História Estrelas Perdidas - Capítulo 38


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Belinda, Exo, Kaisoo, Selena Gomez, Sexing, Super Junior, Xiuhan
Visualizações 94
Palavras 4.375
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Famí­lia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa madrugada Estrelinhas!

Olha eu atrasada de novo kkkkkkkkkk Olha mais um capítulo chegando de mansinho.

Quero desejar as boas vindas aos novos leitores e dizer que estou com uns planos ai mais para a frente, tava pensando em fazer uma nova revisão na estória depois que terminar de postar e fazer o sorteio de três livros artesanais de Estrelas Perdidas, sabe, aqueles que ficam grandões e cheios de folhas kkkkkk mas se sair como estou planejando, eles vão ficar bonitinhos com gravuras, minhas "artes", fotos dos artistas que inspiraram os outros personagens, mapas, arvores familiares, etc... Vai custar um pouquinho porque do jeito que reviso ao passo de tartaruga, mas é isso ai, pretendo cometer este crime contra a literatura imprimindo meu livro e sorteando. Quando a coisa for mais concreta explico melhor como vai acontecer o sorteio.

Bem, agora leiam e divirtam-se! Beijinhos e até quinta-feira com "Espelhos".

(^.^)

Capítulo 38 - O Segredo da Ilha


Fanfic / Fanfiction Estrelas Perdidas - Capítulo 38 - O Segredo da Ilha

 

 

09 de Dezembro do ano do Criador...

 

Inverno...

 

Depois que o sol se levantou, eles não se demoraram, tomaram café com a família. Era sábado, o inverno que chegara com o primeiro dia do mês se arrastava preguiçosamente por um dos hemisférios do planeta, seis continentes mergulhariam agora no ar glacial, enquanto outros seis deixavam a primavera e eram abençoados com o frescor do verão.

Trinyon deixava mansamente a brisa fresca do outono para se entregar aos poucos ao ar gélido do inverno, Floryny, para onde partiriam, era verão agora. Luhan ia com o pai, Oberon, Leeteuk, Changmin, o diretor Smith que havia acabado de chegar da Academia no castelo real acompanhado de Baekhyun a quem Luhan havia dirigido a palavra apenas por educação com um simples “Bom dia”.

Eles partiram em direção a Floriny, continente em comando de Siwon e Melanie, pais de Baekhyun, foram por nave e teletransporte, direto à cidade de Corshall, onde Siwon os encontraria em seguida. Pousaram a nave no campo de pouso particular da Casa de Justiça onde o prefeito Mourha veio lhes receber, amigo dos reis de Arcadhy desde seus estudos em Atlas, fora ele que ha anos havia começado a investigação sobre a pequena ilha de Centralhya.

Corshall onde haviam acabado de chegar era uma cidade pacífica como todas as cidades de Arcadhy, se situava em meio a uma enorme floresta exótica próximo ao mar e um dos maiores rios que cortam as terras do imenso continente de Floriny de uma ponta à outra, os moradores locais trabalham em sua essência com flores, comprando de outros planetas, plantando e revendendo os mais diversos tipos de plantas, árvores, flores e arbustos para os mais remotos lugares no planeta e da galáxia.

Corshall não ficava muito longe de Selesthy, a cidade imperial onde os pais de Baekhyun viviam, era a maior colônia de terranos em Arcadhy, os humanos que chegavam em Arcadhy iam em busca de uma nova vida longe do horror que haviam sofrido nas mãos de outros alienígenas. A maioria deles havia sido abduzidos na Terra por raças hostis como os Reptilianos e os Cinzas, raças conhecidas por sua conduta nada amigável, se sentiam como os reis do universo por alcançarem as estrelas antes da maioria. Sentiam-se no direito de fazer atrocidades com outros povos, não eram bem vistos em Arcadhy nem pela maioria da sociedade intergaláctica, sabia-se que ha muito tempo eles haviam se aliado aos seguidores de Gornothy.

