História Esta É Uma História De Amor! (Camren) - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani Kordei
Exibições 52
Palavras 1.417
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hoje é sextaaaaaaaaaa, allyluia paiiii, kkkkk, como estão? Curtam o capítulo. 😁😀

Capítulo 16 - Capítulo 16


Tirei o telefone do bolso e tentei discar 190, mas minhas mãos tremiam tanto que não consegui. Duas vezes. Eu estava desperdiçando um tempo valioso.

Eu sempre esperei que em momentos assim eu viraria uma heroína de histórias em quadrinhos, sabendo exatamente o que fazer, insuflando vida aos mortos, afastando a dor e o perigo, fazendo curativos num piscar de olhos. Eu era uma bundona. Uma idiota inútil que chora e treme.

Quando finalmente consegui discar o número, tentei explicar para a telefonista o que aconteceu, mas as palavras não fluíam como eu esperava:

– Por favor, venham agora, acho que ele morreu. Por favor, apressem­-se – pedi, numa voz rouca, a garganta seca feito uma lixa.

– OK, senhorita, por favor, tente ficar calma. Onde a senhorita se encontra?

– Ah, apartamento 10, Orchard Court, Rua Great Westfield, Londres. – Sim, era isso. Eu estava sendo vagamente útil agora.

– Qual é a emergência? – retrucou a voz calma e fria do outro lado da linha.

– Olhe, eu não sei. Estou com um homem que desabou, não consigo sentir o pulso, acho que ele morreu. Venham AGORA, por favor! – gritei, um pouco histérico àquela altura.

Eles me disseram depois que haviam conseguido um tempo de resposta de seis minutos. Os próximos seis minutos pareceram uma eternidade. Sentei-me ao lado de Alejandro na poça de chá, segurando suas mãos e chorando feito uma criança histérica. Ele não se mexeu um centímetro durante todo o tempo. Eu já estava me perguntando o que diria a Camila. E se eles pensassem que eu fiz alguma coisa para causar isso? O pânico percorreu minhas veias quando me imaginei atrás das grades.

Fiquei tão contente quando eles apareceram, com luzes fluorescentes amarelas e verdes e aquelas botas pretas sólidas com cadarços altos. Sacolas vermelhas e o som de velcro se abrindo no ar me confortaram com a possibilidade de que tudo estaria bem. Um dos paramédicos me afastou de Alejandro e me fez sentar. Senti­-me como uma garotinha. Fiquei observando em silêncio enquanto eles tratavam dele, sentindo-me como se estivesse tendo uma experiência fora do corpo.

– Ele está vivo, companheira – afirmou um deles, virando-se para mim com um largo sorriso no rosto. Ele obviamente achou que eu era uma panaca.

Depois, o mesmo paramédico ajoelhou-se ao meu lado, com a cabeça careca brilhando sob a lâmpada nua.

– Vai procurar Camila agora? – ele disse, olhando para mim com um sorrisinho.

– Espero que você não tenha dito nada constrangedor – ele se lembrará de tudo o que você disse – acrescentou, com o sorriso ficando mais largo. Eu não disse nada.

– Ela é uma boa garota, não? – concluiu ele, enrolando um colchonete verde e prendendo-o com uma faixa preta.

Meu Deus, este camarada conhece Camila, está falando dela e de Alejandro como se soubesse tudo da vida deles, e eu ainda estou no escuro. O que aconteceu aqui? Eu queria perguntar, mas este sujeito estava me irritando. Balancei a cabeça, ainda incapaz de falar.

– Fique fria, ele vai ficar bem, companheira – assegurou o paramédico, dando-me um tapinha nas costas. Ai!

Fiquei em silêncio, só tentando compreender tudo aquilo. Senti a raiva subindo dentro de mim novamente. Por que ela não me disse nada sobre isso? Será que o namorado dela sabe e escondeu de mim? Será que todos sabem, menos eu? Por que ela não confiou em mim para contar?

Os paramédicos conheciam Alejandro pelo nome; eles certamente já tinham feito isso antes. Muitas vezes, quem sabe.

Tive um flashback; uma lembrança fria e horrível. Eu amo Camila, ela ama você e precisa de você… eu amo sua filha imensamente. Sim, definitivamente foi isso que eu disse, não foi? Eu disse a ele que a amava. Ah, meu Deus. Era muito constrangedor. Eu imaginei como deveria ter parecido idiota quando tudo estava acontecendo. Como minha voz rouca fez aquelas bobas declarações de amor enquanto as lágrimas de uma menininha assustada corriam pelo meu rosto.

Eu achava que éramos tão próximos, mas não sabia de nada. Ainda não sei. Porcaria.

              P.O.V CAMILA 

Pão. Leite. Geleia.

Eu só saí para pegar algumas coisinhas no mercado e quando voltei me deparei com o mais completo caos. Eu soube que havia algo errado no instante em que virei a esquina, porque havia uma ambulância parada diante do nosso bloco, com as luzes azuis piscando. A partir daí, embora não tivesse certeza de que eles estivessem aqui por causa de meu pai, algo dentro de mim me dizia que provavelmente estavam. Eles normalmente estavam.

