História Estranhos Amores - Capítulo 37


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Original, Violencia, Yaoi
Visualizações 75
Palavras 3.000
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa madrugada, amores!
Muito obrigada a todos que leem.
Boa leitura!

Capítulo 37 - Aquilo que Parece Certo


Quando chegou a noite, eu sabia que tinha que ir visitar Alair, mas uma grande parte minha não queria o fazer. Sabia que teria que conversar seriamente com Alair, sobre a decisão que tomei. Claro que poderia esperar um pouco, mas se esperar, sei que vou correr mais riscos com Lohan e também comigo mesmo, de eu acabar fraquejando mais uma vez, já que deixar tudo isto é uma das coisas mais difíceis de fazer. Só que eu não tinha escolha alguma, tinha que seguir. Então, sem pensar, fazendo de uma maneira mais fácil, voltei até o hospital junto com os irmãos de Alair.

Meu coração ficava cada vez mais pesado, a cada momento que me aproximava do hospital, sabendo que teria que falar com Alair. E isso me machucava muito. Acabava comigo de jeitos que nem podia contar ou dizer com palavras, com exatidão. Nós seguimos de carro. Chegamos rapidamente no hospital. Eles desceram apressadamente, bem diferente de mim que andava lentamente, de propósito. Pois era difícil demais ter que lidar com meu próprio emocional e com minha dor interna por fazer aquilo que acho certo.

Mattis até quis me acompanhar, em minha lentidão, mas insisti que ele fosse na frente com Fybo. Queria que eles falassem e o vissem primeiro. Além de ser um direito deles, também queria saber se Alair estaria com condições de ouvir o que preciso dizer. E também era uma forma de enrolar um bocado. Eles foram então, na minha frente e segui logo atrás, andando devagar de propósito. Porém, minha lentidão não foi o bastante para me impedir de chegar na ala de espera e nem de encarar o que precisa ser encarado.

Sentei-me em uma das cadeiras e fiquei a pensar no que iria falar e como iria fazer. Só de pensar já sentia vontade de chorar. Tive que me segurar para não o acabar o fazendo na frente dos outros. Realmente, estava sendo muito difícil. Nem eu sabia como iria conseguir fazer isto. E ficou pior quando Mattis voltou com Fybo, alguns minutos depois.

-Pode ir lá conversar com ele. — Disse Mattis. Sua aparência havia melhorado um pouco, creio que -ainda bem- que Alair parece estar bem melhor. — Ele quer te ver.

Assenti e levantei, criando uma coragem que não sei de onde iria arrumar.

Passei a andar até o quarto em que Alair estava, uma enfermeira me acompanhou até lá. A cada passo que eu dava, sentia meu coração batendo fortemente e a dor emocional aumentava a cada vez mais, chegando até a ser maior do que a dor no meu nariz e no pescoço. Eu estava sofrendo antecipadamente e sabia que iria piorar quando tivesse que conversar com ele.

A enfermeira chegou comigo em frente a porta de um dos quartos do longo corredor do hospital. Ela abriu a porta e deu espaço para que eu entrasse, dando o aviso de que não deveria o deixar agitado e depois saiu.

Encarei a porta, respirei fundo e tomei coragem.

Adentrei o quarto; Alair estava deitado na cama, com as costas escoradas contra o travesseiro e o tronco um pouco erguido. Seu rosto estava com aranhões grandes e vermelho dos dois lados, sua cabeça estava totalmente enfaixada, mas dava para perceber que ele está careca agora. Seu lábio inferior estava cortado, sua mão direita enfaixada, e ele estava bastante abatido, mas aparentemente bem.

-Alair. — Chamei-o com emoção presa na minha voz.

-Patrick. — Seus olhos ganharam cor ao me ver e apesar de todo o rosto machucado, abriu um sorriso largo. Eu não sorri, não consegui o fazer e não era só por causa do saber que terei que me despedir dele, era também porque ele estava todo machucado e isto me doía de diversas formas. — Você se machucou?

-Ele cortou minha garganta, mas eu estou bem. — Afirmei com toda a tranquilidade que posso ter.

-Vem aqui, Patrick. — Ele me chamou, esticando o braço bom, me chamando.

Quase neguei seu pedido pela forma como ele estava machucado. Quase, pois não consegui resistir e percebi que nem poderia. Seria cruel demais comigo mesmo e com ele. Andei até ele e lhe abracei do jeito que dava. Mesmo com os lábios machucados, depositou um beijo estalado no meu pescoço.

Eu retribuí o abraço como dava e também lhe beijei, mas nos lábios. Ao selar os dele, senti o machucado e imaginei que pode ter doído, mas não tive coragem de me afastar, só consegui o fazer vários minutos depois.

