História Estilhaça-me - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Evilqueen, Rainha Má, Regina Mills
Exibições 93
Palavras 4.229
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


I'M BAAAACK!!!
Amoores eu quero agradecer muito a todos vocês pelos comentários e pelos favoritos eu pirei de verdade ♥♥♥ estou até agora sem palavras.
Quero me desculpar também pela demora, mas eu acabei ficando doente, tendo problemas com o word e com a cena do Robin e da Regina juntos. Espero que me perdoem.

Sobre a parte hot, quem lê Essence sabe que elas não são o meu forte e que particularmente eu nao curto muito. Mas me esforcei para que fiasse uma coisa mais carnal pois queria que a Regina fosse mais mulherão e dona da situação como demonstra ser na serie, espero ter conseguido. Espero também que vocês gostem do capitulo minha criatividade anda meio abalada e eu sinto muito por isso. ♥

Boa leitura ♥

Capítulo 2 - Incendeia-me


Fanfic / Fanfiction Estilhaça-me - Capítulo 2 - Incendeia-me

"Eu que era Majestade me ajoelhei diante dele e pedi sem rodeios: Me da tudo que eu tenho direito."

Tempo 

Tempo 

Tempo...  

Tudo se resumia a essa tortura de 5 letras que controlava tudo, a tortura, o cansaço, a felicidade... a despedida. Ora eternidade, ora milésimos de segundo.  

Com o passar dos anos Regina havia percebido que a única coisa a qual nunca possuiria controle era o tempo, e por vezes ele fora seu pior inimigo. Mas ali presa nos braços de Robin a ultima coisa a qual queria controle era sobre esse inimigo tão imprevisível... Não importava quantas horas estavam ali ou quantos minutos a mais passariam abraçados, cada segundo era precioso e só desejava mais daquilo.  

Aos poucos o loiro os separou brevemente apenas para conseguir olhar no fundo dos olhos dela. E eles diziam tantas coisas, medo, angustia, desespero, alegria, paixão. Uma completa confusão de tons de marrom que só ele sabia decifrar.   

Seus dedos deslizaram pela bochecha rosada, contornando o perfeito rosto de boneca. Já a morena continuava sem reação, os movimentos sobre sua pele  pareciam surreais. Sonhará tanto com isso nas ultimas semanas que finalmente senti-lo era indescritível.  

Uma lagrima solitária escorreu por seu rosto e Robin se aproximou, com toda delicadeza que possuía seus lábios se afundaram na pele dela  e seguiu o caminho percorrido pela lagrima a secando. Os beijos continuaram a percorrer o rosto da morena, que suspirava, até que os lábios finalmente se roçaram. Ela subiu as mãos pelos braços dele até finalmente alcançar seus cabelos onde afundo seus dedos e os aproximar mais.  

A única coisa que se ouvia eram respirações aceleradas, e corações batendo forte.  

Os lábios dele envolveram os seus com pressa, fome, necessidade. As línguas se encontraram, e como velhas conhecidas se devoraram explorando cada qual a boca do outro, correspondendo ao desespero impregnado em cada entranha do corpo de ambos.  Regina puxava os cabelo dele cabelos com força e ele afundava suas mãos na cintura dela a apertando o máximo que conseguia. O ar foi se tornando necessários e mesmo contrariados foram diminuindo o ritmo, sem se separar.  

Robin finalizou aquela troca de carinho com um selinho e apoiou sua testa na dela tentando recuperar o folego.  

-Deus morena, como eu senti falta disso. -ela nada disse, permaneceu apenas ouvindo sua respiração descompensada. -Eu amo você.  

-Isso é tão surreal... Você aqui... -Os lábios dele voltaram a se unir aos dela, a calando brevemente. -Não me deixa nunca mais Robin, eu não vou aguentar passar por tudo isso outra vez... 

-Nunca mais.  

Ambos permaneceram por um tempo ainda se olhando em silencio. Era como voltar a apreciar o amor de perto, o senti-lo na palma das mãos.  