Os humanos e seus descendentes que habitavam aquela parte de Arcadhy eram geralmente pessoas que haviam sido abduzidas para experimentos genéticos e seu fim era a morte, mas o pior de tudo era que eram estudados até o ultimo suspiro que davam, através de tortura, seus estudadores gostavam de ver como tal processo se dava, a ato de deixar de respirar, tentavam capturar os espíritos humanos como já havia feito com outras espécies. Os humanos quando resgatados pelas forças da Ordem Militar Intergaláctica aceitavam a oferta de viver em paz em Arcadhy sabendo de antemão que retornando à Terra não teriam apoio das autoridades e ainda seriam ridicularizados pela população ao relatar os horrores vividos.

Eram poucos ainda e a população arcadhyana os recebera de braços abertos em um tempo de dois mil anos quando os reis de Arcadhy decidiram ajudar nas causas intergalácticas se unindo assim à inteligência das doze galáxias, mas os arcadhyanos ainda tinham algumas restrições pois quando se abriram no passado foram invadidos e escravizados.

Em um veículo de transporte aéreo o prefeito Mourha os guiou até o início de uma estrada afastada a apenas oito quilômetros do centro da cidade rodeada por uma magnífica vegetação verdejante.

Quando a nave pousou para que a comitiva desembarcasse nos arredores da entrada oficial da ilha, Baekhyun teve uma surpresa indesejável, sua mãe os aguardava protegida por uma pequena tropa de combatentes, quatro sentinelas, cinco arqueiros, seis espadachins e cinco mestres em armas lasers, embora Luhan achasse que se o que eles fossem enfrentar para chegar até a ilha fossem criaturas não vivas, suas armas não serviriam muito, no entanto o pai lhe disse que a pequena tropa estava muito bem preparada não somente com armas, mas tinham poderes extraordinários.

Luhan percebeu o nervosismo de Baekhyun ao vê-lo se aproximar da mãe, Luhan cumprimentou a tia que o recebeu com um aconchegante abraço e ele se afastou para que Baekhyun viesse falar com ela.

Baekhyun estava preocupado pois havia ouvido alguns comentários de que sua mãe ou seu pai tinham padrões vibratórios fortes os suficientes para ver o que havia na ponte e chegar até ela sem se machucar ou se sentir atraído pelo que pudesse estar lá, Baekhyun estava preocupado, não queria que sua mãe se arriscasse, sua mãe havia dado a luz a pouco tempo, seu irmãozinho Enzo tinha apenas seis meses, era muito pequeno.

- O que a senhora faz aqui? – Baekhyun perguntou preocupado ao abraçá-la – Disse-me que não viria – ele continuou ao afastar-se dela segurando suas mãos, olhando em seus olhos – É perigoso, Enzo está tão pequeno...

- Meu amor, eu preciso tentar, todos nós temos nossas responsabilidades para com o planeta, se eu posso ajudar, eu devo ajudar – Ela sorriu para ele, ele a amava tanto, a mãe era tão linda, tão perfeita, gostava de se enroscar em seus longos cabelos cor de âmbar quando menor, deitado em seu colo olhando profundamente em seus olhos esverdeados que tanto lhe lembrava as florestas que circundavam a floresta das árvores matrimoniais da cidade imperial, ele não se importava em gastar muitos minutos de seu dia no colo dela, dividindo-a com Dulce até que vieram Scarlet e Enzo para completar a alegria, não se importava em dividi-la com todos, nem com o pai, mas os dois ainda tinham e sempre teriam seus momentos.

- O que sabem sobre a família? – Alcyon perguntou a Mourha observando a entrada da estrada que daria para a ilha.

- A ilha de Centralhya pertence à família Loppeux, descendentes de humanos e dos elfos negros de Hataman.

- Eles encontraram seus eternos entre humanos? – Luhan perguntou curioso com o fato.

- Sim – disse Mourha – Não é estranho?

- Muito estranho – Luhan respondeu e todos concordavam com isso.

