História Estou apaixonada pelo meu "não irmão?" - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Drama, Originais, Romance
Exibições 11
Palavras 1.337
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, pessoas! Estou de volta com o Spirit, não abandonarei vcs! Tá aí uma original que eu comecei a escrever do nada, só por diversão, mas acabei gostando e resolvi partilhar com vocês! Espero que gostem, beijos!!

Capítulo 1 - O fim da minha privacidade


Meu nome é Luana Soares, eu tenho 15 anos e moro em Copacabana, no Rio de Janeiro. Por morar em Copacabana vocês devem achar que eu tenho uma vida maravilhosa, mas na verdade, queridos leitores, minha mãe vive de pensão do meu pai e sai sempre de trabalho em trabalho. Mas apesar de todos os problemas, vivemos bem e em harmonia. 

Eu tinha praticamente acabado de pegar no sono quando o despertador tocou, eu tentei jogá-lo contra a parede mas já seria o quinto relógio que minha mãe compra pra mim em três meses. Acho que ela não ficaria muito feliz, vocês não acham? 

Meu cabelo castanho estava um nó que só, então apenas fiz um coque desajeitado e vesti o uniforme da escola. Coloquei meus óculos de quase 4 graus (Sim, eu sou cega) e desci para tomar o café. Minha mãe estava me esperando, como sempre. 

Sentei a sua frente e notei algo estranho. Ela parecia nervosa. Seus olhos azuis tão parecidos com os meus estavam aflitos. 

– Lu, precisamos conversar. 

– Pode falar. 

– Bom, então.. Você sabe que eu estou em um relacionamento bem sério com o Carlos, aquele cara que eu conheci no ano passado no bar, lembra? 

– Claro que eu lembro, ele não sai daqui de casa desde então. Mas quer saber, mãe? Eu acho esse cara meio estranho. Nunca levou a gente pra conhecer a família dele e ele já conhece até o vovô e a vovó. 

– Bom, então..nós..ficamos noivos. 

Cuspi o café que estava bebendo. NOIVOS? Minha mãe sabia que o que isso significava? Morar junto, apresentar a toda família, contar ao papai, e pior: perder a única sustenção que a gente tinha: O DINHEIRO DO PAPAI! 

– O QUÊ? 

– Essa não é a melhor parte - Ela disse, tentando parecer confiante. – O filho dele vai chegar dos Estados Unidos, e eles vem morar com a gente até nós podermos comprar uma casa maior. 

Dessa vez eu quase engasguei com a comida. 

– COMO É QUE É? Mãe, não tem nem quarto pro filho dele! Onde ele vai dormir? No sofá?! 

– No seu quarto. 

Bati o guardanapo na mesa. 

– Você não pode estar falando sério. 

Peguei minha mochila na mesa e sai correndo. A última coisa que escutei foi minha mãe me chamando para voltar. 

Mas isso é um absurdo! Como chamar alguém que nem conhece pra MINHA casa, e ainda por cima para dormir COMIGO? A onde fica a minha privacidade?! ISSO É UM ABSURDO TOTAL! Eu só tenho 15 anos, não posso passar por uma tortura dessas! 

(Ok, eu não tenho exatamente 15 anos. Vou fazer daqui a 2 meses com uma suuuuuuuuuper festa que papai está organizando para mim, mesmo que seja contra a minha vontade, é claro!) 

Finalmente a Ana chegou com a mãe dela para me dar carona, e eu fui entrando sem ao menos dizer Oi. 

– Alguém tá de mau humor hoje? – Falou o amorzinho da mãe da Ana. 

– Desculpa tia, minha mãe acabou de me dar uma notícia que eu não gostei nada! 

– O que aconteceu, Lua? - Perguntou Ana. 

– Sabe aquele cara que ela namora faz quase um ano, o Carlos? 

– Sei. 

– Eles estão noivos e ele vai vir morar aqui em casa. 

– Qual é, isso não é tão ruim assim, Lua. - Falou a mãe da Ana. 

– Não tia, até aí tudo bem. Eu até aguentaria. Mas ele vai trazer o FILHO, e como por enquanto não tem onde ele dormir, ele vai dormir comigo, NO MEU QUARTO. Me diz: onde fica minha privacidade?! Isso é o cúmulo. 

– Mas ele é gatinho? - Perguntou a Ana, que recebeu um tapinha da mãe.  

– E eu vou saber? O Carlos tem a pele clara e é moreno. Tem olhos castanhos e nada demais. É um cara normal. Mas o filho dele está vindo dos EUA, deve ser um metido a besta filhinho de papai, isso sim. 

– Não julgue as pessoas antes de conhecê-las, Lua. Às vezes o garoto até que é legal. 

