História MULHERES VINGATIVAS- Livro 1: Está com você! - Capítulo 32


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 36
Palavras 1.209
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 32 - Linha de fogo


Jonas se irritou ao ver o prédio de Diana, cercado por carros de polícia.

Os policiais em pé na portaria, estavam revistando qualquer pessoa que adentrava o local, logo ele não conseguiria entrar... Não com a pistola escondida sob seu paletó.

_Droga. - rosnou, sentindo o sangue ferver.

Não podia ser apenas coincidência, aquele lugar era tão tranquilo, não fazia sentido ter tantos policiais ali.

A não ser que...

Jonas preferiu não levar adiante aquele possibilidade, não queria acreditar que foi traído por um membro de sua família.

Ele se aproximou de um dos porteiros, que observava tudo de longe.

_Nunca vi tantos policiais juntos. - comentou, chamando a atenção do homem - Sabe o que aconteceu?

_Denúncia anônima. - o porteiro respondeu - Uma tentativa de assalto, ou algo assim. Na certa, foi algum engraçadinho desocupado, mas os policiais decidiram averiguar.

_Essas crianças de hoje em dia. - Jonas comentou, recebendo um sorriso do porteiro. - Está no seu turno?

_Sim, eu deveria estar lá dentro.

_Vim visitar uma amiga. - mentiu - Diana Parker, sabe me dizer se ela está?

O homem analisou Jonas com o olhar, mas não viu problema em fornecer aquela informação.

_Foi retirada pelos homens. - falou, olhando para os policiais - Segundo a denúncia, estavam atrás dela.

_Filha da... - Jonas parou, ao receber um olhar confuso do porteiro - Eu tenho que ir.

Para Jonas, não estava mais dúvidas, a denúncia tinha partido de sua casa.

O ódio tomou conta de seu corpo, ele não podia crer que uma delas havia feito aquilo. Afinal, ele só estava tentando recuperar o que era dele por direito.

_Isso não vai ficar assim. - rosnou, entrando no carro e se dirigindo até sua casa.

Diana tentava argumentar com os policiais, mas ninguém prestava atenção nela.

Naquela manhã, ela foi arrancada de seu apartamento e levada até a delegacia mais próxima. Segundo um dos policiais que a acompanhava, ela poderia estar em perigo ou algo assim.

Diana não conseguia entender direito, já que ninguém se deu o trabalho de explicar nada. Só a tiraram de casa, a jogaram na viatura e agora estava presa naquela salinha da delegacia.

Quase duas horas depois, o delegado resolveu aparecer e acabar com a angústia de Diana.

_Srta. Parker. - cumprimentou ao entrar na sala - Peço desculpas por todo esse aborrecimento.

Ela revirou os olhos, sentindo vontade de socar aquele senhor gorducho.

_É melhor alguém me explicar o que estou fazendo aqui. - falou, sem esconder a ameaça em sua voz.

O delegado ergueu uma sobrancelha, e lhe direcionou um sorriso insolente, antes de se sentar.

_Recebemos uma denúncia pela manhã. - disse pausadamente, como se estivesse falando com uma criança mimada - Achamos melhor averiguar, e ter certeza que a senhorita estaria segura.

Diana franziu o cenho, enquanto tentava processar as informações. Nada daquilo fazia sentido para ela, afinal, ela não era a vítima da história.

_Me tiraram de casa, por causa de uma denúncia anônima?

_A senhorita é um alvo fácil. - ele falou, arrancando um sorriso dela - Todos já sabem que é herdeira das construtoras Parker, que mora sozinha e bem... Você é uma jovem mulher desprotegida.

Diana mordeu o lábio, na tentativa de segurar o riso que tentava escapar. Era muita tolice alguém achá-la delicada e desprotegida, muito pelo contrário, Diana exalava perigo. Ninguém nunca tentaria algo contra ela... Não alguém que tivesse o mínimo de inteligência e amor a vida.

