História Essence - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Evilqueen, Lana Parrilla, Outlawqueen, Reginamills, Storybrooke
Exibições 334
Palavras 3.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Heeeeeeeeey meus amores como estão?
Sem muito blablabla hoje eu só queria agradecer aos favoritos CHEGAMOS EM 129 FAVORITOS E EU TO SURTANDO isso é muito incrível obg de verdade.

LEIAM A MUSICA E A FRASE DO INICIO ♥

Logo os comentários dos outros caps serão respondidos prometo.

Capítulo 21 - Temporal


Fanfic / Fanfiction Essence - Capítulo 21 - Temporal

"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente." ---Clarice Lispector. 

O lápis deslizava pelo papel, aquela sempre lhe fora a melhor maneira de colocar para fora toda a bagunça que sentia.  E aqueles últimos dias haviam sido uma bagunça total.   

Os últimos traços iam se formando e ela sorriu ao conseguir concluir o desenho. Seus dedos contornaram o papel e a morena suspirou fundo, nunca fora boa em desenhar olhos... mas aqueles, ah aqueles olhos ela os desenharia ate de ponta cabeça.  

As canetas foram colocadas de lado e ela se permitiu fechar os olhos por breves segundos e sentir a brisa da manhã bater em seus cabelos, não eram mais que 9am e a morena  agradecia aos céus por não ter sol aquele horário. 

Seus pés se afundaram na grama e as mãos deslizaram sobre a bagunça de papeis espelhada pelo jardim, procurando um pequeno exemplar que havia vindo junto com o bloco de desenho.  Fazia algum tempo que não parava para ler, desde que o beijara para ser mais exata. Seus livros a tiravam da rotina, mascaravam a vida mórbida a qual havia se enfiado e por isso mergulhava em paginas e mais paginas de um mesmo livro vezes seguidas. Robin tinha a mesma função, balançava seu mundo, quebrava a rotina e a fazia sentir viva.  

 Por azar ou coincidência o livro em suas mãos era um presente dele. Talvez os astros estivessem conspirando contra seu momento de silencio fazendo com que ela o visse em cada canto possível.   

 -Regina? -Seus olhos se abriram no mesmo instante e ela fitou a ruiva assustada. -O que esta fazendo aqui essa hora?  

-Eu gosto de ficar aqui, me acalma. -limitou-se, era mais que calma, sua macieira era um ponto de refugio, refugio de suas próprias loucuras particulares. -Estava procurando por mim?  

-Sim, sua medica ligou... -Regina parou de recolher seus matérias e voltou a fitar a irmã mais velha. -Ela quer falar com você amanhã no consultório. 

-Achei que tínhamos marcado para semana que vem. -suspirou voltando-se para os matérias espalhados, fingindo não se abalar com tal ligação.   

-Não é sobre isso, é sobre o câncer. -Intrigada a morena voltou a prestar atenção na fala da mais velha. -Ela me falou sobre ter que refazer os seus exames, só para checar se esta tudo bem. -Um breve sorriso forçado surgiu no rosto da mais nova. -Mas acho que não é só sobre refazer os exames, então não sofra por antecedência. -Os olhos castanhos foram brevemente se escurecendo e Zelena bufou. -Ela disse que precisava falar com você, que era importante,  por isso pediu para que comparecesse amanhã no consultório. -Um toque de positividade invadia sua voz escondendo o leve tremor que passava por seu corpo, Zelena sabia que precisava ser o lado esperançoso da moeda.  

-Você vem comigo?  

O pedido não precisava de resposta e ambas sorriam uma para outra antes de adentrarem a enorme mansão.  

Os matérias foram deixados sobre a mesinha de centro da sala, e Regina se jogou no sofá fechando os olhos.  

-Você ligou para o Robin? -Sua cabeça balançou em um breve sinal de negação. -Eu achei que estava tudo resolvido entre vocês.  

-Talvez esteja, quer dizer não nos falamos faz 3 dias. -A ruiva ergueu a sobrancelha e Regina respirou fundo. -Eu preciso pensar, eu não sei o que fazer eu.... preciso de tempo. -Suspirou alto. -Tempo. 

Zelena a puxou para um abraço e afogou os curtos cabelos pretos.  