- Acho que temos mais em comum com os terranos do que poderíamos imaginar – O prefeito continuou - A ilha está completamente isolada, ninguém entra ou sai a aproximadamente cinco anos, havia morando nela quando tudo começou a família Loppeux, pai, mãe, quatro filhos, dois elfos e duas ninfas e já em idade avançada um humano, terrano puro, e sua consorte ninfa, pais de Lucy. Com eles haviam 50 trabalhadores, eles não trabalhavam com flores como a maior parte da população daqui, trabalham com plantações de frutas e fabricação de derivados do leite, entre eles os melhores queijos de todo o continente, por isso quando seus produtos começaram a atrasar na entrega e pararam de circular pela cidade e continente foi que começaram a procurar por eles e as mortes começaram, começamos a investigar desde então e descobrimos que estavam ilhados, tentamos manter contato, mas nada que fizéssemos era o suficiente, muitos sábios e telepatas vieram mas não foram capazes de atravessar a ponte nem de fazer uma leitura mental do que havia acontecido. O que há na ponte ou além dela atraiu muitos de nossos combatentes treinados, por pouco não os perdemos quando tentamos entrar por nossa conta em risco, nada deu certo, quando não se joga da ponte não se consegue ultrapassá-la. Depois disso, nossos combatentes ficaram sem se lembrar de nada por um tempo e quando lembraram disseram que ouviram vozes os chamando, não se lembravam do que haviam visto. Os sábios da Ordem do Cérebro do Universo vieram investigar em seguida, mas ninguém mais teve coragem de tentar ultrapassar a ponte, era o mais prudente a se fazer.

- Não consigo entender porque isso não chegou aos meus ouvidos antes – disse Alcyon.

- Nem aos nossos – Siwon completou.

- Vossas majestades são tão ocupadas com os últimos acontecimentos de nosso planeta, às vezes precisamos resolver nossos problemas nós mesmos – Mourha falou.

- Se não conseguirmos resgatar a ninfa que represente a luz de nosso continente, o que acontece? – Baekhyun perguntou, estava colado à mãe desde que havia a encontrado, continuava nervoso, sabia que a mãe não estaria ali se não tivesses planos.

- Quando for necessária a presença dela, se ela não estiver presente no castelo real de Floriny, que é de onde espalhará sua luz sobre o continente, o circulo estará incompleto o que retardará a cura de nosso planeta em no mínimo uns 200 anos, todos que estão destinados tem seu papel definido, se faltar uma peça tudo desanda – disse Siwon.

- E se ela estiver morta? – Baekhyun insistiu, Luhan apenas ouvia calado cada frase da conversa, queria estar de bem com o primo para poder acalmá-lo, via-o claramente nervoso, mas era tão egoísta.

- Não está. Fler sentiu – Siwon respondeu – Sabemos que alguns que estavam dentro da ilha morreram, mas ela está viva – ele explicou, era hora de seguir em frente. No ponto em que haviam chegado deveriam abandonar as naves, os transportes e tudo o que fosse eletrônico, pois não funcionariam, estavam em frente à bela estrada que os levaria à ponte da ilha de Centralhya.

A estrada era belíssima, cercada por enormes e magníficas árvores de cedro que formava um paredão de cada lado formando um túnel verde pois seus galhos mais altos se tocavam, tudo era muito lindo, Melanie dissera a Baekhyun que quando era criança costumava brincar e fazer piqueniques com a família debaixo daquelas árvores e ao longo delas, dos lados onde se estendiam belíssimos campos verdes que costumavam ser banhados pelas folhas que caiam das árvores e muito bem freqüentada por criaturinhas que os habitavam, entre elas inúmeros florits, criaturinhas primaveris com corpo de talo, braços de folhas, pés de raízes e cabeças de flores, muito amáveis e gentis, gostavam de se aproximar de elfos e ninfas e morar em seus jardins sendo regados e mimados como as outras flores.

Baekhyun ia em silêncio, segurava a mão da mãe, tinha medo de perdê-la, estava nervoso, todos sentiam, todos presentes eram telepatas e sentiam também que onde estavam era seguro, calmo, mas a cada passo que davam e quanto mais perto chegavam sentiam uma força negativa e estranha pairando no ar. Baekhyun pressentia que aquilo não daria certo, estava angustiado, a mãe lhe apertou firme a mão.

