História Estranhamente Estranha - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles
Tags Fanfic, Romance
Visualizações 10
Palavras 1.222
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Saga
Avisos: Álcool, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Shh


-Não estou te entendendo Sophi.- Diz ele intrigado.

-Te explico no caminho. Por favor, vamos embora... E tem que ser rápido.- A este ponto, tinha me acalmando um pouco, já me conformando do tsunami que são os meus pais.

Luke não estava entendendo absolutamente nada, porém não pensou duas vezes para começarmos a descer as escadas.

...

Estávamos no começo da rua e já dava para ver as luzes do carro da polícia.

-Quase perto da porta do inferno.- Pensei comigo.

Contei para Luke o que Alice tinha dito no telefone. Então pedi para ele me deixar na esquina de casa.
Se eu aparecesse com um cara, só deixaria a situação pior.

Luke parou o carro e destrancou as portas. Desci e olhei para dentro.

-Vai dar tudo certo.- Luke diz sorrindo, mas percebi que ele não tinha certeza do que estava falando.

-Espero...- Dou um sorriso quase não perceptível.

Eu amo esse jeito dele tentar nos fazer bem, enquanto o mundo está caindo em nossas cabeças. Mesmo que eu o conheça á pouco tempo, já o vejo como um irmão.

Me afasto do carro e caminho para a boca do furacão.

-Temos no caso uma garota desaparecida com 19 anos, seu nome é Sophia Waren- Ouvi a voz de um homem, provavelmente o policial.

Parei no jardim, respirei fundo, tomei 2 litros de coragem e entrei pela porta da cozinha.

Antes de ir para sala me belisquei algumas vezes para saber se eu estava dentro de um pesadelo.
Porém, esse pesadelo eu não iria acordar.

A cena que vi na sala, foi um tanto quanto, melhor do que imaginei.

Minha mãe andando de um lado para o outro, meu pai com um olhar furioso e Alice sentada no meu sofá do lado do meu vizinho.

Espera, meu vizinho?

Encarei o cara de cabelos cacheados, por uns segundos.

Mas o que ele está fazendo aqui?

-Sophia! Graças á Deus!- Minha mãe vem me abraçar, enquanto todos os olhares vão para mim. Inclusive o olhar matador de meu pai.

-Onde foi que você se meteu?!- Grita meu pai.

Deixo os braços da minha mãe e encaro meu pai, que tinha se levantado da cadeira.
Seu rosto parecia que iria explodir de tão vermelho que estava.

-Eu saí, só isso.- Digo calmamente, mas por dentro, estava gritando.

-O que? Eu acho que não ouvi direito.- Meu pai diz dando eu riso irônico, que me deu um arrepio na espinha.- Depois de você sumir o dia inteiro, depois de eu chamar a polícia, depois de eu ter que envolver Harry- Então é esse o nome dele...- para ajudar a te procurar, é isso que você me diz? "Eu só saí?"- Ele fala imitando minha voz, de um jeito cômico e ridículo.
Parecia engraçado, mas sua cara me fazia sentir medo.

-Pai, eu só saí. Que droga, toda vez vou ter que dizer que não sou mais uma criança? Vocês chamaram a polícia e ele- Direcionou o meu olhar para o cara no meu sofá.- porque quiseram, não tinham motivo para fazer esse alvoroço todo.- Termino olhando para minhas unhas, o irritando mais.

Apesar do medo estar se apoderando de mim, mostro que eu sou confiante, que não tenho medo dele, que sei me virar e que vou enfrentar se for preciso. Não vou continuar recebendo ordens, não mais.

-Sophia, você tem ideia do que está falando e acontecendo?- Minha mãe olha com uma cara de repreensão.

-É claro que tenho. Eu saí de casa, passei o dia fora. Estou aqui agora, muito bem por sinal. Fim de história.- Digo e cruzo os braços.

-E para onde você iria, para passar o dia inteiro?

Se eu contar que sai com Luke e a banda, eles me proibiriam de ver eles e com certeza vão cortar qualquer contato com os meus novos amigos.

Quer saber? Dane-se!

Pra que ter medo? Eu só saí com os meus amigos, não fiz nada de errado. E se eu fiz, eles teriam razão sobre mim, coisa que eles não estão tendo agora.