-Vamos para casa? Você precisa descansar... -Seus passos acompanharam as palavras e rapidamente a morena seguia em direção a saída puxando-o junto.  Robin parou  do nada próximo a porta e a puxou em sua direção, seus corpos se chocaram um contra o outro e ele sorriu.  

-Acho que descansei bastante nessas ultimas semanas . -A voz sugestiva ganhou a atenção da morena que o encarou com a sobrancelha erguida.  

-E o que você sugere então? -Perguntou no mesmo tom. Ele estreitou os olhos e fingiu pensar enquanto dava pequenos passos em sua direção que ia indo para trás, suas costas então se chocaram com a parede e ela mordeu os lábios ainda esperando uma resposta. Os braços dele a rodearam e os lábios foram para o seu pescoço, seguindo uma trilha até a orelha a arrepiando dos pés a cabeça.   

-Sugiro que –A boca se fechou sobre o lóbulo da orelha mordendo-a. -Matemos a saudade da melhor forma possível... -A morena riu, e deixou que ele continuasse provocando-a enquanto uma fumaça roxa os envolvia. E antes que pudesse protestar, seu corpo caiu sobre a enorme cama de casal de um quarto muito conhecido por ambos.  

-Da melhor forma possível. -Repetiu as falas do loiro sorrindo. 

Os olhos se fitaram com intensidade. E os corpos se procuravam feito loucos...Tudo tão familiar, natural, mágico e certo. Simplesmente certo. Sem perder tempo as bocas se encontraram e ardentemente como se não tivesse passado nem um segundo desde a ultima vez que se viram se entregaram aquele beijo que dizia tantas coisas.  

 Robin separou brevemente seus rostos  e sorriu para ela... tão linda... tão sua...  

Teus olhos a analisavam dos pés a cabeça, as mãos passaram a passear por cada curva, a aquecendo... A deixando em chamas. E voltaram a subir para os botões da camisa os arrancando, e a peça voou longe segundos depois. Seu corpo se ergueu em direção ao dele o procurando... exatamente como antes. O desejo, a fome, a paixão tudo era tão intenso quando estavam juntos, quando os corpos se conectavam.  

Os lábios dele voltaram a se perder na pele de porcelana e os dentes se afundaram pelo caminho desconexo que ia sendo trilhado...  Provando-a... marcando-a... Incendiando-a.  

Sua boca se fechou sobre o feixe do sutiã o abrindo, e então passou a tortura-la. A língua passeava calmamente pela aureola do seio e o mordiscava sem piedade. Os olhos da morena se fecharam e ela mordeu os lábios com força se entregando a onda de prazer que a invadia. Os movimentos então se intensificaram e o que não passava de uma deliciosa chama inicial, virou incêndio. Os lábios dele agora a chupa com  força, fome, intensidade.  

Era bom... 

Tão bom...  

Impossível de se explicar.  

Um gemido alto ecoou de seus lábios, e o loiro riu contra sua pele. A língua voltou a brincadeira, provocando ainda mais seu bico. E se já se encontrava louca segundos atrás, agora então havia perdido os sentidos.  

Os dedos dela se fecharam sobre os fios loiros o puxando para cima. As bocas se encontraram e os dentes da prefeita se fecharam fortemente sobre os lábios dele o mordendo.  

-Teu corpo é uma perdição, Majestade.  

-Perca-se em mim então... 

O pedido não precisou ser repetido. Ambos se perderiam de todas as forças possíveis aquela noite... 

O resto das roupas foram jogadas longe, os corpos se conheciam se queriam, se procuravam. Cheios de pressa, de vontades, de desejos. Mas a noite era uma criança e tinham todo tempo do mundo para se  deleitarem um nas curvas do outro.  

Robin levantou-se e se sentou na beirada da cama fitando a mulher seminua a sua frente. Suas mãos passearam pelas coxas grossas dela e olhou no fundo de seus olhos castanhos ao ir deslizando seus dedos para dentro de suas pernas. A morena mordeu os lábios e negou com a cabeça.  