- Vai dar tudo certo – ela lhe disse com sua voz suave, carregada de certezas, mas estava preparada para o pior, já havia deixado sem que Baekhyun soubesse, Scarlet e Enzo aos cuidados de sua tia Belinda, ela sabia que seria perigoso – Tudo vai ficar bem – ela disse tão suave que Baekhyun quase acreditou.

Quando eles chegaram às portas da ponte que os levariam à ilha, estavam apenas a alguns metros, pararam. Siwon se aproximou primeiro, sondando, tentando ver algo entre as duas extremidades da ponte mas não viu nada, apenas sentia presenças e ouvia vozes, espíritos e algo mais aprisionado naquele lugar.

- Fique aqui – Melanie disse ao filho beijando-lhe a face e soltando-lhe as mãos. Ele a olhou confuso, pressentia o pior, mas não poderia fazer nada, nestes últimos dias muitos de sua raça estavam se sacrificando por um bem maior, respirou fundo, precisava deixá-la ir, mas que o pai soubesse o que estava fazendo ou jamais o perdoaria por ter permitido que sua mãe se arriscasse, não queria nem pensar na palavra “Sacrificar”. Melanie se foi, se aproximou de seu rei na ponte, ela diferente dele podia sentir, podia ouvir, podia ver, perfeitamente. Seu dom não era como o dom de D.O. e sua mãe, mas era muito semelhante.

- Está vendo? – Siwon perguntou ao segurar uma das mãos dela. Baekhyun de longe apenas observava apreensivo.

- Sim – ela disse com os olhos vidrados depois da ponte, de um dos lados, do lado em que as criaturas que se aproximavam e se jogavam. Parecia em transe, prestes a se deixar seduzir pelo que havia em frente a seus olhos.

- O que há além da ponte?

- A linha tênue que tanto falam. Um véu rasgado ao meio deixando transparecer o outro mundo – ela disse – É assombroso. Nunca havia visto algo assim – ela se aproximou da mureta da ponte ainda segurando a mão de seu rei, não se sentiriam seduzidos ao ponto de se jogar, seu desenvolvimento mental lhes protegia – Quando olho, a primeira vista o que vejo além da ponte é lindo e assustador, é uma visão que atrai, uma beleza sombria, quando se aproxima mais se sente seduzido pelos mistérios da escuridão, e se aproximando um pouco mais a vontade de correr e se atirar no falso paraíso à frente é incontrolável. Eu posso fechar o portal, mas como havíamos imaginado, ficarei presa dentro dele.

- Não posso permitir isso – disse Siwon se virando para olhar em seus olhos.

- Não é questão de permissão meu amor, espíritos sombrios deixam o outro lado e entram na ilha para machucar quem ainda está nela, precisamos dar um fim nisso, pelo que posso ver, eles não consegue sair em direção à cidade, mas os vejo além da ponte, na ilha, preciso impedi-los, ficarei bem, sabes que eles não podem me tocar, e se as coisas acontecerem como nas visões de Minseok, precisaremos da ninfa que está presa na ilha. Quando Minseok receber os poderes do eclipse ele poderá me trazer de volta. Sabíamos que eu talvez precisasse fazer o que vou fazer quando concordamos que eu viria.

- Eu a trarei antes – ele disse levando uma de suas mãos à boca e a beijando com ternura.

- Eu sei – ela disse olhando-o com carinho, sorriu, se amavam tanto que seu amor se refletia na criação dos filhos sábios que tinham. Unidos ali, não saberiam mais viver um sem o outro – Vamos salvar a luz primeiro, sim? Depois volta para me salvar, eu te espero – ela sorriu e ele a abraçou, vendo a cena Baekhyun compreendeu o que fariam, tentou ir até eles, mas o tio Alcyon o segurou, ele não poderia pisar na ponte, ainda não tinha a força mental que os pais tinham, seria seduzido facilmente pela morte. Ele viu o pai beijar os lábios da mãe, seus olhos brilharam com o lilás mais intenso, respirou fundo, ele os viu voltando ate ele.

