História Estações Verão ( 4 Temp. ) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Allybrooke, Camilacabello, Camren, Dinahjane, Fifthharmony, Larry, Laurenjauregui, Normanikordei, Norminah, Semi
Visualizações 16
Palavras 2.565
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei, porém im here for you, babeeeees. Estou com tanta fome depois de acabar que esse capítulo que serei capaz de comer toda a lanchonete kkk

Vou indo, até a próxima vez e aguardem as surpresas, minhas coisinhas lindas!!

Capítulo 1 - I


Cinco anos mais tarde...


Minhas mãos estavam suando e eu checava o relógio a cada dois segundos. Por que essas malditas horas não passam? Andava de um lado para o outro, impaciente, desesperada. Nunca me dei muito com o ato de esperar, sempre fora muito nervosa, principalmente quando se tratava de algo importante, algo que decidira minha vida. 

— Se continuar andando assim vai fazer um buraco no chão. — Normani alertou e eu parei apenas para ouvi-la. 

— Fique calma, Laur — disse Ally, segurando-me pelos ombros. — Vai dar tudo certo. 

— Mas e se ela dizer não? Dizer que não sou o suficiente para ela? — Questionei, exalando insegurança. 

— Fica calma, Jauregui. Você vai se sair bem, é só respirar fundo e ir direto ao ponto — disse Normani. 

Respirei fundo e assenti levemente. 

— Lauren Jauregui — disse a mulher 

As pernas me faltaram, assim como o ar, segurei a alça de minha pasta com força, sentindo Ally empurrar-me levemente, fazendo-me dar os primeiros passos afobados em direção à porta da sala. Respirei fundo outra vez e ergui a cabeça. Você consegue, Lauren. Assenti levemente a cabeça em positividade para a mulher que me aguardara e chamara por meu nome há segundos atrás. Ela apenas me lançou um sorriso encorajador e abriu a porta, dando-me passagem para entrar. 

(...) 

Normani me deixara em casa e saiu com Ally, alegando ter que fazer algumas compras para casa. Eu apenas assenti, estava feliz e aliviada demais para me opor sobre algo. Eu queria tirar essa roupa e esses saltos, pegar um bom champanhe e abri-lo em comemoração ao meu cargo de Cirurgiã geral conseguido recentemente. Começaria no hospital a partir da próxima semana e eu receberia por E-mail todos os meus horários. Eu mal podia acreditar que finalmente consegui um emprego, depois de longos anos me dedicando à faculdade e logo em seguida, à residência médica. Eu finalmente ganharia meu dinheiro e deixaria de trabalhar aos fins de semana à noite no bar do meu tio. Puxei as chaves do bolso de minha calça social e abri a porta, logo entrando. Tirei os saltos e fui até meu quarto com os mesmos nas mãos, logo guardando-os em meu guarda-roupa, junto com minha maleta. Retirei a calça social e joguei-a no cesto de roupas sujas, e abri minha camisa botões. Estava confortável assim e não havia ninguém em casa. Peguei meu telefone e abri no FaceTime, logo clicando no contato que eu desejava. Chamou três vezes e na quarta fui atendida. Ela parecia cansada, haviam círculos roxos abaixo de seus olhos e eles estavam inchados, mas mesmo assim continuava linda, o que me fez sorrir.

— Oi amor! — falei, recebendo um sorriso largo como resposta. 

— Antes de tudo... eu amo você — disse, arrancando-me um suspiro. 

Camila estava em turnê e eu não pude acompanhá-la pelo fato de eu ter que fazer minha residência médica, mas ao menos fui aos primeiros dez shows, dando apoio ao amor da minha vida. Eu me preocupava com ela e essa era sua terceira turnê, amanhã aconteceria o último show, que era aqui em Miami e então, ela teria as férias desejadas. 

— Eu também amo você, amor — falei, falhado miseravelmente na voz. 

— E então, como foi a entrevista? Você conseguiu? Passou? — Sua voz estava carregada de expectativa. 

— Bem, eu fui... — Fiz um pouco de suspense e ela mordeu o lábio inferior.

— Vamos, diga logo!

Ri de sua afobação.

— Eu fui ótima, amor! Eu consegui a vaga e começarei a trabalhar na próxima semana — falei com toda a empolgação. 

— Oh meu deus, amor! — Ela gritou, fazendo uma dancinha vitoriosa. 

