História Essência - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags 2won, Abo, Abo Universe, Drama, Jookyun, Monsta X, Showhyuk
Visualizações 58
Palavras 4.483
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Lírica, Magia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu realmente nunca sei o que escrever nessa parte mas do fundinho do meu coração espero q gostem...
Esse foi um capítulo difícil de fazer então espero q o resultado tenha ficado bom!!
Boa Leitura :)

Capítulo 14 - Apoiando


“Ele captura o jovem alfa, sem temor algum, e sem nenhum tipo de prova, ele estava desesperado.

[...]

Como um criminoso ele é encurralado, está cercado, preso no encantoo do seu agrado,

O filho do meio está perdido, cansado e pelos erros do mais velho no passado, ele é julgado...

Como poderia o adolescente dizer o que pensava sem parecer equivocado?

Apontavam-lhe o dedo na cara e o julgavam, o deixando ainda mais agoniado... Não tinha como lhes dar a resposta, se desta ele já tinha se livrado...

[...]

Calado, não disse nenhuma palavra para desenterrar aquilo que já estava enterrado...

[...]

Ora, o pequeno alfa parecia estar cansado, largado e talvez morresse sufocado.”

[Presságio dos Três Irmãos, Versão Modificada]

 

Capítulo Catorze ─ Apoiando

 

Wonho se encontrava sentado em uma das carteiras da sala de aula. Pelo cenário paradisíaco que se estendia pela janela da sala, pode claramente entender que em um dos sonhos compartilhados. Se perguntou quando que Hyungwon apareceria para atenuar seu coração, como sempre fazia.

Viu a porta se abrir, porém quem entrou não foi o ômega, e sim, o único alfa no qual ele gostaria de fugir e nunca mais ver de novo.

─ Hoseok ─ Jooheon faz uma reverência ─ Quanto tempo, soube que agora você mata crianças ─ ele fala a primeira coisa que em a sua mente.

Era uma sala de aula comum. Com cinco fileiras de mesas com suas respectivas cadeiras, a mesa do professor na frente, um quadro negro e a porta ao seu lado. Não havia nenhum trabalho colado as paredes e o chão estava limpo. Deveriam estar de férias.

─ O que você está fazendo aqui? ─ Wonho faz a primeira pergunta que vem a sua mente.

─ Você aparece no meu sonho e eu que sou culpado ─ o outro alfa lhe responde, calmamente ─ Tem gente que não tem vergonha na cara mesmo.

─ Como sabe que isso aqui é um sonho?

─ Ah ─ Jooheon ri secamente ─ Já participei bastante disso ─ ele pula em cima de uma das primeiras mesas na fileira da porta ─ Só não vou falar onde nem como porque não confio em você ─ dá uma piscadela enquanto colocava os pés em cima da cadeira ─ Mas já que se interessou, as noções de tempo e espaço ficam distorcidas ─ ele aponta para a janela, onde um temporal parecia se formar ─ Se você olhar bem de perto pra algum objeto, vai notar os pixels bem pequenininhos, como uma tela de televisão antiga ─ ele continua rindo ─ O Honey aqui é esperto.

─ Não vai tentar me matar, espancar, triturar ou dar aos cachorros comerem? ─ responde Hoseok olhando para a janela e vendo pelo reflexo, Jooheon negar ─ Nossa ─ afirma surpreso, com a atitude pacifica de Jooheon.

─ Confesso que a uma semana atrás eu realmente tinhas planos consistentes para cometer um ato assassino ─ ele responde ─ Mas a melhor forma de punir alguém, é impedi-la de ser quem ela é, ou força-la a viver com culpa do que fez ─ cita com tranquilidade ─ E eu também tenho outras ocupações.

A porta se abre e uma menina baixinha de pele clara e franjas caindo sobre os olhos entra na sala. Ela repara nos dois alfas sentados nas carteiras e parece soltar um riso sutil antes de se juntar a eles.

─ Somi, você não é a responsável por esse sonho ─ Wonho fala, assim que reconhece a menina ─ Ou é?

─ Claro que eu sou ─ fala dando de ombros ao alfa.

