História Esta É Uma História De Amor! (Camren) - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani Kordei
Exibições 48
Palavras 1.737
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu falo que não vai ter capítulo, mas sempre tem, kkkkk. Então, veio um leitor ou uma leitora perguntar se a Lauren é intersexual, sim, ela é, e a Camila é bissexual. E lá vamos nós para mais um capítulo!

Capítulo 15 - Capítulo 15


– Ah… olá – comecei, imediatamente arrependida do que estava prestes a fazer. Quem era esse sujeito? Talvez pai dela? Sei lá – isso sempre foi um mistério.

– É a Lauren. Eu vim visitar Camila. 

Houve uma breve pausa.

– Ah, sim, pode entrar. Mais um zunido e a pesada porta de entrada se abriu para mim. Enfiei o CD na parte de trás da cintura do short e subi as escadas. Os corredores eram escuros e cheiravam a alvejante. Era tudo muito limpo, branco e funcional.

O homem estava à porta, esperando por mim.

– Lauren. Que prazer em conhecê-la. – Ele me recebeu com um sorriso caloroso. Era quase como se me conhecesse bem. O cumprimento me causou pânico. Eu ia fazer uma pergunta muito embaraçosa.

– Me desculpe, mas quem é o senhor? – eu disse, passando a mão no cabelo de modo nervoso. Ele pareceu ligeiramente surpreso parado lá com sua calça de pijama xadrez e um moletom largo.

– Sou Alejandro, o pai de Camila – respondeu, com um tom de decepção na voz.

Ele não era nada do que eu imaginava. Fiquei contente por finalmente conhecer o homem que criou Camila. Se ele tinha uma filha como ela, devia ser um camarada muito legal. Mas fiquei um pouco chocada com o que vi. O homem diante de mim parecia frágil, pálido e velho demais para a idade que tinha. A pele de seu rosto era translúcida como papel, como se ele não visse a luz do sol havia muito tempo. Eu não arriscaria adivinhar o motivo.

O escasso cabelo que ele tinha era grisalho; seus lábios eram pequenos e enrugados. Notei uma cicatriz profunda em sua testa. Talvez tivesse bebido demais na noite de ontem, ou talvez eu tenha entendido mal sua idade quando Camila me disse que ele tinha somente 46 anos. Eu esperava que ele fosse alto e tivesse uma presença dinâmica e enérgica.

– Camila não está, Lauren, mas pode entrar. Eu ouvi falar tanto de você… – Ele saiu do caminho, obviamente pouco ciente de como parecia entusiasmado. De repente, percebi que não sabia quase nada sobre ele. Camila nunca revelou nada.

– Comprei um CD para ela. É uma surpresa, e eu resolvi dar uma passada aqui a caminho da cidade – respondi, tentando muito ser casual.

A caminho da cidade uma ova. Camila e eu moramos a duas estações de metrô uma da outra. É o tipo de distância que dá para cobrir de carro em 10 minutos, ou andar em 40, se você estiver se sentindo com bastante energia.

Alejandro me conduziu para dentro, revelando o espaço que eles compartilhavam. Era um típico apartamento londrino, tudo num só nível, com um pequeno corredor que leva da porta de entrada a uma sala grande e uma cozinha aberta. Era modesto em tamanho, e parecia continuar para além da cozinha, pois outro corredor avançava para os fundos, mostrando uma porta de banheiro aberta e duas outras portas fechadas além dela. Deviam ser os dormitórios.

Voltei a olhar para Alejandro, que estava parado ao lado de uma esteira ergométrica colocada junto à parede perto da entrada para a cozinha.