- Você disse que não se arriscaria – Baekhyun disse ao vê-la se aproximar e soltando–se do tio correu até ela a abraçando – não pode ir mãe.

- Meu amor, precisamos unir as luzes – ela disse – Preciso fazer isso.

- Não podes - ele disse perturbado, cortava o coração de Melanie ver os olhos do filho verterem os diamantes lilases, mas precisava ir na fé de que em breve a trariam de volta para os braços de sua família.

- Por enquanto este é meu dever, não se preocupe, sei que me trarão de volta em breve – ela disse retribuindo o abraço apertado – Me espera, não faças nada precipitado, eu estarei protegida lá dentro, eles não podem me ferir. Preciso que sejas forte para Scarlet e Ezon, para Dulce. Sejas o braço forte de teu pai estes dias, eles serão breve meu amor – ela lhe beijou a face com um breve sorriso.

- Tens certeza? – Alcyon perguntou e a rainha afirmou prontamente, o plano seria seguido como o planejado, como eles haviam previsto. Siwon segurou o filho enquanto Melanie seguia para aponte, o filho certamente a seguiria se pudesse.

A rainha usaria uma de suas magias mais antigas, a qual ela pouco se atrevia a usar, se aproximou da ponte e sabendo o que aconteceria se sentou para que seu corpo não recebesse um impacto muito grande ao cair no chão. Como previsto, seu corpo sentado caiu desacordado no chão enquanto seu espírito se levantava para fazer o que deveria fazer.

O espírito de Melanie atravessou a linha tênue e ela vislumbrou o horror que havia por detrás da cortina sedutora que atraia quem se atrevesse a atravessar a ponte. Demônios se moviam por um cenário de escuridão total que era quebrado apenas por uma fraca luz que se fazia ao longe, e agora, a luz alaranjada que emanava do espírito da rainha iluminava o lugar mais claramente. Perturbados, os demônios se esconderam de sua luz que lhes queimava, escondiam-se atrás de troncos de enormes árvores de aspecto queimado em meio ao lamaçal que era todo aquele solo, a lama chegava aos joelhos da rainha sujando sua túnica projetada. Eles tinham medo dela porque sua aura era forte e pura.

Melanie caminhou por alguns minutos dentro da lama e do lodo em direção à luz fraca que ficava depois de muitas árvores. Próximo à fraca luz ela pode ver mais horrores, os espíritos dos que haviam morrido seduzidos na ponte unidos a outros estavam ali, ajoelhados no lamaçal que naquela parte chegava apenas a seu calcanhar, cabisbaixos, presos ao pescoço por pesadas correntes que os mantinha ali, sujos. Ela olhava para eles com insistência a fim de reconhecer alguns deles pelas fotos de arquivo que o prefeito Mourha havia enviado a ela na noite passada. Alguns ela reconheceu, mas eram muitos e ela precisava continuar.

Ao lado de cada um dos espíritos haviam espectros negros, centenas deles, por toda parte, se alimentavam da energia viva que os espíritos de bem ainda tinham, sugavam sua vitalidade, eram seu alimento, ninguém se importou com a presença dela então a rainha se dirigiu ao meio deles e chegando ao centro, um lugar mais elevado, ainda assim dentro da lama, se ajoelhou.

Quando os demônios que vagavam por toda parte vieram sugar seu espírito ela uniu suas mãos intensificando a luz que a rodeava de dentro para fora e eles foram repelidos, não a tocaram como o previsto e também abandonaram os espíritos acorrentados sumindo por entre as árvores de aspecto queimado.

A rainha Melanie começou a recitar sem fraquejar os poemas sagrados do grande Livro da Vida e no fim do sétimo deles a linha tênue foi fechada com costuras firmes, sem deixar cicatrizes para uma nova ruptura, a maldição da ponte havia se quebrado. A luz da rainha se apagou e uma corrente a envolveu pelo pescoço mantendo-a naquele lugar.

