História Estranhas Histórias - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags bizarro, Contos, Creepypastas, Estranho, Fantasia, Gore, Misterios, Oculto, Segredos, Unknown
Exibições 5
Palavras 543
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Fantasia, Misticismo, Poesias, Sobrenatural, Survival, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Mamãe


Fanfic / Fanfiction Estranhas Histórias - Capítulo 2 - Mamãe

As coisas continuavam fora de lugar quando ela saiu da cozinha. Os brinquedos espalhados pelo quarto escuro, que se iluminou um pouco quando a porta se abriu.

"meu anjinho precioso, eu não pedi pra você guardar seus brinquedos?" claro que ela pediu, ela sempre pede, mas me bate quando peço pra ela tirar alguns dos cacos de vidro das garrafas que ela deixa na minha cama.

"Por favor, os guarde, minha querida, mamãe não quer tropeçar como aconteceu na semana passada." eu fiz aquilo de propósito. O seu sorriso doentio me deixava nauseada, o seu bafo de maconha piorava tudo.

"Você sabe que não consigo, mamãe." eu disse com uma voz de boneca, "Você quebrou minhas pernas." dessa vez fui mais severa. O sorriso desapareceu de seu rosto, ela abaixou a garrafa, e acendeu uma vela, tornando o quarto assustador e ameaçador com as sombras que cresciam ao meu redor. Ela se abaixou até o meu nível e encostava a vela na minha pele esbranquiçada pela falta de contato com o mundo exterior. As lágrimas de dor começaram a brotar, mas não choraria, não dessa vez.

Ela aqueceu os grilhões da corrente ao redor de meus pulsos, os deixando incandescentes e adicionando duas queimaduras a tantas cicatrizes. 

"Vou ter que pedir de novo?"

Me arrastei lentamente até os brinquedos e os pegava lentamente, cada movimento era doloroso e cansado. Há quanto tempo ela me privava do sono? Um mês? Dois? Juntei os brinquedos, mas fiquei com o dragãozinho que o Sr. Jonas havia me dado, me lembrando da presença de seu cadáver no canto do quarto, exalando o característico "perfume da morte".

"Venha, vamos trocar esse vestido." ela tirou minhas correntes e me arrastava pelo chão como um pedaço de pano velho. Ela me levou até o quarto dela e me colocou na cama. Ela tirava meu vestido e ao invés de simplesmente colocar outro ela fazia "coisas" comigo.

"Por favor Sra. Jonas, hoje não!!' Eu tentava a acalmar, tentava fazê-la voltar, porém nada adiantava.

"Quem é Sra. Jonas, não a conheço."

"É CLARO QUE CONHECE ELA É VOCÊ! POR FAVOR VOLTE, VOCÊ DISSE QUE NÃO ME ABANDONARIA DE NOVO E QUEBROU SUA PROMESSA!"

"Cale a boca, bonequinha suja. Eu já quebrei suas pernas e posso muito bem quebrar seus bracinhos fracos de porcelana." 

E era assim dia após dia, foi assim há quatorze anos... ou será que foram vinte... cinquenta? Ela me matou e depois apontou a arma para a própria cabeça, eternizando nossos espíritos na casa, assim a diversão dela nunca acabaria. Papai não pôde ficar, ele me protegeria. Os novos donos não ouviam meus gritos, não ouviam as correntes ou as risadas. Os últimos conseguiam, mas foi demais pra eles. E nem tentaram ajudar...

Já estava farta daquilo, eu mataria aquela vadia quantas vezes fosse preciso. Ela ainda segurava a vela, eu a derrubei no colchão e senti as chamas crepitarem pela casa e entrarem em minha cabeça pela minha cavidade ocular exposta. Era uma ardência boa. Claro, não resolveria nada, o fogo espiritual não seria visto por ninguém, mas me daria alguns segundos de paz até o dia reiniciar.

Depois de um tempo a realidade se refez.

E as coisas continuavam fora de lugar quando ela saiu da cozinha.


Notas Finais


Essa sim, se encaixa em creepypastas.


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