História Estações - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Hyoga de Cisne, Shun de Andrômeda
Tags Drama, Hyoga, Shun
Visualizações 91
Palavras 3.008
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!
Saudade de postar semanalmente...
Queria ter feito essa viagem no Romantic train, entretanto, ao pesquisar me senti junto com Shun e Hyoga.
Quem sabe eu não consiga levar vcs junto conosco?
Então, boa viagem!
Bjs! ;-)

Capítulo 4 - Romantic Train


Fanfic / Fanfiction Estações - Capítulo 4 - Romantic Train

Suki desu.

Quantas vezes escutara o mais novo dizendo que gostava muito dele...

Até onde iria esse gostar?

Aquela viagem até a cidade de Arashiyama poderia ajuda-los a entender melhor os sentimentos... Um tempo a sós, longe de tudo e de todos auxiliaria a Shun expressar o que sentia e a Hyoga desprender-se dos blocos de gelo que erigia em torno de suas emoções. Enfim, ambos poderiam ajudar-se mutuamente a desenovelar os pensamentos emaranhados e, quem sabe, reconstruir aquela bela amizade separada pelo tempo.

-----*-----

As paisagens seguiam-se em plena mudança à cada nova estação. O embarque e desembarque naqueles trens chamados de shinkansen era tão rápido e organizado que não atrapalhava em nada a fama de trem-bala que aquele transporte possuía.

Era difícil, para Hyoga, manter os olhos abertos...

Ali, abraçado a Shun, qualquer problema parecia ter ficado longe, em Tóquio...   

Todos os companheiros de bronze eram órfãos, entretanto, apenas os Amamiya possuíam algo que os ligava além da orfandade...

Laços consanguíneos uniam Ikki e Shun, além do amor que um nutria pelo outro.

Ainda se lembrava de quanto Shun esforçou-se em fazer o irmão mais velho acordar da ilusão do espírito diabólico que o fazia estar contra os antigos amigos e contra Athena.

Precisariam de tempo para digerir aquelas memórias tão recentes...

As fotos impressas no guia turístico prometiam um lugar realmente belo e essa era sua esperança – de que Shun se enlevasse pelo ambiente e permitisse o fluir dos estágios que caracterizavam o luto. Todos eles já haviam passado por estes percalços, mas o virginiano não parecia demonstrar em qual estava...

Apenas aquela melancolia que sentia oriunda do cosmo caloroso de Andrômeda denunciava sua condição emocional...

Isso Hyoga conseguia depreender...

Nada mais...

Sem que percebesse, acabou por adormecer também e o tempo parecia correr tão rápido quanto aquele transporte veloz. Logo uma voz chamava a todos a desembarcar na estação desejada – Arashiyama.

Essa era uma cidade turística muito apreciada. Suas montanhas de diferentes matizes de verde, uma antiga ponte e barcos rústicos à beira do rio Hozugawa. Pelo livro, um ótimo atrativo seria o passeio utilizando bicicletas por entre os velhos caminhos montanhosos e por entre os diversos campos de bambu.

Visitar antigos templos também estava na mente de Hyoga, caso Shun apresentasse ânimo para tal passeio. Alguns locais poderiam evocar lembranças que nem mesmo o aquariano poderia prever, contudo, de todas as experiências sempre ficaria uma boa lição para ambos os jovens aventureiros.

Por mais que sentisse vontade de conhecer o que via no guia turístico, o que Hyoga havia programado em sua mente era mostrar a Shun que sempre há um caminho na contramão do tempo e dos acontecimentos inerentes à vida cotidiana. Desejava levar o amigo para conhecer um trem antigo cujo grande destaque, ao contrário dos shinkansen, era a baixa velocidade.

Originalmente, a rota fazia parte de uma linha oficial. No entanto, a antiga rota havia sido desativada e os vagões, junto com a antiga locomotiva, transformados em um trem cênico que seguia lentamente entre montanhas e florestas, ao longo do rio Hozugawa. 

Por mais que soubesse que exercitar-se faria bem ao amigo, Hyoga torcia para que ele não se empolgasse em passear de bicicleta, afinal, mesmo estando naquele ambiente mais fresco, o calor da estação ainda o incomodava. Expor-se a temperaturas mais altas não era algo que gostava de fazer por lazer...