─ Sem querer lhe faltar com a educação, mas posso sair? ─ Joohoen responde, num tom de brincadeira.

─ Ainda não Jooheon ─ Somi fala, também subindo em uma das mesas ─ Tenho que esperar o terceiro alfa chegar pra depois nos conversarmos, e só então você poder ir embora.

─ Somi-ah ─ Wonho pergunta, vendo que o seu ômega não apareceria ─ O que está acontecendo?

─ Logo você descobre ─ ela sorri divertida ─ Vamos apenas esperar o Shownu chegar, ele deve ter se perdido dentro do colégio.

A coisas pareciam estar ficando cada vez mais estranhas, por que diabos, o filho do Lorde de Gwail deveria comparecer no sonho de Jooheon?

Nenhum dos dois ousou contradizer Somi, pois ela que comandava o sonho, então estariam presos nele até que ela dissesse que bastava.

Nas janelas, pequenas gotículas de água estavam começando a acumular, iria chover. Seus pensamentos se tornaram realidade quando um raio cortou o céu e alguns instantes depois, os três foram capazes de escutar o barulho do trovão.

Sem que parecessem incomodados, os três pareciam curtir a trilha sonora enquanto balançavam seus pés suspensos no ar por conta das carteiras e esperavam por Shownu. Estava calor dentro da sala, o que explicava a tempestade prestes a cair ─ era uma chuva de verão, desapareceria tão rápido quanto havia surgido.

─ O que você fez com Hwan? ─ Wonho pergunta inesperadamente, nunca mais tinha ouvido notícias sobre o alfa, a curiosidade pulsava fortemente em suas veias, aquilo era só um sonho, que mal uma perguntinha besta faria?

─ Matei ─ Jooheon responde baixinho, olhando para os próprios pés ─ Eu não estava agindo racionalmente naqueles dias ─ justifica ─ Desculpa.

Wonho não entende o motivo de Jooheon estar sendo legal consigo, mas prefere não questionar. O Lee estava com olheiras fundas bem marcadas. Como sempre, não estava dormindo direito, expressão visível, até mesmo nos sonhos. Jooheon estava passando por dificuldades.

Dito e feito, uma chuva forte passa a cair, castigando os gramados bem cortados do lado de fora. Em alguns segundos o barulho é tanto que mesmo que gritassem, não conseguiriam ouvir uns aos outros.

Para acompanhar a chuva repentina, um vento forte começa a zumbir, obrigando Somi a se levantar apenas para fechar as janelas. A chuva era tanta, que segundo seus cálculos, a enxurrada estava quase alcançando os joelhos de um kama adulto.

A porta é escancarada e Shownu entra todo molhado na sala, indicando que ele possivelmente havia pegado chuva em seu caminho até ali. Deveria se secar logo para não ficar resfriado, se é que você pode ficar doente em um sonho.

─ Príncipe ─ ele faz uma reverência assim que nota Wonho em uma das mesas ─ Não esperava encontrá-lo aqui ─ ele continua, olhando para os outros rostos, não conhecia nenhum deles, mas sentia que podia confiar ─ Peguei chuva no caminho e o único lugar aberto era essa escola, e a única sala que não estava trancada era essa ─ ele fala abertamente, sem se importar com Jooheon ─ Estranho não é mesmo?

─ Shownu ─ Wonho se sente no dever de apresentar tudo ao outro ─ Você está sonhando, esse é o Jooheon, um amigo distante ─ aponta para a primeira mesa da fileira ─ E essa é Somi, a magicae que está controlando esse sonho ─ responde quase gritando, para que sua voz se sobrepusesse a chuva.

─ Eu realmente tenho uma imaginação incrível ─ Shownu fala, desacreditado ─ Sonho bacana.

─ Shownu ─ Wonho continua, olhando nos olhos do amigo ─ Esse sonho é digamos... real ─ ele fala devagar, de forma que Shownu compreenda ─ Não questione, aceite.

Aos poucos a chuva torrencial para de cair lá fora, dando lugar a um sol fraco, que aos poucos ia ganhando vida, contudo, ainda estava quente. Dentro da sala, os três alfas se encaravam de cima a baixo descaradamente.

