História MULHERES VINGATIVAS- Livro 1: Está com você! - Capítulo 31


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpa a demora amorinhs 😊

Capítulo 31 - A ovelha branca da família.


Uma semana... Foi o tempo que Jonas levou pra juntar as peças de seu "quebra cabeça".

Ele teve que sair da casa e alugar um pequeno apartamento, logo depois, começou a perder clientes em seu escritório que já estava a beira da falência.

A vida de Jonas havia se tornado um verdadeiro inferno. A mulher vivia reclamando, e a filha quando não estava drogada, estava fora... Alguém tinha virado sua vida de cabeça para baixo e ele nem ao menos sabia quem era.

"Fica tranquilo... Esse vai ser o menor dos seus problemas."

"Anota essa morte na sua conta"

As palavras de Diana não saíram da sua cabeça, assim como o olhar que ela direcionou a ele. Como se soubesse de alguma coisa...

Jonas se esforçou um pouco, e então sua mente se abriu e o fez enxergar o detalhe que faltava, que estava ali, abaixo de seu nariz.

Diana Parker.

Ela o levou até a entrada da comunidade, onde ele encontrou a filha.

Ela deu a ele, um contrato milionário e cheio de cláusulas.

Ela o levou naquele maldito restante cassino, o fez voltar a jogar...

Mas como ela tinha conseguido suas promissórias? As dívidas que ele tinha, não eram com Diana e sim com o cassino...

_Ela armou pra mim. - concluiu. - Filha da puta.

Jonas se levantou da cama e foi até seu armário, pegou a velha maleta preta e tirou seu revólver de dentro dela.

Ele estava disposto a conseguir ter seus bens de volta, nem que pra isso acontecer, ele precisasse passar por cima daquela bela mulher.

Jonas ficou um tempo encarando seu velho revólver, fazia tempo que ele não o usava... Desde Susan.

_Pai, o que está fazendo?

Paola estava de pé na porta do quarto, e o encarava com os olhos arregalados.

_Eu vou pegar tudo o que é nosso, de volta. - disse, colocando a arma na cintura - Aquela cretina vai pagar.

_Do que você está falando? - perguntou preocupada.

_Diana Parker. - falou com desdém - Ela tomou tudo o que é meu, e eu vou pegar de volta.

Paola não estava surpresa, ela já sabia do que Diana era capaz, sabia que ela não era confiável. Na verdade, Paola odiava Diana, era algo inexplicável, uma aversão a primeira vista. Mas não gostar de uma pessoa, era diferente de querê-la morta.

_Pai, o senhor não vai fazer nada contra ela né? - ela se aproximou do pai - Você é advogado, pode resolver isso na justiça.

_Não depois que aquela vagabunda tirou tudo de mim. - o ódio estava explícito em sua voz - Vai ser só um sustinho, pra ela aprender a não brincar comigo.

Paola conhecia bem o pai, e sabia que não seria só um sustinho. No fundo, ela sabia do que o pai era capaz, a mãe contou a ela sobre o caso do Roberto, sobre a frieza dele... Ela já não esperava mais nada de Jonas.

_Pai, por favor. - ela o seguiu até a sala - Não faça nada que vá se arrepender...

_Não vou.

Ele saiu e bateu a porta, deixando Paola aflita.

Ela estava passando pelo pior momento de sua vida. Betão não atendia mais as ligações, ele não a procurava mais. E ainda tinha o problema com as drogas, ela quase não tinha mais dinheiro pra consumir e isso a estava matando por dentro.

Ela e a mãe tiveram que abrir mão de muitos luxos, e Jonas havia se transformado em um homem asqueroso.

Mesmo sabendo que a culpa de seu inferno pessoal, era de Diana, ela não queria que o pai a matasse. Paola não queria ter um pai assassino, se estava difícil com Jonas em casa, ficaria ainda pior com ele preso.

Paola pegou um casaco, pois o dia estava frio e chuvoso, e quando estava prestes a sair, foi contida por Laura.

_Enlouqueceu? - Laura disse, trancando a porta atrás de si - Se seu pai descobre o que você quer fazer, ele pira.

_Que se dane. - ela gritou com a mãe, pela primeira vez na vida - Eu não vou ficar aqui sentada, enquanto meu pai vai matar uma pessoa.

_Não se meta nisso, Paola. Você não quer ver seu pai furioso.

_Você não se sente mal com isso? - sua voz estava carregada de desespero - Não se sente culpada por Roberto?

