História Estou amando um serial killer (em hiatus até: 20/01) - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Jeff The Killer, Slender
Personagens Jeff, Personagens Originais
Tags Creepypasta, Jeff The Killer, Slender, Slenderman, Suspense, Terror
Exibições 135
Palavras 1.752
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - News and murders - Parte 1 (Evie/Red)


Conforme ela se aproximava de mim, as paredes ficavam manchadas de sangue e o cheiro do líquido avermelhado apodrecia cada vez mais, o que me dava ânsia de vômito.

- Ué... Vomita, querida! Você já não faz isso pra emagrecer? Não deve ser um problema fazer isso aqui.

- Não sou eu... Isso deve ser um sonho...

- Isso é um sonho pra você? – sinto o estalo do tapa, seguido do ardor em meu rosto – Vai achando que isso é sonho...

- Me solta. – eu já estava ficando irritada com aquilo, só pode ser uma brincadeira!

Ela gargalha alto, curvando-se com a mão na barriga, como se aquilo fosse a coisa mais engraçada que já havia escutado na vida.

- Ah, acha que pode mandar em mim? – ela segura meus cabelos com força, obrigado-me a olhar para ela – Escuta, eu mando aqui, está entendendo?

- ...

- Responda! – suas unhas, estranhamente pontudas no momento, apertam meu couro cabeludo, chegando a machucar um pouco – É melhor abrir essa boca se não quiser morrer.

- Você não pode me matar. Se diz tanto que sou você, então se eu morrer, você também morre.

- Errada. Você é a parte fraca da minha alma, estarei apenas removendo uma coisinha insignificante, vou tirar essa pedra no meu sapato.

- Por que está fazendo isso? O que te fiz de mal? Cara, isso não tem lógica alguma, você sou eu!

- Você me aprisiona aqui, eu quero sair, quero matar, quero me libertar! Eu vivo presa nessas correntes todo santo dia, enquanto você está lá fora, se divertindo, sendo mais um ser humano sem graça, sem viver direito! Você não merece isso! Eu mereço viver no teu lugar!

- Não é culpa minha, eu nem sabia que você existia... – senti meus pés molhados, percebendo que a sala havia se transformado numa piscina de sangue quente e grosso.

A porta é aberta bruscamente, fazendo-nos assustarmos com todo o movimento que aconteceu em seguida.

- Zalgo?! – ela arregala os olhos, me soltando e olhando para a coisa com uma expressão de medo.

Meu coração estava acelerado, aquela situação toda me deixou agitada e eu só queria sair dali. Não estava sentindo medo, mas aquilo era desconfortável.

- Você sabe que não é para fazer isso.

Mas que porra... Que bicho é esse?

- M-Mas...

- Sem mas.

- Eu quero sair!

- Damon... Você sabe muito bem que...

- Eu sei que tem um filho da puta protegidinho teu que gosta dela! Eu não estou nem aí! Foda-se ele! Deveria ter morrido faz tempo também. – ela sai andando até a porta, batendo-a com força e deixando-me sozinha com aquele bicho – Foda-se tudo também!

Irritadinha essa outra versão de mim.

- Evie... Você é especial, só lembre-se disso, apenas disso. Não se preocupe com mais nada, ela não vai te atormentar.

Ele se aproxima e a escuridão toma conta do quarto, invadindo também a minha visão.

~*~

- Ah! – meu corpo desperta numa descarga elétrica, fazendo-me largar o fígado que segurava com as duas mãos.

Uh... Fígado...?

Olho para minhas mãos sujas de sangue e então percebo o corpo de uma garota aberto na minha frente. Havia muito sangue espalhado no chão e pelas minhas roupas, as vísceras estavam jogadas no canto e alguns órgãos faltavam. O gosto estava na minha boca e aquilo me deixou apavorada, o que eu estava fazendo?

- Damon! – a voz rouca de Jeff the Killer — que nunca esqueci – ecoa alto no corredor onde eu me encontrava e então vejo-o aparecer afoito – Putz... Nina?!!

- O que houve Jef-... Aahh! Nina!! – uma garotinha aparece e se assusta com a cena – TIO SLENDER!! – ela corre, chorando alto e agarrando seu ursinho.

- O q-que eu fiz... – levo as mãos até minha cabeça, sentindo tudo aquilo tão confuso.

- Wow... Red? – um garoto de máscara azul sai de um dos quartos ao ouvir a gritaria – Caralho, matou a Nina?! Eu não gostava dela mesmo, obrigada!

- M-Matei...? Oh, meu deus! Eu matei essa garota?! – me arrasto de costas para longe do corpo, batendo as costas na parede atrás de mim – M-Mas eu... Eu estava na escola... Depois... Aquela garota era eu e... Ai... O que está acontecendo??

- Evie? – uma voz grave e firme ecoa do além, fazendo-me arrepiar completamente – Saiam todos daqui.

- Mas tio... – Jeff olha para as escadas ao seu lado e então percebo um homem de terno subir.

- Saiam. Depois conversamos, Jeff.

Eles saem, me deixando sozinha com o homem que, reparando melhor, não tinha rosto algum e era extremamente pálido.

Slender...?!

- Evie, está tudo bem. Não vou te machucar. – ele se aproxima de mim calmamente, falando de uma forma que eu sempre quis saber como, já que ele não tinha boca.

- Sai de perto de mim... – encolho-me ali onde estava, sentindo seu toque gélido em meu ombro, que fez-me tremer de medo por um instante.

Eu adorava a história dele, mas naquele momento não era nada legal estar ali.

- Acalme-se... Está tudo bem, já disse...

