História Estações - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Fluffy, Kookv, Nn Project, Taekook, Vkook
Exibições 74
Palavras 1.703
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá lá, mais um capítulo, boa leitura!

Capítulo 3 - Verão


Fazia quase dois anos, se minhas contas estivessem certas, que eu havia me mudado para Busan. A cidade não era tão longe quanto eu pensava, e seus pontos turísticos mereciam ser apreciados naquele verão. Contudo, a semana de folga que os professores de Direito nos concederam caíram como uma luva – eu não pude aproveitar as férias devidamente pelo tanto de trabalhos acumulados, sequer tive tempo de aproveitar nossos momentos juntos, minha cabeça estava apenas focada nas provas que estavam chegando cada vez mais perto. E, mesmo não admitindo em voz alta, eu estava morrendo de saudades de casa. Os telefonemas para meus pais acabaram sendo deixados de lado quando percebi o quão complicado seria me virar sozinho na cidade desconhecida, mesmo que eles me ajudassem financeiramente. Eu mal podia esperar para vê-los de novo depois de tanta correria.

Infelizmente, você ainda teria suas aulas, afinal, sua professora ainda estava pegando no seu pé por causa da nossa escapadinha na primavera passada.

Porém, o pior não foi ter que ir e te deixar ali; claro que eu já estava ciente das noites em que eu ficaria acordado tanto pela insônia quanto pelas horas quais eu te encheria de mensagens. O problema era que, mesmo não estando especificamente explícito, aquele sentimento bom por você estava crescendo cada vez mais, e partir bem naquela hora parecia... Errado. Eu não queria te perder – embora não fosse nada seu e muito menos tivesse consentimento de se você sentia alguma coisa parecida com o que eu estava sentindo. Voltar para Daegu, mesmo que fosse por uma semana, parecia tempo o suficiente para te ver escorregando pelos meus dedos. Eu definitivamente parti com o coração apertado, e aquela vontade de voltar para minha cidade natal não se comparava com a insegurança que preencheu toda minha viagem pelos longos sete dias.

 

O incrível naquela semana de volta a Daegu, principalmente os primeiros dias, era que eu conseguia me lembrar de você em cada coisa que fazia, olhava e ouvia.

 Ajudando meu pai a consertar os balanços do fundo da casa, enquanto um blues tocava baixinho no antigo radio da cozinha, eu conseguia perfeitamente te imaginar ali, passando as ferramentas para o meu velho, rindo das piadas sem graça que ele adorava falar para as visitas.

Também havia os momentos em que eu ficava sozinho, à noite, na maioria das vezes, e era quando a saudade batia tão forte que meus travesseiros deviam ter raiva de mim de tanto que eu os apertava. Eu quase não conseguia dormir, porque já estava tão acostumado a ter seu corpo do outro lado da cama, a sentir sua respiração serena no meu rosto, suas mãos me puxando de volta cada vez que eu me afastava durante a noite. E as mensagens não pareciam ser o bastante para suprir aquela vontade de ouvir sua voz, de te abraçar tão forte que até perderia o fôlego, de te observar dormir e ainda mais de te beijar.

Então naquele sábado à tarde, enquanto eu colocava as malas para dentro do ônibus que me levaria de volta a Busan, eu não entendia direito o que estava sentindo. Não conseguiria descrever o que pulsava nas minhas veias, o que estava fazendo meu coração acelerar daquele jeito, muito menos dizer o motivo de minhas mãos soarem tanto. Sequer poderia passar em minha mente que em algumas horas eu estaria com você – te segurando em meus braços e, mesmo que você reclamasse, te girando no ar como naqueles romances clichês –, porque, se eu pensasse nisso, ficaria mais nervoso do que já estava.

 

Por algum azar do destino, duas horas se tornaram quatro, beirando a cinco e o ar condicionado do ônibus parecia querer tirar uma com a minha cara a cada vez que eu tentava ligá-lo, tentava. Foram mais quinze minutos esperando para podermos pegar nossos pertences que, magicamente, ficaram presos no bagageiro. Felizmente, ou nem tanto, nesse meio tempo eu mal consegui me lembrar de que te veria em pouquíssimo tempo; talvez a raiva pelo trânsito e o estresse por causa das malas fizeram minha cabeça doer a ponto de esquecer o nervosismo de te ver novamente.

 

Mas essa nervosidade voltou pouco tempo depois, e três vezes mais forte.

Enquanto eu caminhava até meu dormitório, rezando para que você tivesse lido minha mensagem e ido até lá para me ajudar a devolver minhas roupas de volta às gavetas, eu me sentia relativamente exausto, clamando por um banho e algumas aspirinas. Sem esquecer que a saudade começava a apertar no peito e não pude me limitar quando comecei a correr nos corredores vazios, até alcançar a porta – trancada – de meu dormitório.

Como eu havia pensando, você não estava lá, e foi inevitável um bico se formar em meus lábios.

As malas ficaram amontoadas do lado da minha cama, não estava em meus planos arrumar minhas coisas já que você não estava lá para me ajudar. E antes que eu entrasse no banho, finalmente, e tirasse todo aquele peso de meus ombros pelas ocasiões estressantes do dia, eu encontrei um bilhete.