Era uma mania comum entre alfas da mesma idade, quando estavam todos no mesmo ambiente. Se analisavam e silenciosamente classificavam uns aos outros em categorias distintas. Quem seria o melhor entre eles? Qual seria o mais forte? Qual seria o melhor preparado?

Após alguns minutos, um arco-íris surge no céu e Jooheon resolve perguntar algo que estava o incomodando desde que o sonho teve início.

─ O que é tudo isso?

─ Não é importante agora ─ Somi ri de nervoso ─ Ok pode parecer loucura o que eu vou dizer, mas a Profecia da Destruição está se cumprindo e vocês três possuem a essência de algum dos nove Deuses.

─ Essa profecia por acaso envolve fogo e morte de reencarnados? ─ Jooheon pergunta, se lembrando da reunião da noite passada.

─ De certa forma ─ ela responde, se recostando na parece, ainda em cima da mesa ─ Onde ouviu isso?

─ No X Clan.

─ Ah, claro.

─ Eu posso ser várias coisas, mas não acho que pareço um Deus ─ Shownu interrompe, ainda incrédulo.

─ Ah por favor ─ ela suspira, falhou ao pensar que seria fácil convencê-los ─ Nunca se sentiu mais velho que o normal? Como se abrigasse uma sabedoria sobrenatural, como se em suas mãos estivesse o poder de traçar o futuro de alguém?

─ Às vezes.

─ Isso porque você carrega a essência da Ahjumma, a Velha, Deusa da Sabedoria.

─ Ok, você me venceu.

─ Wonho-Oppa, você foi o mais fácil de mapear ─ ele fala cruzando as pernas decidindo abrir o jogo com todos os outros ─ Você é o Grande Lobo, protege aquilo que ama com as garras, uma fera assassina, em alguns lugares, as pessoas dizem que o Lobo é o Deus da morte ─ ela continua, apenas jogando as palavras ao vento ─ Não se culpe tanto Ok? Esse seu modo de agir faz parte da sua essência.

─ E eu? ─ Jooheon pergunta, com um pouco de medo da resposta.

─ Creio que seja o Demônio ─ ela fala apreensiva, surpreendendo todos na sala ─ Nem tudo é o que parece ser e nada parece ser ─ ela cita um dos diversos poemas históricos ─ E não posso dizer nada para esse ser que você é.

Nem sabia que o Demônio era um deus ─ Jooheon cita, completamente desconcertado ─ Aish ─ ele não estava esperando por aquilo.

─ Fiz algumas pesquisas e descobri que o Demônio pode ser representado como a personificação das nossas fraquezas, pois ele usa do seu ponto fraco para lhe tentar até que você caia em tentação e faça o que ele quer ─ ela faz uma pausa dramática ─ E quem disse que isso é ruim? ─ o Demônio tinha má fama entre todos do reino, era visto como algo ruim, para ser repudiado ─ Esse Deus é substancial para a balança do universo, faz com que tudo fique em ordem, realiza o trabalho sujo para que os outros Deuses permaneçam inabalados.

Jooheon permanecia em sua carteira, em silêncio ainda balançando os pés suspensos. Não queria dizer nada, não deveria dizer nada. Olhou para as janelas novamente e um sol estava tomando forma, assim como no início desse sonho.

─ Isso é tudo o que eu sei por enquanto, mas vou descobrir mais, não se preocupe ─ ela fala, fuçando na franja, uma mania estranha ─ É a mesma coisa que eu disse pro Hoseok, não se preocupe tanto, esse é o seu jeito de ser ─ ela suspira, vendo que o sonho teria que acabar ali mesmo ─ Se relaxar e assumir a sua essência, todas as peças se encaixarão.

 

 

Δ SSC Δ

 

 

Changkyun bebe um gole do café forte, e por alguns instantes sente tudo ao seu redor se enegrecer. Tomava café para se tornar são, sendo que estava no seu limite, logo passaria a ingerir algumas poções feitas por ele próprio ou apelar para a bebida alcoólica.