Que adorável. 

— Eu sabia que você conseguiria! Você é a melhor! — Sorri com aquilo. — Eu queria estar aí para poder comemorar com você — falou, tentando disfarçar a tristeza na voz. 

— Está tudo bem, amor — consolei-a — Amanhã vamos nos ver e eu estaremos juntas para comemorar — acrescentei e ela pareceu se convencer disso. 

Então ela fez aquela cara e eu já sabia o que viria a seguir.

— Amor, canta a música que escrevemos juntas comigo amanhã? — pediu de forma manhosa. 

Eu queria e não queria ceder ao mesmo tempo. De um lado há minha timidez perante à uma plateia e do outro há a pessoa que eu amo e quero agradar.

— Amor, você sabe como eu ajo na frente de muitas pessoas — falei, desviando meu olhar para um ponto qualquer do meu quarto. 

— Por favor, lolo!

Lolo não, você não tem esse direito de brincar com meu coração dessa forma! 

— É só olhar para mim e esquecer o resto — acrescentou. 

— Tudo bem. — Suspirei derrotada e ouvi-a comemorar barulhentamente do outro lado. 

— Vai ser maravilhoso, vai ver, amor. 

Conversamos por mais um tempo, até que ela teve de ir, pois teria que se arrumar para ir ao próximo voo, de volta à Miami. Minha cabeça recordara da promessa que fizera para ela há alguns anos atrás, e eu deveria realizá-la logo, pois sei que o sonho de Camila é casar, e eu quero dar tudo o que ela precisa, tudo o que eu puder dar. Eu fui à joalheria de um amigo certa vez e o pedi para fazer um anel para que eu desse a Camila quando fosse pedi-la a mão, falei para ele que não havia pressa para isso, já que o queria perfeito. Normani e Ally ainda não haviam voltado e eu estava lendo calmamente na poltrona da sala, quando a campainha ressoou. Achei que fossem minhas amigas e colegas de casa, mas ao ir até a porta e abri-la, vi que se tratava de Ashley. Ela sorriu e abraçou-me.

— Hey Laur — disse ela ao sair do abraço. — Parabéns pelo emprego. 

— Obrigada — murmurei, ainda atordoada.

Dei um meio sorriso. Eu estava mesmo precisando de companhia. 

— Hey, o que faz aqui? 

Ela estreitou os olhos e encolhi os ombros, sabendo o que viria a seguir. 

— Quanta consideração! Não posso mais vir na casa da minha amiga? — Questionou em um tom aborrecido, que mais parecia indignação. — Afinal, soube que houvera conseguido o tão desejado emprego. 

— Claro. — Apressei-me para dizer. — Entre. — Dei espaço para ela entrar e ela sorriu satisfeita, entrando. 

Fechei a porta e virei-me para fitá-la, ela já não se encontrava no corredor, mas sim na sala. Eu a encontrei jogada sobre o sofá. Quanta ousadia. Sentei-me em minha poltrona outra vez e arrumei os óculos em meu rosto, voltando a pegar meu livro. Agora o som da televisão preenchia meus ouvidos, mas eu não me importei, continuei a minha leitura, concentrada demais para parar. 

— Laur, amanhã é o show da Camila aqui, não é? 

— Sim — falei, sem tirar os olhos do livro. 

— Pode me arrumar uns ingressos? 

— Claro.

— Você é a melhor, Laur — falou e eu apenas sorri, sem nenhum segundo fitá-la. 

O silêncio reinou depois daquilo. Eu queria poder dividir com ela a notícia de que eu cantaria com Camila amanhã, mas eu não queria que colocassem esperanças em mim e me pressionassem como da última vez. Seria horrível passar mal antes mesmo de entrar no palco.  

— E quando esse pedido sai? 

— Que pedido? 

— Ora, que pedido. Estou falando do pedido da casamento. 

Desviei meu olhar, fitando-a por cima dos óculos. Eu já houvera me formado e arrumado um emprego e estava mais que na hora de eu fazer isso. Havia conversado com Ashley algumas vezes sobre o que eu pretendia fazer, mas nada para ela parecia bom o bastante, e muito menos para Ally e Normani, que eram ainda mais exigentes. Para elas, aquilo teria de ser perfeito, porque Camila não merecia qualquer coisa. E isso era verdade, ela merecia algo especial, algo que a deixasse sem palavras. Eu sabia que ela tinha expectativas, eu sabia que ela esperaria que eu fizesse o pedido, como o prometido. 