Sua ideia principal era que desfrutassem das paisagens bucólicas sem pressa, admirando tudo o que estaria por vir a cada curva do Romantic Train, da empresa Sagano Scenic Railway.

O trajeto turístico começava na cidade de Arashiyama e seguia até Kameoka. Eram apenas sete quilômetros. Entretanto, a viagem durava cerca de trinta minutos.

Após ser despertado pelo anúncio sonoro indicando a estação, Hyoga apressou-se em pegar as duas mochilas e arrastou Shun para fora do rápido transporte a fim de que chegassem a tempo de pegar o próximo trem turístico até Kameoka e, dali, seguirem caminhando até o chalé que Saori emprestara.

Já havia passado o horário de almoçarem, contudo, o aquariano desejava chegar ao chalé antes do entardecer. Tinha certeza que Saori havia se comunicado com os empregados da enorme casa de veraneio e que todos estavam à espera dos dois protetores de sua senhorita. A virginiana era tão cuidadosa quanto Shun com esses tipos de detalhes, que o loiro não se preocupou em atrasar o horário de almoço.

Inclusive sabia que o amigo, naquele estado emocional, nem conseguiria tocar na comida, sabia que até o cheiro de qualquer alimento causaria enjoo no mais novo.

Ah, como se conheciam bem..

A estação do Sagano Scenic Railway era uma atração à parte. A locomotiva se aproximava da parada inicial em velocidade baixa. Era como se vissem a cena de algum dos filmes de romance pelos quais as meninas do orfanato tanto gostavam de suspirar.

Colunas de madeira adornadas com arranjos de flores davam um toque especial e bucólico ao lugar.

Com as duas mochilas penduradas em um dos braços, e o outro segurando Shun, que se apoiava nele, ainda sonolento, sentia-se estranho em meio a tantas pessoas empolgadas com suas câmeras fotográficas nas mãos.

À medida que a locomotiva vermelha se aproximava, mais empolgadas os turistas ficavam, ansiosos pelo passeio e palas paisagens.

Acho que essa não foi uma boa escolha... Isso está mais cheio de gente do que eu imaginava... Que droga... Pensava Hyoga consigo mesmo.

Podiam ver o trem aproximando-se vagarosamente, enquanto as pessoas formavam filas bem organizadas a fim de entrarem e encontrarem os melhores lugares para aproveitar aquela viagem turística.

Era interessante dois cavaleiros se misturarem aos turistas e habitantes locais em uma busca para tentar ocuparem os lugares próximos às janelas a fim de apreciarem a paisagem. Alguns procuravam a parte fechada do trem, enquanto outros, inclusive os dois amigos, se direcionavam ao vagão aberto.

Bancos de madeira rústicos, dispostos dois a dois, deixavam o ambiente agradável ao olhar, principalmente por terem, ao redor, apenas algumas barras de metal de contorno circular, sem janelas ou vidros que os separassem da paisagem externa.

Casais abraçavam-se, amigos conversavam, grupos de turistas escutavam as orientações do guia.

Não era uma época fria, contudo, o clima das montanhas deixava o ambiente naturalmente abaixo dos vinte e cinco graus centígrados.

Muitos debruçavam-se para melhor observar os rios cristalinos que corriam junto dos trilhos e as belas cerejeiras em flor que faziam um túnel róseo acima dos vagões.

Tudo parecia tão encantador, que o mais novo pareceu acordar de seu melancólico hipnotismo e esquecer-se que era um cavaleiro.

Apoiou-se na janela, colocando quase metade do corpo para fora, deixando o ar puro daquela região montanhosa misturar-se com o aroma floral de seus delicados cabelos que balançavam ao vento, dando-lhe um ar ainda mais angelical aos olhos e ao olfato do aquariano, encantado com a súbita alegria contagiante do virginiano.

Alguns turistas estranhavam aquela dupla e lançavam olhares curiosos.

A cena parecia mesmo digna de ser reparada...

Hyoga com semblante mais sério, sentado no corredor, com as duas mochilas no chão entre suas pernas, segurando pela cintura o amigo que estava ajoelhado na cadeira, com receio de que o outro acabasse despencando pela janela de tão eufórico que parecia estar...