-Imagina como está sendo para ele que não teve esse tempo. -Sussurrou. -Ganhou um filho, responsabilidades, está perdendo a namorada e não tem tempo para digerir nada.  

-Olha eu sei que não está sendo fácil... 

-Não meu amor você não sabe, porque mais uma vez está colocando a sua dor acima da do outro. -A mais nova a fitou incrédula. -Não adianta olhar para mim assim... 

-Você fala  como se em nenhum momento eu o tivesse priorizado.  

-E você o priorizou quando? Porque o que me vem a cabeça é as suas necessidades sendo colocadas acima, sempre.  

-Eu nunca pedi isso... 

-Mas amar é assim. Você não precisa pedir para ser prioridade na vida do outro, simplesmente é. -Uma grande pausa se seguiu e  nem respirações eram ouvidas.- Regina –A morena a fitou. -Você ama o Robin ou ama a ideia de amor e segurança que ele trouxe pra sua vida?  

-É claro que eu... -A ruiva não deixou terminar.  

-Não parece, por mais que eu saiba do seu sofrimento. -Puxou o rosto da mais nova em sua direção fazendo o azul e o castanho se fitarem. -Quem ama não pensa, não espera. Não há tempo para o amor Regina. -Seus olhos se fecharam e a respiração pesou. -É fácil o querer do teu lado quando seu mundo esta desmoronando, difícil é ficar ao lado dele quando ambos mundos estão desmoronando. -O contato foi perdido e Regina se afastou.    

-O que você está sugerindo, que eu não o amo o suficiente? -A voz saiu um pouco mais alta do que a morena gostaria. Zelena nada disse apenas se levantou e foi em direção a saída, não adiantava gritar ou agredir a irmã mais nova para que ela abrisse os olhos. -Zelena, Espera! Me responde. 

-Faz quatro dias que ele não aparece no café, não atende o telefone. -voltou-se para mais nova. -Talvez você devesse parar de olhar para o seu próprio caos e pensar no caos do outro. -O ar pesou. -Quem sabe depois disso você mesma saiba responder se o ama ou não o suficiente.  

-Eu não sab... 

-Ninguém nunca sabe o quão destruidora esta sendo uma tempestade se olha apenas a garoa que cai sobre si. -A respiração falhou e a morena nada disse. -Nos vemos amanhã Regina.  

A porta bateu e a morena se apoiou na parede mais próxima, Zelena tinha razão, ela sabia que tinha.  

 A casa cheirava a tinta e estava lotada de caixas, parecia muito com sua primeira mudança a StoryBrooke, quando durante semanas suas roupas ficaram em cima da cama esperando um milagre para se arrumar. Robin riu de seus próprios pensamentos, e se jogou no chão da sala organizando alguns livros que estavam por lá. 

O telefone tocou e junto com ele o choro voltou a invadir o ambiente. 

-Merda! -Seus olhos caíram sobre o telefone e o desligou, estava farto daquela insistência de Grace e só não desligava o telefone na esperança de um outro alguém ligar.  

O loiro correu pela casa e pegou o pequeno chorão nos braços. Ainda sem jeito, Robin, balançou Benj que aos poucos ia fechando os olhos. Suspirando fundo o homem seguiu com a criança nos braços até a sala e sentou com ele no chão. Ao fundo uma musica lenta de alguma banda dos anos 80 tocava e a bagunça foi ganhando ordem.  

Seu peito ainda doía de saudade de uma certa morena de lindos olhos castanhos, mas aquele pequeno serzinho em seus braços preenchia os momentos em que alma gritava solidão.  

-Ei carinha acho que você sujou as fraudas hmm. -Os grandes olhos verdes do menino transmitiam graça enquanto o homem o trocava, meio torto e um pouco sem jeito mas ainda assim com toda a competência que tinha adquirido nas ultimas 72 horas. 

O pequeno foi colocado no tapete da sala e Robin seguiu para a cozinha onde o leite fervia, o liquido foi despejado na mamadeira e a campainha tocou o assustando. O objeto escorregou de sua mão caindo em cheio no chão e o loiro xingou em todos os palavrões que conhecia.  

Rapidamente ele se dirigiu a entrada, olhou  para o pequeno certificando-se de que o barulho não o incomodará e seguiu para a porta. Os olhos de Robin reviraram e os palavrões vieram novamente a sua mente.  

