História Esta É Uma História De Amor! (Camren) - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani Kordei
Exibições 54
Palavras 2.308
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, Boa noite! Como estão? Espero que bem, bom eu consegui resolver tudo o que eu tinha que resolver, e agora fiquem com mais um capítulo. 😀😀😊☺❤😀🙈

Capítulo 13 - Capítulo 13


– Ótimo! Queria pedir um favor. Você poderia não tocar a campainha? Apenas me ligue que eu saio, pode ser?

– Claro, com certeza. Não quero acordar ninguém! – brinquei. Houve uma pausa do outro lado da linha.

– Você pode me mandar seu endereço por SMS? Estou sem caneta à mão – acrescentei, tentando quebrar aquele silêncio esquisito ao mesmo tempo em que corria os olhos em volta da sala à procura de uma das centenas de canetas coloridas que pareciam estar em todo lugar, menos quando eu preciso de uma.

– É claro – respondeu.

– Por falar nisso, o que aconteceu hoje, Camila? Você sabe, com aquele cara lá fora. – Percebi que não perguntei antes e estava curiosa.

– Ah, não foi nada, não se preocupe. Eu explico depois. E aí, o que você está fazendo? – ela perguntou, mudando discretamente de assunto.

Ai, meu Deus, suei frio.

– Na verdade eu estava lendo um livro em francês sobre a Revolução – respondi. Me arrependi de ter mentido, mas precisei dizer aquilo. A verdade, que eu estava bebendo e fumando para esquecer minha ex--namorada, parecia patética. Mas eu poderia ter escolhido um assunto mais leve do que aquele que meu cérebro escolheu ao acaso. Como estar voltando do treino de boxe, ou algo assim.

– Ah… puxa, parece interessante – falou. Percebi que ela sorria.

– E você? – Fazendo as malas – respondeu, clara e simplesmente.

Droga. Por que eu não disse aquilo? Agora ela vai me perguntar coisas sobre a Revolução Francesa no avião e eu não saberei responder.

– Bem, vejo você amanhã de manhã então, Camz. Daqui a pouco! – É, daqui a pouco. Até mais.

Desligamos.

E então eu me vi cheia de esperanças novamente e corri para cima para arrumar as malas. Seria um pouco mais elaborado do que o que planejei para Ibiza. Menos shorts, protetor solar e chapéus estilosos; mais ternos femininos, aparelhos eletrônicos e gel de cabelo. Eu adorava eventos como aquele. Nunca cobri uma feira de jogos nos Estados Unidos, mas fiz várias viagens parecidas que consistiam em gastar algumas horas tirando fotos, curtindo refeições e noitadas com o cartão de crédito da empresa.

         P.O.V CAMILA

O sol nascia devagar sobre a cidade de Londres, e Lauren e eu o assistíamos através de uma minúscula janela à minha esquerda. Matizes coloridos banhavam os campos próximos à pista de voo com uma luz morna. Meus pensamentos eram um misto de alegria incontrolável e muita preocupação. Esperava que tudo corresse bem.

Quando aceitei o emprego, sabia que poderia ter de me ausentar de vez em quando, então Dinah concordou gentilmente em dar uma olhada nas coisas quando eu precisasse. Mas essa viagem foi repentina. Eu já lhe devia algumas favores, e pagaria tomando conta de Luke, mesmo tendo o hábito de ensinar alguns palavrões a ele sem querer.

No verão passado, eu estava cuidando dele, e estávamos brincando no jardim. Pisei numa vespa, que me picou no dedo do pé, e isso me fez proferir uma série de palavrões pesados. Ele ficou me olhando com os pezinhos virados para dentro e uma expressão de medo entristecendo seus olhos verdes. Algumas semanas depois, Dinah comentou que ele ficava falando palavrões sucessivamente quando estava com o grupo de crianças da igreja e que ela não fazia ideia de onde ele aprendeu aquilo. Fiquei para morrer.

O avião percorria a pista enquanto nós, em silêncio, esperávamos que decolasse.

Para falar a verdade, eu estava ficando com medo. Viajar de avião nunca foi fácil para mim. É óbvio que há uma razão científica que permite que esse monte de metal montado por seres humanos permaneça no ar. Montado por seres humanos. A milhares de quilômetros de altura, suspenso sobre uma vasta extensão de águas escuras e profundas e montanhas pontiagudas. As pessoas cometem erros. Dia sim, dia não. Somos especialistas na arte do acidente.

Meu estômago revirou quando ouvi as turbinas sendo ligadas abaixo de nós. Partes da asa começaram a mover-se, prontas para voar e levar-nos em direção ao desconhecido. O medo se espalhava agora por todo o meu corpo, chegando até as pernas. Engoli em seco. De novo e de novo.

Havíamos acordado tão cedo que nenhuma de nós duas estava realmente desperta. Um lanche sonolento e alguns cafés caríssimos no saguão do aeroporto mal conseguiram nos trazer ao estado de consciência. Diferentemente do que acontecia agora.

Como um suricato com a cabeça cheia de Red Bull, eu me sentia desperta e alerta. Ainda me envergonhava quando me lembrava de como fui atrapalhada esta manhã.

