História Estações - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Bonnie Bennett, Camille O'Connell, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Elijah Mikaelson, Freya Mikaelson, Klaus Mikaelson, Lucien Castle, Marcellus "Marcel" Gerard, Personagens Originais, Rebekah Mikaelson, Stefan Salvatore
Tags Klaroline
Exibições 111
Palavras 2.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, oi, gente! Eu sei, demorei pakas de novo, me desculpe DE NOVO. Mas está quase acabando hashuahsua
Então, eu espero que gostem do capítulo.
Boa leitura ;)

Capítulo 18 - Wicked Game


Outono 

Nova Orleans, Louisiana. 

Bonnie arfou enquanto a mulher explicava superficialmente o que havia acontecido. A bruxa se sentia tonta, enjoada e fraca. Quase doentia.  

– Não há nada que você possa fazer? – Ela ouviu a voz de Elena e virou o rosto em sua direção, vendo-a dar um passo a frente enquanto se dirigia as bruxas à sua volta. Ela se sentiu um pouco melhor vendo Elena ali. Passou os olhos por Damon, que estava ao lado de sua amiga, em seguida, por cada Original naquela tumba e, por último, por Kol, sentado muito próximo a ela. Ele havia voltado dos mortos e por algum motivo estava ligada à ela. – Talvez possam desfazer a ligação. – A duplicata insistiu, docemente. Rebekah revirou os olhos, arrogante. 

Marie não virou os olhos para a vampira e apenas fez um pequeno gesto para uma das garotos ali presente, uma delas assentiu uma vez e andou até uma parte mais escura, que deveria ser uma passagem para outra parte do local, mas Bonnie não se preocupou em olhar. Ela voltou segundos depois, com um bolo de cordas em mãos. Marie pegou-o com as duas mãos e segurou as duas pontas, esticando-as, mas o bolo não se desfez. 

– Pense nisso como a ligação entre os dois. – Ela começou, mas seus olhos estavam fixos em Bonnie enquanto explicava. – Nossa magia combinada, seria forte o bastante para o feitiço necessário para desfazer esta ligação, no entanto... – Uma das pontas que ela segurava começou a fumegar, corroendo toda a corda e desfazendo o bolo central gradativamente, até restar apenas uma corda. – O feitiço que os uniu é muito antigo e poderoso. Foi feito com magia negra. Um tipo que nós nunca vimos antes. Então, se tentarmos desfazer isso, a parte mais fraca da ligação, morre. – Quando ela terminou, toda a corda havia sido queimada, restando apenas uma que ela tratou de largar no chão. Bonnie abaixou os olhos, vendo-a no chão sujo de terra.  

– Então o preço para acabar com a ligação é a morte de Bonnie? – Elena perguntou outra vez, sentindo a garganta secar. Marie assentiu e Rebekah se afastou da parede na qual estava encostada, descruzando os braços. 

– Bom, então o que estamos esperando? Desfaça a ligação. – A loura falou, pouco se importando com a consequência do ato.  

– Não! – Elena protestou. As bruxas nem se mexeram quando ela deu um passo a frente, apontando o dedo para Rebekah. – Qual o seu problema? Ela é minha amiga, não vou deixar que faça isso. 

Rebekah ergueu uma sobrancelha, como se estivesse vendo uma criança fazendo uma mal criação, e, por fim, deu de ombros. 

– Isso não importa. 

– Ela é amiga da Caroline também, – Damon falou, virando o rosto na direção de Klaus que olhou-o à menção da loura. – E eu tenho certeza que isso importa, não é mesmo, Klaus? – O híbrido estreitou os olhos para ele, numa alerta sutil. Damon abriu um sorriso maldoso. – Depois dos meses que ficaram juntos, tenho certeza que se importa com o que ela acha. 

Elijah arrumou os ombros, tirando uma das mãos do bolso e virando-se para ficar de frente para Damon. 

– O que quer dizer com isso? – Elijah questionou, lentamente. 

Klaus rosnou baixinho e o sorriso de Damon se expandiu.  

– Ah, você não sabe? – Ele fingiu surpresa. Claro que ele sabia que Elijah não estava ciente de nada. Elijah soltou um suspiro impaciente, mudando o peso do corpo de uma perna para a outra, e naquele momento parecia que cada pessoa havia se calado para ouvir o que Damon tinha a dizer. Klaus imaginou que, se seus olhos lançassem estacas, Damon estaria morto e enterrado agora. – Caroline e o grande híbrido aqui passaram o verão juntos. Viajando por ai e se conhecendo melhor.  

