História Esta É Uma História De Amor! (Camren) - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani Kordei
Exibições 51
Palavras 1.907
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, estou com um tempinho livre, como não tenho nada para fazer, lá vai mais um capítulo. ❤❤😀🙈😁☺

Capítulo 14 - Capítulo 14


– Mas, então, conte-me sobre a sua família… – disse eu, depressa, para mudar de assunto, dando um gole em minha vodca com limão.

Ela vestia uma camisa branca com listras bem finas vermelhas, combinando com jeans escuro e cinto marrom. Estava bonita de doer.

– Bem… por onde começo? Meus pais são incríveis, ainda juntos apesar de brigarem de forma fenomenal e dramática todos os dias nos últimos 20 anos. Tenho uma irmã, que implica com tudo o que se relaciona com a minha existência, e uma cadela chamada Mildred, que senta ao meu lado e me olha embevecida. Sou muito mais próximo da cadela – ela é a mais sensata. E você?

Amo cachorros. Amo o fato de ela amar cachorros. Talvez um dia possamos ter uma casa no campo cheia de cachorros. Lá estava eu sonhando. Droga.

– Hum, bem. Sou filha única. Sempre tive inveja dos que tinham irmãos e irmãs, mas por outro lado não tive de enfrentar rivalidade e brigas, o que também não é mal – terminei, puxando a saia para baixo com as mãos. Ainda me sentia um lixo por ter mentido.

– Interessante – disse ela, fazendo um gesto para o garçom trazer mais dois drinques. Infelizmente o gesto foi enérgico demais e envolveu sua mão direita, que naquele momento segurava o hashi com um rolinho Califórnia. O rolinho soltou-se do hashi e voou pelo ar, indo parar dentro da bolsa de uma mulher. Assistimos boquiabertos enquanto ele aterrissava dentro da bolsa de grife novinha.

Ela olhou para mim. Olhei para ela. Achamos melhor não contar à mulher. Ela era muito atrapalhado e uma companhia muito divertida. O resto da noite foi uma alegria constante. Eu não ria daquela maneira fazia tempo e parecia que ele também não. Minhas bochechas chegavam a doer. Senti-me livre pela primeira vez em anos, como se tudo fosse possível.

Passamos a noite de bar em bar, experimentando drinques coloridos e batendo os copos com força sobre balcões de mármore. Era um misto de luzes brilhantes difusas e o perfume de sua loção pós-depilação, que me deixava cada vez mais faminta por ela.

Ela era louca. Engraçada, hilária, na verdade. Tudo ficava ainda mais divertido à medida que bebíamos. Desafiei-o a comer a rodela de limão que boiava em nossa bebida. Ela o fez de uma vez só, com casca e tudo. Por sua vez, ela me desafiou a usar seus sapatos e ir até o banheiro, séria. Assim fiz.

Como eu estava cansada após um dia longo, ela me levou nas costas pela avenida longa e retilínea ladeada de canteiros de flores caras e viçosas. Nenhuma de nós duas sabia que horas eram. Não importava. Era como se a lua estivesse nos olhando e sorrindo.

Tentei retribuir o favor, mas ela era mais pesada do que eu pensava e minhas pernas se dobraram sob seu peso e sob as risadas. Após 30 segundos de luta, caímos as duas na calçada, rindo histericamente, com os joelhos esfolados. Uma de suas pernas estava por cima do canteiro de flores. Eu mal podia respirar de tanto rir na calçada de pedra fria. 

Compreendi que uma amizade verdadeira estava nascendo. Nunca sentira tal conexão com nenhuma outra mulher. Ao mesmo tempo, sentia uma atração enorme por ela, algo único. Tinha certeza de que não era recíproco. Percebi que seria capaz de amá-la. Apaixonar-me; em vez de rir, chorei. Aquilo me assustou. Nunca senti aquilo e estava tomada de medo e alegria ao mesmo tempo. Eu nunca me apaixonei. Não fazia ideia do que era me sentir amada. O amor me assustava. A intimidade me assustava. Aquilo me assustava.