Lauren veio até a rua onde ficava meu condomínio e me telefonou, como eu pedi. Eu estava tentando me manter calma e tranquila, mas não sei como consegui a façanha de tropeçar em minha mala e cair no chão duro e molhado na frente dela.

Já tive aulas de balé. Fui graciosa até. Mas esta manhã eu parecia mais uma girafa com as pernas atadas quando meu pé se enfiou na alça da mala, me mandando para os ares. Meu coração deu um solavanco dentro do peito, e o sentimento de humilhação me atingiu antes mesmo que eu alcançasse o chão. Não sei o que foi mais doloroso. Por que tinha de acontecer aquilo? Por quê?

Aqueles dias não estavam sendo muito bons para mim, aquela história de Pete, da qual acabei conseguindo escapar. Dez libras. Foi minha punição pelo acidente na copiadora. Disseram que era pelo custo da tinta e do papel. As janelas tinham seguro. Penso que me safei bem até. Anthony é um sujeito bravo e irracional muitas vezes, mas pareceu entender que o que aconteceu foi um acidente apenas e não se falou muito mais naquilo. Mas ainda me sentia envergonhada, e minha queda não ajudou. Sentia-me uma idiota de primeira.

Na mesma hora, Lauren pulou para fora e me ajudou a levantar, sob os faróis do carro que iluminavam o palco daquela cena vergonhosa. Sua força era compatível com sua estatura. Ela me levantou com facilidade, como se eu fosse uma boneca de pano. Fiquei profundamente humilhada e mal-humorada por alguns instantes, até me dar conta de que estava me levando a sério demais.

Entramos no carro e ficamos em silêncio por um minuto. Lauren foi a primeira a ceder. Eu estava na dúvida se ria ou o repreendia com os olhos, então acabei não fazendo nada e fiquei muda, olhando para a palma das minhas mãos esfolada, da qual gotejava sangue. Aquilo não fazia parte da minha missão de impressioná-la. Eu parecia e me sentia uma garotinha de oito anos de idade.

Então ela começou a rir, e eu dei graças a Deus. Começou como um risinho que escapou de repente. Ela tentou se conter, mas no final explodiu numa gargalhada. Ela se virou para mim, ao mesmo tempo enxugando os olhos com as mãos e dando um sorriso de desculpas. Então, eu me rendi e terminamos os dois rindo tanto que mal conseguíamos falar.

– Deixe ver isso – disse ela enfim, pegando gentilmente minhas mãos. Virou-as para examinar as palmas e assobiou ao ver as gotas de sangue que subiam à pele. Eu mal olhava para minhas mãos, só tinha olhos para ela as segurando. Fiquei surpresa ao me dar conta de que aquela mulher imatura poderia, na verdade, assumir o controle da situação e me ajudar.

– Já sei o que fazer! – ela falou, pegando uma caixa de lenço de papel no porta-luvas. Com muita habilidade, enxugou o sangue das minhas mãos, pressionando lenços limpos nas partes machucadas até o sangramento parar. Trabalhava concentrada, franzindo as sobrancelhas. Eu sentia meu coração desacelerando. Algo se movia nas profundezas da minha alma. Não tinha certeza se era a sensação pós-vergonha ou um lacrimejar matinal que me deixava emotiva e sensível. A verdade é que cada lenço de papel que ela usava tocava mais meu coração.

Eu já senti atração por alguém antes. Aquele tesão adolescente que se sente ao beijar um desconhecido em algum canto escuro da pista de dança, ou a excitação que nos invade quando um cara bonito nos paga um drinque num bar. Mas aquilo era diferente. Eu sentia que ela tomava conta do meu coração e que não havia nada que eu pudesse fazer para detê-la. Eu a conhecia havia poucas semanas, achava-a infantil e traumatizada, mas o sentimento persistia.

Tentei fazer aquilo não acontecer, de verdade. Tudo naquela situação parecia difícil e inapropriado. Trabalhávamos juntos. Ela era mais velha do que eu. Era uma atração embaraçosa, e eu não podia admitir aquilo. Havia muitos outros motivos, outras pessoas, que me impediam de estar com ela. Além disso, por que ela olharia para mim? Eu suspeitava que, com um rostinho daqueles, ela deveria ter uma legião de mulheres se arrastando aos seus pés. Imaginava se ela ao menos tinha noção do que estava provocando em mim. Acho que não.

Quando o avião começou a avançar aos solavancos, apertei minhas mãos, sentindo a dor dos ferimentos.

– Você está bem, Camz? – perguntou Lauren, virando-se para mim, com uma expressão encantadora de preocupação no rosto.

– Sim, claro. Por quê? Você está com medo? – brinquei, cutucando-a no braço para disfarçar.

– Não, não, claro que não! Só para saber se você não vai ter um treco ou qualquer coisa assim – acrescentou, fazendo um gesto tão exagerado que a comissária que ia passando deu uma risadinha. Ela era incrivelmente animada, e seu rosto adquiria inúmeras expressões. Eu não saberia descrevê-las, mas sabia o que queriam dizer quando as via.