Senti uma sonolência repentina atingir o meu corpo, fazendo-me esfregar o rosto, tentando ficar acordada.

- Pare de fazer isso... Eu não... Eu não quero... Sai... De perto... – meu corpo amolece e o sono toma conta de mim.

~*~

Acordo com um arfar de susto saindo de minha boca quando sinto um toque em meu braço.

- Calma, filha, sou eu!

- Mãe...

Estou em casa...? Mas como? O que houve...? Ah, é! Cheguei da escola e fui dormir... Que horas são?

- Alec já está em casa... Chegamos à tarde, mas você estava dormindo tão tranquilamente que ele não quis te incomodar...

- Alec! – levanto-me bruscamente, ignorando a forte tontura e indo rápido para a sala, vendo meu irmão sentado no sofá com o controle do videogame na mão.

Surpreendo-o com um abraço forte, sentindo meu coração acelerado feito louco. Estava feliz por ter meu irmão ali, não gostava de vê-lo no hospital.

- Evie, cuidado! – minha mãe exclama, vendo como eu apertava meu irmão.

- Desculpa... – solto-o e acaricio seu rosto, com um pequeno sorriso nos lábios – Você me assustou, baka.

- Não queria te assustar, me desculpe... – ele sorri de forma meio triste, o que me faz franzir levemente o cenho.

- O que houve? Aconteceu algo que eu ainda não sei?

- Querida, precisamos conversar.

- Sobre o quê, mãe?

- Venha, vamos para outro lugar.

Confusa, levanto-me e sigo-a até a cozinha, vendo seus olhos se encherem de água.

- Mãe, o que aconteceu?

- O câncer se espalhou...

- O-Oi?

- O médico disse que ele tem seis meses.

- O QUÊ?

- Acalme-se, filha... Não podemos fazer nada...

- Eu não posso ficar sem o meu irmão! Acabo de voltar e agora descubro que ele está morrendo? – apoio as mãos no balcão, abaixando a cabeça ao sentir as lágrimas quentes caindo - Isso não pode acontecer... Não pode...

- Também não quero perder meu filho, mas a vida é assim, minha querida... Ele estará num lugar melhor, em paz... Vamos aproveitar o tempo que temos com ele, hum?

- Eu vou dar uma volta... Preciso respirar... Preciso pensar... Eu... – solto um pesado suspiro, saindo dali em passos rápidos, pegando apenas minhas chaves. Ainda estava com a roupa que usei na escola, mas pouco me importava com aquilo.

Estava escuro lá fora, não fazia ideia de que horas eram, mas parecia ser cedo, já que alguns estabelecimentos ainda estavam abertos.
Andei por quarteirões e quarteirões, chorando tudo o que tinha que chorar, sem ligar pros olhares tortos das pessoas na rua.

Parei na frente de uma casa simples, parecia abandonada e várias velas velhas e derretidas, acompanhadas de flores murchas e secas, estavam no chão na frente da cerca branca que demarcava o território da residência.

- "Em memória de Margaret, Peter e Liu Woods, mortos pelo assassino mais brutal que esta cidade já conheceu: Jeff, O Assassino." – leio baixo o que dizia na placa de metal presa no portãozinho – O quê...?

Mas... E Jeffrey? Cadê o nome dele?

Vejo que a porta estava um pouco aberta e acabo entrando, sentindo o barulho da grama seca quebrando em baixo dos meus pés e o vento leve em meus cabelos.
Entro no local e tento acender as luzes, vendo que, estranhamente, a energia da casa funcionava.

Estava tudo completamente uma bagunça, manchas de sangue seco estavam em alguns lugares e móveis pareciam revirados. Tinha vidro quebrado no chão e tudo estava empoeirado.

Parece que nada foi mexido aqui desde este acontecimento...

Subo as escadas, que rangiam a cada degrau pisado e vejo sangue no chão e nas paredes, era de arrepiar.
Mas o que mais me deixou perplexa foi a quantidade de sangue no quarto do irmão de Jeffrey e no do Sr. e da Sra. Woods, parecia cena de filme de terror.
O quarto de Jeffy estava limpo, exceto por umas gotas de sangue no chão.
O banheiro tinha sangue também, mas não era tanto assim, na lixeira aberta haviam panos com sangue seco e um isqueiro estava sobre a pia.

Mas ninguém fumava... O que houve aqui?

Entro novamente no quarto de Jeff e vejo algumas fotos velhas ali, parece que ninguém veio para pelo menos limpar as coisas.
Sorri ao ver uma foto nossa, de um tempo antes de me mudar, onde estávamos com sorvetes nas mãos e eu beijava seu rosto sorridente. Aquele foi um dia feliz...

Talvez não seja um problema guardá-la...

Pego a foto e coloco-a com cuidado no meu bolso, voltando a olhar as coisas no quarto.

Abro seu guarda roupas e vejo alguns de seus moletons preferidos ali, inclusive um que lhe dei de presente no dia de seu aniversário, que ficou grande de mais e ele acabou guardando para "mais tarde", para quando estivesse mais alto.
Estava num saco protetor transparente, então o tiro e o visto, sentia frio e o moletom era quente.

Talvez ele não se importe com isso também...

Fico atenta assim que ouço um barulho vir do andar de baixo e acabo correndo para dentro do guarda roupas, respirando baixo, temendo que fosse algum usuário de drogas ou algum invasor estranho.

Não sentia medo, era um sentimento estranho. Mas ignorei, não deve ser nada, eu acho...


Notas Finais


Gostaram? :3
Logo a parte 2 sai e então vocês entenderão melhor este capítulo, o outro será a versão do Jeff.

Espero que gostem!


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