-Passei o dia com os meus amigos. Por que me olham com se eu fosse Hitler? Não fiz nada demais.

-Por quê eu não consigo acreditar em você?- Meu pai pergunta com a voz baixa e aperta os olhos de frustração.

-Mas tio, ela está dizendo a verdade.- Alice me defende.

-Alice querida, é melhor não se me ter, deixa isso com nós.- Minha mãe tenta falar o mais doce possível com Alice, enquanto abraça ela de lado, a acompanhando na porta. Uma tentativa de apaziguar a situação.- Richard vou avisar os policiais que não precisa mais de ajuda e levar Alice. Já está tarde.

-Bom, vou indo também, desculpe senhor Richard, por qualquer coisa que eu fiz.- Diz Harry.

-Não precisa se desculpar, eu agradeço pela ajuda.- Harry balança a cabeça como tchau.

Aproveito que a atenção do meu pai está em meu vizinho, vou para cozinha.

-Pensou que ia escapar dessa?! Agora você vai aprender a obedecer sua mãe e eu!- Meu pai me puxa pelo braço, andando rapidamente em direção às escadas.
Ele abre a porta do meu quarto e me joga lá dentro. Escuto a porta sendo trancada.

Que ótimo!

-Você vai ficar aí, até criar juízo nessa sua cabeça!- Ele grita.

-Você não pode me trancar para sempre! Uma hora vou ter que sair- Retruco em resposta.

Dou um soco não muito forte na porta, mas o suficiente para doer minha mão.

Por quê minha vida tem que ser assim?!

Estou farta de tudo isso!

Me jogo na cama e ligo o meu celular, estava com duas mensagens não respondidas.

Luke: Sophi

Luke: como foi com seus pais?..

Sophia: Péssimo.

Luke: Quer conversar sobre isso?

Sophia: Não.. Preciso descansar um pouco. Estou de cabeça quente.

Luke: Okay, se precisar, já sabe. Só me ligar.

Sophia: Pode deixar, Obrigada :)

Luke: Se cuida.

Desligo meu celular para poupar bateria, já que esqueci meu carregador no quarto dos meus pais.

Vou até minha escrivaninha e pego um livro que eu não tinha terminado de ler.

Parece estranho, mas ler é um ótimo remédio contra estresse.

Sento encostada na cabeceira da cama com as pernas esticadas.
Meus olhos vão correndo, palavra por palavra, até que escuto batidas na janela.

Quem é o louco que está fazendo isso?

Ando em direção onde vinha as batidas. Abro as cortinas e através do vidro, vejo o meu vizinho em cima da árvore.

O que esse doido quer?

Olho para ele com os meus olhos arregalados.

Já estava prestes a gritar com ele quando sou interrompida.

-Shh. Eles vão te ouvir.- Ele fala sussurrando.

-Por quê está aqui? E entrando desse jeito?- Respondo sussurrando também, mas com uma cara de feia.

-Só vim te ajudar, agora posso entrar? Esse galho está quebrando e essa posição não é das mais confortáveis.

-Por quê eu deixaria você entrar? Nem te conheço. Só porque ajudou meus pais, não tem o direito de invadir assim.

-Primeiro, se eu quisesse invadir, sua janela seria um dos últimos lugares que eu entraria. Segundo, você deveria ter bons modos, estou te tentando te ajudar e assim que você me trata?

-É sim, agora desça, você perdeu seu tempo vindo. Até parece que eu deixaria você entrar. Vai que você é um pervertido.

Ele começa a rir e eu faço uma cara de dúvida.

-Suas teorias são realmente engraçadas.

-Idiota.

Abro a janela, mas fico na frente para ele não passar.
Até que escuto um ruído de galho se quebrando e Harry segura na borda da janela.

Por impulso, pego suas mãos o puxando para dentro de meu quarto.

Harry entra e limpa sua roupa, já que estava cheio de lascas de madeira. O observo e ele me olha com o sorriso vitorioso.

Imbecil


Notas Finais


Hey pessoal, mais um capítulo quentinho direto do forno.

Espero que gostem.

Não esqueçam de votar e comentar.

Críticas construtivas são sempre bem vindas ❤

Kisses IceCreamDaKaah.


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