-O que quer, Majestade? - Ela sorriu sem pudor e deslizou a língua sobre os lábios vermelhos, já borrados. -Me diga, o que deseja?  

-Tua boca! 

-Minha boca? -As vozes carregavam malicia, e os dedos dele ainda a provocava. -Pede, Regina! 

-Me chupa! -Juntos eles não precisavam reprimir nada, muito menos pudores. -Quero tua boca incendiando-me.  

Robin sorriu e levou as mãos a barra da calcinha preta que era a única coisa que a cobria. Seus dedos se fecharam sobre a peça de roupa a arrancando em poucos segundos. O corpo foi se posicionando entre as pernas dela e como um verdadeiro súdito, Robin, se ajoelhou, molhou os lábios e de forma lenta  sua língua tocou-a.  

O corpo tremeu.  

Os movimentos com a língua começaram sutis e aos poucos iam se intensificando. O corpo dela se erguia entregue, e os quadris aos poucos  moviam-se junto com os lábios. Literalmente rebolando na boca dele.  

-Oh! Porra, Rob... i...sso.  -Os gemidos dela o enlouquecia e o loiro a chupava com mais vontade. Suas mãos se afundavam nas coxas da prefeita comando os movimentos que a morena fazia com os quadris, intensificando todas as sensações que os rodeavam.  

Os gemidos viravam suplicas, as borboletas se contraiam no ventre dela e seu corpo pegava fogo. Pouco tempo se passou até o deleite dos dois ser completo e Regina gozar gloriosamente na boca dele.  

Respirações aceleradas eram as únicas coisas que se ouviam no ambiente.  

O loiro foi subindo aos poucos indo em direção a ela deitando sobre seu corpo, passeou com o nariz pelo rosto dela até os lábios se encontrarem e novamente uma onda de sensações os invadir.  O beijo seguiu lento enquanto ele ia se posicionando entre as pernas dela. Regina deslizou as mãos pelas costas dele passeando pelos músculos bem definidos. Os olhos permaneciam fechados apenas o sentindo sobre seus dedos. 

Os rostos permaneciam próximos, as respirações aceleradas. Robin voltou a beijar-lhe o rosto enquanto uma das mãos que lhe arranhava subia para os fios loiros.  

Regina rodeou as pernas ao redor do corpo dele e Robin foi direcionando seu pênis a ela deslizando por sua intimidade molhada. A morena gemeu e segurou os ombros dele, levantando os quadris unindo seus corpo o máximo possível.  

 O suor escorria pelo corpo dela e seus lábios não se faziam de contidos, gemendo alto a cada nova estocada que o loiro fazia contra seu corpo. O ritmo aumentava e os corpos fraquejavam a cada nova investida. Forte, fundo, rápido. Eles estavam entregues. Completamente entregues.  

Dois amantes se reencontrando da melhor forma possível. Se deleitando de todas as maneiras imagináveis. Se amando com toda intensidade que conseguiam.  

Seus olhos voltaram a se encontrar e juntos, gemendo um para o outro, alcançaram o ápice daquele delicioso incêndio particular.  

Particular... 

Particular... 

Particular?  

As paredes descordavam disso. Privacidade era uma velha lenda no mundo encantado, e o momento que devia ser compartilhado apenas pelos dois se tornou palco de uma plateia nem um pouco satisfeita.  

Por trás do enorme espelho que havia naquele ambiente uma outra Rainha observava a cena. Doentio talvez, mas ela era incapaz de controlar os próprios atos. Não lhe importava se aquele homem se deitava com a sua copia "bondosa" ele era seu. Ele sempre seria seu. E como tal devia ajoelhar diante de si e faze-la sua Majestade... não diante da outra.  

A imagem foi se apagando até desaparecer. Não adiantava ficar ali se martirizando quando algo a respeito precisava ser feito. Se o súdito não iria até ela, a Rainha iria ao súdito. E se ajoelharia se fosse preciso, dando a ele tudo que o achava ter direito.  

Alheios aos movimentos da Rainha, Robin e Regina se encaravam a minutos apenas perdidos um no outro. Os corações eram o único som no ambiente.  

