História Estações - Vondy - Capítulo 31


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Categorias Rebelde, Rebelde (RBD)
Personagens Alfonso Herrera, Anahí, Christian Chavez, Christopher Uckermann, Dulce Maria, Maite Perroni
Tags Christopher Uckermann, Dulce Maria, Estações, Vondy
Exibições 173
Palavras 1.159
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 31 - Verão: Te Quiero


— O quê ? — murmurei.


Ele vagueou o olhar pelo quarto antes de fixa-lo em mim.


— Dormir. Posso dormir aqui com você ?


— Não acho uma boa ideia. Christopher.. eu não estava, não estava..


— Eu sei — cortou-me, sua voz saiu tremida pelo riso. — É só dormir, Dul.


— Sua mãe — argumentei.


— Ela já está dormindo há tempos — disse. — Por favor, não estou conseguindo dormir.


Voltei a deitar tirando o cobertor do caminho, e apontei com a cabeça para o local vazio. Ele sorriu e passou para dentro fechando a porta com cuidado.


Acompanhei seus passos até que ele sentasse na beira da cama, para então puxar as pernas para cima dela e depois a coberta sob elas. Em seguida virou-se para mim, ficando na mesma posição que eu. Encarando-me em silêncio. O observei engolir em seco.


— Achei que estivesse chateada comigo — disse baixinho.


— Porque ?


— Como "porque" ? Pela nossa.. nossa, você sabe, ainda não ter acontecido.


— Não — choraminguei cobrindo o rosto com as mãos. — Esqueça isso.


Ele soltou um riso, e senti a pele quente e macia de sua mão sob a minha. 


— Olhe pra mim — pediu retirando minha mão de meu rosto. — Porque tocou no assunto ?


— Por nada, eu só..


— Fale pra mim.


Suspirei.


— Porque sim. Era só uma dúvida. Eu só queria que..


— ..eu falasse o que estou sentindo — completou. — Quer saber o que eu estava sentindo além de cócegas ?


— Não. Deixa pra lá — respondi prontamente.


— Eu sei que já fazem quase três anos, mas eu preciso ter certeza de que é isso que você quer porque não será só a minha, mas literalmente a nossa primeira vez — disse. — Eu tenho certeza que quero com você, mas preciso saber se você também quer comigo. Não quero fazer nada de errado. Não quero te machucar — ergueu levemente o toque da ponta de seus dedos sob a pele nua de meu braço enquanto fitava seus próprios movimentos. Então ergueu seu olhar para o meu. — Eu te amo.


Um suspiro escapou da minha boca logo antes de uma lágrima escorregar sob meu nariz. Ele nunca havia falado que me amava, não nessas palavras, era sempre: você não tem ideia do que sinto por você, sou louco por você, você é tudo o que tenho.
Mas não assim. Era incrível a sensação de ter alguém que sente algo forte por você.


— O que foi ? Não chora — pediu. — Isso não significa que eu não quero, eu só..


Estiquei os braços para alcançar um abraço em volta dele. Apoiei a cabeça em seu peito, sentindo-o ainda sem reação. Apertei-o e ele descansou uma mão em minhas costas e outra sob minha cabeça.


— Eu te amo primeiro — consegui dizer.


Senti que ele riu, quase aliviado e começou a acariciar meu cabelo.


— Te amo mais ainda. Achei que você soubesse — disse, então pressionou os lábios várias vezes em meu cabelo. O apertei com mais força.

— Eu quero com você — murmurei aninhando-me contra ele fechando os olhos.

Ainda podia sentir seus dedos entre meus cabelos, seu braço em volta de mim, seu sorriso brotando.. antes de deixar o sono me levar.

Eu conseguia ouvir o barulho irritante do despertador, meu Deus, muito irritante. Eu ia esticar o braço para para-lo, mas outro braço apareceu pôr sob mim e pressionou o botão soneca. O dono do braço aconchegou mais seu corpo em minhas costas envolvendo-me com o braço para me puxar contra si com um leve suspiro contra minha orelha.

Suas pernas estavam entrelaçadas com as minhas e parecia que eu era um desenho e ele meu contorno, eu o interior e ele o exterior. Pus minha mão sob a sua que estava em minha barriga e abri espaço entre seus dedos para pôr os meus.

Olhei para ele pôr sob meu ombro.

— Christopher — cochichei. — Christopher, acorda.

Rolei o ombro e ele gemeu em protesto apertando-me mais.

— Não começa — eu disse. — Levanta.

Fiz menção de me afastar, mas ele não me soltou, ao invés disso, enfiou a cara em meu pescoço e começou a beija-lo de um jeito brincalhão matando-me de cócegas. Tentei empurra-lo para longe aos risos quando ele começou a me lamber. Acabei de frente para ele de tanto que me contorci.
Deitei-me de barriga para cima quando ele apoiou-se no cotovelo para deslizar para cima de mim, e beijar levemente a minha bochecha. Então olhou para mim e trouxe outro beijo a minha outra bochecha, então começou a caminhar seus lábios em direção aos meus, virei o rosto.

— A gente nem escovou os dentes que coisa nojenta — falei, ele revirou os olhos.

— Não vamos ter tempo pra isso depois, mas não vamos ter pra ficar junto, então.. — ergueu um ombro.

Eu ergui a sobrancelha e passei meus braços por debaixo dos seus, apoiando minhas mãos em seus ombros para nos tornar mais próximos, e só agora notei que ele estava sem camisa. Sua pele quente e macia convidando minhas mãos a toca-la, tentei me conter.
Ele sorriu de leve e tocou um selinho em meus lábios, ao se afastar, mordi seu lábio inferior e o trouxe de volta.

Retirei as mãos de seus ombros e as escorreguei em suas costas, sentindo o tecido da coberta que cobria metade de nosso corpo e a linha de sua coluna. Meus dedos arquearam levemente sob sua pele cravando minhas unhas nela, arqueem uma das pernas para tomar impulso e empurra-lo para contra o colchão, mas isso não aconteceu porque no instante seguinte o corpo dele caiu contra o chão de madeira comigo em cima. Começamos a rir obviamente, pelo menos até ouvir pequenos toques contra a porta. Me pus de joelhos e depois de pé enquanto ele rolava para debaixo da cama.

Indireitei a roupa caminhando até a porta, puxei a maçaneta.

— Bom dia, tia — falei encostando a cabeça na porta.

— Bom dia, querida — sorriu. — Só vim avisar do horário.

— Ah sim, eu já vou descer.

— Tudo bem. O café já está na mesa — começou a me dar as costas.

— Tá legal, obrigado — respondi fechando a porta.

Suspirei olhando para a cama de onde Christopher colocava a cabeça para fora de braços cruzados contra o chão.

— Essa foi por pouco — eu disse. — Já pensou se ela te ver aqui ?

Foi só eu terminar a frase que a porta rangeu, o vento bateu nas minhas costas e dona Alexandra disse:

— Ah, antes que eu me.. Ah meu Deus!

Eu não queria olhar para ela, pois acara de Christopher parecia dizer tudo. Isso não é bom. Sabia que não era uma boa ideia, nunca é uma boa ideia.




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