História Estações - Vondy - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Rebelde, Rebelde (RBD)
Personagens Alfonso Herrera, Anahí, Christian Chavez, Christopher Uckermann, Dulce Maria, Maite Perroni
Tags Christopher Uckermann, Dulce Maria, Estações, Vondy
Exibições 177
Palavras 3.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 30 - Verão: Clumsy Girl


O grande veículo amarelo parou na nossa frente abrindo suas portas duplas, Christopher puxou minha mão que segurava, guiando-me com cuidado.

Teríamos que ir para o colégio de ônibus porque o carro de dona Alexandra estava no concerto e só estaria de volta mais tarde.

Caminhamos pelo corredor de poltronas cheias até encontrarmos o par de antepenúltimas desocupadas. Ele soltou minha mão e me deu espaço para sentar perto da janela. Assim que ele sentou do meu lado o motorista deu partida, puxei minha mochila transversal para o colo e ele abraçou a própria mochila encostando a cabeça no meu ombro.

— Estou com sono — disse ele, então aninhou o rosto na curva de meu pescoço. Tentei não me encolher com as cócegas.

Puxei a fivela para abrir a mochila e tirar o livro de História. Andei estudando o fim de semana inteiro. Se Bianca estivesse aqui seria diferente, ela me daria uma aula e tudo estava ok, mas ela preferiu "você é uma vaca, eu te odeio!".

Há décadas que não a vejo, Annie me disse que ela foi pra Milão, morar com a avó.

Folheei o livro até encontrar onde eu havia parado enquanto sentia a respiração quente e amena de Christopher no meu pescoço, arrepiando-me. Ele não havia dormido ontem, foi uma noite chuvosa e como nas noites chuvosas, ele teve pesadelos.

Fiquei lendo o percurso inteiro, até a chegada do ônibus ao colégio. Chacoalhei o ombro de Christopher quando as pessoas começaram a se levantar, ele se aninhou mais em mim, envolvendo-me com os braços e eu me encolhi rindo. Tenho cócegas mortais no pescoço.

— Levanta, a gente já chegou — cochichei.

Ele finalmente me soltou, todo lentinho e espreguiçou-se. A faixa da minha bolsa que atravessava meu ombro fez uma marca rosada em sua bochecha, tentei dar uma amenizada com o meu polegar enquanto ele esperava as pessoas saírem.

Ele trouxe seu olhar para mim.

— Não estou com disposição pra aula hoje — disse. Ergui a sobrancelha, pois sabia que ele não tinha só isso a dizer. — Porque a gente não fica aqui e vê até onde esse ônibus nos leva ?

— Nem pensar — retruco enfiando meu livro na bolsa ao me levantar. — Eu tenho prova de História.

— Quem se importa com prova ? — fez um caretinha.

Estreitei os olhos pra ele e desviei de seus joelhos agarrando sua mão, puxando-o para cima. Ele quase deixou a mochila cair, mas logo a mesma estava em seu ombro.

— Você está se tornando uma péssima influência — falei descendo os degraus do ônibus.

— As péssimas influências são as melhores — respondeu ao pisarmos na calçada.

— Claro que são, engraçadinho — retruquei.

Caminhamos juntos para dentro, assim que passamos pelas portas duplas o sinal tocou, parei de andar.

— Qual sua primeira aula ? — perguntei, ele ergueu os olhos para o teto como se pensasse no assunto.

— Geografia — abaixou o olhar para mim.

Revirei meus olhos.

— Tenho História — disse eu pondo as mãos em seus ombros. — Me deseje sorte.

— Você não precisa disso não — envolveu-me com os braços. — Vai se sair perfeita. Afinal, você preferiu estudar à assistir filme comigo.

— A sua definição de assistir filme é diferente da minha — falei. — Você nem sabe qual era o nome do filme.

— O que importa é o conteúdo — balançou as sobrancelhas.

