História Estranhamente Estranha - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles
Tags Fanfic, Romance
Visualizações 6
Palavras 1.177
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Saga
Avisos: Álcool, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Hey


Acordo com uma luz terrível no meu rosto, me viro e percebo que vem da janela.

Por quê eu não fechei as cortinas?

Com toda a preguiça do mundo, levanto da cama. Sinto uma leve tontura, pois me levantei rápido demais.

Lembro das cenas de ontem e a angústia volta, até que meu cérebro é invadido por um cara de olhos verdes.
Inevitável não sorrir.

Jogo meus pensamentos no ar e me direciono meus olhos para porta.

Deus, que não esteja trancada ainda.

Giro a maçaneta e ela se abre.
Apesar de eu "merecer" isso, meu pai deu uma trégua.
Junto o quebra-cabeça.
Ele percebeu que exagerou, porém acho que ele vai continuar frio. Isso é bem típico de sua personalidade.

Outras pessoas poderiam estar com muito medo de enfrentar o tufão de meus pais, mas eu estou tranquila, o que acho estranho. Eu pensei que iria ficar aterrorizada e nunca mais sair do meu quarto, mas acho que eu me enganei.

Pelo ao menos não vou fugir do problema.

Sem devaneios, vou ao banheiro tomar um banhozinho quente, para relaxar os meus músculos e tirar essa cara de morta.

As toalhas, sabonetes, sais de banho etc. Ficam em um armarinho, eu o abro e pego uma toalha e um sabonete, pois o que está no outro potinho, está minúsculo, então é melhor pegar um novo.

Começo a tirar a roupa. Peça por peça, calmamente, sem pressa alguma. Assim que termino, coloco na temperatura que eu quero a água e entro.

A quente água escorre em meu corpo, que me dá um relaxamento instantâneo. Um importante elemento natural, pode fazer milagres.

Vou esfregando cada parte do meu corpo, desde o shampoo na cabeça, até os pés com sabonete.
Acabo de me lavar e fico parada, com a água caindo de leve na minha cabeça, enquanto milhares de pensamentos voam em minha mente.

Eu sei que é estranho, mas o banho é uma hora muito boa para você conversar com si mesmo. As vezes, o banho é um ótimo lugar para chorar, para descontar frustrações, refletir em coisas do seu dia á dia ou até se motivar naquela coisa que te encontrar muito.

O banho é um ótimo lugar para enfrentar seus demônios.

Percebo que já passei muito tempo aqui e desligo o chuveiro.
Pego a toalha e vou me enxugando. Lembrei que deixei meu roupão aqui, da outra vez que vim tomar banho.
O visto, saio do banheiro e caminho para meu quarto.

Subo as escadas e vejo que minha mãe estava saindo do meu quarto, sem nenhuma expressão á mostra em seu rosto.

—Estava me procurando?— Pergunto.

—Sim. Precisamos conversar.— Ela responde com um olhar frio.

É muito tarde para ficar com medo?

—Claro... Só vou colocar uma roupa.— Digo e começo subir as escadas, sinto uma mão puxar meu braço.

—Sem graçinhas.— Minha mãe olha no meus olhos com ódio e me larga.

Volto a subir as escadas rapidamente.

Meu dia estava bom demais para ser verdade.

Entro em meu quarto, pensando no que ela vai dizer.
Será que ela vai gritar? Ou prolongar meu castigo?

Visto minha roupa. Coloco uma calça moletom cinza e uma blusa branca de manga cumprida que tinha vários desenhos de donuts.
Penteio meu cabelo, para que ele não vire um ninho depois.
Não demorou para me arrumar, se eu demorasse, minha mãe viria no meu quarto.

Desço as escadas, com um frio na barriga. Não um frio de felicidade, ou de adrenalina, mas sim, de medo... Muito medo afinal.

Desço as escadas e a vejo na sala.

—Mãe, já estou aqui.— A chamo.