Havia uma pequena aglomeração no gramado diante do prédio, apontando para o nosso apartamento. Eles sempre faziam isso. Caipiras idiotas… Reconheci a maioria deles. Eram sempre os mesmos.

Mas Jack não estava aqui. Jack era o nosso vizinho, um homem de 60 e poucos anos que me ajudou algumas vezes quando papai caiu e eu não consegui colocá-lo de pé. Quando eu disse ajudou, eu quis dizer ajudou de má vontade. Já tive de bater na porta dele nos horários mais esquisitos sem avisar. Acho que ele não engole muito bem esse fato, mas é a única pessoa que realmente pode ser útil nessas situações.

À nossa esquerda vive uma velhinha frágil. Não posso pedir a ajuda dela, então Jack é sempre o escolhido. Acho que ele não gostou muito no princípio. Ninguém quer ser o escolhido, mas acho que ele compreende agora como é difícil para mim. Ele até traz comida se eu passo o fim de semana fora, montes de molho à bolonhesa e risoto. Apesar de sua reação inicial, eu nunca me senti constrangida, porque a coisa mais importante na hora é garantir a segurança de meu pai.

Meu pulso começou a acelerar. Não era uma ocorrência incomum, mas estava ficando cada vez mais difícil. Eu sempre temia que a próxima queda pudesse ser a última. Não tínhamos mais onde colocar almofadas na casa.

Mas nada poderia ter me preparado para o que vi quando cruzei a porta. Porque lá, sentado no chão, estava Lauren. Seu rosto estava inchado e era óbvio que ela chorava. Havia um líquido escuro por todo o lado. Ela estava olhando diretamente para a frente, e partes de seu cabelo estavam molhadas. Ela parecia traumatizada.

Meu pai estava sendo levantado e colocado no sofá por dois robustos paramédicos. Ele parecia exausto.

Eu não sabia com o que lidar primeiro.

– Estou bem, querida – disse meu pai baixinho, movendo os braços na direção de Lauren.

– Lauren veio ver você. Eu desmaiei enquanto estava fazendo um chá para nós. Ela foi muito eficiente, Mila – acrescentou, numa voz débil. Aquilo era um desastre. Eu consegui esconder aquela situação de Lauren por tanto tempo. Eu realmente não queria que ela soubesse. Meu peito se encheu de raiva. Tudo bem, eu ia contar a ela algum dia, ia mesmo, mas eu queria que ela conhecesse quem eu realmente sou antes de entrar nessas complicações da minha vida.

De repente, senti a raiva se transformar em ódio. Por que ela estava ali? Por que vinha tentando me pegar de surpresa? E, além de tudo, o olhar de tristeza no rosto de papai mostrava claramente que ele estava desapontado comigo por eu não ter contado a um de meus melhores amigos sobre ele. Tudo estava uma bagunça. Fui me sentar ao lado de papai, segurando as mãos dele nas minhas e tentando ficar calma, embora tivesse vontade de gritar com Lauren.

– Nenhum corte desta vez, não é? – Inclinei-me para inspecionar a cabeça dele. – Mas eu não lhe disse para usar o capacete? – resmunguei. – O senhor obviamente não estava usando.

Lauren continuava a olhar fixamente para o nada. Ela parecia com raiva.

– Eu já volto. – Beijei a cabeça de papai suavemente. Eu sabia que ele ia ficar bom. Foi uma queda rotineira. Estávamos acostumados a isso. Eu não estava acostumada, entretanto, a ser surpreendida desse jeito. Era assunto meu. E eu protegia meus assuntos ferozmente.

Toquei no braço de Lauren, e ela cerrou o pulso com força. Eu podia sentir seus músculos se contraírem sob a pele. Ela ficou vermelho-escuro; parecia furiosa. Bom, eu também estava.

Eu a puxei na minha direção para poder levá-lo a um aposento onde pudéssemos ficar sozinhas. A princípio ela resistiu, mas eu puxei mais uma vez, mais forte, e então ela me seguiu.

– Que diabos há de errado com o seu pai? Por que você não me contou, Camila? – sussurrou agressivamente assim que a porta se fechou, com lágrimas brotando-lhe dos olhos. Meu corpo se arrepiou todo, e eu percebi que ela estava apertando meu braço direito com força.

Puxei-o, tentando me libertar.

– Você está me machucando, Lauren. Tire as mãos de mim – grunhi, pressionando o dedo indicador no peito dela.



Notas Finais


Gente, chegamos à 30 favoritos e quase 1.000 exibições! Obrigado, de coração, não tenho como lhes agradecer o quanto eu estou feliz com isso 😢😢😢😀😀. Então... o que será que vai acontecer com as duas nesse quarto? 😆😆😌😏😏 Vcs vão descobrir no próximo capítulo! Até. 😏😏😏😏😏


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...