Tomei uma decisão durante nossa viagem aos Estados Unidos: entendi que se tratava de um assunto do coração e que deveria mantê-lo comigo. Para minha própria proteção. Essa conexão tinha tudo para se tornar especial, e eu temia arruiná-la com intenções românticas mal direcionadas. Além do mais, trabalhávamos juntas. Seria uma bagunça. Metade de mim queria arrancar sua camisa com os dentes, e a outra metade a queria em minha vida por muito tempo. Não queria acabar tendo de evitá-la por ela ter me machucado. Se pudesse ser somente sua amiga, já seria uma bênção. Se isso implicava engolir o orgulho e ser seu ombro amigo quando ela estivesse magoada, ou o saco de pancadas quando estivesse zangada, estava preparada para fazê-la, e com dignidade.

Certamente a atração física se diluiria com o tempo. Mulheres poderiam ir e vir, mas amigos de verdade, não. Percebi que sorte incrível eu tinha simplesmente por tê-la conhecido, e o mínimo que deveria fazer era recompor-me e reconhecer aquilo.

Tomei uma decisão. Precisava colocar uma tampa em meus sentimentos e precisava ser agora. Sim, isso.

      Um Ano Depois...

             P.O.V LAUREN

Faz um ano que Camila entrou no meu mundo e o virou de cabeça para baixo. Eu a adoro mais a cada vez que a vejo. Mas ainda não disse isso a ela, e deixei passar tempo demais. Tantas vezes as palavras ficaram presas na minha garganta, sem conseguir sair, e agora estamos naquela posição horrível. A zona da amizade. A zona de amizade em que se mantém distância, trocam-se abraços, mandam-se beijinhos no ar, bagunça-se o cabelo uma da outra.

Ela sai com homens inadequados – covardes que não conseguem lidar com ela, sujeitos que mentem, que ficam enrolando. Mas, como ela tenta ver o lado bom das pessoas, se envolve com homens que nunca vão mudar e acaba sempre se desapontando. Camila também não tem ideia do quanto é maravilhosa – o que deve ser uma coisa boa, porque, se ela tivesse, não seria a garota por quem me afeiçoei tanto. É disso que eu gosto nela. O fato de não saber.

Um ponto negativo é que ela ouve um tipo de música horrível, como The Kooks e Pussycat Dolls. Acho que até encontrei Backstreet Boys no iPod dela uma vez… Essa coisa da música, essa aflição, era minha missão de hoje. Comprei um CD que me faz lembrar dela cada vez que o ouço, e acho que ela precisa ouvi-lo. Obviamente não vou dizer que aquelas letras e as melodias suaves da guitarra me fazem sentir como me sinto quando estou perto dela. Mas só espero que ela sinta esse calor cada vez que o ouvir. Espero que isso a deixe feliz.

Ultimamente, ela não tem sido tão efusiva como de costume. Parece um pouco cansada e desgastada, e isso me preocupa. Acho que tem a ver com o panaca com quem ela está saindo agora. Ele é, falando sinceramente, um retardado. Tenho de agir como se fosse amiguinha dele quando vamos a festas e outros lugares, quando na verdade eu queria enfiar um palito no olho dele. Ele tem aquele ar horrível de quem gosta muito de si mesmo e não a trata bem.

O nome dele é Daniel House, é professor primário e tem uma bandinha de rock de merda. Eu o odeio. Ele tem 25 anos, cabelo escuro estilo louquinho, no qual ele passa fixador para fazer ângulos idiotas, e usa camisetas vintage pretensiosas com frases que ele nem sequer entende.

Daniel House é outro motivo pelo qual eu sei que Camila nunca sentiria por mim o que eu sinto por ela. Não poderíamos ser mais diferentes. Os jeans dele são tão apertados que tenho certeza de que ele deve ter problemas de circulação, e a cueca fica aparecendo atrás. Tenho vontade de dar um puxão bem forte na cueca dele para que se rasgue ao meio e saia pela cabeça. Os amigos o chamam de Housey, pelo amor de Deus… Qualquer homem que costuma ser chamado pelo sobrenome, definitivamente, ou é da escola pública ou é um idiota – ou, mais provavelmente, ambos.