O problema era que Changkyun não confiava nas próprias poções, pois a magia não cria coisas, elas as tira de algum lugar, então algo que faria bem a ele, estaria consequentemente tirando algo de outra pessoa.

Era domingo de manhã, tinha passado a madrugada inteira em um plantão, mesmo sendo apenas mais um enfermeiro das classes inferiores. Médicos ainda precisavam de alguém para trocar as bandagens, e pacientes ainda precisavam de quaisquer tipos de auxílio.

Terminou o seu café, jogou o copo descartável na latinha de lixo logo a sua esquerda. Ajeitou o jaleco no lugar e voltou a caminhar na direção da ala de emergência. Aquele lugar sempre estaria lotado de gente. Alguém ainda precisa de mim, afinal.

Um garotinho de aproximadamente oito anos passa correndo do seu lado, portando um dos braços engessados.

O ômega se se esforçou ao máximo para não imaginar Minki naquele garoto. Mas eram tão parecidos. A estatura baixa, comum para uma criança da idade, os olhinhos quase fechados e uma estatura mais gordinha.

Ele lembrou-se de Minki.

Sua cabeça voltou doer e a tontura também retornou. Girou os calcanhares novamente para a máquina de café. Sem delongas o extraforte saiu dela e o enfermeiro voltou a correr para a ala de emergência.

Quanto tempo duraria até que superasse o mais novo? E Changkyun ainda deveria assessorar o filho do meio que deveria estar sofrendo mais do que ele próprio.

Joonki era sentimental, embora não transparecesse.

Ao chegar na ala de emergência, encontrou todos os colegas de trabalho em silêncio, assim como os pacientes. Eles encaravam estupidamente a única televisão exposta naquela parte do Hospital.

Nela, estava mais um dos imponentes plantões de notícia, que já estavam se tornando comuns em todo o país. A repórter loira e magricela, segurava forte demais o microfone ─ sinal claro de que estava nervosa.

─ Por volta das três da manhã dessa madrugada, o templo da Deusa Lil foi completamente incendiado ─ ela começa, falando mais rápido do que o necessário ─ Há especulações de que esse atentado contra a Deusa dos Tesouros é de origem pagã, e que militantes do Movimento Resistente, estariam envolvidos ─ imagens do incêndio são exibidas no telão, para que toda a população as veja ─ Praticamente nada pode ser recuperado, os peritos ainda trabalham no local para descobrir a origem do fogo.

Inesperadamente, Changkyun descobre o motivo da sua cabeça ter parado de funcionar durante a madrugada inteira. Era tudo por conta da Deusa que fora violada e não por conta das noites mal dormidas.

Sua cabeça volta a latejar, assim como havia ficado durante toda a madrugada. O magicae não estava conseguindo se focar em nada que aparecesse em sua frente, o que era um problemão quando estavam nesse tipo de situação.

Alguns dizem eu Templos são desperdício de espaço, porém Changkyun já estivera um deles, e poderia afirmar com autoridade que havia muito poder mágico disposto nesses lugares.

Seja quem fosse o autor dessa barbárie, não deveria estar ciente disso. O universo é justo e nada ficaria impune.

─ Assim que a polícia liberar o Templo, os devotos da Deusa poderão peregrinar o local e deixar votos à todos aqueles que também ansiavam pela sua proteção ─ a voz da reportes soa em contraste com as imagens ─ A população de Kuste, em especial, guardava um carinho imenso por Lil, esperamos que o culpado seja logo descoberto, e que os nossos Templos passem a ser melhor protegidos.

─ Eu não sou muito de acreditar em Religião, mas esse pessoal de Kuste é muito espirituais ─ fala um dos Doutores, parado próximo a Changkyun.

─ Exato! ─ responde uma enfermeira ─ Está na cara que isso foi obra da Resistência.

─ Esses caras se arriscam demais ─ responde outra enfermeira ─ Nunca vamos descobrir o que eles realmente querem ─ ela continua, em um tom aversivo ─ Mas a maior evidência religiosa do país está em Gwail, porque eles atacaram Bada?