Os dedos dela se perderam no rosto dele, o desenhando. Uma mania boba mas incorrigível, era impossível estar em sua presença e não se perder em traços tão bonitos, quando eles estavam assim tão pertos.  

-Não sei se consigo acreditar que isso é real. Que você está aqui... -Seus olhos transmitiam toda a angustia que sentia. -Eu me culpei tanto pelo que aconteceu, Robin. -Dessa vez a mão dele subiu pelo rosto delicado limpando uma lagrima que escorreu de seus olhos. -Acho que ninguém nunca me amou de tal maneira.  

-Eu faria tudo de novo e de novo. Porque eu não saberia viver em um mundo que você não existisse... Não saberia viver sabendo que não fiz o impossível para te manter comigo. -A morena o abraçou com força e enterrou o rosto no pescoço dele. -Eu amo você.  

-Eu amo você.  

Muito mais coisas precisavam ser ditas, haviam se passado semanas dês do ocorrido. Mas ali, naquele momento, o que ambos precisavam era unicamente do silencio que os envolvia e tornava tudo ao redor eterno e cheio de paz.   

O relógio correu, as horas passaram e o dia amanheceu mais ensolarado do que nunca.  

Os olhos dela foram se abrindo aos poucos e quando deu por si e nos braços de quem estava seu corpo se aconchegou mais naquele abraço e respirou fundo sentindo o cheiro dele embriaga-la. E de todas as coisas que desejava, naquele momento a principal delas era que não estivesse sonhando, e que aquilo durasse no mínimo uma eternidade.  

Minutos se passaram desde que ela havia acordado até senti-lo se mexer. Seus olhos permaneceram fixos no rosto de anjo e sorriu abertamente ao ver o azul que tanto amava.  

-Bom dia. -sussurrou ele.  

-Lindo dia, amor. -Ele sorriu preguiçosamente e a apertou um pouco mais forte em seus braços. -Dormiu bem?  

-Maravilhosamente bem. -mesmo sonolento sua voz carregava duplo sentido, e ela negou com a cabeça selando seus lábios.  

-E está com fome?  

-Morrendo!  

-Então eu vou descer e prepara algo pra gente. -Enquanto falava seus braços a livravam das cobertas e os olhos variam o quarto atrás de algo que pudesse vestir.  

-Hum acho que... o café pode esperar. -Robin envolveu as mãos na cintura dela e o corpo da mulher caiu sobre o seu. As risadas tomaram conta do quarto e seus lábios se selaram brevemente.  

*** 

A porta da frente bateu e os olhos castanhos seguiram em direção a entrada. Ele respirou fundo, sabia que mais cedo ou mais tarde ela viria ao seu encontro.  

-Papai! -o saldou irônica. -Como estas nessa bela manhã?  

-O que quer aqui Reg... 

-"Queen" para você e para qualquer outro desse fim de mundo. -Seus olhos transbordavam toda raiva que sentiu durante a madrugada.  

-O que quer aqui Majestade? -perguntou irônico. 

-Destruir aquele projeto de...–Seu rosto se contorceu. -Boa Prefeita que possui o mesmo rosto que o meu. O que mais seria? 

-A copia querendo destruir a obra prima... Irônico não?! Porque eu te ajudaria? -Os saltos se chocavam com o chão e seguiam em direção ao homem que a olhava desafiador.  

-Por que eu suponho que não queira que Regina descubra um certo segredinho que o envolve... -O rosto de Gold se contorceu e a Rainha continuou. - E depois que eu conseguir destrui-la Robin será meu... completamente meu....  

-Ou irá te odiar para sempre. -completou desafiador.  

-Nã...nã...não. Não! Ele não vai. Ele me ama, ama todas nos. Ama todos os lados dela.  

-É uma pena que só um desses lados seja a mãe do filho do ladrão... -A Rainha perdeu o ar e os vidros da loja foram se partindo um por um. A cena seria aterrorizante se ele não fosse tão encantado pelas manifestações de magia dela.  