Eu podia perceber o toque de Camila por toda a sala de estar. Almofadas em formato de coruja nas cadeiras, costuradas com fio grosso e preto. Eram de uma beleza excêntrica; pareciam ter sido encontradas em alguma loja de presentes como as de Brighton Lanes. As joias dela estavam espalhadas sobre uma pequena mesa de café, e um ligeiro rastro de seu perfume pairava no ar. Tudo parecia bagunçado, acolhedor e cheio de personalidade. O sofá parecia gasto e muito usado, e havia grandes prateleiras em quase todas as paredes, abarrotadas de livros e filmes. Entre os DVDs, havia de Pulp Fiction a Sex and the City. Dava para saber muito sobre alguém só olhando para seus livros e filmes, mas o negócio aqui estava meio confuso. Um livro de história ali, uma biografia de celebridade acolá. Os temas eram tão conflitantes que era muito fácil dizer o que pertencia a Camila e o que pertencia a Alejandro.

Cerca de dez cadernos pretos estavam empilhados sobre a mesa principal, cercados por pequenas pilhas de lápis e seus apontadores. Era um refúgio maravilhosamente aconchegante. No chão, havia algo que parecia um capacete acolchoado. Ele parecia macio, não do tipo que se vê em motociclistas, mas do tipo usado por pugilistas e jogadores de rúgbi com os ouvidos arruinados. Certamente ele não luta boxe, pensei, não com essa aparência.

– Ela vai voltar logo, Lauren – disse Alejandro, enquanto caminhava lentamente para a cozinha. Apoiando-se em qualquer coisa que encontrava, ele foi se arrastando até a chaleira e acendeu o fogo.

Comecei a ver que havia algo muito errado ali. A calça dele era demasiadamente larga atrás, como se já tivesse coberto um Alejandro muito maior.

– Não acredito que ainda não tinha conhecido o senhor – eu disse, e em seguida fiquei preocupada que ele fosse pensar que eu estava me insinuando.

– É bom conhecê-la, finalmente, Lauren. Camila parece estar se divertindo muito no trabalho. Fico contente que ela esteja trabalhando com pessoas como você… Tem sido muito difícil para ela todos esses anos, você sabe. Chá? Leite? Açúcar? – Ele deu meia-volta, ainda se agarrando na bancada como se ela fosse uma corda de segurança.

Muito difícil para ela todos esses anos… O que ele quis dizer com isso? Você sabe… Eu não sabia, ela não me contou. Comecei a me lembrar de todas as vezes em que saímos e ela simplesmente desaparecia às vezes, dando as mais variadas desculpas. Eu aceitava isso como uma esquisitice, que era esse o jeito dela, mas agora parecia que minhas perguntas estavam prestes a ser respondidas.

– Ah, só leite e um pouco de açúcar – respondi, afundando no sofá. Fiquei desapontada por ela não estar aqui, mas eu sabia que estava acontecendo alguma coisa. Ela obviamente estava escondendo algo de mim. Algo que eu precisava saber, e sem ela aqui eu tenho mais chances de descobrir.

– E então, o que vai fazer no fim de semana? Algum programa legal? – perguntei, enquanto a água fervia tão violentamente que fazia a chaleira tremer sobre a bancada de madeira. Ah, que pergunta original, pensei. Também poderíamos ter começado a falar sobre o tempo.

– Não muita coisa, filha. – Ele deu uma risadinha, detendo-se para inclinar-se sobre as canecas e prendendo a respiração por alguns segundos.

Isso me deixou nervosa, então me empertiguei no meu assento, observando-o com atenção. Notei vários frascos de remédios manipulados num canto.

Ele continuou: – Bem, você sabe, não posso fazer muita coisa atualmente. Só ler bastante, tentando aprender o máximo que posso do mundo através dos livros, já que eu não posso sair mesmo. Escrevo bastante também, naqueles cadernos pretos ali. Escrevo sobre como deve ser viver adequadamente, sabe?

Alguma coisa estava muito errada com o pai de Camila. Mas por que ela não me contou? Talvez ele tivesse câncer, pensei. Senti uma onda de tristeza me invadir. Eu queria sair correndo, encontrá-la e abraçá-la bem forte, mas ao mesmo tempo comecei a ficar brava por ela não ter me contado. Ela não deve se sentir muito íntima, pensei, sentindo repentinamente que ela era uma estranha e eu estava me intrometendo num mundo que nunca fui convidado a explorar. Talvez eu tenha cometido um engano vindo aqui.

