História Estranho Irresistível - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Sasuke Uchiha
Tags Hot, Naruto, Romance, Sasuhina
Exibições 152
Palavras 3.222
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


oi pessoal mais um capítulo ai pra vocês espero que gostem, as personalidade deles são um pouco diferente espero que curtam é isso ai divirtam-se.

Capítulo 2 - Capitulo um


– Você vai usar o vestido prateado ou eu vou te matar – disse Tenten na “área da comida”, que era minha nova maneira de chamar aquele espaço. Com certeza não era grande o suficiente para ser chamado de cozinha.

 

Saí de um grande prédio de estilo vitoriano nos subúrbios de Chicago para um adorável apartamento no East Village do tamanho da minha antiga sala de estar. Parecia ainda menor depois que desfiz as malas, coloquei tudo no lugar e recebi minhas duas melhores amigas.

 

 A sala de estar/sala de jantar/área da comida era cercada por grandes janelas que se projetavam para fora do prédio, mas o efeito deixava o espaço menos elegante e mais como um aquário. A Tenten ficaria apenas o fim de semana, para uma noite de celebração, mas ela já tinha perguntado ao menos dez vezes por que eu havia escolhido um lugar tão pequeno. A verdade era que eu tinha escolhido por ser diferente de tudo que já experimentei. E porque apartamentos pequenos são basicamente a única opção em Nova York quando você vai morar lá pela primeira vez.

 

 

No quarto, experimentei o pequeno vestido cheio de lantejoulas e fiquei olhando a

quantidade de perna branca que eu mostraria à noite. Odiei quando meu primeiro instinto foi pensar se o Naruto consideraria revelador demais, enquanto meu segundo instinto foi perceber que eu adorava aquilo. Eu teria que deletar imediatamente todos aqueles pensamentos retrógrados de Naruto.

 

 

 

 

– Diga uma única boa razão para eu não vestir isto hoje.

 

– Não consigo pensar em nenhuma – Ino entrou no quarto usando um vestido azul marinho que parecia flutuar como se fosse algum tipo de aura. Ela estava, como de costume, inacreditável.

 

 – Vamos sair para beber e dançar, então mostrar um pouco de pele é essencial.

 

– Não sei o quanto de pele quero mostrar – eu disse. – Estou dedicada a manter meu status de garota solteira por um tempo.

 

– Bom, algumas garotas vão mostrar até a bunda, então você não vai se destacar na

multidão, se é isso que está te preocupando. Além disso – ela disse, apontando para a rua lá fora –, é tarde demais para trocar de roupa. A limusine já chegou.

 

 

– Você deveria mostrar a bunda. Foi você quem passou três semanas na França tomando banho de sol pelada e bebendo o dia inteiro – eu disse, rindo.

Ino soltou um pequeno sorriso secreto e enlaçou o braço em mim.

 

– Vamos lá, minha linda. Eu passei as últimas semanas com o meu cretino. Está na hora de ter uma noite com as amigas.

 

Entramos no carro e Tenten abriu o champanhe. Com apenas um gole borbulhante, o mundo inteiro ao meu redor pareceu evaporar e nos tornamos apenas três amigas numa limusine cruzando as ruas para celebrar uma nova vida. E não iríamos apenas celebrar a minha chegada: Ino Iamanaka estava noiva, Tenten estava nos

visitando e a nova Hinata solteira tinha um pouco de vida para viver.

A boate estava escura, ensurdecedora e cheia de corpos se contorcendo: na pista de dança, nos corredores, no bar. Uma DJ tocava num pequeno palco, e cartazes cobrindo toda a entrada asseguravam que ela era a mais nova e mais quente DJ que o Chelsea tinha para oferecer.

 

 

Tenten e Ino pareciam estar completamente ambientadas. Eu me sentia como se tivesse passado a maior parte da infância e da vida adulta em eventos calmos e formais; agora, era como se tivesse saído de vez da minha silenciosa história em Chicago e entrado no mais típico conto nova-iorquino. Era perfeito.

 

 

Forcei o caminho até o bar; meu rosto estava corado, o cabelo molhado de suor e sentia que minhas pernas não tinham sido usadas daquele jeito em anos.