-O q...ue...?  

-Gravida! -Seus olhos perderam o foco e o resto da razão que lhe sobrava desapareceu. -Quer que eu desenhe?  

-Isso não vai ficar assim. Eu vou mata-la! Ela e esse serzinho. -Seu corpo voltou a tomar o rumo da saída, mas a porta bateu.  

-Regina é muito mais poderosa que tu Majestade, e sabes disso. Nessa separação de corpos só uma parte da magia lhe foi dada e ela só  não lhe eliminou ainda pois vocês estão interligadas. -A Rainha que havia parado na entrada girou o corpo em direção ao homem o fuzilando. -Acha mesmo que é capaz de destrui-la? 

-Justamente por isso vim pedir sua ajuda. Mas não parece estar disposto a me ajudar, não é mesmo?! Prepare-se para lidar com a decepção de sua tão adorável filhinha. -Ele hesitou, por um segundo hesitou. Mas a vida de Regina era muito mais importante que qualquer decepção que a fizesse sentir.  

-Vá em frente.  

*** 

O cheiro de café invadia todos os cantos da casa, fazia algum tempo que estava evitando aquela refeição, sem duvida as manhãs eram a parte mais difícil do seu dia. Com o passar da semana acordar depois das 11am tornou-se um habito incorrigível e menos doloroso.  

Ali com uma xicara quente de café nas mãos e os olhos pousados sobre ele, teve a certeza de que tomara a melhor decisão, nenhuma manhã seria como aquela ou como qualquer outra que passou ao lado dele.  

-Meu corpo dói só de pensar nas inúmeras coisas que tenho para fazer. -os olhos de Regina desviaram do copo de café e passou a prestar atenção nas palavras dele. -Preciso encontrar o meu filho, abraça-lo forte... Deus John deve estar pirando com ele. -sorriu. -Você vem a floresta comigo? -O rosto de Regina foi perdendo a cor e o ar se tornando falho. -O acampamento deve estar uma bagunça... 

-Robin... 

-E ainda tem a minha menina, ela deve estar grandin... 

-Robin.  

-Não sei nem o que fazer primei... 

-Robin! -O loiro a olhou assustado e parou de falar. -Eu preciso que você me ouça e confie em mim.  

-Está me deixando preocupado, aconteceu algo com os meus filhos? -Ela respirou fundo e apertou as mãos dele procurando coragem. -Regina? 

-Assim que você morreu algumas coisas aconteceram e eu precisei ir para NY atrás do Henry... -Ele permanecia a olhando confuso e ela não sabia como contar aquilo. -Nesse meio tempo seus homens voltaram para Floresta Encantada.  

-O que? 

-E o Roland foi junto. -Seu corpo foi perdendo toda força e ele não conseguia reagir aquela noticia. -Eu sinto muito.  

-M...meu filho... 

-Eu não tive como impedir. -Seus dedos subiram para o rosto de Robin e fez com que ele a olhasse nos olhos. -Nos vamos atrás dele Robin, eu prometo. Há coisas que precisam ser resolvidas por aqui, mas assim que tudo se acalmar eu prometo que vamos até o Roland. -A resposta não veio e ele foi se desvencilhando das mãos dela, Regina respirou fundo e ele seguiu em direção a saída. -Robin por favor, confia em mim.  

-Eu queria, queria muito. Mas no momento nada é mais importante que os meus filhos. E eu não consigo entender porque você não foi atrás dele ainda... O que é mais importante do que ficar responsável por uma parte minha enquanto eu estava morto? -Aquelas palavras a atingiu em cheio e a onda de culpa que tanto vinha ignorando tomou seu corpo de uma vez em alta intensidade. Não havia como se desculpar por aquilo. 

-Eu sinto muito... -Ela realmente sentia, mas não podia concertar o que havia feito e as prioridades as quais colocou na frente daquela situação... Seu corpo foi envolto pela fumaça roxa e ela desapareceu.  

A porta bateu e ele saiu por ai sem rumo... 

