doer fortemente, me fazendo levar a mão até ela e soltar um grunido.

-Jungkook? Você está bem? -Só consegui ouvir a voz de Taehyung me perguntar preocupadamente, pois uma luz forte me cegou como o flash de uma câmera. Eu me lembrei daquilo, estava escrito em meu caderno.

"Se você sentir uma dor forte na cabeça e uma luz preencher a sua visão, é por que você está pisando em um lugar onde marcou a sua memória. Isso acontece por que o vácuo em sua mente progetou algo falso, fazendo com que algo que você veja algo que nunca ocorreu no presente, e sim no passado. Porém em seu passado é apenas um borrão, semelhante a um déjà vu."

-Eu estou bem. -Falei, sentindo minhas pernas formigarem. Apertei meus olhos fortemente e os abri, minha visão se tornou nítida e encontrei Taehyung me encarando com uma expressão preocupada. -Não foi nada. -Murmurei e tornei a caminhar pelo caminho de pedra. Taehyung suspirou, eu sabia que ele queria me perguntar algo, porém não falou nada e caminhou ao meu lado, com as mãos nos bolsos e encarando tudo com um olhar meio triste. Não podia negar, eu não estava nada bem. Não na hora em que alguns flashes começaram a se passar em minha mente, me fazendo parar se caminhar.

-Jungkook? -Taehyung percebeu que eu não estava mais o acompanhando, e em uma fração de segundos, eu já corria desgovernado por entre as flores. -Jungkook! O que você está fazendo!? -Ouvi Taehyung gritar atrás de mim, porém eu não liguei, apenas continuei a correr. Eu não sabia o que estava acontecendo. Minhas pernas pareciam que criaram vida própria, meu coração doia, me fazendo levar a mão até o lado esquerdo do meu peito. Lágrimas se formaram em meus olhos, porém não permiti que caissem, não sem saber o que estava acontecendo comigo. Senti que uma nevasca se formaria, que uma neblina densa tomaria conta da minha visão e tudo o que eu mais queria era correr dela. Parecia que o mundo ia se desmoronar em cima de mim, e o medo puro se formou em meu coração. 

Até que eu cai.

Meus doelhos doeram, provavelmente ficariam roxos com a queda e as lágrimas não podiam mais serem impedidas. Eu estava confuso, não sabia aonde estava. Eu havia saido da neblina? 

Abri os olhos vagarosamente, com medo do que viria em seguir, porém tudo o que eu vi foi uma rua completamente deserta. Eu estava no meio dela. 

-Taehyung-ah? -Gritei, porém não ouvi resposta. Engoli em seco, apoiando as mãos no asfalto, me levantando com dificuldade pelo fato do meu joelho estar completamete ferrado. Passei a caminhar mancando, tentando me manter em pé. -Taehyu... -Iria gritar novamente, porém fui impedido assim que percebi que as casas iam se desaparescendo a medida que eu andava. Tudo o que eu vi apartir dali foi uma escada indo para baixo feita completamente de pedra, olhei para os lados e não vi nada, apenas uma neblida. Olhei para trás e as casas ainda estavam ali. O ponto de partida, que era o lugar aonde eu cai, já não se via mais o fundo, estava tomado pela neblina opaca. Encarei á minha frente novamente e percebi que não havia outra alternativa.

Eu estou com medo. Aonde está Taehyung e que lugar é esse? -Pensei e as minhas pernas e mãos ficaram trêmulas, as lágrimas não paravam mais de descer a medida que eu descia cada vez mais. Ao chegar no último lugar, respirei fundo, fechando os olhos.

Eu não acredito que isso está acontecendo comigo. Eu só devo estar sonhando. É, isso só pode ser um sonho, ou melhor, um pesadelo.

Abri os olhos e continuei a caminhar, indo cada vez mais fundo naquela neblina, até que, de repente, um flor amarela apareceu por entre todo aquele borrão opaco. Repentinamente, todo o medo e tristeza que eu sentia se esvaiu, só dando espaço á admiração. Ela era linda. Pequena e delicada. Suspirei aliviado e um sorriso misteriosamente brotou em meus lábios. Passei pela florzinha assim que avistei outras flores coloridas, até que se tornou milhares e a minha visão passou-se a se tornar cada vez mais nitída.

Era um jardim. Um lindo jardim igual ao daquele parque.

Comecei a andar ao redor dele, observando cuidadosamente cada espécie de flor, fazendo com que a alegria em meu âmago transbordasse. Eu me senti mais relaxado, como se eu já estivesse familiarizado com aquele lugar, como se eu já tivesse o visitado milhares de vezes. Me assustei assim que ouvi o barulho de passos em minha direção, porém não fiquei assustado, apenas continuei parado no lugar até que uma figura apareceu por entre imensos girassóis. Era um garoto.

Sua pele era branca, tão branca quanto um algodão. Seus olhos eram marcantes, surreais. Eram lindos. O corpo pequeno por entre aqueles corpos gigantes e o cabelo loiro me fez lembrar daquela pequena flor. Pequena e delicada. Sua boca era vermelhinha como um morango e as mãos pequenas mexiam por entre as folhas dos girassóis. Meu coração ficou acelerado e minhas pernas rumaram em direção a ele. Eu precisava saber.

Eu precisava saber se era ele o cuidador dessas lindas e encantadoras flores.

-O-Olá. -Falei, meio acanhado. O mesmo pareceu me escutar, porém permaneceu observando a planta. -Essas flores são suas?

O mesmo me encarou e eu juro...

Eu nunca senti meu coração se aquecer tanto por quão apaixonado eu estava naquele momento quando vi o seu sorriso.



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