— Eu quero fazer algo especial, mas não quero que seja público. — Suspirei, fazendo meus ombros caírem. 

— Cai na real, Laur! — Exagerou no tom de voz. — Nada que você fizer para a Camila será privado, não entendeu que ela é uma figura pública, que é percebida por idiotas com câmera aonde ela for, por isso nem adianta pensar em algo assim. 

De certa forma ela tinha razão. Ao decorrer dos anos a popularidade de Camila no meio artístico aumentou drasticamente e de uns tempos para cá, não conseguimos mais ter um momento à sós. 

— Você tem razão. 

— Eu sei que tenho — disse sorridente. 

Fiquei segundos em silêncio, pensando em algo bom o suficiente. 

— E aí? 

— O quê? 

— Como o quê? Você está distraída demais hoje — falou, avaliativa. — Já tem alguma ideia sobre o que fazer? 

Mordi meu lábio inferior, pensando sobre o que eu poderia fazer. Nada me vinha a cabeça, a não ser a oportunidade de usar o show, o qual eu irei cantar com ela e fazer o pedido lá. Seria essa a melhor opção? Contar para Ashley e pedir sua ajuda? Bem, ela me seria de grande ajuda. 

— Bom... eu irei cantar com Camila no show de amanhã — murmurei sem muita vontade, de forma vergonhosa. 

— Oh meu deus, Laur! — exclamou. 

— Tá bem, eu já sei que isso é uma péssima ideia e vai acabar mal, porque eu morro de vergonha de... — Ela cortou minha frase. 

— É perfeito, Lauren! 

— O quê? — Fitei-a e franzi o cenho, logo entendendo sua ideia. — Oh não, não, não, não, não. 

— Oh sim, sim, sim! Vai ser lindo, Laur! 


Dia seguinte... 

Camila chegaria no Aeroporto de Miami logo pela manhã e eu já estava pronta, apenas a espera de Ashley, que fizera questão de dormir em minha casa, além de ter tagarelado a noite inteira sobre como iríamos fazer a surpresa. Teríamos que passar na joalheria para pegar o anel, pois por sorte ele já estava o acabando.   

— Vamos Ashley — exclamei ao pé da porta do banheiro do meu quarto. 

— Estou indo! — Pude ouvi-la dizer. 

Cruzei os braços e escorei na parede ao lado da porta. Em cinco minutos, Ashley saíra, com uma maquiagem impecável e uma roupa exagerada demais, mas era previsível, visto que ela era uma estilista, recém formada em moda. 

— Uau — falei, logo assobiando, fazendo-a rir. 

— Eu sei, a demora valeu a pena — disse em um tom convencido. 

— Vamos logo! 

Peguei pela mão, a levando para fora do quarto. Descemos as escadas e encontramos Normani e Ally sentadas no sofá. Ao ver nosso contato de mãos, ambas nos olharam sugestivamente, de forma avaliativa, e eu rapidamente neguei com a cabeça, afastando-me de Ashley. 

— Dormiu aqui? — Questionou Normani, sem tirar os olhos de mim. 

— Sim, no quarto de Lauren — respondeu Ashley.

Normani sempre fora desconfiada sobre mim e Ashley, mesmo sabendo do fato de eu amar muito Camila. Na verdade, coisas aconteceram nesses últimos cinco anos que a deixaram desconfiada sobre tudo e todos. 

— A noite foi boa, Lauren? — Questionou em um tom sarcástico. 

— Pelo amor de de... — Meu celular tocou, interrompendo minha fala.  

Peguei o aparelho em meu bolso e chequei as mensagens, vendo que eram de meu amigo, avisando-me de que eu já poderia ir pegar o anel. 

— Ashley, precisamos ir — falei, guardando o celular no bolso. — Tomaremos café no caminho. 

— Lauren, aonde vai? — Questionou Ally. 

— Buscar Camila — respondi-a, procurando as chaves do meu carro. 

— Vou com vocês — disse, já calçando os sapatos. 

Fitei Ashley e ela deu de ombros. Ally era uma das minhas melhores amigas e podia saber disso. 

— Você vem também? — Perguntei para Normani. 

— Eu até iria, mas Camila vai estar com aquele falsificado de Beyoncé nojenta e megera, então prefiro o aconchego do meu lar.