É muitas coisas haviam acontecido nas ultimas semanas... inimagináveis, destrutíveis e catastróficas coisas haviam acontecido nas ultimas semanas... E Robin não fazia ideia.   

O céu foi se fechando e a chuva logo dominou a cidade por completo. O incêndio particular havia acabado e agora todos morreriam afogados na culpa que ela sentia.  

Fazia pouco mais de 40 minutos que seus pés seguiam sem rumo, a chuva o encharcava e a mente parecia em completa confusão. Algo dentro dele gritava a injustiça que havia cometido, Regina não era mãe de Roland e não tinha obrigações com ele. Mas como pai seu coração doía por não saber ao certo onde seu menino se encontrava. 

O corpo cansado se apoiou na arvore mais próxima e os olhos caíram sobre a belíssima tempestade que o atingia. Era incrível como a calmaria se transformava em furacão e as coisas perdiam o sentido em um piscar de olhos. Palavras e atos impensados faziam isso, transformavam a manhã de sol em tarde de chuva.   

 A chuva foi diminuindo e então Robin se deu conta de onde estava, e sorriu. Mesmo distante era possível ver o local ao qual havia encontrado Regina pela primeira vez, e se ele bem lembrava a casa de Zelena também.  

Sem muito hesitar o loiro seguiu aquela direção, se estivesse certo pelo menos um de seus filhos conseguiria ver, e no momento era o que mais queria.  

A casa parecia vazia e silenciosa, mas ele insistiu por mais alguns segundos batendo incansavelmente na porta esperançoso por uma resposta, um choro... qualquer coisa.  

-Não tem ninguém. Zelena saiu faz algum tempo... -O loiro parou o que fazia e ficou alguns segundos na mesma posição antes de se virar e encarar a dona da voz que tanto conhecia. 

-Regina!? -Não achou que ela viria atrás dele depois da pequena discussão que tiveram. O rosto da Rainha se contorceu brevemente. -O que faz aqui? -Seus olhos então caíram sobre as roupas que ela vestia e as coisas perderam ainda mais o sentido. -E que roupas são essas...? -Ela olhou para o próprio corpo e xingou a si mesma e a Regina, pela reação de Robin ele ainda não sabia e definitivamente aquele era um péssimo jeito de descobrir sobre ela.  

-Olhe só para você! -não que aquele fosse um belo jeito de desviar o foco da situação, mas era o único que ela havia pensado. -Vai acabar pegando um resfriado, deixe-me cuidar disso... 

 

Não muito longe dali outra porta também era quase arrancada pela força com a qual estava sendo batida. A morena descia as escadas a passos lentos e já sem paciência abriu a porta de onde estava e sentou-se nos últimos degraus. A loira adentrou a casa ofegante mas antes que começasse a falar seus olhos caíram sobre Regina. Ela parecia mais acabada do que nos dias anteriores.  

-Emma... O que faz aqui? -Não queria de forma alguma ser indelicada, mas no momento não queria ninguém ali.  

-Bom dia, Regina. -A prefeita revirou os olhos e se levantou seguindo em direção a visita. -Eu vim ver como estava e se deu tudo certo ontem... Mas pela sua cara  já imagino a resposta.  

-Robin está vivo...  

-Oh isso é maravilhoso Regina. -Era muito que maravilhoso, quase que surreal diria ela... E se Robin não estivesse tão chateado com ela então tudo estaria perfeito. -O que houve, porque está com essa cara?  

-Robin está preocupado com Roland e com o fato dele ter ido embora... E é tudo culpa minha.  

-Ei –A loira se aproximou levantando o rosto da morena. -Não é culpa sua, muitas coisas aconteceram e eu tenho certeza que tudo foi dito de cabeça quente. -Regina tentou sorrir. - Como ele reagiu ao saber da sua "outra metade"?  

-Não reagiu... -A verdade era que nem se quer havia passado por sua cabeça contar para ele sobre a Rainha Má. Aquela era uma parte dela que desejava nunca ter que mostrar para ninguém muito menos para o homem que amava.  

-Você não contou? -Ela negou. -Deus Regina! Onde o Robin está?  