Changkyun terminou o café e jogou o copinho dentro da lixeira ainda sentindo a cabeça girar. Se lembraria de fazer uma oferenda a Deusa mais tarde quando chegasse em casa. Ele sabia que os rebeldes atacaram Bada apenas porque Gwail era muito mais poderosa e não deixaria barato.

Lorde Yooha não hesitaria em retaliar qualquer Resistente. Por esse motivo eles usavam estratégias diferentes. O ômega ainda temia por Jooheon. Nesse Conflito Político, ele estava envolvido nas três partes. Tinha nascido na Resistência, morava em Zentrum, mas trabalhava para Nurtha e para o X Clan ao mesmo tempo.

Também pediria a Prophet pela segurança de Jooheon. Changkyun também esperava que Somi estivesse segurando bem as coisas, pois profecia estava realmente se cumprindo. Não poderia se esquecer de incluir Somi em suas orações.

 

 

Δ SSC Δ

 

 

Assim como o sábado amanheceu surpreso com o incêndio do Templo de Lil, o domingo amanheceu pior ainda com a notícia de que o Rei havia sido pateticamente sequestrado.

A televisão estava uma loucura, infestada de propagandas sobre o ex-Principe e a Resistência, cada um querendo relatar o seu ponto de vista da história. Foi por meio dela que Shownu sabendo do sequestro do Rei.

Ele já tinha comparecido em Zentrum e sabia que aquele Palácio era altamente protegido, como os Militantes Contra Monarquia conseguiram invadi-lo discretamente durante a noite e ainda levar o Rei desacordado, ainda lhe era um mistério.

Essas pessoas estavam indo longe demais, fazer manifestações estava tranquilo, depredar prédios estava tranquilo, mas sequestrar próprio Rei apenas porque tinha feito um acordo com o X Clan no passado?

E ainda havia toda a questão da profecia para que o Menino Lorde se preocupasse. De certa forma, parecia ser mais fácil acreditar que Werrea estava aquela bagunça por culpa de uma maldita profecia.

Wow, ele carregava o espírito de uma Deusa, para que diabos isso lhe serviria no futuro?

Shownu nunca pensou que chegaria a pensar daquela maneira, mas agradecia a todos os Deuses que conhecia pela população de Gwail ser calma e compreensível pois nunca se importaram muito em ter um bastardo como herdeiro, pelo contrário, a população parecia amá-lo mais do que amavam Lorde Yooha.

Wonho era seu amigo, isso era uma verdade irrevogável mas o mesmo, não estava acostumado a governar. Mesmo suspenso de exercer cargos, ele deveria sentar no Trono temporariamente, pois o Rei não tinha deixado nenhum substituto.

Ninguém em Zentrum conseguiria segurar as pontas melhor do que Wonho naquela situação, mesmo que o amigo fosse um pouco irracional. Shownu não tinha ideia do que os Manifestantes queriam com o sequestro, mas tinha certeza que poderia contar sempre com o apoio de Zentrum em suas ações.

Mas errado quem pensava que Hyunwoo também apoiaria Zentrum.

Shownu tinha mais experiência com governos e sabia que sentimentos não o levariam a lugar algum, e sim aquilo que o seu povo precisava.

Sua prioridade era manter a Resistência ─ os mais perigosos ─ longe de Gwail, e a forma mais prática de se livrar do inimigo, seria se juntar a ele. O apoio de Nurtha, estaria estrategicamente voltado para a Resistência.

─ Taemim ─ Shownu beija o topo da cabeça do ômega deitado completamente nu, em sua cama ─ Na sua opinião, qual o objetivo deles ao atear fogo em Kuste?

─ Deles quem? ─ o ômega pergunta, incomodado por ter seu sono interrompido as quatro da madrugada.

─ A Resistência ─ o alfa responde apertando ainda mais Taemin contra o seu corpo.

─ Não acredito que tenha sido a Resistência, seria arriscado demais ─ fala sonolento e o alfa se surpreendeu ao perceber que Taemin entendia de política ao contrário dos outros ─ Foram os mesmos responsáveis que o sequestro do Rei.

Taemin estava deitado de costas para Shownu, sendo fortemente segurado pelos braços do alfa enquanto dormia. Se sentia confortável em dormir ali, nos aposentos de um nobre ─ era mais do que poderia ter desejado a vida inteira.