Entretanto, o aquariano pouco se importava com aquelas opiniões que percebia nos olhares tortos.

Nunca deixaria Shun cair e este, inclusive, nunca cairia daquela janela...

Afinal, eram cavaleiros de Athena...

Contudo, naquele local, passavam-se por visitantes comuns.

O que mais importava era ver o quanto Shun parecia radiante frente àquela paisagem tão bela.

Podia sentir uma aura rósea emanando de seu anjo a misturar-se com a natureza exuberante que os circundava.

Algumas árvores ainda guardavam os tons suaves de vermelho e de alaranjado, promovendo uma profusão de cores em meio à todo aquele exuberante verde das antigas e frondosas árvores milenares das montanhas japonesas.

O jovem castanho nem parecia a mesma pessoa de algumas horas atrás. Havia deixado aquela conversa confusa sobre a utilidade da morte muitas estações atrás e parecia desejar aproveitar ao máximo a oportunidade de alegrar-se.

Oferecia um sorriso largo e apontava para as diversas paisagens, como se fosse uma criança em pleno parque de diversões, o que fazia o loiro meditar se havia acertado na escolha.

– ... ali, veja! Aquela queda d’água! – Chamava-lhe Shun, empolgado.

– Aham...

– Qual o nome desse rio?!

– Deixe-me ver aqui... – Disse, com um braço envolvido na cintura do amigo, enquanto abria o livro de bolso ao mesmo tempo. – Acho que é Hozu...

– Olha, cerejeiras! Nunca vi algo tão lindo!

– Não se incline tanto...

– Vou tentar pegar uma flor para você!

– Aham...

– Eu não imaginava que no Japão existisse um lugar tão lindo!

– Vai acabar caindo... – Repreendeu o mais velho, puxando o mais novo para mais próximo de si.

– Mas eu não alcanço as cerejeiras assim, Hyoga!

– E não é para alcançar mesmo!

– Esse túnel de flores parece um sonho... É como se estivéssemos nos Campos Elísios!

Campos Elísios?

– Sim! O paraíso da mitologia grega... Diz a lenda que é governado por Hades, irmão de Zeus, assim como Posseidon seria o rei dos mares... É o lugar para onde vão a alma dos heróis... – E, tomando um suspiro profundo daquele ar puro, o mais novo continuou, com um sorriso. – Dizem que corre um rio pelos Campos Elísios, o rio Lete... Que faz as almas esquecerem todo seu passado antes de reencarnarem...

Com aquele sorriso que via estampado no rosto delicado do jovem castanho, Hyoga havia acertado mesmo.

– Venha para dentro do vagão...

– Que brisa fresca...! Ah... arigatou... – Dizia Shun, ignorando as advertências do amigo, que lhe segurava a cintura com mais firmeza.

– Olha aquela ponte! Deve ter, no mínimo, quinhentos anos!

– Estou vendo.

Depois disso, Hyoga desistiu de avisar o amigo, e apenas segurou-lhe firme. Não entendia bem aquela súbita mudança de humor do mais novo, contudo, aquilo lhe aliviava sobremaneira.

– Olha lá um templo antigo! Podemos ir? Adoro visitar os templos!

As pessoas ao redor continuavam a olhar de forma estranha...

Aquele rapaz, de corpo e rosto andróginos tão pálidos e o outro, loiro e com a pele meio bronzeada, juntos...

Àquela época, tudo que se relacionava a amizade mais íntima entre dois homens era olhado de forma preconceituosa e velada...

Entretanto, Hyoga pouco se importava. Ver aquele sorriso nos lábios do mais jovem valia por cada olhar de desapontamento que dirigiam a ele. Shun, alheio ao que acontecia ao seu redor, deslumbrava-se com as paisagens diante de seus olhos esmeraldinos.

– Consegue ver?! – Perguntava o mais novo, apontando para algo que não estava no campo de visão do aquariano, uma vez que ele não se importava muito com a paisagem. Sua atenção estava totalmente focada em seu anjo. – Ali, aquela cachoeira linda! A água é tão cristalina! Deve estar super gelada, como você gosta!