-Não sei... -A fixa foi caindo aos poucos e seus olhos se arregalando junto com os da loira. -Meu Deus eu não sei...  

-Se ela o encontrar...  

-Eu preciso encontra-lo, Emma. Agora!  

A roupa escorregava por seu corpo e a mente vagava sobre os inúmeros lugares onde ele poderia estar. Desde a Floresta ao Granny's e não conseguia se decidir por onde começar. Até que Roland voltou a sua mente, como uma luz, e junto com ele a sua sobrinha. Só rezava com todas as forças para estar certa sobre tal intuição e para que ele ainda estivesse sozinho.  

Não demorou para que a fumaça roxa a envolvesse e seu corpo se materializasse em frente a casa de Zelena.  

Robin já se encontrava seco e mesmo que suas perguntas não tivessem sido respondidas o loiro não se importava, estava ocupado demais perdido nos belos traços dela. Ele se sentia culpado por tudo que havia dito, talvez as coisas estivesse realmente difíceis por StoryBrooke e tivesse sido injusto com a mulher que amava.  

Suas mãos se aproximaram do rosto de boneca e a Rainha fechou os olhos sentindo o lugar onde devia haver um coração se aquecer. Ele seria mesmo capaz de amar todos os lados de Regina?  

-Me perdoa por hoje....  

-Shiiiu –Seja lá o que tivesse acontecido entre ele e a outra a Rainha não queria perder sue tempo no meio disso.  

Ela sentia a respiração acelerada bater contra seu rosto e se aproximava cada vez mais dele... Não havia tempo a perder, Robin esta tão perto, tão perdido nela... Em um movimento rápido a mulher colou seus  aos dele o beijando... 

-Robin...? -Sua voz não passava de sussurros, mas ainda assim era audível. O loiro se separou de uma e seus olhos caíram sobre a outra e ele acreditou estar tendo alucinações. 

-Regina? -perguntou olhando da Rainha para a Prefeita, da Prefeita para a Rainha. -O q...que está acontecendo aqui? -Nenhuma delas conseguia responder. Regina sentia como se seu coração tivesse se partido em milhões de pedacinhos. A Rainha se encontrava alheia as perguntas ainda desacreditada com a interrupção.  

Ele deu dois passos para trás se afastando o máximo possível de ambas.  

O que Diabos estava acontecendo ali?  

A Rainha voltou a se aproximar de Robin, e antes que o loiro pudesse recuar o corpo dela fora jogado longe.  

-Não ouse encostar nele outra vez. -sua voz saia entrecortada e sentia seu corpo tremer com o raiva que a dominava.  

-E quem vai me impedir? -perguntou sarcástica. O céu voltou a se fechar e raios e trovões se tornarem palco daquela discussão.  

-Não me desafie, eu acabo com você, Majestade. -O riso da Rainha dominou a cena e seus corpos se chocaram. Castanho no castanho.  

-Isso é medo Regina? Tem medo que ele me ame mais? -As provocações a atingiu em cheio, a tempestade correspondia ao que sentia e novamente StoryBrooke estava sendo castigado pelas mudanças de humor de Regina. -Mal consegue se controlar e quer disputa-lo comigo. -gargalhou. -Você é patética. -Suas mãos envolveram o pescoço da Rainha que continuava a olhar desafiadora. -Admita para sí mesma... Ele ama todas nos. -O aperto ia ficando mais forte, ela mais sem controle. -Ama todos os seus lados. -As palavras iam ecoando em sua mente. -E pode escolher a mim.  

-Ama todos os meus lados. -Repetiu sentindo a sanidade atingir-lhe. -Todos eles... 

-Mas escolherá a mim... Eles sempre escolhem a mim. 


Notas Finais


Eeeeeeeeeeeeeeentão???
Espero que tenham gostado, mais uma vez me perdoem pela demora, pelo capitulo não estar dos melhores e pela cena do Robin e da Regina suahsuahsuah eu sou meio ble com partes assim.
Muitos beijos até breve ♥


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