-Mãe... -suspirou. -O que quer aqui? 

-O que tem contra atender o telefone, Robin? -a voz da senhora era calma, mas Robin a conhecia o suficiente para detectar os sinais de irritação bem presentes.  

-Talvez eu não quisesse falar com a senhora após ter deixado meu filho no sofá e saído quando eu fui ao banheiro, pensou nessa possibilidade? -O loiro foi ignorado e a mulher adentrou a casa medindo o lugar de cima em baixo. -Onde está a educação que tanto presa?  

-Um quarto, sala e cozinha, serio? É isso que quer oferecer para o meu net... 

-É o que eu posso pagar e eu tenho certeza que ele não se incomoda. -O bebê foi retirado do tapete e se encolheu nos braços do pai. -Não é mesmo garotão?  

-Não seja ridículo, aceite logo voltar comigo para casa e facilite sua vida e a minha. -Cansado daquela discussão, ele não perdeu tempo em responder e abriu a porta indicando a saída. -Eu não acredito que vai ficar aqui por uma mulher que se quer aceita seu filho. -Gritou. -Se ao menos tivesse um relacionamento serio com a Mills. -O nome saiu sublinhado. -Mas claramente você foi só uma diversão meu filho. -As palavras da mais velha o atingiu em cheio. -Não se abale elas são todas assim.  

-Sai da minha casa.  

-Rob.. 

-Agora! -O pedido não precisou se repetir e a porta bateu.  

Em qualquer outro momento as palavras de Grace não teriam sido ouvidas, Robin tinha adquirido a habilidade de ignorar a mãe e todas as ofensas que ela dirigia a ele, mas naquele momento onde mais de 70hrs sem sinal de Regina haviam passado era impossível não se deixar atingir.  

Os resmungos de Benjamin os tirou de tais pensamento e o loiro sorriu em direção a criança agradecido.  

"Uma mulher que se que aceita seu filho"  

"Você foi só uma diversão meu filho"  

"Só uma diversão." 

As palavras se repetiam em sua mente o enlouquecendo. A cabeça tombou para trás e seus olhos fecharam em cansaço, físico e mental.  

E as horas foram passando e passando. De um lado da cidade a casa era preenchida por choros e risadas, por erros e acertos de um pai em formação.  

Do outro as paredes ganhavam vida e gritavam o quão idiota ela estava sendo. Os cantos da casa brincavam com sua memoria o colocando em todo canto que ela olhava.  

Ambos enlouquecendo, cada qual a sua maneira, mas pela mesma razão.  

Longe daquele conflito de ir ou não outra Mills enfrentava um grande desafio: o passado.  

Cora perderá as contas de quanto tempo estava naquela praça olhando o nada  perdida em pensamentos. Sua mente vagava pelas inúmeras paginas do passado, as quais fizera questão de esquecer. Mas um nome em especifico aparecia sublinhado em todas as paginas rasgadas de sua enorme história.  

Grace, Grace Morgado.  

Os pelos de seu corpo se arrepiavam ao se lembrar de tal nome.  

Flash back on~ 

A tarde ia chegando ao fim e os últimos raios de sol iluminavam os olhos azuis os deixando ainda mais claros, de todas as variações de azul que já havia visto aquela era sua favorita. A ruiva apoiou a cabeça nos joelhos da melhor amiga e ficou a admirando por minutos incontáveis até o breu da noite tomar conta.  

-Eu tenho um presente para você. -sussurrou a mais velha. -E eu sei que você me disse que não queria nada mas eu ainda sou a sua melhor amiga, e melhores amigas não obedecem tais pedidos. -Cora riu diante da declaração e se sentou fechando os olhos. A loira afastou os longos cabelos ruivos e deslizou pelo pescoço da amiga um delicado colar. -Pode abrir. -As maõs seguiram imediatamente para o presente e sorriu ao ve-lo.  

-É lindo Grace, obrigada. -A loira sorriu e Cora se jogou em seus braços a abraçando demoradamente. -É igualzinho a minha marca.  

-Eu sei... -sussurrou. -E eu comprei a lua também. -A ruiva fitou o colar que foi tirado do bolso da loira e o pegou. -Pensei que você poderia dar para a pessoa quando o encontrasse.  