Não entendo por que ela gosta dele. Não mesmo. Ele até que é bonito, acho, para um homem, e tudo mais. Mas, ainda assim, não dá. Não sei o que ela vê nele, mas é claro que posso ver por que ele se engraçou por Camila. Ela é tão linda que os homens simplesmente gravitam em torno dela, mas eles nunca sabem bem o que fazer consigo mesmos quando a coisa começa a ficar séria.

As performances de Dan são horríveis também. Eu fui a algumas, tentando desesperadamente não rir, mas depois eu olho para Camila, que está olhando extasiada para o palco, e percebo que tenho de ser mais duro.

– Então você gosta do Che? – perguntei-lhe certa vez, apontando para a estampa na camiseta dele quando almoçávamos num pub. 

– Quem? – perguntou ele, olhando intrigado para a imagem esparramada em seu peito.

– Che Guevara, o homem que está na sua camiseta? – Eu o olhei de cima a baixo, esperando, pelo bem de Camila, que ele fosse mais que só roupas caras e um rostinho lindo. Eu queria enfiar a cara dele numa tigela de arroz.

– Ah, sim, ele é um dos meus guitarristas favoritos – respondeu, desinteressado.

Quase morri engasgada com a salsicha.

Ele costuma desapontá-la, não lhe dá a atenção que merece e passa mais tempo com seus companheiros de banda do que com ela.

E, naturalmente, ela o adora. Mas elas sempre gostam dos caras maus, não é? – Ele é assim, Lauren – ela protesta quando eu digo que ele é o maior mala que eu já conheci.

– Assim como? Um babaca?

– Não, babaca não, só um pouquinho, sabe… ocupado – responde ela. A essa altura ela já costuma estar olhando para o outro lado, porque ambos sabemos que ela está inventando desculpas. Eu já a peguei chorando na chapelaria em festas duas vezes, enquanto ele segura na cintura dela e fica implorando.

Ele já está na prorrogação e sabe disso. Tenho certeza de que ele adoraria que eu caísse fora, talvez até morresse em algum estranho acidente de esqui, mas não vou a lugar algum. E eu não sei esquiar.

Era uma manhã quente de sábado. Vesti um short, um top por baixo da camiseta, calcei sandálias e me dirigi para a casa dela.

Quando o calor começou a ficar forte, surgiram meninas por todo o lado usando muito pouca roupa. Eu adorei. O sol estava fazendo aquela coisa mágica de dar às mulheres lindas sardas no rosto e fazê-las usar vestidos mínimos e blusas sumárias. Havia pele em toda parte – pernas longas e sensuais bamboleando pela rua, costas definidas em vestidos decotados. Eu estava ficando louca.

Do jeito que eu me sentia frustrada pela situação com Camila, estava adorando ser solteira, apesar de ter 28 anos de idade.

Lauren, solteira, 28 anos. A frase tinha bossa. Eu a adorava.

Eu saía com garotas, e algumas delas eram ótimas. Noites de riso e flerte com meninas bonitas, ocasionalmente terminando numa paixão sem amarras. Eu me esqueci de como era divertido ser solteira. Mas não senti nada mais profundo por nenhuma delas – era só diversão passageira.

A casa de Camila ficava a duas estações de metrô, embora no ano passado, no qual nos tornamos amigos, eu nunca tivesse colocado os pés lá dentro. Isso era algo que eu achava muito estranho, especialmente porque ela parecia muito ligada à sua casa. Ela saía apressada depois de telefonemas nervosos, nunca dizendo a razão.

Dan foi passar o fim de semana em Amsterdã com seus amigos igualmente idiotas, e ela mencionou alguma coisa no trabalho ontem sobre passar o dia assistindo a filmes antigos, então achei que seria uma boa hora para fazer uma surpresa e entregar-lhe aquele CD. Fui devagar até a entrada do prédio dela, esperando estar fazendo a coisa certa. O sol estava me pegando de cheio; minhas mãos estavam um pouco suadas. Apertei o interfone e aguardei.

– Alô? – disse uma voz masculina.



Notas Finais


Visshhhh, quem será o sujeito pelo outro lado do interfone? Irão descobrir no próximo capítulo, kkkk.
E aí, o que acharam?


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