O mais velho, sentado, riu-se sozinho. O mais novo conseguia pensar em outra pessoa, mesmo aproveitando um passeio que fora programado especialmente para ele.

– Nem acredito que ainda exista um trem como este no Japão! Como você encontrou essa preciosidade, Oga?!

– Fazemos de tudo para ver um amigo sorrir... – Respondeu o loiro, levantando-se e falando em tom baixo ao ouvido do rapaz, que corou com aquela resposta.

– Não precisava... Gomen...

– Pelo quê, Shun?

– Por aquela conversa...

– Acho que me expressei mal...

– Eu sei... Não se preocupe...

Deixando de mirar para a bela paisagem repleta de arboretos verdes, e fitando o azul do olhar do amigo, Shun sentou-se em sua cadeira, ao que o outro fez o mesmo, e dirigiu uma pergunta que nenhum dos dois saberia responder...

– Hyoga... Você acha que a alma do meu irmão conseguiu chegar até os Campos Elísios...?

– Shun, eu...

– Sei que ele errou muito, levantou seu cosmo contra Athena, contra nós todos... Sei que ele errou... Entretanto, no final, bem no momento decisivo, ele se redimiu... Ele se arrependeu... Ele...

– Não temos como saber...

– Se, pelo menos, eu tivesse a oportunidade... Não sei... O padre nos ensinou que devemos enterrar os mortos e lhes oferecer um velório e túmulo dignos... Nem isso eu pude fazer pelo meu irmão, Hyoga...

– Não sei se ele iria querer...

–  Não pude me despedir... Minhas mãos parecem firmes quando uso a corrente, mas não foram capazes de segurá-lo...  

– Melancolia não combina com seus olhos... – Disse o aquariano, tentando trazer alegria novamente ao olhar tão brilhante do qual sentia falta. O rapaz não pôde deixar de corar e oferecer um sorriso àquela frase que escutara, afinal, estava ali com seu melhor amigo esforçando-se para fazê-lo emergir da tristeza da perda.

Vou me esforçar para me alegrar, Oga... Você não merece que eu fique assim durante esse passeio que você se esforçou tanto em me proporcionar. Pensava o mais novo, enquanto sorria para o amigo, que lhe retribuía com um olhar tão celeste quanto o céu daquele dia primaveril.

– O passeio só dura trinta minutos... Que tal aproveitar a paisagem? Acho que consigo ver um grou... Ali, perto daquela árvore avermelhada... – Apontava Hyoga, levantando-se novamente, como a estimular que Shun novamente se ajoelhasse no banco. – Prometo que te seguro...

– Tem um monte de árvores vermelhas... E é tsuru, não grou... O tsuru um pássaro grande, de cores contrastantes e plumagem clara dotado de inigualável encanto. – Disse o mais novo, ainda com a voz meio distante.

– Então deve ser esse mesmo. Olha ali, perto da beira do rio. – Afirmou o mais velho, enquanto o trem percorria a lateral escarpada da montanha, permitindo visualizar-se as águas cristalinas que seguiam pelo vale estreito. – Diz a lenda que se você fizer mil tsurus de papel, um desejo seu será realizado...

– Existe outra lenda... a da fidelidade.

– Hum...

 – Depois que um casal de tsurus se une, só a morte os separa... – Explicava o mais novo, fitando as árvores das montanhas que se desenhavam à sua frente.

– Então, já que fui eu que vi o tsuru, posso afirmar fielmente que não te deixarei cair... Venha, quem sabe você não consegue ver um também? – Afirmou o aquariano, puxando o rapaz para a janela e voltando a sentar-se no banco de madeira rústico, ainda segurando Shun pela cintura.

A brisa acariciava o rosto delicado do rapaz, enquanto levava para longe algumas lágrimas que brotavam espontaneamente...

Por mais que tentasse evitar, agora era ele que estava com os sentimentos confusos.

Como poderia sentir-se bem depois do que havia acontecido recentemente em sua vida?

Poderia permitir-se um pouco de felicidade mesmo com o coração em pedaços pela morte do irmão?

Talvez aquelas imagens de uma natureza tão intocada estivessem a lhe responder...

A água do rio que passava por debaixo daquela antiga ponte, que podia vislumbrar de longe, nunca era a mesma...

