História Estarei lá (Be There) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Chouji Akimichi, Hidan, Ibiki Morino, Ino Yamanaka, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kakuzu, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Shikamaru Nara, Shizune
Tags Kakashi, Kakayama, Naruto, Sakura, Shizune, Yamato
Exibições 25
Palavras 2.016
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Yaoi

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Acho que ninguém vai ler essa história mesmo, mas vamos la....Então, depois de tanto procurar fics de " kakayama" ( OTPzão ) e não encontrar, resolvi criar essa. Minha primeira Fanfic peguem leve comigo, nunca esperei criar uma. Essa fic é totalmente musicalizada, vai ter personagem cantando, ouvindo musica e até citando, quando isso acontecer vou escrever em negrito. A! E pode ter uns casais bem loucos a primeira vista, mas tudo vai se arrumar. Cada capitulo tera uma musica tema pra vcs ouvirem se quiserem......agora chega que isso aqui ta maior que a história em si...

Capítulo 1 - À distância


Fanfic / Fanfiction Estarei lá (Be There) - Capítulo 1 - À distância

       Então nesse capítulo ouçam a musica/vejam oclipe da musica: "From Afar", do Vance Joy
                      
                      

O clima esta mais frio que de costume,  misturado ao nervosismo que estou sentindo faz minhas mãos tremerem e todo o meu corpo suar frio. 
  Andando lentamente pelas ruas iluminadas e quase desertas de konoha,  ja posso ver o pequeno bar que alguns shinobis se reunem no fim do dia, local em que kakashi me pediu para encontrá-lo, disse que tinha algo importante para me contar, bem, eu tambem tenha algo importante pra dizer a ele.
  Durante todo o caminho fiquei revivendo minhas memórias,  nossa juventude, desde que nos conhecemos, todas as missões em que  fomos juntos, o perigo constante e o fato de acreditarmos nossas vidas um ao outro nos aproximou,  e vários outros momentos importantes que tivemos.
  Como quando eu quebrei várias costelas em uma missão, mas ele ainda me tirou do campo de batalha com vida como disse que faria, ou quando ficamos bêbados em meu aniversário e  eu quase disse que o amava. Quando ele e a Shizune assumiram namoro, o quanto eu fiquei mal com isso, e até tentei me afastar dele, mas não consegui mais que uma semana. Afinal sua amizade é o mais importante,  ja que mais do que companheiro ou amante , eu quero continuar sendo seu amigo.
   Com esse pensamento não consigo evitar rir de mim mesmo:
-  DEUS COMO EU SOU BREGA, ainda por cima falo sozinho agora. - digo, e por um breve momento não sinto a tensão de antes.
  Todas as lembranças que parecem ter acontecido a séculos atrás e que agora voltam derrepente, fazem com que eu me perca no tempo, e quando dou por mim ja estou entrando no bar.                                              Após me sentar e pedir uma cerveja, não posso evitar pensar no que ele vai me dizer, e ainda mais no que eu vou dizer a ele. 