Siwon correu até o corpo da consorte caído sem vida na ponte quando viu um ultimo brilho emanado dela e tudo ficar calmo e silencioso no mundo que ele apenas sentia e ouvia, mas não conseguia ver nada. Neste instante, todos puderam ver depois da ponte a família que habitava a ilha, eles também haviam sentido o que estava acontecendo dentro da linha tênue.

Baekhyun estava desolando, e mesmo magoado com o primo por causa de seu ômega, Luhan se aproximou dele e o abraçou consolando-o, era seu sangue, sua família, seu irmão no fim de tudo. Baekhyun aceitou o abraço acolhedor, sentia-se quebrado por dentro, não tinha cabeça para perceber o movimento ao redor deles, mas se deixou levar em direção à ilha.

Ao chegarem à ponte, Alcyon e os outros, viram os corpos dos que eram seduzidos jogados no solo ao lado do rio, dos que não haviam caído na água.

- Quem chegava à ponte, a maioria dos que morreram ali foram nossos contratados que chegavam para trabalhar nos dias seguintes, além de clientes, acho que foram cerca de vinte e sete ao todo, eles via belezas enganosas e eram seduzidos e atraídos para ela, cegos de desejo se jogavam da ponte, seus corpos ficam presos depois do portal – Disse Mahanon, pai de Aisha, a luz que haviam ido procurar, a luz de Floriny, uma bela ninfa de pele negra como a de seu pai, e belos cabelos repletos de cachinhos, ela era tão jovem quanto Luhan e Baekhyun.

Estavam sentados agora na imensa sala da mansão principal da ilha, tudo ao redor estava em decadência, como se a casa não fosse habitada ha décadas, as paredes estavam com aspecto queimado e um odor levemente podre que emanava delas pairava no ar.

- Quem é o espírito visto todos os dias indo e voltando da ponte para a ilha nos fins de tarde e no amanhecer? - Siwon perguntou, Baekhyun sentado a seu lado segurava o corpo da mãe em seus braços.

- É o espírito de meu pai – disse Lucy, a mãe de Aisha, uma bela ninfa de pele branca – Quando tudo aconteceu ele foi morto mas não ficou preso na linha tênue, pelo contrário, ele consegue entrar e sair de lá quando quer, é por causa dele que ainda estamos vivos – ela disse – Todas as tardes, antes de escurecer ele coloca duas lanternas espirituais, uma em cada extremidade da ponte, e pela manhã ele as recolhe, esta é nossa salvação, isso impede que demônios e espíritos malignos ultrapassem e entrem na ilha novamente, já que eles não podem passar da ponte para o continente, e isso é bom, ou já teriam se espalhado por toda a cidade. Não sabemos ao certo como meu pai consegue fazer isso, talvez o fato de que ele seja humano puro lhe faça ter esta capacidade, não sabemos ainda – ela disse, mas muitos ali como Baekhyun e Luhan imaginavam que o pai dela pudesse ser como D.O. e sua mãe, mesmo sendo de outra raça, ele havia conseguido ficar como proteção para a família depois de sua partida.

- E o que aconteceu? Como tudo isso começou? – Alcyon chegou ao ponto que intrigava a todos que permaneceram por muito tempo sem receber notícias da família que ficara ilhada em Centralhya.

Mahanon e Lucy explicaram a eles que a cinco atrás o filho mais velho deles havia começado a agir de forma diferente do habitual, ele tinha 20 anos quando se tornou agressivo e assustado, dizia ouvir vozes por toda a propriedade da ilha por onde andava, vozes o atormentando, e a telecinese não era parte dos poderes familiares, por isso acharam muito estranho. Alguns sábios foram chamados para lhe examinar e descobriram que ele estava cercado por demônios que tentavam possuir o corpo dele para algum propósito que eles desconheciam, mas por ter o espírito forte o elfo estava resistindo. Eles o atormentavam para fazer fraquejar. Quando aconteceu a maior tragédia, ele foi totalmente possuído e tentou matar Aisha.