O aroma familiar de comida embalada preenchia o ar à nossa volta enquanto a aeronave acelerava, balançando suavemente pela pista até lançar-se no ar.

Por favor, não caia, pensava comigo mesma, dando a ordem para o avião à medida que ele subia no céu, imaginando como minha casa seria afetada pela minha ausência e como uma ausência permanente seria um desastre. Mordi os lábios e apertei as mãos. Na minha cabeça passavam imagens do piloto tomando uísque atrás do painel de comando enquanto o copiloto fumava crack. Lágrimas já se acumulavam em meus olhos. Pelo amor de Deus, não eram nem oito horas da manhã e eu já estivera prestes a chorar por duas vezes. Eu estava um farrapo.

– Você está com medo, não está? – Lauren se virou para mim com os olhos arregalados. Pareceu preocupada, e, com uma precisão cirúrgica, limpou com o dedo uma lágrima de meu rosto, tomando o cuidado de apoiar o polegar direito na minha bochecha para não enfiar o dedo no meu olho. Segurei a respiração. Ela pareceu surpresa consigo mesma pelo que acabei de fazer.

– Desculpe Camz… eu não deveria… – falou, e minha lágrima deslizou de seu dedo para o colo. – Acho que é claustrofobia. Fico meio engraçada – continuou, olhando para baixo.

– Não, não, não. Estou bem, sim. Quer dizer, bem. – Olhei para ela com minha expressão falsa de “está tudo bem”, as bochechas corando.

Ela olhou desconfiada para mim antes de se virar para a janela de novo. O avião jogava para lá e para cá, posicionando-se em sua investida rumo à América. Fez uma descida brusca, dando a mim e a Lauren uma vista de campos aos retalhos, tão distante que parecia uma colcha feita pela minha avó. Era deslumbrante.

Algo em nosso relacionamento mudou nessa viagem para os Estados Unidos. Assim que tocamos o solo, na pista do aeroporto, o trabalho tomou conta dela e Lauren se transformou numa mulher diferente. Era fascinante assistir à transição, mas me senti à parte, olhando aquilo tudo de fora. Ela era uma pessoa diferente longe da histeria do escritório e de seu relacionamento rompido, e novamente percebi o quanto eu estava longe de conhecê-la. Sentia-me a anos-luz de distância daquele momento que partilhamos – uma lágrima enxugada de meu rosto a algumas centenas de quilômetros do chão quando me senti perdida entre as nuvens.

Ela tirava milhares de fotografias e depois se retirava para um canto mais tranquilo onde as mandava para o servidor do escritório. Era uma verdadeira profissional. Apaixonada e confiante. Não era apenas aquela engraçadinha do escritório por quem se passava. Eu me preocupei, achando que ela pudesse me jogar numa caçamba de entulho ou que fôssemos parar atrás das grades por causa de alguma piada sua. Mas aqui, ela estava longe de ser aquela menina infantil. Era uma mulher. Esse outro lado dela a tornava ainda mais atraente.

A convenção de games era tudo o que eu esperava e ainda mais. Joguei-me de corpo e alma nas entrevistas e conheci todo tipo de gente, desde o típico fissurado em computador até o jogador inveterado que prefere se manter no anonimato. Homens de negócios com suas esposas, agendas apertadas e polegares inacreditavelmente velozes em sessões de console secretas ao cair da tarde, misturados a maníacos de joysticks. Os Estados Unidos eram tão exibicionistas, chocantes e excêntricos como eu imaginava que fossem. Vi tipos malucos em roupas extravagantes o suficiente para a vida toda. Fiz amizade com um rapaz chamado Buck, cujo trabalho era andar vestido de Sonic The Hedgehog e distribuir balinhas aos visitantes. Ele pediu meu telefone. Achei estranho, e depois disso passei a evitá-lo.

Na primeira noite, telefonei para saber se estava tudo bem em casa, e depois Lauren e eu jantamos sushi na cidade.

– Posso perguntar uma coisa para você? Não é nem um pouco da minha conta, pode me mandar à merda se quiser, mas está acontecendo alguma coisa na sua casa? Você parece preocupada – disse ela de repente, enquanto tentava agarrar um sushi com seus hashis. – Fiquei com a impressão de que tem algum problema. Ou o seu pai é superprotetor? – continuou ela, desistindo de pegar o sushi daquele jeito e cravando o hashi no meio dele antes de levá-lo à boca.

Tive apenas um segundo para responder e fiz a coisa errada. Menti. Fiquei com medo de assustá-la. Era melhor não contar.

– Ah, não é nada, não. Só algumas coisas lá de casa. – Senti o sangue gelar ao me perceber sendo desonesta. Algo nos olhos dela me dizia que ela não engoliu o que eu disse. Mas alguma outra coisa me impediu de falar a verdade.


Notas Finais


Bom, vcs vão descobrir logo, logo, o que aconteceu com pai de Camila, então... O que acharam? Paro ou contínuo? 😀😀😊☺😁😀🙈 Gente, só vou conseguir postar o próximo sexta! 😢😢😢💔💔😕


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