Revirei os olhos para a Ana. É claro que ele não é legal. Deve ser um mala, metido, tenho certeza! E eu quero minha privacidade de volta já! 

Esse garoto não vai ficar no meu quarto por muito tempo. Não vai!


•••

Quando cheguei em casa fiquei a procura de minha mãe, até perceber que ela realmente não estava em casa. 

Estranho. 

Ela já deveria ter chego faz tempo. Guardei minha mochila e fui para o quarto para mexer um pouquinho na internet. 

Estava escutando música e lendo livro, até escutar um barulho lá em baixo. 

Finalmente! Achei que minha mãe nunca ia chegar em casa. Estava mortinha de fome. 

– Oi mãe, onde você est.. 

Parei de falar imediatamente quando vi quem era. 

Carlos, e atrás dele, o fim da minha privacidade. 

Enquanto eles colocavam as malas pra dentro, minha mãe veio falar comigo. 

– Luana, por favor. É importante pra mim. Você sabe que não fiquei bem desde que seu pai nos..me, me deixou. Ele foi a pessoa que eu encontrei. E o filho dele é muito simpático. 

– Por que eles têm que vir morar aqui?! 

– A situação não está fácil para ele também, filha. Nós vamos nos ajudar. Comprar uma casa maior. Isso é temporário, eu prometo. Por favor, Lua. 

Suspirei. Minha mãe já fez tantas coisas por mim, não é justo que eu tire a felicidade dela. 

– Tudo bem. Eu vou tentar, prometo.


           Eles finalmente colocaram todas as malas para dentro, e por um momento nós ficamos nos encarando, em um clima tenso. 

– Filha, esse aqui é o Luis. - Disse minha mãe, cortando o clima.

Dei um sorrisinho bem falso. Graças a Deus eu estava bem desarrumada, para ele pensar que estava sendo mal recebido pela minha pessoa (e estava) 

Ele não era feio, bem magrelinho porém com braços que dava pra ver que malhava. Cabelos morenos igual do pai, mas os olhos eram diferenciados. Verdes. Bem carinha de estadunidense mesmo.  


– E aí, Luis? – Disse, tentando ao máximo ser simpática. 

– Oi, hm.. Desculpe, como é seu nome mesmo? - Ele deu um sorrisinho arrogante. 

OI??????? AH, EU JÁ ODEIO ESSE GAROTO.

– Luana. – Na verdade minha vontade era dizer "Meu nome é você não é bem vindo na minha casa, muito prazer" mas eu me contive pois era importante para a minha mãe. 

Eu e minhas vastas bondades. 

O clima ficou tenso, então Carlos pigarreou e pegou na mão da minha mãe. 

– Eu e Vivian vamos sair para comer alguma coisa, enquanto vocês ficam aí pra se conhecer. 

– Luis, querido, pode deixar suas coisas no quarto da Lua. Você vai ficar lá por enquanto, sim? - Disse minha mãe.

– Claro, Dona Vivian. 

– Ah, querido, pode me chamar só de Vivian. – Ela deu um sorriso tão doce que me deu até diabetes. 

COMO ASSIM ELES VÃO SAIR E ME DEIXAR SOZINHA COM ESSE CRÁPULA????? 

 E SIM, ELES SAÍRAM E ME DEIXAREM SOZINHA COM ESSE CRÁPULA! 

Respeitei fundo. Nunca tinha visto minha mãe tão feliz depois do término a 5 anos com meu pai. Talvez eu devesse dar uma chance para o garoto, só pra ver minha mãe feliz. 

Nós ficamos encarando um ao outro por alguns segundos, até ficar estranho e eu pigarrear. 

– Hm.. Então? 

– Então? - Ele repetiu, levantando a sobrancelha. 

Seja legal, Lua. Seja legal. 

– Chegou hoje? 

– Ontem. 

– Ah.. Vai estudar onde? 

– Na sua escola. Fiz minha matrícula hoje. 

Juro que tentei esconder minha cara de desgosto, mas ela estava bem nítida naquele momento. 

Ele riu. 

– Tudo bem, não vou ficar no seu pé. Queria estar aqui tanto quanto você queria que eu estivesse aqui, acredite. Mas eu amo o meu pai e sua mãe faz ele feliz, e eu não tive escolha.  

Fiquei surpresa. Os motivos dele eram os mesmos que o meu, então por que não poderíamos ter uma relação de paz? Não que eu fosse gostar dele, mas pelo menos não ficaríamos ao pé de guerra. 

– Vem, eu vou te mostrar o meu quarto. 

– Nosso. - Ele provocou. 

É, talvez a nossa relação não fosse tão de PAZ assim.


Notas Finais


Espero que gostem!


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