Nos conhecemos a tanto tempo e ele me vê como um grande amigo, e eu também o via assim no começo, depois foi mais como uma grande admiração, mas com o tempo foi ficando mais intenso e...diferente.
  Demorei muito até adimitir pra mim mesmo que na verdade eu sou apaixonado por Kakashi Hatake, e ainda mais pra fazer o que vou fazer hoje: finalmente dizer isso a ele. 
  Mesmo sabendo de seu namoro  com a Shizune, é algo que eu tenho que fazer, pois isso esta me consumindo.
  Dentro de aproximadamente duas semanas eu vou deixar konoha, ninguém sabe disso além da Tsunade e eu.
  Aceitei fazer parte da guarda pessoal do Senhor Feudal do Pais do Fogo, o que deveria ser  uma honra. 
  Mas o verdadeiro motivo é que ja não posso mais ficar aqui, não posso continuar tão perto do Kakashi e nunca toca-lo como gostaria, poder sentir sua pele, preciso fechar essa pagina e seguir em frente.
Esse sentimento esta me fazendo mal, não posso mais reprimi-lo não me importa mais o que todos vão pensar, é algo que tenho que fazer, por mim, afinal eu quero viver e não apenas sobreviver.
  Tão concentrado no que vou dizer, levo o maior susto e  não consigo evitar dar um pulo quando sinto algo tocar o meu ombro direito, me viro e la esta ele, atrasado e lindo como sempre.
Mesmo com o uniforme padrão de konoha ele ainda era mais lindo que qualquer um que eu tenha conhecido.
Ele estava com olhar sereno habitual  e seus cabelos grisalhos e macios ( bem, assim imagino) jogados pro lado esquerdo.
  - Oi, tô tão mal assim pra esse susto todo? ele brinca.
  Pela maneira que sua mascara se move levemente e seu olhos se apertam formando pequenas rugas ao redor, sei que ele esta sorrindo...tão lindo.
  - Poderia estar melhor sim. - eu digo entrando na brincadeira.
  Kakashi inclina um pouco a cabeça, com um olhar curioso e divertido e solta uma leve gargalhada, ja que normalmente eu estaria meio sem jeito.
  -  Desculpa pelo atraso, mas eu tive um imprevisto. -  Ele diz sentando-se a minha frente e posso sentir o suave cheiro de seu perfume, o que me faz por alguns instantes fechar os olhos e apenas apreciar o momento. 
  -EI TENZOU, TENZOU!! - ele diz.
  Droga! Acho que foi um pouco mais que alguns momentos, penso comigo mesmo.
Abro os olhos e vejo sua mão passando em frente a meu rosto, o que com certeza me faz ficar levemente vermelho. 
  - O que? O que foi? - digo.
  - você esta bem distante hoje, oque foi?
- Me chame de Yamato, eu ja disse que prefiro ser chamado assim agora. 
- tudo bem. - ele diz.
  Invento uma desculpa qualquer pra ganhar tempo, ainda não estou pronto.   
Com o passar da noite e o lugar ficando cada vez mais vazio, ele me conta algumas coisas que aconteceram na semana, mas eu sinceramente não dou muita atenção, estou mais preocupado em beber minha cerveja para tentar reunir coragem suficiente, e ao mesmo tempo me preocupando em não ficar bêbado e ele não me levar a sério.
  Mas, então o que tem de tão importante pra me falar. - ele diz me tirando do meu devaneio.
  Ele baixa a máscara para beber a cerveja que havia pedido, mesmo não gostando muito de bebidas alcóolicas ele quis me acompanhar.
  Arqueando a sobrancelha ele me encara despreocupado. É agora.
  -  Kakashi e-eu...-  Começo a gaguejar e sinto um frio subir pelo meu estomago e minhas mãos tremerem. Eu ja ensaiei essa conversa varias vezes, mas agora eu simplismente travo! 
  - Eu quero dizer que nós...ham...
O que ele vai pensar quando eu me declarar pra ele? Vai ter raiva? Se afastar de mim?
  Não. Não posso desistir nem pensar nisso agora, eu vou fazer isso. 
   Faço uma pequena pausa, tomo uma longo gole da bebida , inspiro profundamente e então solto o ar em meus pulmões, junto com todas as minhas duvidas e meus medos.
  Ele agora me olha atentamente, o bar esta vazio, tão silencioso com exceção de uma musica qualquer que toca baixinho ao fundo.
  - Kakashi. - começo fitando seu olho descoberto.
  -  A gente ja se conhece a bastante tempo e eu sempre pude contar com você...se não fosse por você eu provavelmente ainda seria um dos peões do Danzou, alguém sem emoção, sem sentimentos....você me salvou de mim mesmo, e do futuro que me esperava.
  Ele continua me olhando, mas agora com mais atenção.
Ignorando o nó em minha garganta eu continuo o discurso que ja tinha treinado várias e várias vezes.
  -  É que...agora eu tenho sentimentos e os entendo, e eles, eles...droga. - Digo baixo enquanto bato os punhos fechados sobe o balcão, o que faz meu copo cair e derramar cerveja por toda minha perna.  Acho que não vai ser tão facil assim.
  O frio da bebida na minha coxa me faz despertar e perceber que ja estou meio bêbado.
  - Ta tudo bem mesmo? - ele pergunta meio preocupado.
  - Tá tá. - digo meio impaciente enquanto seco minha coxa com um pano qualquer que o dono do bar me deu.