Aquele rio de águas cristalinas chegava ao mar aberto porque havia aprendido a contornar os obstáculos, encontrando a melhor forma de seguir pelas silhuetas que a terra ofereceria...

Também ele precisaria aprender a contornar aqueles obstáculos de tristeza e continuar seguindo.

Com toda certeza, era o que Ikki lhe diria... Continue, meu irmão. Não se deixe abater.

Já havia escutado aquelas palavras quando se separaram por ocasião de irem até os locais de treinamento. Haviam prometido um ao outro que retornariam vivos e com as armaduras das constelações que os protegeriam para sempre.

Por um instante, sua mente viajou no tempo, até o dia da despedida, quando Ikki e ele eram crianças.

–  Quem estiver pronto, pode entrar! – Gritava o motorista do ônibus que levaria aquela leva de crianças ao porto. – Não percam tempo, vamos já embora!

– Estou pronto, Ikki... –  Dizia o menino ao irmão mais velho.

– Shun, não tenha medo de nada! Você vai passar em todas as provas e voltar pro Japão!

– Eu já espero o dia de vê-lo de novo!

Ainda conseguia se ver dentro daquele ônibus, a fitar o amado irmão lhe acenando, com um meio sorriso forçado nos lábios, como a lhe oferecer os últimos fragmentos de coragem de que precisava para enfrentar as provações que viriam pela frente.  

Tantos anos depois, ali estava ele, um cavaleiro honrado por uma das mais raras armaduras de bronze, sentindo novamente as lágrimas umedecerem seus olhos e serem levadas pelo vento frio das montanhas antes que alcançassem seu destino de molhar o meigo rosto.

De relance, volveu o rosto para trás e pôde fitar Hyoga segurando-o com um braço, o outro segurando um pequeno livro... As pernas cruzadas, o cenho franzido procurando algo nas páginas da pequena brochura...

O amigo realmente estava se esforçando por alegrá-lo.

O mínimo que podia fazer era tentar espantar aquela sensação de tristeza e demonstrar gratidão...

Em um momento de pura comunhão com aquela paisagem, ajoelhou-se no banco e colocou todo o tronco para fora, abrindo os braços e fechando os olhos. Se pudesse, pararia o trem e desceria ali mesmo...

Foi preciso que Hyoga despertasse de sua concentração e o segurasse mais firmemente.

Chegou a estranhar aquele comportamento, o mais novo estava tão melancólico a poucas horas e, agora, parecia um dos seres mais felizes de todo o planeta.

Novamente, Saori parecia ter razão... Odiava admitir isso, mas a deusa da estratégia vencera mais uma, quando sugeriu que Hyoga fizesse um passeio com Shun... O russo respirava aliviado, parecia que havia conseguido êxito em parte daquela missão.

Logo a viagem no Romantic Train acabaria e os dois estariam Kameoka e poderiam encaminhar-se até o chalé de Saori. Esperava distrair e cansar bastante o rapaz, de forma a oferecer a ele um sono tranquilo no fim daquele dia. Fitou o amigo de braços abertos para fora da janela do trem, enquanto os turistas e moradores ao redor ainda reparavam no comportamento dos dois.

Novamente, ignorou os olhares e fitou Shun, que relaxava ao vento frio das montanhas, como se aquele ar puro pudesse limpar sua alma e renovar suas forças. Talvez, esse fosse mesmo o objetivo do mais novo...

Renovar-se e inspirar-se.

Precisava encontrar novos objetivos.

Sempre Shun esteve ao seu lado... Agora, era a vez de Hyoga sair de seu casulo de gelo e aventurar-se nos vôos plenos que as asas de Cisne poderiam oferecer-lhe.

E quem sabe, levar o melhor amigo a planar sobre as tristezas, transformando-as em esperança.

(Continua)


Notas Finais


No próximo capítulo, um pouco de Kameoka... E dos sentimentos de Shun e Hyoga.
A figura de capa é uma montagem de várias imagens que encontrei no Google sobre o Romantic train... Tem cada foto tão linda...
Muito obrigada pelo incentivo de continuar postando, mesmo que de 15/15 dias.
Enfim, um beijo no coração! ;-)

PS: vou tentar atualizar Fragmentos de Cosmo na próxima semana...


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