─ Não acho que eles seriam capazes disso ─ responde, girando Taemin na cama, de forma que ficasse de frente consigo, e ainda depositou um beijo casto em seus lábios.

─ Por que estamos falando de Política? ─ Taemin pergunta em meio as carícias.

─ Por que eu gosto de política ─ Shownu responde apertando fortemente uma das coxas de Taemin, arrancando-lhe um arquejo ─ E gosto de você.

O alfa adorava toda a submissão que os ômegas demonstravam para ele na cama, como ele poderia mandar, e ter todos os seus desejos saciados. Shownu estava adorando poder se deitar com quem quisesse, na hora que quisesse e como quisesse, porém, ainda tinha a sensação de que algo lhe estava faltando.

─ Então por que não gastamos saliva com outra coisa ─ Taemin pergunta ousado, quando sente a mão do alfa se aproximar da sua virilha ─ Como a sua boca na minha...

Então eles trocam um beijo molhado e lento, sendo apenas separados quando Shownu passa a distribuir beijos pelo pescoço, ombros e busto do ômega, sem se importar se ficaria marcado ou não. Aquele era um dos seus ômegas, afinal.

Hyunwoo mergulha a cabeça no pescoço de Taemin sentindo a ausência da presença de um aroma ali, só não sabia identificar qual, mas não deu importância no momento.

Enquanto o sol amanhecia silencioso pelas planícies do Norte, Shownu apenas se concentrou naquela pele sem cheiros até que pensamentos indesejáveis voltaram a lhe rodear a mente e o sono tirar Taemin dos seus braços e entregá-lo a Morfeu.

Largou sua cintura e passou a vigiar seu sono enquanto concluía que a Resistência estava pouco se lixando com Nurtha, e que iriam apoiar X Clan, pois tinham interesses na magia dos magos que lá residiam.

Seria importantíssimo que fizesse amizade com Jooheon, e logo. Pois precisava saber porque diabos, o X Clan, continuava apoiando e favorecendo Zentrum em todas as suas ações.

Era um ciclo, e ciclos são viciosos. Alguém deveria quebrar esse ciclo se quisesse por fim nessa guerra, e essa pessoa seria Shownu.

Em um conflito político-econômico, uma coisa é certa. Se você tem um acordo com alguém, você deveria honrá-lo até o fim, se não as coisas ficariam bem difíceis. Essa Guerra Civil estava gerando laços confusos e quebradiços.

Eram muitas partes evolvidas e muitos interesses distintos envolvidos, fazendo com que governante passasse a trabalhar por si próprio e esquecendo do bem comum. Estava tudo uma bagunça, mas por enquanto Hyunwoo se preocuparia apenas com os seus ômegas, pois eles realmente valiam a pena.

 

 

Δ SSC Δ

 

 

O sol nascia preguiçosamente, praticamente rasgando o céu de Zentrum naquela manhã de segunda feira. O verão tinha oficialmente começado, e ironicamente o calor tinha diminuído, dando lugar a uma temperatura amena.

Hyungwon sentiu o Hyundai tremer e balançar-se ao se aventurar pelas ruas de calçamento da Capital Werreana.

Ele finalmente acorda, e percebe que já era a manhã de segunda. Tinha deixado Nurtha no sábado, no mesmo dia no qual recebera a notícia de sua partida.

Juntou os poucos pertences que acumulou em sua curta estadia em Nurtha dentro de uma mochila simples. Suas roupas e utensílios básicos de higiene estavam sendo todos bancados por Lorde Yooha, então as únicas coisas que tinha e eram realmente suas, eram as roupas no qual havia chegado na Casa Nurtha.

─ Estamos quase chegando Senhor ─ fala o Motorista notando que Hyungwon havia terminado ─ Me chegou a informação de que o Sr. Wonho está a sua espera ─ ele continua, tendo o discernimento em não chamar Hoseok de Príncipe.

─ Oh ─ ele responde sem saber como se portar sabendo que alguém da Realeza estaria a sua espera ─ Tudo certo então.

