História Estranhos caminhos me levam até você... - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias O Hobbit
Personagens Thorin II (Escudo-de-Carvalho)
Tags Clara, Erebor, Hobbit, Terra, Thorin Oakenshield
Exibições 42
Palavras 811
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá leitores!
Peço perdão pelo sumiço, mas estava ocupada com o meu tratamento de saúde (não se preocupem, estou bem).
Podem ter certeza de que irei recompensá-los com esse capítulo, ok?

Capítulo 6 - After


Fanfic / Fanfiction Estranhos caminhos me levam até você... - Capítulo 6 - After

A semana seguinte à festa passava lentamente e o clima entre Clara e Thorin não se encontrava mais tão ameno assim.

FLASHBACK

Clara remoía sua chateação com o beijo que presenciou, fugindo aos passos largos do salão de baile. Thorin livrou-se da incômoda mulher em seu colo e correu atrás da jovem enfermeira.

- E-eu não entendo o que houve... - afirmou o anão ofegante ao encontrar a jovem. - Aquela mulher apareceu em nossa mesa sem ser convidada e...

- Não precisa se justificar - interrompeu a moça pesarosamente. - Não é por que você está sob meus cuidados que me deve satisfações.

Aquilo atingiu o anão em cheio como um soco no estômago: Thorin realmente falava a verdade, e reconhecia que no fundo se importava com sua anfitriã.

***

O cheiro de comida queimada fez Clara acordar do devaneio, afastando essa terrível lembrança de sua mente. 

- Deixa que eu ajudo - interveio o homem, levando os materiais para a mesa do almoço. 

- Não se incomode, é o meu trabalho - disse a anfitriã, num tom calmo, porém, direto. 

Thorin havia notado o jeito brusco do aviso, mas fez questão de colaborar mesmo assim. Ao iniciarem a refeição, o anão lhe pegara de surpresa:

- Uma das coisas que mais gosto nessa casa são as conversas. Mas essa semana quase não...

- Terminei minha refeição, com licença - afirmara a jovem, levantando rapidamente na esperança de interromper a continuação da fala do outro.

Ao caminhar até a cozinha com suas louças sujas, fora surpreendida pelo toque das mãos calejadas do anão, virando-a sutilmente.

- Porquê foge de mim? - questionou Thorin. - Há algo do seu desagrado em minha figura?

Clara se muniu de confiança na presença do hóspede, a fim de não deixar transparecer seus pensamentos. Mas seus ávidos olhos não conseguiam mentir: apesar de sempre positiva, sentia a dor de ser posta de lado por uma figura mais aceitável. 

- Não há com o que se preocupar, só não me sinto disposta - disse-lhe a moça, sentindo a voz falhar na mentira.

- Clara, caso esteja assim por conta do mal entendido da festa, eu... Quero lhe dizer que...

- Eu entendo, não se preocupe - interrompeu a jovem novamente. 

Rapidamente, Thorin selou seus lábios nos de Clara a fim de eliminar a tristeza refletida nas atitudes dela. A falta que o toque macio de sua boca fazia e os toques das mãos de calejadas do homem passeavam dos braços até a cintura de sua parceira, alastrando fogo por onde tocava.

- Eu prefiro... você - afirmou o rei anão, ainda ofegante pelo beijo repentinamente interrompido.

De repente a visão de Clara escureceu, sentindo seu corpo cair levemente no chão.

***

A vista era de um jardim ensolarado, o clima era agradável e a moça sentia-se bem com a paisagem. Só alguns momentos depois que Clara se deu conta de que não conhecia o local, sentindo o nervosismo lhe abater. O colorido das flores e frutas era tão sedutor que apenas um caminhada por entre as mesmas talvez não lhe fizesse mal.

Avistou de longe alguns girassóis, sua flor favorita, pois expressava a alegria que sempre mantinha. Porém, ao tomar um em suas mãos, o mesmo se transformou em uma serpente, picando seu pulso. A dor e o desespero foram certeiras: era um cobra coral. Ao procurar ajuda, notou que o resto do jardim tomara a forma de cobras de vários tamanhos e tipos, aumentando seu pavor. 

Por sorte, avistou ao longe a figura de um homem e gritara até ele, rogando auxílio. A serpentes enroscaram nas pernas e braços  de Clara, derrubando-lhe no solo. Quanto mais gritava por ajuda, mais a figura ficava nítida: era Thorin, direcionando um olhar de desdém sobre ela.

- Acha mesmo que eu, rei de Erebor, me interessaria por uma figura asquerosa como tu? - questionara venenosamente o anão.

A mulher acordou com um grito entalado na garganta. Seu corpo todo tremia, ainda sentindo a viscosidade das serpentes em sua pele. 

- Ei, calma! - Thorin alertou a jovem, tocando-lhe os braços.

Clara estapeou uma das mãos do anão ao sentir seu toque, ainda sob efeito do susto. Thorin encontrava-se atônito por não saber como proceder sobre o mal estar dela.

Aos poucos a mulher se deu conta que fora um pesadelo e que estava segura em sua cama. Seus olhos ardiam já prevendo as lágrimas rolarem. O homem tomou-a nos braços na tentativa de acalentar a moça, pois lhe doía vê-la sofrer daquele jeito, mas não se atreveu a questioná-la naquele momento.

Algum tempo depois, notou que a respiração dela se acalmara: Clara havia dormido em seus braços. Thorin calmamente a posicionou melhor no colchão para que descansasse, deitando-se ao seu lado para velar seu sono.

- Não tema, minha cara, pois estou aqui por ti... e para ti.

 


Notas Finais


Que reviravolta, não?
O que acharam do capítulo?


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