   - Certo.- diz ele.
  Devolvo o pano agora encharcado de bebida ao velho e peço mais duas cervejas.
- Ta bom, diz você primeiro o que tem pra me contar. - digo enquanto pegando a bebida com uma mão.
Talvez se ele me disser seja lá o que tenha pra dizer, tudo fique mais fácil, ja que nada esta dando certo pior não pode ficar, penso eu.
  - Bem, é mais o que eu tenho que te mostra. - ele diz e se levanta procurando algo no bolso de seu colete.
Baixo meu copo antes que ele toque meus lábios quando o vejo tirar do bolso uma caixinha de veludo azul, ao abri-la vejo uma aliança de ouro branco com um diamante no centro. 
Pois é acabou de piorar, eu ja sei o que isso significa e não consigo, por mais que eu tente, manter um falso sorriso.
  - E então, o que achou? - ele pergunta com um pouco de insegurança.
- Então é isso? Você vai se casar com ela? Pra isso me chamou aqui? - digo ignorando sua pergunta.
Não consigo evitar meu tom ríspido, mesmo sabendo que ele não tem culpa de nada.
  - Bom, sim você é meu melhor amigo e eu queria te contar primeiro e quero ver você lá. - ele diz um pouco sem jeito.
  Desvio o olhar e sinto uma pontada no meu peito. Fico por algum tempo olhando apenas para meus dedos sobre o balcão, desenhando sobre a madeira com as gotas de água que escorrem do copo com líquido gelado, quando decido levantar levemente o olhar, não o suficiente para olhá-lo cara a cara.
  - Voce a ama? - pergunto com os olhos marejados.
Nesse momento nada passa na minha cabeça, apenas o silêncio, quase como se não estivesse em meu corpo, mas sim observando a distância.
- E...eu gosto dela você sabe, ela é uma boa pessoa e ja tenho quase 30 anos e...
  - Você a ama? Volto a perguntar, sem deixá-lo terminar.
  Ele suspira pesadamente se ajeitando no tamborete que esta sentado.
  - A verdade é que...eu não sei, eu gostaria de dizer com certeza que sim, mas eu não posso.
- Então você não a ama. 
  - Mesmo assim eu desejo de verdade que vocês sejam felizes, e se o fato de que eu va nesse casamento te deixa feliz então sim eu vou. - digo me levantado quando sinto sua mão segurar meu braço, me mantendo sentado.
  Encaro-o com olhos vermelhos, e logo os abaixo novamente, sem a menor força para me soltar
- Como você sabe? - ele pergunta com uma expressão indecifrável de...curiosidade? Súplica?
- Sei o que? - digo sem a menor vontade de continuar aqui.
  - Que eu não a amo. O que é amar? Me diz!
  - Se você a amasse não teria dúvidas nem por um momento, o paraiso seria um lugar na terra com ela, você sabeira que o amor nem sempre faz bem, quando não é recíproco te machuca, mas mesmo assim voce não poderia ficar longe dela.
  A noite se ela chorasse, por qualquer motivo, você iria querer abraça-la o tempo que fosse preciso, pra ele sentir que você a ama. Se você a amasse você faria coisas sem sentido pra vê-la feliz.
  Se ela se casasse e pedisse pra você ir nesse casamento então você iria e desejaria de todo o seu coração que ela fosse feliz, é assim que você sabe como é amar. - digo tudo de uma vez, não mais me contendo, e a cada palavra levantava um pouco mais o olhar até que o estivesse encarando olho a olho, e a cada palavra minhas lágrimas se tornam mais pesadas até que resistir se tornou impossível.
  Talvez seja o fato de minha visão estar embaçada, mas eu posso jurar que seus olhos também estão marejados.
   - Me diga! - ele fala enquanto agora segura não um, mas meus dois braços me forçando a encara-lo.
  - Kakashi eu...
  - Por favor conte o que quer me contar! - ele implora.
   - Contar. Contar o quê? Que o paraíso é um lugar na terra com você.
  Que, quando as sombras da noite e as estrelas aparecerem
E não houver ninguém lá para secar suas lágrimas
Eu poderia te segurar por um milhão de anos
Para fazer você sentir o meu amor.  
  E essa besteira toda.
Você ja sabe disso tudo! - digo cada palavra como se estivesse desmoronando.
  - Yamato...eu...
  - EU TE AMO DROGA! - falo de uma vez.
-  Eu não queria mas...eu amo. Digo com voz embargada e agora soluçando.
E é isso tanto tempo me preparando...pra isso, esse momento horrível.
Quando o encaro novamente vejo que ele está está...sorrindo? 
  - Você ta rindo de mim!
  - Yamato eu não...não estou...
  Não contendo minha raiva e  misturada com o álcool me faz empurrá-lo para trás, no momento em que suas mãos me libertam fecho meu punho e o acerto no rosto, antes mesmo dele cair no chão ja estou cruzando as portas do bar. 
  Nunca fui tão humilhado na vida, nunca mais quero vê-lo de novo.




Notas Finais


Não era pra esse capitulo acabar por aqui,mas.... Achei ele muito grande, no proximo é que a fic vai se explicar inclusive o titulo. Obrigado por ler.


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