Um bilhete seu.

E aquele pequeno pedaço de papel com sua letra tão bem feita foi o suficiente para meu coração dar indícios que saltaria para fora de meu peito.

 

“Não pude esperar até sua chegada, desculpe hyung.

Estarei te esperando no nosso lugar especial, não se atrase!

Estou morrendo de saudades.”

 

Ah, Jungkook, você não faz ideia do tamanho do meu sorriso ao ler aquilo.

Eu já havia percebido que você fazia o tipo cartas e não mensagens, e isso me levou a pensar que talvez você fosse um romântico, daqueles que se declaram no meio da chuva com uma carta vermelha nas mãos e palavras doces escapando pelos lábios. Mesmo que às vezes agisse como uma criança, implorando para que eu fizesse carinho em seus fios escuros até conseguir pegar no sono.

Eu nunca tomei um banho tão demorado quanto aquele, devo dizer, meus nervos estavam à flor da pele por diversos motivos e, a cada minuto onde imaginava você me esperando, eu soltava gritinhos de felicidade como uma garotinha apaixonada. Era meio patético visto de fora, mas era a verdade.

Assim que me pus para fora do quarto, meu celular vibrou no bolso da jeans que eu usava, alertando que uma mensagem havia chego e eu rezei enquanto pegava o aparelho, rezei para que não fosse você desmarcando aquele nosso tão esperado reencontro.

Era você, sim. Mas o alivio foi enorme quando li que você tinha se cansado de esperar e já estava em seu quarto, me esperando.

Meu estomago se embrulhou e minhas mãos começaram a suar. A ansiedade foi inevitavelmente se espalhando em todo meu corpo e, se não fosse pelo seu “vai poder vir?” após a última mensagem, seria bem capaz de eu ficar estático no corredor, apenas lendo e relendo o “estou a sua espera”.

Eu não respondi, afinal. Se tivesse o feito talvez acabasse dando para trás e retornasse a meu quarto, então somente guardei o aparelho de volta e comecei a caminhar até o seu dormitório.

Eu conseguia sentir meu coração batendo em meus tímpanos e minhas pernas se tornarem falhas à medida que chegava cada vez mais perto de onde eu sabia que iria te encontrar.

O calor do verão moldando aquilo como um evento especial, mesmo que eu apenas fosse te reencontrar, mesmo que pelo resto dos dias eu fosse te ver novamente, aquele momento era tão importante quanto o dia em que eu te conheci.

Com minhas mãos levemente tremulas, bati na porta e perdi o fôlego num misero segundo. A visão de você após um banho, com uma calça de moletom folgada e o tronco tão exposto daquele jeito, ainda com alguns pingos caindo do cabelo recentemente molhada era, no mínimo, espetacular. Senti-me engolir em seco e logo estava onde realmente pertencia, acolhido em seus braços e quase chorando de emoção por estar acabando com toda aquela saudade agonizante.

A porta foi fechada e, ainda sem me deixar escapar de seu aperto, me vi perdido em seus olhos escuros, eu seu nariz avantajado – seu charme, e você sabe muito bem disso – perdido em sua boca e em cada detalhe que construía a imagem tão angelical que era você sorrindo. Era tão pouco tempo para você causar tanto efeito sobre mim, Jungkook, e eu já não tinha como fugir, me apaixonar por você foi tão inevitável quanto o brilho intenso do Sol naquela estação.

“Eu fiquei com tanta, tanta saudade. Droga, pensei que fosse enlouquecer sem você aqui” A cada palavra eu sentia um beijo sendo depositado em meu rosto, as mãos ainda agarradas a minha volta e seu coração tão acelerado quanto o meu.

Eu não imaginei que aquela saudade toda me levaria a te beijar daquele jeito, sem brechas e completamente alheio a tudo o que não fosse seus lábios nos meus. Conseguia sentir cada toque de suas mãos em meu corpo, cada suspiro e cada gemido soltos que faziam meu estomago vibrar em antecipação.

Exclusiva e totalmente entregue a você, era como eu estava. Porque eu não reclamei nem um pouco no momento em que você me ergueu em seus braços, me fitando de baixo e tornando tudo aquilo uma bagunça assim que me repousou na sua cama de solteiro. Eram sensações demais, sentimentos transbordando por entre os beijos, os toques e apertos, tudo me fazia pensar estar sonhando e, se realmente estivesse, não desejaria acordar nunca.

Eu nunca havia experimentado tamanho prazer quanto tive com você naquela tarde de verão. Os corpos colados e as palavras sussurradas que me faziam estremecer a cada segundo. O suor e os gemidos tornando aquele momento tão quente quanto o Sol que brilhava lá fora. Minutos tão intensos que sou capaz de dizer que os sinto até hoje, que ainda consigo lembrar claramente do seu corpo em cima do meu, dos seus cabelos totalmente bagunçados e do seu semblante em completo desejo.

 

O verão não só nos trouxe saudade, não apenas nos mostrou o quanto já estávamos profundamente dependentes um do outro, como também não somente nos deixou claro o quanto podíamos ter momentos de intenso prazer.

O verão trouxe consigo o sentimento caloroso que é te amar, Jungkook. 


Notas Finais


Até dia 02!


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