Klaus sentiu o olhar de Elijah sobre si, mas não se virou para ele. 

– Isso é verdade? – Perguntou, mas ele não parecia lá muito surpreso. Sua pergunta continha uma curiosidade bem escondida, mas perceptível; Elijah analisava a nova informação. 

– Ah! – Damon exclamou, divertindo-se. Pouco se importava com o olhar de Klaus sobre si e gesticulava para os outros como o apresentador de um circo. – É claro que sim. 

– Damon... – Elena o cutucou em um sibilar baixo. – Não é hora para isso. 

– Você e a Caroline... – Rebekah murmurou, fazendo uma careta. 

– Que nojo. 

– Legal. 

Rebekah e Kol disseram ao mesmo tempo e Klaus revirou os olhos, soltando um suspiro irritado e desviando os olhos para um ponto fixo a sua frente. Achava que se olhasse para Damon por mais um segundo, não resistiria ao impulso homicida de tirar aquele sorriso irônico de seu rosto. Elijah se mexeu levemente. 

– Elena tem razão. – Murmurou, calmamente, na tentativa de amenizar o clima desconfortável. Desviou rapidamente os olhos para Klaus. – Este não é o momento mais oportuno para falarmos sobre isso. – Acrescentou e então pousou seus olhos sobre Marie. – Se a quebra da ligação entre eles causará algum mal à Srta. Bennett, então, obviamente, não tentaremos nada assim. No entanto, estou curioso para saber o motivo deles terem desmaiado. A marca no peito de Kol se abriu e agora... – Olhou para Kol, vendo a pequena marca exposta e agora cicatrizada. – Algo causou isso, certo?  

– Sim, claro. A mesma... coisa que criou a ligação entre os dois, provocou isso. Está sugando a forma deles, enfraquecendo-os. Seja o que for, está usando-os para se ancorar deste lado.  

– Espere, deste lado? – Kol perguntou, estremecendo com a lembrança da garota que viu durante sua inconsciência. Sabia que Bonnie também a vira e desviou seu olhar arregalado para ela. 

– Esta é uma magia antiga. – Marie murmurou. – Vinda de alguém tão antigo e poderoso quanto, suponho que quem esteja por trás disto, não está no mundo dos vivos. 

Bonnie se agitou, arregalando os olhos. 

– Ou talvez esteja. – Agora todos prestavam atenção nela. – Silas.  

As bruxas estremeceram com a menção, agitando-se e murmurando entre si. 

– Silêncio. – A mais velha ordenou. – Silas não existe, menina. É apenas uma lenda. – Ela disse, mas sua voz falhou enquanto falava.  

– Não. Ele existe sim! Vimos ele com nossos próprios olhos e... – Elena tentou falar, mas se interrompeu prontamente quando as chamas das velas aumentaram. Ela se encolheu. 

– Quero todos fora.  

– O quê? É piada, não é? – Rebekah resmungou, aproximando-se delas. 

– PARA FORA! – Rosnou a bruxa e Bonnie pulou do altar na qual estava sentada e se apressou em direção a Damon e Elena, empurrando-os protetoramente para fora. Sabia que não deveria discutir agora. Elijah puxou Kol consigo e Klaus e Rebekah o seguiram de perto. Eles não entenderam o que aconteceu. Todos ali sabiam da existência de Silas e duvidavam que as bruxas também não soubesse. Principalmente aquelas bruxas. 

– Ligue para Caroline e Stefan. – Elena instruiu, passando um dos braços pelos ombros de Bonnie. – Avise-os que estamos voltando para casa. 

Damon assentiu e pegou o celular, mas ergueu os olhos para Klaus brevemente. Ele estava em meio a uma conversa aos sussurros com os irmãos. 

– Isso não é da sua conta, Rebekah. – Klaus rosnou para ela quando perguntou sobre seu tempo com Caroline e Elijah pôs a mão em seu ombro, como num aviso silencioso para que se acalmasse. 

– Temos assuntos mais urgentes nesse momento. – Elijah falou, mas até mesmo ele havia juntado as peças em relação ao sumiço de Niklaus. Era óbvio que seu problema urgente tinha alguma relação com ela e isso o fez se lembrar de Marcel.  