Franzi o nariz. Pulei lhe passando um selinho e ele me deu outro ao mesmo tempo. Então arrastei minhas mãos para fora de seus ombros.

— Diga "boa sorte, Dulce. Você vai precisar." — dei alguns passos para trás encarando-o.

Ele revirou os olhos.

— Boa sorte, meu amor — disse fazendo minhas borboletas saltitarem de alegria.

Repuxei os cantos dos meus lábios e lhe ergui um aceno virando-me para minha aula.

◀♥▶


Não foi tão ruim. Claro que havia algumas questões absurdamente difíceis, mas um oito acho que apareceria pra mim no final.


Puxei a fivela da mochila transversal e retirei o livro de História enfiando-o no meu armário. Pesquei o de Espanhol e o de Química, tranquei a porta para dar de cara com Annie recostada no armário vizinho.


— Oi — disse.


— Oi.


— Como foi o fim de semana ? — perguntou, essa era uma de suas perguntas estratégicas.


— Não — eu disse simplesmente.


Ela revirou os olhos e virou-se para o armário, em seguida bateu a testa nele propositadamente.


— Qual é o problema de vocês ? — encarou-me.


Eu encarei de volta, pensando porque minha falta de “ação” com Christopher era tão interessante pra ela.


— Sabe qual é a solução ? — perguntou. — Tome você a iniciativa, queridinha. Ele está lento demais.


— Porque isso é tão fora do comum ? Acho fofo que ele ainda não me forçou, alguns garotos só pensam nisso.


— São quase três anos — ela disse como se a frase respondesse tudo. — Daqui a pouco vocês ficam velhos e sem disposição e nada de rolar.


Você quer falar mais baixopedi entredentes, então olhei em volta. — Está me pedindo pra fazer o quê ? Seduzi-lo ? Eu nem sei fazer isso.


Senti meu rosto corar violentamente.


— Finalmente você está entendendo. E nem vem, toda garota sabe. Só que cada uma tem o seu jeito.


Ela deu de ombros e revirei os olhos com um suspiro.


— Não estou tão desesperada assim — disse eu. — Tem a mãe dele também, Deus do céu, o que ela ia pensar se ouvisse algo ou pior.. visse ?


— Ia finalmente ver que vocês estão vivos! — ergueu levemente os braços. — Espera.. é esse o problema ?


— Que ?


— A mãe dele. É por isso que o “finalmente” nunca acontece, você tem medo da mãe dele ?


— Não é bem assim — murmurei. — Eu só.. ela não dá espaço. É isso. Pra ela eu ainda sou a menininha filha da empregada e ele o bebê indefeso. Não dá. A gente mal se vê.


— Ahhh.. saquei — sorriu fechado.


— Que bom, agora deixa isso pra lá — eu disse passando por ela. Ela puxou-me de volta pelo cotovelo.


— Eu tenho a solução — disse.


Franzi a testa. Ela largou meu braço para puxar a mochila branca para fora do ombro, então começou a vasculha-la.


— Annie, eu realmente não tenho tempo pra is..


— Calma — interrompeu folheado um diário cor-de-rosa e felpudo. — Paciência. Achei.


Estendeu um papel todo dobrado pra mim. Peguei relutante e comecei a desdobra-lo. Era um tipo de folheto de divulgação sobre um acampamento de verão, mas só participavam os 3° anos do ensino médio.


— Quê que é isso ?


— Você não sabe ler ? — ergueu levemente a sobrancelha. — É um evento anual.


— É. Mas não sou do terceiro — estendi o papel para ela.


— Eu sei disso. Mas Christopher é. E todo aluno tem o direito de levar um acompanhante — bateu o indicador várias vezes sob a palavra "direito a acompanhante".


— E porque acha que ele vai me levar ?


— Porque você é a droga da namorada dele — respondeu impaciente. — E o único ser com quem ele vai com a cara.


Esfreguei a mão no rosto observando-a enquanto o sinal tocava.