-Pois eu acho que você deveria usa-lo. -A fala saiu antes que a pudesse controlar e a loira corou com a declaração. -Quero dizer, melhores amigas também são almas gêmeas não são?  

-É eu acho que são... 

Flash back off 

As lagrimas escorreram por seus olhos e a ruiva sentiu o peito doer. Sua mão automaticamente seguiu para o pescoço e segurou o pingente que nunca havia tirado, a respiração falhou e a mente vagou para o dia anterior.  

~~~~ 

A porta do café foi aberta e o som de saltos logo  invadiu o ambiente, a mulher sentou-se no balcão e sem grandes gentilezas realizou o pedido. Os poucos clientes ali presentes observavam de longe a nova visitante de StoryBrooke, mas ela não se importou.  

O café chegou e logo o liquido desceu quente por sua garganta, fazia dois dias que estava naquela cidade e se perguntava a todo instante se a vida podia ser mais imprevisível. De todos os assuntos pendentes que tinha para resolver naquele lugar o que mais assombrava sua mente era um com o sobrenome Mills.  

Tantas mulheres no mundo e seu filho tinha que estar apaixonado por uma Mills. 

Tão perdida em pensamentos estava que se quer percebeu quando o banco ao seu lado foi ocupado. Grace largou a xicara sobre o balcão e se levantou seguindo para saída. 

-A que devo a honra de tal visita? -Perguntou a balconista. -Raramente você aparece por aqui sogrinha.  

-Saudades da minha ruivinha. -Aquela voz a fez paralisar onde estava. A porta da cozinha foi aberta e Zelena intrometeu-se na conversa. 

-Escutei direito? Cora Mills com saudades de mim!- Grace deixou a bolsa em sua mão cair ao ouvir tal nome ser pronunciado. -Estou lisonjeada Mommy –Meia volta foi dada e a mais velha perdeu o ar.  

-Cora...- As palavras não passaram de sussurros mas a ruiva virou-se imediatamente.  

-Eu? -Grace olhou para a saída e olhou para a ruiva  novamente. -Sra...? -A voz não vinha, não acreditava em quem estava vendo na sua frente, e por mais que tivesse se prepara para esse impossível encontro era inegável que não estava pronta.  

-Acho que é Grace o nome dela. -Respondeu Ruby ao ver que a senhora parecia em choque. -Bom é o que diz o cartão.. 

-Grace? -A pergunta foi direcionada mais a si que a outra e Cora se perdeu em pensamentos.  

O coração voltou a bater e a respiração se normalizou, Grace então percebeu o papel de idiota que estava fazendo e rapidamente se recompôs.  

-Não lembra de velhos amigos, Cora? -Os olhos se arregalaram e a vez de perder o ar e a cor foi da Sra. Mills.  

-Grace? Grace Morgado ai meu Deus! -Um pequeno sorriso invadiu seus lábios e Cora deu um passo em direção a velha amiga que recuou. 

-Lucksley, Grace of Lucksley. -Diferente de Cora, a outra não fazia questão de esboçar sorriso algum, muito pelo contrario arrependia-se amargamente de ter se abalado de tal maneira e de ainda estar em tal lugar.   

-Luckesley? Robin tem o mesmo sobrenome. -Intrometeu-se Zelena.  

-É meu filho.  

-Robin é seu filho? Ele e minha filha estão juntos! -Por um instante a mais velha pensou que a ruiva estivesse debochando de sua cara ao demonstrar tamanha "alegria" em ve-la e agora essa nova onda de felicidade com a noticia de Robin.   

-Parece que sim. -cortou-a antes que a ruiva pudesse continuar. -Eu tenho que ir foi... um prazer revê-la Cora. -A amargura presente em cada silaba não passou despercebida. A porta bateu e a Sra. Mills sentiu aos poucos a fixa cair.  

-Quem é ela? -Perguntou Zelena.  

-Uma velha amiga... 

~~~~~~~~

A garoa começou a cair mas a ruiva não se importou apenas sentiu a tempestade lhe atingir e lavar sua alma e seus erros.  

A chuva engrossou e Cora não era a única Mills a ser atingida por tal tempestade, do outro lado da Cidade Regina corria em direção ao antigo apartamento do namorado.  