 

– Com licença! – gritei, tentando chamar a atenção do barman.

Eu nem sabia o que eram, mas já tinha pedido os seguintes drinques: “mamilos

escorregadios”, “mistura de cimento” e “peitos roxos”. Com o clube lotado ao máximo e a música tão alta que até fazia meus ossos tremerem, o barman nem levantava a cabeça para me olhar. É verdade, ele estava realmente super ocupado, e fazer os mesmos drinques chatos a toda hora era um trabalho tedioso. Mas eu tinha uma amiga recém-noiva, dançando feito louca na pista e querendo mais bebidas.

 

– Ei! – chamei, batendo com a mão no balcão.

 

– Ele está realmente se esforçando para ignorar você, não é?

Olhei para cima – para cima mesmo – e vi o rosto do homem que estava encostado em mim no balcão do bar lotado. Ele tinha quase o tamanho de uma árvore e fez um gesto com a cabeça em direção ao barman.

 

– Você nunca deve gritar com um barman, princesa. Principalmente com a bebida que você vai pedir. juugo odeia preparar drinque de mulherzinha. É claro. Típico da minha vida: encontrar um homem lindo apenas alguns dias depois de jurar que ficaria solteira.

 

Um homem com sotaque britânico. O universo tinha mesmo um senso

de humor hilário.

 

 

 

– Como você sabe o que eu vou pedir? – meu sorriso aumentou, tentando imitar o dele, mas provavelmente parecendo bem menos charmoso. Dei graças a Deus pelos drinques que eu já tinha bebido, pois a Hinata sóbria teria respondido com monossílabos, um aceno de cabeça e só.

 

– Talvez eu fosse pedir uma cerveja Guinness. Nunca se sabe.

 

– Dificilmente. Observei você pedindo esses drinques coloridos a noite toda.

Ele estava me observando a noite toda? Eu não sabia se isso era fantástico ou meio

esquisito. Mudei de posição e ele seguiu meus movimentos. Ele tinha traços finos e firme, com um queixo arredondado, olhos negros e finas sobrancelhas negras, alem de ter um sorriso de canto extremamente sexy. Parecia ter mais de um metro e oitenta, com um corpo grande o bastante para minhas mãos explorarem por semanas. Olá, Nova York.

O barman voltou e ficou olhando para o homem ao meu lado como se estivesse esperando um pedido. Meu estranho irresistível mal levantou a voz, mas era tão grave que foi ouvida sem dificuldade:

 

– Três dedos de uísque Macallan, Jugoo. E traga também o pedido desta garota. Ela esta esperando faz uma década, sabe?

 

Ele se virou para mim, com um sorriso que despertou uma sensação quente em minha

barriga:

 

 

– Quantos dedos você quer?

Suas palavras explodiram em meu cérebro, e minhas veias se encheram de adrenalina.

 

– O que você disse?

Ingênuo. Ele tentou se mostrar ingênuo suavizando a expressão do rosto. Até que funcionou, mas eu conseguia ver em seus olhos estreitos que não havia uma só célula ingênua em seu corpo.

 

 

– Você realmente acabou de me oferecer só três dedos? – perguntei.

Ele riu, esticando em cima do balcão a maior mão que eu já havia visto. Seus dedos eram do tipo que poderiam agarrar uma bola de basquete com apenas uma mão.

 

– Princesa, é melhor você começar com dois.

Olhei mais atentamente para ele. Tinha olhos amistosos e mantinha uma boa distância, mas estava perto o bastante para me deixar saber que estava ali apenas para conversar comigo.

 

 

– Você é bom de insinuação.

O barman bateu com os dedos no balcão e perguntou qual era meu pedido. Limpei a

garganta, preparando-me para passar vergonha.

 

– Três “boquetes”. Ignorei sua irritação com o pedido e voltei a prestar atenção em meu estranho.

 

– Você não parece uma nova-iorquina – ele disse, com o sorriso minguando levemente, mas nunca deixando de sorrir com os olhos.

 

_Nem você.

 

– Touché. Nasci em Leeds, trabalhei em Londres e me mudei para cá há seis anos.

