História Esta É Uma História De Amor! (Camren) - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani Kordei
Exibições 54
Palavras 1.389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiii, tudo bem? Espero que gostem do capítulo. 😁😀😁❤

Capítulo 17 - Capítulo 17


Eu nunca a vi chorar. Na verdade, eu nunca vi ninguém chorar, não daquele jeito, exceto meu pai umas duas vezes, e foi em circunstâncias excepcionais. Por que ela estava chorando? Não era ela a vítima. Ela não tinha o direito de chorar. O fogo dentro de mim se espalhou, e eu não consegui mais aguentar.

– Mas que doidice você achou que estava fazendo? – perguntei, quando minha respiração começou a acelerar-se em meu peito. Eu sentia o pânico crescendo. Uma raiva que eu não sabia ser capaz de sentir se alastrou feito um incêndio. Ela olhava para mim como se nunca tivesse me visto antes, os olhos arregalados como antenas parabólicas.

– Como assim? Eu só passei aqui para falar oi. O que há de errado com o seu pai? – repetia ela, a voz ainda mais alta.

– Então você teve a impressão que há algo acontecendo aqui, porque a vida é um pouco complicada para mim às vezes, e então você simplesmente aparece sem avisar? Você acha que pode brincar comigo? – falei, com raiva, subitamente percebendo como estava na defensiva. Ela hesitou e deu um passo para trás, quase derrubando minha mesa de cabeceira. Meu dedo acusador estava tremendo.

– Camila, você não tem ideia do que eu acabo de passar… Eu achei que ele tinha…

Mas eu o interrompi novamente.

– O que você passou? Deve estar de brincadeira. Eu passo por isso, Lauren, todo dia, não você. Sou eu quem dá banho nele, quem cozinha para ele, limpa. Não me fale sobre o que você passou, tá bem? – Eu falava caminhando de um lado para o outro do quarto. Lauren cruzou os braços de modo defensivo, mas eu continuei, agora tremendo ainda mais.

– Papai tem narcolepsia. E, antes que você comece a fazer um monte de perguntas incômodas, é uma doença neurológica que faz com que ele adormeça praticamente o tempo todo. Ele também tem cataplexia, o que significa que os ataques dele são provocados por emoções – felicidade, tristeza, qualquer coisa, e ele cai. Desmaia. É exaustivo. Você não tem ideia, então, como ousa chorar? – As palavras que saíam da minha boca eram feias e distorcidas. Eu podia sentir a vergonha começando a me assombrar, mas era tarde demais.

– Nossa, Camz. Eu não sabia... Por favor! Você me disse, e deve lembrar, que ia ficar em casa hoje assistindo a filmes. Lembra? Eu achei que você estaria aqui. Eu não estava tentando pegá-la de surpresa! De repente, um ar de mágoa substituiu a raiva na expressão dela, e eu senti uma pontada de culpa. É claro. Eu disser aquilo a ela. Fiquei vermelha, mas já avancei demais na minha explicação para agora virar o bandido. Não havia espaço para retorno.

– E o que o paramédico quis dizer quando falou que ele pode ouvir tudo? – acrescentou, com a voz um pouco mais calma agora. Parecia aterrorizada. Respirei fundo e tentei fazer meus braços pararem de tremer engolindo um pouco mais de oxigênio.

– Ele desmaia, mas não do modo normal. Ele pode ouvir tudo o que se passa e se lembra de tudo, basicamente. Só não consegue mover o corpo. É meio difícil de explicar – respondi, odiando ter de contar os detalhes todo o tempo para todo mundo. Todas aquelas perguntas estúpidas. Toda a curiosidade imprópria. Eu só queria que ela se afastasse de mim, e sabia que teria de ser detestável para conseguir isso.

– Você é como todo mundo, Lauren. Intrometida. Cai fora da minha casa. – Lágrimas começaram a cair pelo meu rosto. Na verdade, eu é que estava constrangida agora. Senti-me uma megera amarga e venenosa. Ela veio até mim e me envolveu em seus braços bem apertado. Eu fiquei dura feito uma pedra, temendo desmanchar perto dela, porque podia sentir a onda de emoção que reprimo há uma década começando a vazar. Fiquei com medo do que poderia acontecer se eu permitisse que ela se quebrasse na praia.

– Vem cá, por favor, Camz. Vem – sussurrou baixinho ao meu ouvido, e sua pele macia se chocou suavemente contra meu rosto. Eu podia sentir seu coração contra o meu peito. A beleza dela não diminuiu. Eu ainda era tão deslumbrada por ela que sua proximidade me deixava apavorada. Fazia meu peito apertar e minha adrenalina subir tanto que eu tinha medo de desmaiar. Comecei a chorar. Tentei parar, mas não consegui.