O demônio que o possuiu era tão poderoso que nem os sábios presentes conseguiram detê-lo, naquele dia quando tudo se perdeu e eles ficaram ilhados, ele matou dois sábios, os dois irmãos mais novos, uma ninfa de 5 primaveras e um elfo de  8 primaveras, matou a avó ninfa que tinha mil anos e seu consorte, o avô humano que estava com 70 anos na época e que mesmo depois de morto os protegia.

O irmão de Aisha matou ainda três empregados da ilha e quando conseguiu se aproximar da luz o suficiente para matá-la, algo que saíra de dentro de Aisha em direção a ele expulsou o demônio que o possuía por alguns instantes, ele sabia que a irmã era importante, por isso queriam matá-la para conseguirem seu espírito, mas neste momento em que ele ficou dono de seu próprio corpo, e ele sabia que seria por pouco tempo, para não fazer mal à irmã ou a quem quer que fosse, ele se matou, mesmo podendo voar ele se jogou do ultimo andar da mansão.

Seu corpo era o único corpo que os demônios poderiam possuir na casa, por isso Aisha e o resto da família estariam seguros por uns tempos, até que pudessem pedir ajuda. Ajuda que demorou muito.

A linha tênue se rasgou ainda mais naquele dia atraindo para si os vivos e liberando demônios menores que saíram para atormentar as criaturas de Arcadhy que moravam nos arredores, o gesto do espírito do avô de Aisha fez com que os demônios não saíssem mais da linha tênue em direção à cidade, mas eles ainda conseguiam ir até a ilha e perturbar seus moradores muitas vezes, sugar sua energia vital, eles se impregnavam pelas paredes das casas da ilha deixando-as com o aspecto de queimadas e o leve odor de podre que pairava por toda a ilha.

Graças ao trabalho constante do avô de Aisha, os demônios agora, depois de um bom tempo não invadiam mais a ilha, mas sua família não conseguia deixá-la de forma alguma.

Todos na ilha haviam perdido seus poderes mágicos desde então e sobreviviam com muito pouco pois o solo havia se tornado infértil, eles sabiam que tudo isso era porque a vinda de Gornothy se aproximava, Aisha havia sonhado algumas vezes com o acontecimento, disse que  sonhara com sangue vivo caindo sobre um corpo inanimado e ele voltando à vida, o corpo que havia dentro do caixão era Gornothy, ela reconhecera por registros históricos, imagens antigas guardadas nos arquivos.

A família Loppeux não ficaria mais sozinha, seus familiares a muito tempo afastados vieram de longe para estar com eles. Os reis de Arcadhy enviaram seus sábios mais poderosos para ajudar na revitalização de Centralhya, para que seu solo voltasse a produzir e para expulsar os últimos demônios que os perturbavam que haviam ficado ali quando a fenda entre os dois mundos havia se fechado, pois a família não abandonaria seu lar, ninguém iria embora, eles a reergueriam. Os trabalhadores que tinha suas famílias no continente voltariam para eles mas estariam como a família da ilha para trabalhar em suas terras novamente.

Aisha seria instruída nestes dias sobre sua missão ao lado das outras onze luzes de Arcadhy para quando viesse o eclipse. Dakota, a luz de Verona que havia adormecido estava desperta, outra com poderes semelhantes aos dela, uma prima, havia ficado em seu lugar impedindo que o grande vulcão destruísse suas belas cidades, faltava agora, apenas a luz que estava perdida entre as estrelas, a luz que ha alguns dias não tinha mais sua energia sentida em nem um lugar.

Baekhyun não quis seguir com o tio e o primo para Trinyon, iria depois, ele foi com o pai para seu castelo no continente onde colocaram o corpo sem espírito de sua mãe em uma magnífica câmara de cristal na sala onde ficava o Cérebro do Universo, lá, seu corpo estaria protegido enquanto seu espírito permanecia preso no outro mundo.

 

 

 


Notas Finais


Dei uma editada básica porque tinha colocado o Chanyeol na comitiva por engano, hihihi, mas me enganei, ele ainda vai se encontrar com o Baek em um capítulo mais á frente.

Desculpa a marmotice ai.

(^.^)


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