 

– Cinco dias – admiti, apontando para meu peito. – Sou de Chicago. A empresa em que eu trabalhava abriu um escritório aqui e me trouxe para chefiar o financeiro. Uau, Hinata. Informação demais. Você pode estar incentivando um maluco sequestrador. Fazia tanto tempo desde a última vez em que eu havia olhado para outro homem desse jeito. Claramente, Naruto era um mestre nesse tipo de situação, mas infelizmente eu nem sabia mais como paquerar. Olhei para trás tentando ver Tenten e ino dançando, mas não consegui encontrá-las no meio do emaranhado de corpos na pista. Eu estava tão enferrujada para aquele ritual que praticamente tinha virado uma virgem de novo.

– Financeiro? Eu também sou um cara dos números – ele disse, e esperou eu olhar de volta antes de abrir o sorriso mais um pouco. – É bom ver mulheres nessa posição. Muitos homens mal-humorados de calça comprida fazendo reuniões só para ouvir uns aos outros dizendo as mesmas coisas de novo e de novo.

 

Sorrindo, eu disse:

– Eu sou mal-humorada às vezes. E também uso calças de vez em quando.

 

 

– Aposto que também usa calça de baixo. Estreitei os olhos.

 

 

– Isso significa alguma coisa diferente na Inglaterra, não é? Você está fazendo outra

insinuação?

 

Sua risada se espalhou calorosamente em minha pele.

 

– Calça de baixo é o que vocês americanos chamam de “roupas íntimas”.

Quando ele disse isso, a palavra íntimas soou quase como um gemido que ele soltaria

durante o sexo, e isso fez algo dentro de mim derreter. Enquanto meu queixo caía, meu estranho inclinou a cabeça e me observou.

 

 

– Você é muito encantadora. E não parece alguém que frequenta muito este tipo de

estabelecimento. Ele estava certo. Mas era tão óbvio assim?

 

 

– Não sei como interpretar isso.

 

– Pense nisso como um elogio. Você é a pessoa mais interessante deste lugar – ele limpou a garganta e olhou para Juugo, que voltava com meus drinques. – Por que você está levando todos esses drinques açucarados para a pista?

 

 

– Minha amiga acabou de ficar noiva. Estamos fazendo uma noite só de garotas.

 

– Então é improvável que você saia daqui comigo.

Pisquei, então pisquei de novo, incrédula. Aquela sugestão franca estava oficialmente forado meu eixo. Muito fora.

 

– Eu… o quê? Não.

 

– Que pena.

 

– Você está falando sério? Você acabou de me conhecer.

 

– E já tenho um desejo enorme de devorar você.

Ele pronunciou as palavras lentamente, quase sussurrando, mas elas ecoaram em minha cabeça como uma explosão. Era óbvio que ele não era novato nesse tipo de interação – propor uma noite de sexo sem compromisso – e, embora eu fosse novata, quando ele me olhou daquele jeito eu sabia que poderia acabar seguindo-o para qualquer lugar. Todo o álcool que eu tinha tomado pareceu me acertar de uma vez e trancei as pernas na frente dele. Ele me ajudou a voltar à posição anterior colocando a mão em meu ombro e sorrindo com malícia.

 

– Cuidado, princesa. Pisquei de novo para clarear a mente.

 

– Certo, quando você sorri para mim desse jeito, eu sinto vontade de te agarrar. E Deus sabe que faz uma eternidade desde que alguém me pegou devidamente – olhei para ele de cima a baixo, aparentemente jogando toda a civilidade pela janela.

 

 – E algo me diz que você poderia fazer esse trabalho muito bem. Quer dizer, caramba, olhe para você.  E olhei. De novo. Respirei fundo, e ele respondeu com um sorriso divertido.

 

– Mas eu nunca fico com estranhos aleatórios em bares, e eu estou aqui com as minhas amigas, celebrando o casamento incrível que vai acontecer, então… – juntei os drinques nas mãos – nós vamos tomar tudo isso aqui.

Ele assentiu uma vez, lentamente, o sorriso se abrindo mais um pouco, como se tivesse acabado de aceitar um desafio:

 

– Certo.

 

– Então, vejo você por aí.

 

– Espero que sim.

– Aprecie seus três dedos com moderação, estranho. Ele riu.