– Como o fato da nossa casa ter virado cinzas? 

– O que não falta nessa cidade são casas para escolhermos, Kol. 

– Marcel destruiu a nossa casa e está em posse de outra, não acha que devemos tomá-la de volta, irmã? 

– De novo essa história... 

– Sim, de novo! Temos que esclarecer algumas coisas com Marcel. Ele não ditas as regras por aqui! 

– Já chega. – Elijah falou, um tom mais alto que os irmãos. – Não vamos começar uma guerra quando claramente temos uma prestes a estourar sobre nós. – Concluiu, e seus olhos voltaram-se brevemente para Kol. 

– Eu vou falar com Marcel. – Klaus se pronunciou e seus irmãos olharam para ele. 

– O quê? 

– Tenho uma promessa à cumprir. – Falou, lembrando-se da sua ameaça antes de partir para a Virgínia. – E algumas perguntas para ele. – Acrescentou por fim. 

– Não pode... 

– Não estou pedindo permissão, Elijah. – Falou, arrogante, e Elijah trincou os dentes.  

Klaus se afastou quando ninguém disse mais nada e passou por Damon quando caminhou até seu carro, imaginou que ele faria alguma piada inoportuna, mas ele simplesmente adentrou seu veiculo e se afastou com ele. 

~*~ 

A casa de Marcel estava envolvida em um silêncio fúnebre. Não havia ninguém ali, totalmente o oposto das outras vezes que esteve ali. Seus passos escoaram pelas paredes da mansão e nem teve que se esforçar para encontrar Marcel. Ele estava sentado no bar que ficava no canto da sala de estar.  

– Veio aqui para me matar? – Ele perguntou, sem se virar para Klaus. 

– Na verdade, sim.  

Marcel o olhou por cima do ombro. 

– Nada do que você possa fazer vai me causar do o bastante, você sabe.  

Klaus inclinou a cabeça levemente. 

– Tenho algumas perguntas antes. 

Silêncio. Klaus revirou os olhos. 

– Como conseguiu aquilo? 

– Aquilo o quê? 

– Não se faça de idiota. 

Marcel se levantou, largando seu copo sobre a mesa. 

– Não estou. Não sei do que está falando. 

Klaus deu um passo a frente. 

– Os lobos. – Sibilou. – Como conseguiu que eles conseguissem expelir veneno sem a lua cheia? – Questionou, sabia que aqueles não eram híbridos. Havia criado todos pessoalmente e agora que Elena era vampira, nenhum outro poderia ser criado.  

Marcel franziu o cenho, parecendo confuso, e Klaus rosnou baixinho. 

– Eu não fiz isso. 

– Claro que fez! Ou acha que eu vou acreditar que convenientemente outra pessoa resolveu atacar logo depois que de você descobrir sobre Caroline? 

 – Na verdade, sim. 

Klaus o fuzilou com o olhar e fez a menção de se aproximar. Marcel agitou as mãos, mas não parecia assustado. 

– Escute, eu nunca quis machucar a sua garota, Klaus. – Marcel murmurou, baixinho. Desta vez, Klaus estava ouvindo. – Eu estava nessa pela... Pela Camille. – Klaus franziu o cenho. – Eu não podia te dizer antes, porque iriam machucá-la se eu tentasse quando você chegou na cidade, mas agora ela... – A voz dele falhou e pela primeira vez Klaus se permitiu ter o mínimo de compaixão por ele.  

– Quem?  

Klaus queria um nome. Marcel olhou para ele e suspirou, não tinha nada a perder agora. 

– O nome dela é... 

~*~ 

Mystic Falls, Virgínia. 

– Acha mesmo que isso tem alguma ligação com Silas? Quer dizer, vivo ou não, ele ainda é uma pedra no fundo do rio, certo? – Caroline murmurou, logo depois que Stefan encerrou a chamada com Damon. Stefan suspirou enquanto guardava seu telefone no bolso do casaco. 

– Eu não sei como isso funciona. Silas tem aqueles poderes sobre a mente das pessoas, ele pode estar usando alguém para isso... Mas as bruxas não quiseram ajudá-los. Isso é tão estranho. 

– É. – Caroline concordou. – Talvez devêssemos ligar para Abby, ela pode conhecer algumas bruxas que estejam mais dispostas a nos ajudar com isso. 

Stefan assentiu. 