-Você está muito machucado. — Lamentei, dizendo-lhe o óbvio. Sentei na beirada da cama de ferro branco que rangeu com meu peso, para que ele não tivesse que ficar erguendo o corpo e se esforçando quando não pode o fazer.

-Mais do que eu gostaria. — Ele diz, em tom brincalhão, tentando anemizar a própria situação. — Disseram que não vou poder andar por mais de seis meses.

-E o seu cabelo? — Poderia parecer uma pergunta boba, mas era séria. Alair sempre gostou dos seus cabelos e mesmo que não seja tão grande coisa assim, os perder totalmente não deve ser algo fácil de se acostumar.

-Vai crescer de novo. — Amenizou com tranquilidade, de novo amenizando as coisas de um jeito que nem achava que devia. Mas é assim que ele é, é assim que sempre vai ser. Sempre tentando anemizar as situações para mim, sempre tentando me proteger, mesmo quando não devia. Ele é com certeza, a melhor pessoa que poderia ter conhecido na vida

-Está sentindo muita dor? — Perguntei, bastante preocupado com ele.

-Não, eles me deram morfina. — Replicou. — E você?

-Eu estou bem. — Afirma. — Eu sinto muito que isto tenha acontecido com você.

-Patrick, não começa com isto, por favor. Eu te amo, e...

-Sei que não foi culpa minha, mas eu ainda me sinto muito mal por ver você desse jeito. — Explico-me. Não me culpo de fato, e mesmo que sim, não adiantaria ficar falando isto com ele. Desculpas vinda da minha parte nunca seriam aceitas. Se seus próprios irmãos não aceitam, imagine ele.

-Também me sinto mal por ver você machucado de novo. — Alair levanta o braço bom enquanto o outro fica imóvel sobre o lençol azul e toca de leve a área perto do meu pescoço com o curativo. — Quando aconteceu?

-Logo depois que você foi atropelado. — Repliquei baixo, quase que sem vontade de responder.

-Não vi mais nada depois que bati a cabeça. — Contou. —Deveria ter imagino que algum carro passaria ali.

-Foi uma viatura que te atropelou.

-Me disseram.

-Eu também te amo, Alair. — Digo, seguindo minha necessidade de dizer estas palavras. Abriu-se agora um vazio, uma espécie de brecha que não posso simplesmente fingir que não está mais dentro de mim. Está e quanto mais cedo fizer isto, mais vai rápido posso acabar e ser o mais sincero que conseguir ser. — Eu estava pensando sobre o que aconteceu essa manhã, com você e comigo. Na forma como Lohan me atacou de novo e como me persegue implacavelmente e percebi... Percebi que não dá mais para continuar assim.

-Como assim? O que quer dizer? — Indagou se alarmando.

Meu coração se apertou como se alguém o espremesse, minha cabeça doía e o nó na minha garganta apertava. Lutava contra a ânsia de falar de uma vez por todas e contra a de ficar quieto, só não dizer nada e continuar aqui, continuando a mentira de que tudo vai ficar bem quando sei que não vai.

-Eu quero terminar. — Solto de uma vez.

Os olhos de Alair se encheram de lágrimas e ele se alarmou mais ainda.

-Mas por quê? O que aconteceu comigo não foi sua culpa.

-Pode não ter sido, mas aconteceu por causa da perseguição de Lohan e porque ele tentou me matar de novo. — Digo eu, provavelmente o deixando mais confuso ainda.

-E o que isto tem a ver com a gente?

Respiro fundo e solto o ar.

-Tem a ver que vou sair da cidade nos próximos dias, Alair. — Conto de novo de supetão. Só assim para conseguir dizer a verdade. — E você não vai poder ir comigo.

-Por que você tem que ir embora? — Indagou choroso. Alair sabe que não pode ir comigo e não é bem porque ele não vai pode andar por enquanto, mas sim, porque ele não tem previsão alguma do hospital. Até ele sabe que não vai poder sair daqui por algum tempo.

-Não dá para continuar. — Respondi. — Lohan nunca vai parar e ele não foi preso ainda. Enquanto não o pegarem...  — Comecei a chorar, meus lábios tremiam e o nó na garganta era grande, enorme e sufocante. Continuar a falar era meu objetivo, e exatamente por continuar que era ainda mais difícil. — Não posso continuar me expondo em risco e nem expondo a você. Já tentei demais, foram vezes demais para continuar mentindo para mim mesmo e dizendo que posso ficar aqui. Que ele vai parar.

Alair ficou pensativo. Levou a mão aos olhos e tentou debilmente secar as lágrimas.

-Não sei porque, mas não estou surpreso.