 

– Aprecie também seus “boquetes”.

 

Encontrei Tenten e Ino na mesa, acabadas e suadas, e deslizei os drinques na frente delas. Tenten colocou um na frente de Ino e levantou o outro.

 

– Que todos os seus boquetes desçam redondos assim! – ela envolveu o copo com a boca, levantou as duas mãos para o alto e jogou a cabeça para trás, engolindo tudo de uma só vez.

 

– Caramba… – murmurei, olhando para ela admirada, enquanto Ino ria ao meu lado. – É assim que eu tenho que fazer? – abaixei a voz e olhei ao redor. – Como um boquete de verdade?

 

– Já virei mestre em não engasgar – Tenten limpou a boca com o braço sem cerimônia e explicou: – É assim que a gente bebia na faculdade. Agora, vamos lá – ela cutucou Ino. – É a sua vez.

 

Ino se inclinou na mesa e tomou o copo com a boca sem usar os braços, como tenten havia feito, e depois chegou a minha vez. Minhas duas amigas se viraram para mim.

 

– Conheci um cara gostosão – eu disse sem pensar. – Realmente gostosão. E, tipo, com uns cinco metros de altura, Tenten deixou o queixo cair.

 

– Então por que você está aqui tomando boquetes de mentira com a gente?

 

Eu ri, balançando a cabeça. Não sabia como responder. Eu poderia ir embora com ele e a noite poderia mesmo acabar no território dos boquetes – se fosse a vida de outra pessoa bem mais aventureira do que eu.

 

– Hoje é a noite das garotas. Você só vai ficar aqui por dois dias. Eu estou bem assim.

 

– Foda-se isso. Vá aproveitar agora.

Ino veio me socorrer:

– Estou feliz por você achar alguém que considere gostosão. Faz uma eternidade que você não sorri assim por causa de um homem – seu rosto mudou para uma expressão mais séria enquanto reconsiderava o que disse. – Para falar a verdade, acho que nunca vi você sorrir por causa de homem nenhum.

 

 

Com a verdade tão exposta naquela mesa, peguei meu drinque e, ignorando os protestos de Tenten, virei o copo com a mão e bebi tudo de uma vez. Era doce, delicioso e exatamente o que eu precisava para clarear a mente e esquecer o idiota em Chicago e o estranho bonitão no bar. Então arrastei minhas amigas para a pista de dança. Em questão de segundos eu me senti com a cabeça leve, como se estivesse flutuando por aí. Ino e Tenten  pulavam ao meu redor, gritando a letra das músicas, também perdidas no mar de corpos suados que nos envolvia. Desejei que minha juventude se prolongasse um pouco mais. Longe da minha vida rotineira e cheia de compromissos em Chicago, eu conseguia agora enxergar o quanto tinha deixado de aproveitar.

 

 

 Apenas ali, com a DJ embalando música após música, fui capaz de perceber como eu poderia ter passado meus dias quando tinha vinte e poucos anos: debaixo das luzes, dançando num vestido curtinho, conhecendo homens que desejavam me devorar, vendo minhas amigas agirem como loucas, selvagens e bobas. Eu não precisava ter ido morar com meu namorado aos vinte e dois anos. Eu poderia ter vivido uma vida longe do mundo certinho dos sorrisos forçados e das aparências sociais. Eu poderia ter sido esta garota: vestida para matar, dançando até o mundo acabar. Para minha sorte, ainda não era tarde demais.

 

 Abri os olhos e vi Ino sorrindo para mim e respondi com outro sorriso.

 

– Estou tão feliz por você estar aqui! – ela gritou. Comecei a responder com outro juramento de amizade eterna, mas, logo atrás de Ino, no meio das sombras da pista de dança, estava o meu estranho. Nossos olhos se encontraram e

não paramos de olhar um para o outro. Ele estava bebericando seus três dedos de uísque com um amigo – e, vendo como pouco se surpreendeu por ser flagrado me olhando, entendi que vinha observando a noite toda cada movimento que eu fazia.