— Preciso ir pra aula, depois conversamos — eu disse saindo antes que ela dissesse algo e entrei na sala para minha aula de Espanhol.


▶♥◀


Christopher

Ela estava diferente, mas não de um jeito ruim. Estava diferente fisicamente falando, e eu gostava muito disso.


Seu sorriso entrou em destaque após ela ter posto um piercing no nariz, isso me fazia querer olhar mais para ela porque não consigo medir o quanto sou apaixonado por cada dentinho seu.


Sua maquiagem era mais pesada na região dos olhos e puxava a atenção até de quem não prestava atenção em olhos.


Ela havia cortado o cabelo há duas semanas, deixando-o um palmo acima da cintura com alguns cachos que eu mesmo fazia distraidamente, embora eu tenha dito que adoro seu cabelo do jeito que é.


— Ele está enorme — ela disse revirando os olhinhos, então voltava a trazê-los de volta para os meus. — Você quer que eu vire um tipo de capitão caverna ?


Então eu disse que tudo bem, não seria isso que faria eu gostar menos dela. Ela me mostrou seu sorriso capaz de fazer meu coração rodopiar no peito antes de entregar-me um selinho rápido, para em seguida esconder o rosto nos braços sobre a mesa ao corar, passando a deixar apenas os olhos visiveis. Ela ficava envergonhada facilmente, o que automaticamente me deixava constrangido também. Ela sempre corava ao me beijar em público, mesmo depois de quase três anos juntos.


Notei que ela estava um centímetro mais alta, o que não mudava eu ter que me abaixar para beija-la.


Sua cintura estava mais fina e ultimamente suas roupas pareciam mais apertas e seus.. hm, seios haviam aumentado em contraste com a parte que chamou a atenção de Christian no passado.


A qual desnecessariamente eu soube que era a parte preferida dele nela no dia em que Dulce havia aparecido de regata e short curto.


Quando eu o encarei demais ele me perguntou qual era a minha parte preferida, eu disse que obviamente ela inteira, porque ela era minha namorada. Ele soltou uma de suas piadas de que eu ainda não havia a visto inteiramente, e revirei os olhos.


Não precisava dizer que desde criança eu tinha um fetiche pelos lábios dela.


Eu notei muitas mudanças após esses anos. Não só o que o tempo havia feito com ela, mas o que ela estava fazendo comigo toda vez que encostava em mim (raras vezes). Mas não era como se ela não soubesse, eu acho.


◀♥▶


Inspirei e ela olhou de baixo para mim, eu estava sentado em um dos bancos desconfortáveis na sala de laboratório do colégio, e ela ao meu lado no chão. Claro que haviam outros bancos, mas ela disse que estava bem onde estava, e que nos outros bancos não estava perto de mim.


Sorri para ela e ela sorriu de volta voltando a prestar atenção no que os meus companheiros de banda diziam.


Ultimamente eu estava a trazendo junto para as reuniões porque simplesmente não suportava ficar longe dela por muito tempo.


A questão era que a gente não tinha uma vida de casal normal, porque minha mãe apesar de gostar de Dulce, ficou chocada e acabou impondo limites.


Tradução: longe.


Então estamos vivendo assim.
Era o mesmo que no colégio, nada de demonstrações de afeto.
Só que quando estávamos sozinhos, era diferente, era a melhor parte dos dias, as poucas partes do dia.


Fiquei olhando para ela, enquanto ela prestava atenção no que eu deveria prestar atenção.


Ergui uma das baquetas que eu segurava e escorreguei a ponta em seu queixo deslizando por sua bochecha e ela acabou inclinando a cabeça, mas em seguida a indireitou novamente e  rumei a baqueta para o seu pescoço sabendo que ela tinha cócegas ali e a fazendo se encolher rindo.


Ela deu um tapa no meu joelho e a puxei para perto de modo que ela acabou deitando a cabeça em minha perna.


Clumsy Girl — corrigi Christian enquanto arrastava meus dedos entre os cabelos de Dulce. — A música se chama Clumsy Girl.