—Vem aqui.— Não sei o que me dá mais medo, o seu tom de voz, ou a sua cara.

Caminho em sua direção, devagar e receosa, chego á sua frente.
Minha mãe olha para a poltrona a minha frente, pedindo para que eu me sentasse. Assim o faço.

—O quer falar comigo?— Pergunto sem a encarar, com um tom baixo de voz.
Apesar de eu já saber a resposta, não custa perguntar.

—Não pense que só porque fiquei aliviada de te ver, não quer dizer que eu esqueci do que fez.— Ele cruza suas pernas e endireita sua coluna, para se mostrar superior. Como sempre faz.—Você fez uma coisa gravíssima e...

—Eu simplesmente saí se casa mãe, o quê há de grave nisso?!— A interrompo, olhando para sua expressão horrorizada pela sua afirmação ridícula.

—O que há de grave nisso? E você ainda pergunta. Sophia, você tem ideia do que fez?
Chamamos a polícia para te procurar! Agradeça o seu pai que foi na delegacia hoje para se desculpar do ocorrido, que não saímos nos jornais e a cidade inteira descobrir que nossa filha é uma vergonha.

Ela não disse isso...

—É isso que vocês pensam de mim? Que eu sou uma vergonha para nossa família?

—Não se faça de vítima Sophia! A errada da história é você. Então arque com as consequências.— Ela está com aquele olhar.
O olhar de "você fez merda".

—Eu realmente não entendo você e o papai! Querem me castigar por uma coisa que qualquer pessoa no mundo faz.
A culpa não foi minha se vocês complicaram as coisas, chamando a polícia e aquele maluco do nosso vizinho.— Faço um coque com o próprio cabelo. É uma mania de quando estou impaciente.

—Vou fingir que não ouvi isso saindo de você.— Ela fecha os olhos e balança a cabeça negativamente.—Sophia, você está agindo diferente, não está a mesma de antes. Não parece a minha Sophia.
Você anda muito rebelde, respondendo eu e seu pai, dizendo palavras sem um pingo de respeito. E ainda quase nos faz passar vergonha na cidade. Não te educamos assim! Onde estava com a cabeça para fazer essas coisas? Desrespeitando seus pais, sumindo por horas e querendo mudar seu futuro brilhante para essas músicas delinquentes que os jovens de hoje ouvem.— Ele descruza as pernas, respira e inspira. Se eu não a conhecesse, diria que ela está contando até dez mentalmente.

—Tá bom! Eu já sei que fiz burrice. Não precisa fazer discurso. Mas eu não posso colocar o pé pra fora de casa, que vocês já me dão uma sentença de morte. Santo Deus, eu preciso de um espaço para respirar. Mas só o que eu recebo é o sufoco que vocês me dão. Por favor, me deixem viver!— Já estava ao ponto de implorar para minha própria mãe.

—Para você cair nesse mundão e se tornar uma pessoa perversa? Ai de mim! Sabe do que você precisa? Ocupar essa sua mente com estudos.
Seu pai estava certo em escolher o seu castigo.— Um sorriso cínico surge em seu rosto.

—O que ele sugeriu?...

—Sugeriu não, escolheu.— Ela corrige, o que faz meu medo é ansiedade aumentar.— Você vai terminar seus estudos, fora do país. Deveria considerar isso um privilégio. Porém, eu e seu pai sabemos que sua mente está totalmente virada, o que faz você odiar a idéia.

—Sério? Quem vai me obrigar?

—Você vai querendo ou não. Arrastada pelo os cabelos, se for preciso.

—Por quê eu ainda tento achar que vocês vão mudar por mim?— Me levanto e corro para meu quarto. Bato a porta com toda força que eu tinha, deito na cama e me desabo em lágrimas.

O que eu fiz tão errado para merecer tudo isso?

...


Notas Finais


Olá amores!

Mais um capitolozinho para vocês.

Espero que tenham gostado

Críticas construtivas são sempre bem vindas.


Kisses IceCreamDaKaah❤


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