História Estrelas e pedidos - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~goldenfish

Postado
Categorias O Incrível Mundo de Gumball
Personagens Anais Watterson, Darwin Watterson, Gumball Watterson, Nicole Watterson, Personagens Originais, Ricardo Watterson
Tags Bissexualidade, Cartoon, Gumball X Darwin, Gumwin, Tawog, The Dress
Exibições 87
Palavras 1.400
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bem, eu iria fazer maior. Mas, fiquei ansiosa demais pra postar o capítulo, talvez o próximo seja maior, tenho que me dedicar mais.
Eu ando tendo bloqueios de criatividade, mas eu vou tentar. Não vou abandonar esta fanfic, vou ultrapassar meus limites e tentarei fazer 50 capítulos.

Capítulo 2 - Ajuda



        CAPÍTULO II- AJUDA

—Ei, acorda! É hora de ir para a escola.

—Hm? Que horas são?

—7 horas.—disse uma voz, parecia ser de sua mãe.

Se espreguiçou e percebeu que estava dormindo em cima da mesa do computador, nunca dormiu tão bem assim na sua vida. 
 Caminhou até o corredor e foi direto ao banheiro e lá fez suas higienes matinais, terminou e vestiu a roupa que estava utilizando antes. 
 Tinha que tomar o café da manhã de sempre, cereal e leite, já estava um pouquinho enjoado desse alimento rotineiro. Desceu as escadas com rapidez e correu direto a cozinha, lá estavam seu pai, sua mãe, Anaís e Darwin sentados em volta mesa, tomando o café.

—Bom dia.—falou.

—Bom dia.—disseram em uníssono, menos Darwin.

Darwin não parecia nada bem, estava com olheiras, descabelado e de pijama. se perguntava se ele iria ir a escola, já que ele sempre acorda primeiro.

—Mãe... O que houve com o Darwin?—perguntou.

—Ele não aparenta estar muito bem hoje, então, acho que faltará a escola.

Puxou a cadeira vazia que ficava perto de Darwin e se sentou, seus olhos não paravam de mirá-lo, estava preocupadíssimo com a saúde de seu amigo. Por mais que tentasse pensar em algo para isso, não conseguia, se sentia vazio.

—Sra.Mamãe, posso subir? Estou com um pouquinho de dor de cabeça.— perguntou Darwin.
 Estaria ele evitando Gumball? Parecia frágil, como um papel,seu corpo tremia totalmente,sua voz estava tão fraca, que parecia silênciosa.

—Claro filho,vai descansar, vai fazer você se sentir melhor.

Dava passos lentos em direção a sala de estar, tão lentos, que parecia que seus ossos iriam quebrar a qualquer momento. O que deixaria Darwin assim aponto de ficar doente? Por quem ele estaria sofrendo? 
Já não escutavam passos, apenas as próprias respirações, aquele silêncio deixava Gumball inquieto. Precisava falar alguma coisa, se não enlouqueceria. 

— Mãe, não tô  com fome, pode guardar pra eu comer depois?

—Ora Gumball, se não estivesse com fome deveria ter me falado antes, mais desperdício de comida, menos dinheiro no bolso. Eu normalmente te daria  uma surra mas, para sua sorte, estou com paciência hoje. Pode deixar aí que vou guardar depois.—falou séria. 
Apenas ficou em silêncio, virou-se e a ignorou.

Atravessou a sala de estar, pegou seu lanche  e seguiu até a porta, onde ficava esperando pelo ônibus de sua escola passar. A monótona atividade escolar voltaria, e dessa vez, sem privilégios.

Aquele vestido tinha feito o bastante. Ele precisaria de um descanso. Quem diria que um pedaço de pano faria tudo aquilo? E as mentiras que teve que contar por causa dele?

—Que demora...—falou olhando pro céu,  estava um pouco nublado, daqui a pouco viraria uma chuva, não queria se molhar.

—Mamãe mandou entregar isso aqui toma.-Pela voz irritante, sabia que era Anaís, e como de costume, apenas a ignorou.—...E é melhor você pegar, se não quiser levar um chute no meio do sei-lá-o-quê, tá me ouvindo?  Vai se molhar se não pegar o guarda-chuva. Você sabe como a Nicole reage ao ver seus filhos todos desleixados né?

Anaís podia ser inteligente; mas, muito chata. Sempre os chantageava em troca de algo. Sabia que poderia usar sua inteligência para fazer algo melhor mas, no quesito de ajudar as pessoas não era tão inteligente assim.

—Se você não pegar logo essa porcaria eu vou...

—Tá bom! Eu pego essa merda de guarda-chuva, tá feliz agora?— Cortou.
Antes que Gumball, levasse uma chute de Anaís, percebeu uma mão em seu ombro, era sua mãe, furiosa.

—Gumball, que modos são esses? Eu não te ensinei isso. Eu poderia te dar uma surra agorinha mesmo. Mas, como disse estou com paciência, você tem que ir a escola e eu não quero te atrasar.

—O-Ok, tá bom, m-mãe.—disse tremendo.