O som de uma colher de chá girando dentro de uma caneca arrancou-me de minha espiral de pânico.

– Desculpe, Alejandro, mas não sei o que você quer dizer com atualmente – eu disse baixinho, incapaz de fingir que sabia de algo que eu não sabia, mas devia saber.

Ele ficou mudo e parou de mexer o chá. Sua expressão ficou triste, e ele parecia ainda mais cansado. Eu me levantei e me dirigi a ele.      

– Pronto, deixe que eu pego – falei, estendendo a mão para aliviá-lo da tarefa. Ele virou o rosto para mim, com as duas canecas de chá quente nas mãos magras, e, de repente, a coisa mais estranha aconteceu.

Como se fosse em câmera lenta, a vida se esvaiu de seus olhos e suas pernas cederam, como edifícios desmoronando sob a força de um terremoto.

Eu tentei, eu realmente tentei, mas era tarde demais. Cada músculo de meu corpo se estirou para a frente para apanhá-lo, mas não consegui. Não consegui. Fracassei.

As canecas de chá voaram no ar, água leitosa marrom se espalhando sobre nós, e então o bule se espatifou em pedacinhos no chão. O que devia ser um líquido causticante escorria pelo meu rosto, mas eu não sentia dor.

O rosto dele não tinha expressão quando ele caiu no chão. Eu temia que ele tivesse se quebrado ao meio. O chá fervente molhou suas pernas, e ele ficou lá parado, imóvel sobre o piso de linóleo. O silêncio invadiu a sala. Merda. Droga.

– Merda – resmunguei, e meu corpo inteiro começou a tremer. Senti que ia vomitar. Minha visão de repente ficou mais nítida, meu olfato mais aguçado; eu estava vivenciando tudo em tecnicolor ultranítido.

Lutar ou fugir, Lauren. Lutar ou fugir.

Eu me abaixei ao lado dele, os joelhos escorregando no chá que nos cercava. Arrumei seu corpo na posição de recuperação, tremendo tanto que achei que fosse desmaiar. Ele deve ter tido um ataque cardíaco. Ah, meu Deus, e se ele tiver morrido? O que vou dizer a Camila, a todo mundo? Desculpe, Camila, sou uma idiota bisbilhoteira que simplesmente não conseguiu manter distância. Passei cinco minutos com o seu pai e o matei só por ficar perto dele. Puta merda.

Pressionei os dedos sobre a pele macia do seu pescoço; ainda estava quente, mas não consegui sentir seu pulso. Tentei distinguir se era só o meu medo e o sangue correndo acelerado em minha cabeça que estava me impedindo de senti-lo. Lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto. O que é que eu ia fazer? Ah, merda, pensei, e se Alejandro tinha um problema de saúde delicado que de alguma maneira eu piorei? E se ele tiver morrido, será que fui eu a causa? Olhei para o teto, esperando poder renovar minha fé em Deus. A última vez que tentei isso foi quando cabulei a escola dominical havia muitos anos e gastei o dinheiro da arrecadação em garrafas de Coca-Cola. Mas rezar não fazia sentido. Eu já desisti havia tempo demais.

Desci até o rosto dele novamente, sussurrando em seu ouvido:

– Por favor, Alejandro, não, por favor. Eu amo Camila, ela ama você e precisa de você. Não vá a lugar nenhum… — implorei ao seu corpo inerte.

– Eu amo sua filha. Imensamente – declarei; minha voz era um grito rouco.


Notas Finais


Muita gente veio me perguntar se o cara do interfone era algum ''amante'' da Camila, eu ri muito com isso, kkkkk. E vcs, o que acharam desse capítulo?
Genteeeeeeee, estamos quase chegando em 1.000 exibições, caraaaaaaa, obrigadooooo!


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