Aos poucos as florestas deram lugar a pequenas plantações, e depois a algumas casinhas, sendo estas logo substituídas por grandes edifícios e prédios que deixavam e evidência que estavam na Capital e seus grandiosos símbolos do capitalismo.

O Motorista continuou dirigindo em velocidade média sem se importar com o ômega triste que encarava as paisagens que eram lhe exibidas pelo vidro da janela do carro.

O veículo para diante dos portões de um parque. Um fina neblina pairava sobre os portões, Hyungwon só é capaz de notar os guardas verificando o porta-malas do carro, o motorista lhes mostrando alguns documentos, e a sua passagem para dentro do parque ser permitida.

Hyungwon apenas não entedia o que eles estavam indo fazer dentro de um parque.

Eles transitaram mais um pouco para dentro dele, e o ômega percebeu que todas as árvores e plantas estavam muito bem cuidadas para aquele ser um parque comum. Será que já tinham chegado no Palácio das Cerejeiras?

Confirmou isso quando o carro parou perto de uma casa grande ─ não tão grande quanto a Casa Nurtha ─ mas ainda sim grande. Dez pessoas viveriam ali dentro com tranquilidade.

O Motorista para o carro na frente da casinha, sai deste e pega a mochila de Hyungwon e o conduz até a entrada da casa. Foi recebido por um batalhão de empregados, que logo fizeram com que a sua mochila desaparecesse.

─ Você é o novo rapaz que viverá com a gente certo? ─ pergunta uma da empregadas, essa usava roupas de coloração escura, deveria ser a chefe ─ Sente-se e coma bastante, o senhor teve uma viagem cansativa até aqui ─ ela fala levando Hyungwon na direção de uma grande Sala de Jantar, semelhante a que havia se sentado em Nurtha ─ Vou logo chamar o Menino Wonho ─ ela sai porta afora correndo, sem dar tempo de resposta para Hyungwon.

Este, não sabia direito o que estava acontecendo então apenas sentou à mesa e passou a experimentar as especiarias centrais, porque não comia desde a tarde anterior, e também porque tinha medo de decepcionar a senhorinha caso ela voltasse e encontrasse a mesa posta do mesmo jeito que havia deixado, ao que tudo indica, toda aquela comida era apenas de Hyungwon.

Se concentrou apenas na comida e nem percebeu quando todos os empregados sumiram e quando a porta da frente bateu repetidas vezes indicando que alguém teria entrado.

Olhou para a porta por puro reflexo e quase não acreditou quando viu o alfa dos seus sonhos tirando os sapatos e lhe direcionando o melhor sorriso que o ômega já tinha visto em anos.

─ Ah ─ Wonho fala ainda sorrindo ─ Você chegou.

─ É ─ Hyungwon abaixa o olhar, sem saber como se portar ─ Eu cheguei.

─ Como foi de viagem? Eles te trataram bem no caminho? Ninguém te machucou certo? ─ ele metralha Hyungwon com suas perguntas inconvenientes ─ Desculpa não estar aqui quando você chegou ─ ele fala se sentando a mesa ─ Eu estava no palácio resolvendo uns assuntos burocráticos.

─ Tudo bem.

─ Gostou da casa? ─ Wonho fala, deixando nítida a sua empolgação com a chegada de Hyungwon ─ Tem um monte dessas no parque.

─ Então isso é realmente um parque.

─ Depois a gente pode fazer um tour pelos prédios ─ Wonho continua, beliscando alguns bolinhos na mesa, indicando que ainda não havia comido ─ Tem um monte de casinhas dessas espalhadas por ai ─ pelas olheiras em sua face, Hyungwon notou eu talvez Wonho ainda não tivesse comido e passado a madrugada inteira trabalhando ─ Infelizmente você não vai poder ficar no mesmo lugar eu mas eu juro que não é longe.

─ Está tudo bem ─ responde, enchendo o copo com suco ─ Eu gostei.

 

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.

 


Notas Finais


Um grande e belo muito obrigada a todos q estão acompanhando... Vcs são demais!
Qualquer dúvida/crítica, deixe nos comentários rsrs
Bjs e até breve!
:)


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