– Parece uma boa ideia, mas acho que deveríamos esperar que Bonnie chegue se vamos envolver a mãe dela nisso. 

Caroline suspirou, mas concordou. Estava frustrada por não ter na útil para fazer, além de se sentar e esperar como fizera a noite inteira. Os primeiros raios de sol surgiam lentamente, fazendo com que o azul escuro da noite cedesse lentamente a tons mais claros. Não dormiu a noite inteira e seu corpo estava tão cheio de cafeína que andara consumindo durante a madrugada que provavelmente se manteria acordada por mais algum tempo antes que o cansaço finalmente a vencesse. 

Então, de repente, como se alguém tivesse acabado de respirar em sua nuca, Caroline se sobressaltou. Stefan virou o rosto para ela no mesmo segundo, atraído pelo seu movimento brusco.  

– Caroline, o que foi? – Perguntou, tocando-lhe gentilmente o ombro. 

– Nada, eu só... – Maneou a cabeça negativamente, então murmurou um "nada" outra vez. Stefan ainda a observou por alguns segundos, mas não insistiu no assunto. Caroline esfregou o pescoço, sentindo uma sensação estranha e desconfortável atingi-la, novamente a sensação de que algo estava prestes a dar muito errado. Será que isso seria algo constante a partir de agora?  

Antes mesmo que Caroline pudesse concluir este pensamento, um som violento os fez levantar de seus assentos em um pulo e viraram-se para a porta ao mesmo tempo, esta abriu-se lentamente e três pessoas passaram por ela. 

– Stefan... – Caroline sussurrou, reconhecendo a primeira. Era a mulher que a atacou no bosque. Seus olhos estava arregalados em choque, mas antes que pudesse dizer qualquer outra coisa ao amigo, os dois homens atrás da bruxa lançaram-se para frente num ataque corpo-a-corpo. Stefan saltou contra ele, repelindo-o e Caroline se preparou para atacar o segundo, mas a garota para na soleira da porta ergueu a mão num gesto aparentemente casual, mas Caroline sentiu uma dor intensa em sua cabeça e se curvou para frente, apertando as têmporas com força como se isso pudesse conter o aneurisma.  

Sua visão ficou turva e ela sentiu seus joelhos tocarem o chão. Será que haviam tirado o dia para atacá-la? Ainda teria algo haver com os problemas que Klaus dizia ter em Nova Orleans ou desta vez tinha relação com a visão de Bonnie? As duas coisas teriam alguma relação?  

Procurou localizar Stefan, ele havia derrubado um dos homens e agora se concentrava no outro, mas cometeu o erro de dar as costas para o que estava caído. Ele se levantou e retirou uma arma que estava presa na parte de trás da calça jeans, ele disparou e meia dúzia de balas de madeira atingiram o Salvatore. Caroline o chamou de novo, mas sua voz quase não saiu. A dor aumentou e ela fechou os olhos, soltando um pequeno gemido de dor. Ouviu o som de passos vindos em sua direção, mas só ergueu os olhos quando ouviu uma voz acima de si. 

– Vamos dar um passeio, doçura. Temos muito o que fazer... – Murmurou a garota, em tom suave e açucarado, diferente da garota que fazia o feitiço, que permanecia parada na soleira da porta de seu quarto. Esta, parada a sua frente e a olhando de cima, era provavelmente mais baixa que a bruxa, tinha feições delicadas de fada e os cabelos ruivos vibrantes caiam soltos e longos por seus ombros. Ela lhe dirigiu um sorriso que deveria ser reconfortante, mas que pareceu a expressão que uma cobra faria se pudesse sorrir. Caroline sentiu medo ainda mais forte que a dor agonizante. A garota na porta fez outro gesto casual e o som do pescoço de Caroline sendo quebrado escoou por todo o quarto. 

 

 


Notas Finais


ESSA É A ÚLTIMA VEZ QUE A CAROLINE É SEQUESTRADA, EU PROMETO.
Então, alguma teoria sobre quem é a ruiva no final? Por que as bruxas reagiram daquela forma quando mencionaram o Silas? E o nome de quem vocês acham que o Marcel ia falar?
Espero que tenham gostado e me perdoem de novo pela demora, sei que está ficando repetitivo, mas peço que tenham um pouco de paciência comigo :3 Prometo que não vou abandonar a história, mas alguns atrasos são inevitáveis pra mim..,
Enfim, até o próximo, meus anjos :3
XOXO


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