-Me desculpa. — Pedi. Ele podia até não saber, mas lamentava muito. Até mais do que mesmo imaginava. — Eu realmente queria poder ficar ou queria que você pudesse ir comigo, mas não dá.

-Foram meus irmãos que...?

-Não. Eu tomei a decisão. Eles são contra também, mas...

-Por que tem que terminar comigo? — Cortou-me com outra pergunta um tanto alarmada. Alair estava ficando agitado e estava no meu limite. Queria só chorar, me jogar em seus braços e ficar com ele. Só que não podia.

-Você sabe porquê.

-Não sei não. — Rebateu ele, sacudindo de leve a cabeça.

-Eu vou embora e não sei se vou voltar mais. — Explico. — Não quero te prender a mim, Alair.

-Eu não vou aceitar isto. — Alegou. Notei no monitor de batimentos cardíacos que estes ficavam cada vez maiores.

-Eu sinto muito, mas...

-Não aceito que terminamos. — Me interrompe, alterado. — Eu estou assim agora, mas vou sarar e quando sarar, podemos continuar. Eu posso ir para onde você estiver.

-Eu não quero que seja assim. É melhor não.

-Eu já passei por coisas demais, e você também, não vou te perder, Patrick.

-Eu também não queria, mas...

-Se você me deixar e acabar conosco, eu nunca vou te perdoar.

-Patrick...

-Eu não vou desistir. Mesmo que você vá embora, eu vou atrás de você quando sarar. Te amo demais para simplesmente desistir de você. — Alair pegou minha mão, apertou com força. O monitor se agitou com a sua alta de batimentos cardíacos.

-Fica calmo, Alair. — Pedi e pus a mão sobre a sua, tentando o acalmar, sem sucesso.

-Não tem como...

-Tudo bem. Tudo bem... — Lhe abracei, concordando com ele só para o acalmar. — Eu só não queria te machucar.

-Vai me machucar muito mais ter você longe e saber que o que nós temos acabou.

-Mas eu estou indo embora, Alair. — Separei o abraço para lhe olhar nos olhos, mas sabia que não adiantaria. Ele não entenderia, acho que nem eu mesmo entendia.

-Eu sei, mas se ainda... Se nós ainda tivermos algo, podemos... — Seu choro o interrompeu. Logo Alair estava soluçando como eu. Nunca o vi assim, tão fragilizado. Por conta disso, soube que não podia ficar discordando dele.

Eu não conseguia ver as coisas da mesma forma que ele via, mas sabia que seria ainda pior e mais difícil o fazer concordar e ver o lado mais complicado e doloroso, então só aceitei que fosse assim. Mesmo sabendo no fundo que não seria. Eu não vou aguentar ter um relacionamento a distância, vai ser ruim demais para mim.

-Eu entendo, tudo bem.

Alair respirou fundo várias vezes, até se acalmar.

-Para onde você vai? — Perguntou seriamente, após se acalmar e diminuir o choro.

-Ainda não sei. — Respondo honesto. — Vou pedir ajuda de Mattis para ver o que faço.

-Eu entendo que você tenha e queira se proteger, mas não vou entender que queira acabar com tudo quando não precisa ser assim.

-Só me parece melhor. — Não tinha outra explicação para dar e mesmo que tivesse, para ele não seria válida. Acho que nem para mim seria.

-Está errado. — Diz ele. — Vai ser pior.

-Tem razão. — Menti quando concordei com ele e não era porque não era possível fazer desse jeito, claro que é. O mundo tecnológico de hoje em dia permite isto, mas sim porque eu sabia que a minha saudade seria aumentada e desse jeito, não conseguiria viver e nem manter as coisas como devem ser mantidas. — Eu te amo. — Me inclinei para frente e o beijei. Minhas lágrimas caiam por seu rosto. Eu não disse mais nada e nem Alair. Não quis dizer mais nenhuma palavra. Tudo o que restava de qualquer jeito era o adeus. Fosse temporário ou fosse para sempre, seria um adeus e como todos, era muito doloroso.

                                            €

Não voltei mais a falar com Alair depois que o vi naquela noite no hospital. Eu não queria ter dizer a adeus explicitamente e nem queria vê-lo chorar de novo. Doía demais ver como ele ficou ao saber que ia embora e pior ainda quando disse que era melhor terminar. Para evitar mais mágoas e dores, decidi que era melhor assim.

Comecei então, a arranjar as coisas com Mattis, em dois dias, tinha uma casa para ir. Um casal de amigos de Mattis estava alugando a casa para mim, em outro estado. O que veio em seguida, foi mais difícil ainda foi ter que pedir para Mattis não contar para Alair aonde eu ia. Era mais do que por dor emocional, mas também porque ele não queria aceitar.