 

 

O efeito dessa percepção foi mais potente do que o álcool. Aqueceu cada centímetro da minha pele, queimou o meu peito e continuou descendo: o calor passou pelas minhas costelas e se concentrou em minha barriga. Ele levantou o copo oferecendo um brinde, tomou um gole e sorriu. Senti meus olhos se fecharem lentamente.

Eu queria dançar para ele. Nunca em minha vida eu me senti tão sexy, tão, completamente no controle daquilo que eu queria. Eu tinha feito pós-graduação, encontrado um bom emprego e até redecorado minha casa com pouco dinheiro. Mas nunca me senti uma mulher madura como estava me sentindo ali, dançando como louca com um belo estranho em pé nas sombras, me observando.Aquele momento – aquele exato momento – seria meu recomeço. O que significava ser devorada? Será que ele quis dizer aquilo de maneira tão explícita como parecia? Com sua cabeça entre minhas coxas, braços envolvendo meus quadris e mantendo minhas pernas abertas? Ou ele quis dizer por cima de mim, dentro de mim, chupando minha boca, meu pescoço, meus seios?

 

Um sorriso se abriu em meu rosto e joguei meus braços para o alto. Eu podia sentir a barra do meu vestido subindo pelas minhas coxas, mas não me importava. Fiquei pensando se ele havia notado. Eu esperava que tivesse notado. Pensei que, se ele fosse embora, então o momento seria arruinado, por isso não olhei de novo. Eu não estava acostumada com o protocolo das paqueras em boates; talvez sua atenção

durasse apenas cinco segundos, talvez durasse a noite toda. Não importava. Eu podia fingir que ele estava lá no escuro pelo tempo que eu quisesse. Aprendi a nunca esperar muita atenção do Naruto, mas, com aquele estranho, eu queria seus olhos queimando através da minha pele até atingir meu coração, que batia descontrolado em meu peito.

 

 

Eu me perdi no ritmo da música e na memória recente de sua mão em meu ombro, seus olhos negros e a palavra devorar. Devorar.

Uma música se misturou com a próxima, depois a próxima, e mais uma, e, antes que eu pudesse tomar ar, os braços de Ino envolviam meus ombros e ela ria no meu ouvido, pulando para cima e para baixo junto comigo.

 

 

– Você atraiu uma plateia! – ela gritou tão alto que eu estremeci e me afastei um pouco. Ela fez um gesto chamando atenção para o lado, e só então percebi que estávamos cercadas por um grupo de homens usando roupas pretas e apertadas, dançando de um jeito sugestivo. Olhando de volta para Ino, vi que seus olhos estavam acesos de uma maneira muito familiar: era aquela mulher obstinada que eu conhecia tanto, que trabalhou muito até chegar ao topo de uma das maiores empresas de marketing do mundo e que sabia exatamente o que aquela noite significava para mim. De repente, um vento frio se espalhou em minha pele vindo de ventiladores no teto e eu pisquei de volta para a realidade, ainda incrédula por estar de verdade em Nova York e por estar de verdade começando tudo de novo. E me divertindo de

verdade.

 

 

 

Mas, atrás de Ino, as sombras estavam escuras e vazias; não havia um estranho em pé me observando. Senti um frio na barriga.

 

 

– Preciso ir ao banheiro – eu disse. Forcei minha saída do círculo de homens e da pista de dança e segui as placas até o segundo andar, basicamente uma sacada que circundava sobre toda a boate. Andei por um corredor estreito até o banheiro, tão iluminado que até feriu meus olhos. O lugar estava estranhamente vazio, e a música no andar de baixo parecia vir de dentro da água. Antes de sair, arrumei o cabelo, me parabenizei mentalmente por ter escolhido um vestido que não amassava e retoquei o batom.

 

 

Saí pela porta e dei de cara com uma parede em forma de homem.

Estávamos próximos um do outro no bar, mas não tão próximos assim. Não com meu rosto em sua garganta, seu cheiro me envolvendo. Ele não cheirava como os homens na pista de dança, que pareciam ter tomado banho de perfume. Ele apenas tinha um cheiro limpo, como um homem que lava as próprias roupas, além de um toque de uísque em seus lábios.

– Olá, princesa.

 

– Olá, estranho.

 

– Eu estava assistindo você dançar.


Notas Finais


logo sai o próximo capitulo bjs


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