História Estamina do tipo Hillary Clinton - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekyeol, Chanbaek, One-shot, Todo Mundo Sabe, Trump Nojinho
Exibições 52
Palavras 971
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


segunda-feira, se não me falha a memória, rolou um debate político entre hillary clinton e donald trump E FOI A COISA MAIS CRINGE DA HISTÓRIA

#foratrump #foratemer qqq

Capítulo 1 - Capítulo Único


Eu não concordava com Donald Trump quando dizia que Hillary Clinton faltava de estamina. Na verdade Hillary tinha estamina de sobra quando debatia as suas propostas e era interrompida de duas em duas palavras aquela noite.

No sofá, os meus dedos cruzados juravam por muitas coisas: eles juravam por Deus, juravam por minha mãe, juravam que iam me obrigar a comer vagem, juravam que algum dia iam parar de jurar, juravam que iam parar de comparar Baekhyun ao porco estadunidense de cognome Donald Trump, que concorria às eleições para presidência dos Estados Unidos, em 2016, só por falar demais –  não podia culpá-lo se o desgraçado era de gêmeos e a melhor das posições ser de escorpião; e, acima de tudo, juravam por mim que fariam um risquinho fino no pulso a cada sniff que Baekhyun fungasse durante os debates eleitorais. Já tinha quinze deles tatuados, o que era pouco considerando as eleições anteriores.

Estados Unidos tinha dessa de passar um ano e meio promovendo os candidatos e Baekhyun tinha dessa de passá-la toda doente de nervoso.

Sem horário previsto ele ligava a televisão e zanzava de emissora a emissora até encontrar uma que não enchesse linguiça de conteúdo norteado e piadas sobre política, sempre resmungando um palavrão ao ter que passar pelos mesmos canais mais uma vez.

– Ainda vou incendiar a CNN, Chanyeol.

Pela quinquagésima vez fungou, e eu contei mais dez ou cinco reais chorados pra fora da carteira que recebi de Baekhyun durante a nossa comemoração de quatro anos de namoro. Dois dias depois descobri que ele tinha uma igual.

– Pode crer, estarei lá para aplaudir quando fizer isso.

Baekhyun, presunçoso que era, só soube sorrir de canto e debochar como eu não o suportava em época de eleição.

Ficamos um tempo assim, suspirando e brigando contra o próprio orgulho enquanto assistíamos uma daquelas séries adolescentes da Disney.

Descansei por um pouco os neurônio e apoiei a nuca no encosto do sofá. As minhas pernas estavam entrelaçadas com as do anão, então aproximei os meus pés de sua virilha.

– Esse coração na bochecha, Baekhyun, há quanto tempo não fazemos amor?

Baekhyun estreitou os olhos pequeninos e tocou as almofadinhas faciais coradas de rubi. Era lá onde ele desenhava um pequeno coração quando estava em greve de sexo. Eu sempre me lamentava quando acontecia.

– Eu não quero fazer sexo com você, Chanyeol.

Continuei a fitá-lo, em meio ao flagelo. A verdade é que o meu companheiro estava sensível desde que o chamei de clone liberal do Donald Trump em meio a uma festa de confraternização dos ex-formandos do nosso ensino médio.

Até os meus amigos me ralharam a autoestima fora quando Baekhyun andou disparado até as portas de aço maciço do restaurante e fugiu até a nossa casa como se os sapatos converse tivessem sido lustrados com sebo.

Naquela noite eu cheguei ao apartamento um pouco depois de Baekhyun, já que o mesmo tinha levado o carro com ele. A única coisa que fiz foi acariciar os seus cabelos tingidos antes de dá-lo um beijo estalado na bochecha esquerda pintada com o coraçãozinho preto que eu tanto detestava.

Baekhyun estava amargo desde aquele dia, há duas semanas. Não tinha carinho ou cortejo que o contentasse.

– O que eu posso fazer para que voltemos a nos mimar, bebê?

Assoprei os fios de seu cabelo pra longe de sua testa e o abracei desajeitado.

– Uh? O que eu posso fazer?

Baekhyun não suportava provocações. Não importa quantas vezes já tive o prazer de marcá-lo o pescoço e arranhar o seu ex-abdome definido com a ponta das unhas roídas.

– Como pode pensar em transar quando me envergonhou em frente àquele povo todo, Channie? Sabe o quanto odeio aquele candidato a ditador do inferno.

Ri singelo e afastei-me milímetros de seu corpo, as pernas já não mais entrelaçadas.

– Eu quis dizer que é eloquente e teimoso, Bae. Não queria magoá-lo. Você sabe que não.

– Tenho cãibra sempre que me compara a ele.

Deu uma pausa à própria fala para tirar os olhos da tela da televisão e me encarar com as feições tensionadas.

– Aí, cara, por que não me compara com Katy Perry, Beyoncé e esse tipo de gente persistente?

Afrouxou as feições quando eu respondi que era porque nenhuma delas estava concorrendo ao cargo de presidente do país.

Ficou tudo muito quieto depois que Baekhyun levantou-se, desligou a televisão e caminhou até o banheiro.

Continuei largado em frente à mesa de centro da sala de estar como se não estivesse animado pensando na possibilidade de Baekhyun ter decidido me desculpar. Talvez estivesse limpando o coração da bochecha a la Marina Diamandis para finalmente me livrar da abstinência que era não tocá-lo intimamente.

Baekhyun ficou as últimas duas horas da tarde trancado no cômodo. Já havia desistido de chamá-lo, entretanto. Despedi-me da porta de madeira branca do banheiro com um "vou dormir, não se esqueça de ir pra cama. A casa não tem graça sem você".

Peguei o meu tédio e rumei para o quarto, me jogando estirado na cama.

Não sei quanto tempo passei encarando o teto escuro, sutilmente tracejado pelos filetes de luz da lua que emergiam da vidraça da janela, mas sei que, de hora pra outra, o quarto foi invadido com o cheiro de loção para bebê e hidratante de Baekhyun. O colchão afundou-se em volta do meu corpo e ele me abraçou despretensiosamente, de repente.

Eu sentia o carinho que o rosto de Baekhyun fazia no meu enquanto espreitava-se por meus braços e meu tronco como um gatinho.

Eu sorria como quando ele me pediu em namoro.

– Você esqueceu o coração, bebê?

Ele assentiu tímido, ainda com o rosto enfiado entre os fios curtos do meu cabelo e a curvatura do meu pescoço.

– Eu não tenho tanta estamina quanto Hillary, Chanyeol. Fingir não me importar com você é cansativo.

 


Notas Finais


eu juro que não vou falar que o coração na bochecha do baekhyun foi inspirado na electra heart, juro mesmo.
muito menos que o sniff foi inpirado no próprio donald trump e a tatuagem foi inspirada em mim mesma. prazer.

donald, durante o discurso da hillary, disse que o que faltava pra ela era estamina. nunca ri tanto durante o horário eleitoral.

os dois não são flor que se cheire tho;


bai, bbs


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