Hm.. Ok — escreveu alguma coisa no caderno. — A gente vai inclui-la no repertório, tá ?


— Tá, contanto que me dêem meus devidos créditos — respondo.


— Tudo bem, acho que por hoje é só — Alfonso respondeu. — Qualquer mudança remarcamos outra reunião, ok ?


Eles dois se ergueram e inclusive Dulce, fiquei sentado observando tudo com a cabeça descansando na mão. Dulce lançou uma olhada significativa pra mim e cocei o nariz em resposta. 


— Vocês podem ir, eu arrumo isso — falei como quem não quer nada.


— Se insiste — Chris respondeu largando o que estava fazendo. — Me liguem se tiverem alguma novidade.


— Tudo bem — foi Dulce quem respondeu acompanhando-os até a porta.


Quando eles passaram pela porta, ela a fechou com o próprio corpo ao encosta-se nela.


— Cedo ou tarde ? — perguntou vindo para onde eu estava.


Puxei a manga do casaco para ver a hora.


— Um minuto — respondi erguendo-me do assento, pondo-me em sua frente, escorreguei um beijo em sua bochecha que deslizou para o pescoço.


— Tenho uma última aula — murmurou e inclinei-me para trás para ver seu rosto. — Química.


— Química é melhor que Física ? — fiz um gesto para nós dois e ela riu antes de pousar um toque curto e estalado sob os meus lábios.


— Essa foi horrível — ela disse apoiando o corpo na bancada que estava encostada. — Está me pedindo pra matar aula só porque a sua é vaga ?


— Tudo bem se você preferir ir pra aula a gente vai — dei de ombros recuando em direção a minha mochila, e estiquei o braço para pega-la, mas não cheguei a alcança-la porque Dulce me puxou de volta pelo casaco.


Desta vez eu estava mais perto e ela continuava segurando meu casaco nas mãos. Estava com a cabeça meio inclinada com um olhar intimidante no rosto.


— Tá, você quer ficar ? Então vamos ficar.


Olhei para baixo, para seus lábios e ela entendeu o recado impulsionando o corpo para cima pra alcançar os meus e escorrega-los de forma lenta. Apoiei minhas mãos na bancada para separar um pouco nossos corpos, ela me puxou de volta mordiçando meu lábio inferior. Um som que não sei de onde veio escapou de minha boca e ela o pegou com a sua.


Seus punhos soltaram meu casaco aberto e escorregaram para lados diferentes de meu corpo até que senti as pontas de seus dedos puxarem a bainha de minha camisa abrindo passagem para que suas mãos encontrassem a pele do final de minhas costas, para então puxar meu quadril de encontro ao seu e degrudar nossos lábios ao suspirar de um jeito pesado demais.


Sua testa estava encostada na minha. Tentei alcançar seus lábios obtendo sucesso graças a minha mão que a puxou pela nuca. Suas pequenas mãos escorregaram para frente, chegando em minha barriga que contraiu-se com seu toque.


Ela sabia que alguma coisa em mim gostava quando ela me tocava porque ela também sentia o mesmo, e eu obviamente deixava ela fazer o que quisesse porque era uma sensação dolorosamente boa, pelo menos até eu não conseguir aguentar mais. Eu ri nervosamente.


— Você está me fazendo cócegas — eu disse contra seus lábios, minha voz ligeiramente rouca. Larguei um último selinho. Eu não estava mentindo, eu realmente sentia cócegas na barriga.


Ela riu da mesma forma que eu.


— Eu sou tão sexy que te causo cócegas ? — perguntou, rindo quando franzi a testa rindo também.


— E o que você queria que causasse o que ? — perguntei.


— Sempre tem que acontecer alguma coisa depois — desviou de mim pigarreando e coçando o pescoço. Virei-me para encara-la. — Pelo menos é o que acontece nos filmes.