Laura baixou a cabeça por um tempo, ela se sentia muito culpada, afinal, tinha uma parcela de culpa na morte dela. Mas ela já tinha sentido na pele, a fúria de Jonas e não queria passar por aquilo novamente.

_Não importa. - falou, deixando os pensamentos de lado - Jonas é meu marido e seu pai, temos que respeitá-lo.

Paola bufou, sabendo que não ia conseguir convencer a mãe. O que era uma pena, pois a menina sempre admirou o jeito -aparentemente- independente de Laura, mas tudo não passava de aparência.

Paola se trancou no quarto e ficou jogada na cama, vendo as horas passar, sem saber o que aconteceria no minuto seguinte.

Seu coração estava aflito, ela estava nervosa, queria fazer algo que pudesse impedir a loucura do pai.

Ela até tinha pensado em sair pela janela, porém o apê ficava no quarto andar e a queda era bem grande.

Ela rolou, se torturou, pensou e pensou, até que a solução saltou aos seus olhos.

Fazia tempo que ela não falava com Nicolas. Eles não conversaram muito depois que ela foi flagrada, Nick estava muito chateado com ela e bem... Ela não estava nem aí. Mas ele parecia ser a única alternativa naquele momento.

Nicolas demorou para atender ao telefone, o que já era esperado, mas Paola não desistiu e depois de muita insistência, ela conseguiu falar com ele.

_Eu estou um pouco ocupado. - sua voz estava entediada - Pode ser rápida?

Aquela frieza toda, fez Paola se sentir mal. Ela gostava de Nicolas e não queria que as coisas terminassem de uma maneira tão ruim. Claro que o erro foi dela, ainda assim, Paola esperava um pouco mais de carinho da parte dele.

_Vou ser breve - falou ressentida - Diana está com você?

_Não. - respondeu, começando a ficar intrigado - Por que?

_Você sabe que eu não gosto dela. - falou, fazendo Nicolas revirar os olhos do outro lado da linha - Mas eu precisava avisar.

_Avisar o que? - ele se agitou - O que aconteceu?

Paola respirou fundo, controlando os pensamentos e buscando uma maneira menos trágica que dar aquela notícia.

_Meu pai - disse - Ele descobriu que ela é a responsável pela falência da família, e agora ele quer matá-la.

Nicolas sentiu o peito afunda. Era exatamente esse confronto que ele queria evitar, por isso quis fugir com Diana. Ele conhecia Jonas, sabia que o homem não era burro, mais cedo ou mais tarde ele descobriria... E foi o que aconteceu.

_Aonde seu pai está? - perguntou preocupado.

Algo na voz de Nicolas, desagradou Paola. Ele estava preocupado demais, não que a situação fosse pra menos, mas a aflição dele era diferente... Quase como se ele...

_Você ama ela. - Paola disse baixinho. - Sempre amou.

_Paola por favor, não é hora pra isso - implorou - Me diz onde seu pai foi, por favor.

Ela estava triste e um pouco revoltada. Diana tinha tirado tudo dela, dinheiro, casa... Até o amor de Nicolas...

_Paola me escuta - ele pediu aflito. - Eu sei que não foi isso que a gente planejou, mas aconteceu tá bem?

Diana era uma velha conhecida, tínhamos nos envolvido no passado e acabamos nos encontrando aqui, não foi planejado. Eu tentei ficar do seu lado, foi você que me afastou.

Paola ouvia tudo com lágrimas nos olhos, por um momento, ela desejou que o pai matasse Diana, só por um momento. A verdade, era que ela sentia inveja de Diana. Ela era tão bonita e independente, tinha uma família que a amava do jeito que ela era e ainda tinha Nicolas... Diana tinha tudo o que ela queria ter.

_Eu sei que você não é uma má pessoa. - Nicolas falou carinhosamente - Você ainda vai encontrar sua metade e vai ser muito feliz, é o que eu desejo. Mas agora, eu preciso da sua ajuda... Me ajuda a salvar ela, por favor... Me diz onde seu pai está.

Paola engoliu em seco e enxugou o rosto antes de responder.

_Ele não disse onde ia, só que ia matá-la. - respondeu - Ache ela, antes que ele o faça.

_Obrigado por avisar, Paola...

_Não agradeça. - ela interrompeu - Não faço por você ou por ela, mas porque não quero ver meu pai atrás das grades.

Antes que Nicolas pudesse dizer mais alguma coisa, Paola desligou o celular e deu de cara com sua mãe.

Laura a encarava com o olhar arregalado, como se a filha tivesse acabado de cometer um crime.

_O que você fez? - perguntou, olhando tristemente para a filha.

_A coisa certa, mãe. 



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