Os cabelos pretos caiam por seus olhos totalmente encharcados, mas ela não se importava nada mais importava. Sua mente estava cansada de ouvir tantos gritos, de procurar por vestígios de alguém que poderia estar presente. Ela não queria mais metades e migalhas, porque cheirar camisetas, chorar sobre o travesseiro e se tortura nas dedicatórias dos livros que ele havia lhe dado?  Era muito melhor sentir seu cheiro direto de seu pescoço, beijar teu corpo e lidar com as feridas junto com ele.  

As batidas na porta eram altas e acordariam o quarteirão inteiro se fosse possível, de cueca, Killian voou em direção a entrada pensando nas inúmeras tragédias que poderiam ter acontecido para alguém estar derrubando sua porta desse jeito. Seus olhos então se arregalaram ao se deparar com a morena encharcada ali.  

-Regina?  

-O Robin está?  

-Hm não!? Eu achei que você soubesse que ele se mudou. -A respiração falhou e ela se apoiou no batente da porta.  

-Ele voltou para Boston?- A frase quase não saiu e o moreno riu do desespero da mulher.  

-Não, ele só se mudou com o pequeno. -Ela suspirou aliviada mas não largou a porta. -Eu achei que vocês tinham conversado e se entendido.  

-Nos conversamos, uns 4 dias atrás. -começou ainda sem folego. -Mas não nos falamos desde então, eu precisava de um tempo...  

-Parece que o tempo acabou né...-riu e estendeu para ela um papel com o endereço. -É duas ruas daqui. -Ela sorriu verdadeiramente agradecida, assim que pegou o papel reconheceu a rua e voltou a correr no meio da chuva sem se importar com mais nada.  

As luzes da pequena casa estavam acesas, Regina se aproximou apressada mas antes de espancar a porta ouviu um choro alto do outro lado e sorriu, iria assustar ainda mais a criança se fizesse um escândalo.  

Dois longos minutos se seguiram depois da primeira batida e ela suspirou alto pensando seriamente em arrombar a porta de madeira, sua mão seguiu novamente a porta mas antes que pudesse bater a mesma foi aberta.  

-Mãe eu já fale... Regina? -Os olhos azuis se arregalaram, o bebê em seus braços riu alto e a morena suspirou com a cena.  

-Oi Robin.  

-Eu achei que você não fosse ligar...  

-Tem coisas que não podem ser ditas pelo telefone. -Ele ainda a olhava sem reação.  

-E o que é? Veio terminar o que se quer começamos. -Repetiu a fala dela de poucos meses atrás.  

-Não! Eu vim... eu vim dizer que te amo. -O riso de Benjamin novamente invadiu a cena, e Robin foi puxado para realidade. -Eu te amo. 

Me Espera


Eu ainda estou aqui
Perdido em mil versões
Irreais de mim
Estou aqui por trás de todo o caos
Em que a vida se fez


Tenta me reconhecer no temporal
Me espera
Tenta não se acostumar
Eu volto já
Me espera


Eu que tanto me perdi
Em sãs desilusões ideais de mim
Não me esqueci
De quem eu sou
E o quanto devo a você


Tenta me reconhecer no temporal
Me espera
Tenta não se acostumar
Eu volto já
Me espera


Mesmo quando me descuido
Me desloco
Me deslumbro
Perco o foco
Perco o chão
Eu perco o ar
Me reconheço em teu olhar
Que é o fio pra me guiar
De volta
De volta


Tenta me reconhecer no temporal
Espera
No temporal
Me espera


Tenta não se acostumar
Eu volto já
Me espera


Eu ainda estou aqui


Notas Finais


E eeeeeeeeetão? Espero que tenham gostado, comentem e me digam o que estão achando isso é mt importante para mim ♥

Bom eu não demorei tanto dessa vez e pretendo não demorar com o próximo pq estamos em outubro e esse mês em particular é mt importante para o tema central da fic que é o câncer de mama e o quão incrível cada uma de nos somos, por isso esse tema volta nos próximos capítulos e eu espero vcs gostem.

Sobre Cora e Grace não se preocupem com elas, ah não interfere diretamente na história e vem mais para mostrar o quão interligadas estão essas famílias. A Grace é a atriz Meryl Streep proximos caps tem fotos delas na capa jsaosdjaposdj

Bom é isso pessoal qualquer duvida me perguntem, comentem eu amo vcs. ♥

Meu twitter caso vcs queiram sei la é @The996Lern


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