Fiquei olhando para ela. Acho que minha professora de Biologia havia comentado algo sobre isso. Ergui levemente as sobrancelhas e o rosto dela ficou vermelho ao ver que compreendi. Eu não queria falar sobre isso com ela, afinal, não era como se eu tivesse uma experiência gigantesca. Só sei o que li nos livros ou ouço Chris comentar, mas no caso dela tem Annie, Annie é a pornografia cor-de-rosa. Ela fala mesmo que você não queira ouvir, e talvez tenha poluído a mente de Dulce. Encolhi-me.


— Eu.. — comecei, e ela deu um pulo enfiando a mão no bolso.


Olhou o visor e apontou o celular para mim:


— Sua mãe — então escorregou o dedo na tela levando-o ao ouvido. — Hm, Alô. Sim sim, está tudo bem. Ok, não, é que a gente se atrasou um pouco com.. umas atividades.. de Física — olhou-me de soslaio — Não precisa, vamos a pé. Mesmo ? Tá legal.


Então enfiou o celular no bolso.


— Sua mãe tá lá na frente — ela disse puxando sua mochila vermelha da bancada. — Já pegou o carro.


— Você quer conversar sobre.. você sabe, depois ? — ignorei o que ela havia dito pegando minha própria mochila.


— Não — disse como se fosse óbvio. — Obrigado. Eu só.. bem, já fazem quase três anos que a gente ta junto, só..


Em seguida deu de ombros e olhou para os lados.


— Você quer ? Sabe.. fazer ?


Seu rosto ficou rosa pela milésima vez no dia e de repente aquele lugar ficou quente demais.


— Nã-nã-não. Eu não.. — pressionou os lábios. — Não. Não agora. Não tô.. pronta, você sabe, eu só queria que você fosse.. sei lá, me dissesse o que está sentindo. Você quase não diz nada.


— O quê por exemplo ? — perguntei, eu sabia do que ela estava falando. Mas queria ouvir sua voz de menininha dizer as palavras.


Ela revirou os olhos lançando um tapa no ar como se dissesse "deixa pra lá".


— Esquece. Vamos embora. — puxou-me pela manga do casaco.

Para nos poupar do constrangimento, apenas segui.

▶♥◀

Dulce Maria

Já era noite, a tarde inteira foi de chuva. Meu corpo parecia que tinha um sensor, eu dormia bem mais rápido em dias chuvosos e foi isso que fiquei fazendo a tarde inteira.

Levantei apenas para o jantar, enquanto isso Christopher estava no banho. Ele não falou muito desde que voltamos. Não deveria ter tocado naquele assunto, não sei nem porque fiz isso. Só não gostei de saber que com toda aquela saliência estava lhe fazendo cócegas.

Suspirei, estava agora olhando para a lâmpada acima da minha cabeça enquanto ouvia a chuva cair violenta. Eu precisava dormir, mas não estava conseguindo. Sentia tanta vergonha quando lembrava que falei aquilo. Meu Deus!

Puxei as cobertas para a frente do rosto virando-me de lado. Eu queria gritar, mas provavelmente dona Alê está em seu sétimo sono e não seria legal assusta-la a essa hora.

Respirei devagar tentando acalmar meus batimentos e focar apenas no som da chuva e da porta. Da porta ? Olhei para a mesma que recebia leves batidas.

— Tá aberta — respondi em um tom ameno.

Logo a porta se abriu e Christopher pôs a cabeça para dentro. Quando vi de quem se tratava, comecei a sentar.

— Oi.

— Oi — respondi.

— Achei que já tivesse dormindo.
— Não tô conseguindo — respondi.

— Eu também não — disse. — Eu estava pensando se você não iria querer.. se importar se.. bem, que eu.. eu.. eu posso dormir com você ?

Minha boca abriu-se ligeiramente para responder, mas como não o fiz, ela ficou meio aberta sem palavras. De repente meu coração deu uma pulsada enorme e pulou para o meu estômago para ficar batendo lá.



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