Quando chegou ao Brasil, Diana fez "negocios" com muitas pessoas, entre elas, alguns traficantes que conheceu através de Betão.

Nenhum daqueles homens eram páreos a ela, e eles sabiam disso... Não tinha razão para que ela sofresse una ataque. Ninguém em sã consciência, faria algo assim.

Diana so conhecia uma pessoa idiota o suficiente para tentar algo... Jonas!

Ela respirou fundo, e se virou para o delegado.

_Fico agradecida pelos cuidados - disse com a voz doce - Mas eu preciso ir, tenho negócios a resolver.

_Desculpe senhorita, mas não acho...

_Fique despreocupado doutor, eu tenho meu segurança particular. Nada vai me acontecer.

O delegado a observou por um momento, e decidiu que era melhor libera-la já que a denúncia não tinha se confirmado.

_Tudo bem, a senhorita pode ir. - falou, abrindo a porta para ela passar - Entre em contato caso note algo diferente.

_Farei isso.

Diana saiu da delegacia cuspindo fogo, passou a manhã toda e grande parte da tarde, naquele lugar horrível. Estava muito irritada, e doida para descontar tanta raiva em alguém.

Ela revirou a bolsa até encontrar o celular, e ligou para o primeiro número que apareceu.

_Diga patroinha. - Betão atendeu.

_Me encontre no antigo balcão. - ela ordenou.

_Não vai dar. - ele disse baixo - Estou com uma gata agora, sabe como é...

_Voce tem dez minutos. - ela cortou - Ou vou atrás de você e arranco suas bolas com minhas próprias mãos.

Ela sorriu ao ouvir Betão engolir em seco, e encerrou a chamada antes que ele pudesse responder.

O velho balcão ficava a algumas quadras do prédio de Diana, não demorou muito para que ela chegasse até lá.

Betão dispensou a mulher que estava com ele, e acatou as ordens de Diana. Ele não gostava de ser tratado como capacho, ou de receber ordens o tempo todo, teria arrancado a cabeça dela a muito tempo se não fosse o laço de gratidão que o unia a ela.

Ele conheceu Diana durante uma viagem que havia feito a trabalho. Ele tinha uma encomenda para entregar, mas acabou sendo pêgo e estaria perdido se não fosse por ela.

Na época, Betão não entendeu o porquê dela o ajudar, afinal, o que uma jovem bonita e milionária, iria querer com um perrapado como ele?

Ela usou de suas influências para tirá-lo da cadeia, e lhe arrumou o dinheiro para repor as drogas que ele tinha que entregar... Em outras palavras, ela salvou a vida dele e ele era grato por isso.

Essa era a única razão para aturar as chatices de Diana.

_Cinco minutos atrasado. - Diana falou, assim que ouviu os passos de Betão.

_Pra que tanto mau humor? - ele sorriu, se sentando no balcão - Aposto que é falta de sexo.

_Não brinca comigo. - ela sorriu de volta - Ou posso cumprir o que prometi.

Ele desfez o sorriso e fechou as pernas, fazendo Diana gargalhar.

_Então, pra que tanta urgência?

_Estou voltando da delegacia.

_E te deixaram sair? - debochou.

Diana revirou os olhos, dando as costas para ele.

_Alguem fez uma denúncia, dizendo que eu estava em perigo.

_Você em perigo? - ele riu - Conta outra.

_Não é engraçado, Humberto. - ela repreendeu, murchando o sorriso dele - Se essa denúncia for real...

_Está com medo, patroinha?

Ela bufou.

_Alguém sabe de algo que eu não sei. - pensou alto - Acha que Jonas descobriu algo?

_Isso não importa. - respondeu sério - Olha, eu estou achando tudo isso muito divertido, mas acho que já passou da hora de acabar.

_Eu...

_Diana, vai por mim, acabe com ele antes que ele acabe com você. - ele a alertou - Não deixe isso sair do seu controle. Vá até lá e mate-o, antes que ele descubra quem você é.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...