– Você não deveria passar por isso sozinha. Por que não me contou? – perguntou.

Eu sentia como se os anos de tensão tivessem aflorado, uma tensão que eu nunca soube que realmente existia. Por fim, cedi, e ela me aninhou em seu pescoço. Ainda brava, bati com o punho no peito dela. Senti-o engolir com dificuldade.

– Tem sido difícil, Lauren. Você não tem ideia. Odeio o modo como as pessoas me tratam quando descobrem. Eu nunca quis que você me olhasse com pena. Não queria que você soubesse. Queria que nunca tivesse vindo aqui! – Eu vomitava as palavras entrecortadas por soluços avassaladores. O pescoço dela ficou cheio de manchas de rímel.

– Camz – disse ela, segurando meu rosto entre as mãos e puxando-o para perto do seu. Eu odiava isso, odiava a nudez desse momento. Não havia nada que eu pudesse fazer para me esconder dela, como me esconderia de tantos outros.

– Camila, por favor, não esconda mais nada de mim. Você é a melhor amiga que eu já tive. Eu quero ajudá-la – continuou ela, passando uma das mãos no meu cabelo. Eu afastei o cabelo e joguei-o para o outro lado para que ela não pudesse tocá-lo. Tentei desviar o olhar; o contato visual significaria o fim da minha guarda e eu ainda estava brava.

– Olhe para mim – sussurrou. Virei a cabeça para ela, com os olhos vermelhos por todo aquele nervoso. As pupilas estavam encolhidas.

– Camila. Eu tenho que dizer uma coisa a você. Eu, eu…

Fomos interrompidos por um dos paramédicos, que decidiu invadir o quarto sem bater.

– Bom, nós já terminamos. Só fiquem de olho nele o resto do dia, está bem? Ele deve dormir por mais algum tempo. Tivemos de cuidar de algumas queimaduras leves na perna, mas elas devem sarar logo. – Ela inclinou a cabeça e me lançou aquele olhar de pena que eu conheço tão bem.

– Muito obrigada. Vocês foram fantásticos, como sempre – respondi, enxugando os olhos e avançando para levá-los até a porta.

– Não, não se preocupe em se despedir, querida. Aproveite o resto do fim de semana – murmurou ele, percebendo tardiamente que poderia ter interrompido algo muito importante.

De repente, o quarto ficou em silêncio. Voltei-me para Lauren.

– Por favor, vá embora – pedi, tentando não gritar. Da minha boca ainda estavam saindo palavras com as quais minha mente não concordava. Eu me sentia tão humilhada. Eu a queria bem longe dali.

– Camila, por favor – disse ela, estendendo as mãos para mim.

– Não me faça gritar, Lauren. Vá embora – repeti, dando-lhe as costas e sentando na beirada da cama. Ouvi a porta se fechando. Senti-me oca. Fiquei me perguntando se ficaríamos tão próximas assim novamente. Eu queria correr atrás dela e implorar que ficasse, mas mantive a boca fechada e o corpo imóvel. Talvez tenha sido um daqueles momentos em que as pessoas se unem feito ímãs, atraídas uma para os braços da outra por emoções exaltadas, que nunca voltam a acontecer. Lentamente comecei a perceber que fui muito desagradável. Que talvez ela nunca se recobrasse do choque.

Depois de cinco minutos em silêncio, fui para a sala de estar e fiquei diante de meu pai, tentando absorver a enormidade do que acabara de acontecer.

– Ela trouxe isso para você, Mila – disse papai, balançando um CD no ar e quebrando meu momento de reflexão. O CD lançou um reflexo bem dentro de meus olhos inchados.

– Acho que ela gosta de você. Você sabe disso, não sabe? – continuou, parecendo mais sério agora.

– Por que ficou com essa impressão? – perguntei.

Ele fez uma pausa e então falou: – Não sei exatamente, querida. Mas eu sei reconhecer o amor quando o vejo. Não seja má com ela. Eu ouvi você gritar, Camila, isso não é bom.

Olhei para ele com uma sobrancelha arqueada e me senti enojada de culpa. Naquela noite, ouvi o CD. Lindas canções de uma banda da qual eu nunca ouvi falar. Prestei atenção nas letras, procurando entender o que ela estava tentando me dizer, porque eu ainda estava muito brava com ela. Eu queria ligar para me desculpar. Mas não consegui.


Notas Finais


E aí? Como estamos? Acharam que ia rolar o famoso Lepo-Lepo, né? Ou um beijo?, kkkkk, trollei.
Até o próximo. 😂😂😂😂


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