Não concordava comigo de jeito algum, mas consegui o convencer que era o melhor e assim, ele me prometeu que iria deixar em segredo o local para onde eu iria. Passei no médico antes de ir embora, peguei algumas receitas de remédio para a dor e para a infecção, já que o corte no meu pescoço estava começando a inflamar.

Deixei as chaves da loja com Mattis e Fybo e me desculpei com os dois por ter os feito arranjar tudo de novo, tudo para que eu fosse embora. Fybo me olhou torto o tempo inteiro e Mattis apesar de não concordar comigo, acabou compreendo meu lado. Não tive problemas com as questões legais, pois o negócio ainda não vai sido formalmente passado para meu nome, então só tive que entregar as chaves para eles.

Arrumei e peguei todas as minhas coisas que podia levar, me despedi de Mattis e Fybo. Me recusei a ir ver Alair de novo, sabia que era difícil demais e já tinha dito tudo o que precisava dizer sobre isto. Saí da pensão com o coração na mão, tentando me aguentar para não chorar. Peguei um ônibus e fui direto para a rodoviária. Não quis olhar para trás, por saber que ainda era mais difícil.

Fui direto para a mesma rodoviária em que cheguei aqui, comprei as passagens de ida para Wisconce. Como o ônibus ainda iria demorar um pouco e meu emocional estava muito abalado, fiquei sentado, pensando na vida e no que estava fazendo. Todas as minhas fibras me diziam para voltar e ir ver Alair, mas a outra parte minha, me dizia que era o certo ir embora.

Fiquei nesse dilema interna até o anúncio de voz dizer que o ônibus havia chegado. Levantei, peguei minhas malas. Fui até perto do ônibus, tinha uma fila para entrar. Não sei o que me deu, mas ao ver aquele ônibus, me vi hesitando como nunca. Encostei-me a uma pilastra ao lado, já começando a chorar.

Quase soltei um berro ao sentir alguém agarrar meu braço. Era Lohan, ele estava de capuz, com uma faca escondida no bolso e a ponta saindo da mesma. Meu coração disparou. Seus olhos estavam vermelhos e seu rosto bem mais magro e abatido.

-Eu vou acabar com você. — Puxou a faca totalmente para fora.

-Não, por favor. — Implorei, mas ele me ignorou. — Se você me matar aqui, vão ver você e você vai ser preso aqui mesmo. Senão morto.

Lohan parou por um segundo, hesitando.

-Eu estou indo embora. — Anuncio, olhando hesitante para a faca entre nós, quase encostando na minha barriga. — Não precisa fazer, eu estou indo embora sozinho. Você não vai me ver mais. É só me soltar. — Lohan diminuiu o aperto no meu braço, começando a hesitar. — Se não me soltar, eu vou gritar e você vai ser preso.

Lohan ficou quieto, me encarando.

-Você já me fez perder praticamente tudo. — Começo a chorar. — Está cheio de polícias, você vai ser preso.

Lohan ficou me encarando, pensando e para meu azar, voltou a pressionar a faca com força na minha barriga. Ele iria me matar de qualquer jeito. Resolvi gritar para pedir ajuda, mas nem foi preciso. Um guarda apareceu atrás dele e colocou a mão no seu ombro.

-Ei, rapaz, o que está fazendo?

Lohan olhou assustado para o guarda, deu uma cotovelada nele e saiu correndo, deixando a faca cair no chão. O guarda gemendo de dor, pegou seu rádio e acionou os outros, dizendo que havia um ladrão atacando as pessoas.

-O senhor está bem? Ele te machucou? — Perguntei-me e agradeci por estar usando um lenço longo e escuro envolto do pescoço para esconder o corte.

-Não.

-Vai querer prestar queixa?

-Não. Ele não conseguiu roubar nada de mim. — Poderia ter dito a verdade, mas tudo o que queria era sumir o mais rápido possível. — Obrigado por ajudar.

O policial assentiu positivamente e foi embora.

Entrei correndo no ônibus que estava quase saindo. Segurei meu choro, fui para o fundo do ônibus, coloquei minhas malas no suporte de cima, e me sentei perto da janela. Fiquei encarando a mesma. Estava sozinho, então nem me importei em desabar em um choro discreto, silencioso e bastante doloroso quando o ônibus partiu. Eu estava tremendo. Minha alma sangrando, mas todas as minhas dúvidas haviam desaparecido. Assim como vir aqui foi bom em uma época de crise, ir embora também é o melhor. Mesmo doendo muito, não deixa de ser o melhor.


Notas Finais


Até o Próximo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...