Quando essa guerra vai acabar? Estou cansada dessas farpas todas. Revirei os olhos, batendo a mão levemente na testa. 

— Supera, mani — disse Ally, rindo. 

— Eu já superei, meu bem. — Seu tom era de puro convencimento. 

— Bem, não tenho o dia todo. Quem for comigo que me siga! 

Então, girei os calcanhares, caminhando até a porta, saindo pela mesma e indo em direção ao meu carro, que estava perfeitamente estacionado frente à garagem média de nossa casa. Cliquei no botão destrave em minha chave e puxei a porta, abrindo-a e entrando no veículo. Nos minutos seguintes eu vira Ashley aconchegar-se no banco ao meu lado e Ally no bando de trás, bem ao meio. Coloquei o cinto, logo girando a chave na ignição e manobrei o veículo, ajustando-o na mão mão certa do asfalto, dirigindo-me à joalheria, onde meu amigo Ethan já estava a espera com o anel. Minhas mãos soavam, o que fazia com que o volante escorregasse constantemente de minhas mãos, fazendo-me alternar para limpá-las em minha calça Jeans de vez em quando. Sabia que o pedido era de uma estratégia de última hora, mas nunca acharia precipitado. Fazem tantos anos que Camila espera por isso e tantos anos que penso em um pedido descente par a melhor namorada que eu poderia ter. Eu não me via mais em um mundo sem Camila, construímos muitas coisas juntas e nada pode dar errado. 


— Quanta tensão, Jauregui — comentou Ashley, rindo. 

Fitei-a seriamente, estreitando os olhos.

— Fala isso porque não é você quem irá pedir a mulher da sua vida em casamento em menos de vinte e quatros horas na frente de uma plateia inteira! — resmunguei brava. 

Ouvi Ally engasgar-se com algo e começar a tossir. Olhei-a pelo retrovisor para checar se estava tudo bem. 

— Você vai casar? Quero dizer, vai pedir Camila em casamento? Hoje? Durante o show? Você, Lauren Medrosa Jauregui? É sério? 

Revirei os olhos perante suas palavras, logo fitando Ashley de soslaio. 

— Explica pra ela — pedi de uma maneira quase que autoritária. 

O restante do caminho se sucedera com Ally a surtar, bagunçando-me os pensamentos com acrescentamento de ideias desnecessárias e mais surtos que envolviam felicidade por eu estar finalmente fazendo o tão esperado pedido. Pegamos o Anel na joalheria e logo em seguida fomos ao Aeroporto, onde o voo de Camila já estava a pousar e em instantes ela apareceria aqui. O que me deixava mais nervosa era a quantidade de fãs que se prontificaram a frente do portão, assim como alguns paparazzis que já começaram a me fotografar. Posso dizer que odeio a minha falta de privacidade. Ally sentara-se, alegando não ter mais pernas para se sustentar de pé como antes, já Ashley fazia de tudo para ser notada pelos paparazzis. Estava checando as mensagens em meu celular, quando escutara o barulho costumeiro de quando se vê seu ídolo chegando. Levantei a cabeça e avistara a quantidade de seguranças dando as mãos, consequentemente era para Camila passar. Umedeci os lábios e passei a mão pelos cabelos, deixando-os caírem para o lado. Foi então, que vi a figura magra, totalmente de pedro, escondendo o rosto com o enorme capuz do moletom. Um sorriso surgiu em meus lábios antes mesmo que eu pudesse controlar, e foi aí que se iniciou a pior parte daquilo tudo. Os fotógrafos começaram a jogar vários flashes, enquanto pessoas tentavam passar para conseguir uma foto. 

Aqui as pessoas não eram tão insistentes, não como no Brasil, as pessoas lá são loucas, no bom sentido, é claro. Brasil foi definitivamente o País mais agitado e interessante. Abri os braços quando a vi correr em minha direção, e então agarrei sua cintura, sentindo-a pressionar minha nuca com seus dedos esguios. Apertei-a contra meu corpo, gostando de sentir novamente daquele corpo que eu amo tanto. 

— Senti sua falta, Boo — sussurrou em meu ouvido. 

— Eu também senti a sua, Boo Boo — sussurrei de volta, dando -lhe um beijo nos cabelos, os quais foram descobertos pelo capuz por conta do vento. 

 



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