—Certo, então vá logo, antes que você queira levar um tapa.—disse sorrindo.
O seu ônibus havia chegado, despediu-se de sua irmã e sua mãe, saiu correndo para alcançá-lo  já que  se encontrava a  alguns metros a sua frente.

 Subiu as pequenas escadas da entrada do ônibus, deu o rotineiro bom dia ao Rocky, que era o motorista do ônibus.

—Bom Dia, Rocky.—disse acenando.

—Bom Dia, Gumball.—estava com seus olhos fixados na pista que percorria.

 Gumball caminhava no meio, entre os assentos, onde seus colegas estavam sentados, alguns conversando, outros mexendo em seus celulares, entre outras coisas. Achou seu lugar que sempre sentava com Darwin, porém, estava vazio. Apenas sentou-se sem animação. Era entediante, todo mundo conversando e ele apenas sentado, olhando as  paisagens das casas que passavam rapidamente através da janela.

Se sentiu sozinho, ninguém falava com ele, não entendeu  o por quê dele estar assim. Seria a sensação que Darwin estava sentindo?

—Ei, por que está aí sozinho? Cadê seu irmão?—perguntou uma voz chata que vinha do seu lado.

—Ele está doente.—parou para olhar quem era.—Ah, é você Teri.

—Darwin está com o quê?—perguntou.

—Não sei.—deu uma pausa.—Só sei que ele acordou muito mal, nem parecia ele.

—Posso contar uma coisa?—perguntou Gumball.

—Claro que sim.—afirmou Teri.

—Ontem ele estava chorando, nem queria papo comigo. Queria ficar sozinho...

—Apesar de eu ser filha de médica, eu não sei o que é isso.

—Eu também não sei.

 Ouviu a voz de Rocky pedindo a todos que se levantassem, porque já havia chegado no ponto aonde deveriam sair, que era a escola.

 —Chegamos.—falou Rocky.

Gumball levantou-se e falou a Teri que mais tarde eles conversariam, caminhou até a porta do ônibus, havia um aglomerado de pessoas também tentando sair logo. As portas se abriram e eles saíram. Andou até as portas da escola, antes havia escadas que iam até as entradas,  subiu cada uma das escadas e entrou no corredor.
Foi em direção ao seu armário, colocou a senha, e o abriu. Era extremamente bagunçado, havia um monte de fotos, e seus livros estavam sem ordem, escolheu e pegou os livros do primeiro horário, pegou também suas canetas, lápis e borracha. Caminhou até a sua sala de aula, abriu a porta e sentou-se em sua carteira, teria uma daquelas aulas chatas da Srta. Símio. 

Queria que o tempo passasse, queria ver Darwin novamente. Estava muito preocupado e ansioso. Pegou sua caneta em seu estojo e começou a morder, era a única maneira de acabar sua ansiedade; nunca havia percebido que fazia isso, ele reparou que foi um pouco bobo de não conhecer suas próprias manias. Certa, vez brigou com um colega; porque achava que era ele que havia mastigado a caneta, mas...
na verdade não.

Depois de horas ouvindo as explicações da professora, o intervalo chegou. Finalmente teria um tempo para descansar das aulas chatas.  Ia se levantando, mas Teri vinha em sua direção. 

—Gumball! Darwin está passando um momento ruim na vida dele. Eu acho que poderia ser é como se fosse uma depressão aguda. A maioria das  pessoas podem adquirir quando perde alguma pessoa importante de sua vida, ou então algum ente querido. Se algum parente  ou um próximo morreu, tente animá-lo com alguma coisa, talvez isso faça a recuperação dele ser mais rápida.— falou Teri.

—Depressão? Como assim?—falou preocupado—Não, ninguém morreu...

—Hm, estranho. Se ele estiver com  tristeza, muita sonolência, e perda de interesse na maior parte das atividades diárias que antes gostava, ou então baixo astral, talvez ele esteja com depressão. Mas, não posso diagnosticar nada, sugiro que converse com seus pais e o levem a um psicólogo ou psiquiatra. 

—Obrigado, entendi. Vou fazer isso mesmo.—pausou—poderia sair um pouquinho da sala? Quero ficar sozinho.

—Já estava de saída. —falou  Teri andando em direção a porta.

Passou o intervalo inteiro pensando em Darwin, era difícil não ter seu melhor amigo por perto. Suas brincadeiras, seus sorrisos, suas risadas, pareciam ter ido por água a baixo. Aquela cena do quarto não parecia sair da sua cabeça. Suas lágrimas, pareciam que estavam o machucando, seus olhos que pareciam duas esmeraldas, perderam totalmente seu brilho. Por quê não Gumball?  Darwin já sofreu muito nessa vida tão curta que tem.

Abriu seu caderno em uma folha aleatória, pegou seu lápis e começou a fazer traços simples, triângulos, e com o tempo,ganharam forma a linda forma de estrelas.Sempre gostaram de estrelas, quando pequeno as achava com um formato engraçado. Sua mãe, dizia que, ao fazer um pedido para alguma, ele iria se tornar realidade; porém, nunca acreditou nisso...


Notas Finais


Por favor, não romantizem depressão, é um assunto muito sério, e não devemos achar legal.
Depressão também não é foto tumblr em preto e branco.
Bem, até o próximo capítulo.


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