História Estudos, Amor ou Curtição? - Capítulo 40


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Romance, Universidade
Visualizações 20
Palavras 1.687
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oii pessoal, voltei com mais um capítulo quentinho para vocês!!
Obrigada pelos comentários e carinho de vocês, fico muito feliz em saber que estão gostando da história!!
Espero que gostem do capítulo!!
Beijão e boa leitura! 😘❤

Capítulo 40 - Última Despedida


Fanfic / Fanfiction Estudos, Amor ou Curtição? - Capítulo 40 - Última Despedida

"Ela se foi"

Mesmo a enfermeira pedindo para que eu saísse do quarto permaneci no local, fiquei sentada ao lado da mamãe segurando em sua mão chorando incansavelmente.

"Anne!"- Logan exclama ao entrar no quarto. Os médicos devem ter ligado para ele e meu pai dando a notícia.

"Logan..."- Ele se aproxima de mim

Seu olhar para sobre nossa mãe e, mesmo com lágrimas nos olhos, ele tenta continuar firme para me apoiar e me tirar dali.

"Não podemos mais ficar aqui com ela... Precisamos sair do quarto..."- Meu irmão diz 

"Não Logan... Por favor..."

"Anne..."- Ele se senta ao meu lado

"Eu a amo"- Soluço

"Eu também irmã... Mas precisamos deixar ela ir..."- Ele diz chorando

"Não..."- Enterro minha cabeça em seu peitoral e me deixo ser envolvida por seus braços.

Ficamos alguns minutos em silêncio, escutando apenas os nossos choros ecoarem pelo local.

"Papai está lá fora... Vamos?"- Ele diz quando estou um pouco mais calma e assinto.

Logan se levanta e me levanta junto. Dou mais uma olhada para minha mãe e as lágrimas voltam com toda força. Saímos do quarto e fomos até a recepção onde papai estava com Katherine.

"Papai"- Abraço ele. Seus olhos estavam inchados e as lágrimas ainda escorriam pelo seu rosto.

Fico alguns minutos abraçada ao meu pai. Suas mãos acariciam meus cabelos na tentativa de me acalmar um pouco. Todos estávamos sem chão, mas um tentava diminuir a dor do outro.

"Amiga..."- Abraço Kathe  que também chorava

"Pai, se você quiser eu posso organizar as coisas do..."- Logan engole a seco o final da frase que ninguém tinha coragem de dizer. Ele estava com os olhos marejados porém suas lágrimas já estavam mais controladas.

"Não precisa meu filho, obrigado... Amanhã de manhã eu vou resolver essas coisas"- Ele diz com a voz embargada

"Acho melhor irmos para casa..."- Papai diz e todos assentimos

Logan e Kathe foram para casa deles enquanto eu e papai fomos para a nossa casa.

"Quer comer alguma coisa, pai?"- Pergunto assim que entramos em casa.

"Eu comi antes de..."- Sua voz embarga e vou até ele, o abraçando.

"Eu a amo... Vocês são a minha vida, sua mãe era a minha vida"- Meu pai diz chorando

"Eu sei pai... Todos amamos ela... Estou sofrendo muito também mas precisamos ser fortes... Mamãe me fez prometer que continuariamos vivendo a nossa vida... Eu sei que é difícil, que é quase impossível na verdade... Mas ela não gostaria de nos ver assim..."- Começo a chorar.- "Eu te amo pai"- Beijo sua bochecha

"Eu te amo Anne"

"Vou tentar dormir um pouco... Precisarei resolver algumas coisas amanhã..."

"Okk, eu vou com você..."

"Obrigada minha filha... Boa noite!"- Ele beija minha testa

"Boa noite pai"

Fui até a cozinha tentar comer alguma coisa mas nada descia, aquela sensação de embrulho no estômago não me abandonou desde que tudo aconteceu. Fui até o banheiro e entrei no chuveiro para tomar um banho. As lágrimas se misturavam com a água que caia em cima de mim, doía muito saber que amanhã minha mãe não estaria mais aqui... Depois de quase uma hora sai do banheiro.

Fiquei em pé em frente a janela da sacada, abracei meu corpo observando a noite que estava tão bonita para uma tragédia como esta estar acontecendo.

Peguei meu celular e, com lágrimas nos olhos, liguei para uma das únicas pessoas que eu queria falar nesse momento. Não sabia se ele me atenderia por causa do horário mas precisava tentar. Quando estava quase desistindo, ele atendeu.

Mark?- Digo com a voz embargada

Anne? Tá tudo bem?- Ele diz sonolento

Não... Minha mãe... Ela...- Começo a chorar novamente.

E-eu sinto muito... Como você está?

Péssima... Estou sem chão...

Quer conversar sobre isso?

Os médicos disseram que fizeram tudo o que era possível para que ela não chegasse no estágio que chegou... E eu sei disso porque também sou médica... Fazemos tudo que está ao nosso alcance... Mas... É tão difícil estar do outro lado, ser a pessoa na sala de espera, a pessoa que perdeu a mãe e a única coisa que te "acalenta" no hospital é uma simples frase: "Eu sinto muito, fizemos tudo o que era possível.". Eu... Eu já falei essa frase tantas vezes mas pela primeira vez sou eu que a escuto...- Mark fica um tempo em silêncio até voltar a falar

Eu não consigo imaginar a dor que você esteja sentindo... Sei que não vai ser fácil para você, mas quero que saiba que eu vou estar aqui por você. Sempre. Não posso dizer que sua mãe vai voltar ou que está tudo bem, mas posso te garantir que vou fazer tudo que eu puder para que você fique bem e passe por cima de tudo isso...

Obrigada... Eu... Eu não sei nem o que falar...

Não precisa falar nada... Só me promete que vai tentar descansar um pouco?

Prometo que vou tentar...

Okk- Ele ri fraco

Boa noite pequena...

Boa noite Mark... E... Obrigada de novo.

[...]

Levantei da cama assim que o sol começou a raiar, não consegui dormir quase nada durante a noite já que em alguns momentos as lágrimas escorreram pelo meu rosto enquanto a imagem da minha mãe se mantinha em minha mente.

Fui até o banheiro para fazer minha higienes e tomar um banho para melhorar minha aparência. Vesti uma calça jeans escura, uma regata azul clara, uma sapatilha nude preta nos pés, ainda bem que eu tinha trago várias roupas para passar as duas semanas em Boston e comprei mais algumas aqui na cidade. 

Sai do quarto em direção à cozinha e encontrei meu pai sentado no sofá da sala encarando a televisão desligada. Suspirei e me sentei ao seu lado.

"Bom dia, pai"

"Bom dia..."

"Conseguiu dormir?"- Pergunto

"Nem um pouco"

"Somos dois então... Também passei a noite em claro"- Abraço ele de lado

"Já tomou café?"- Ele nega

"Então vou preparar algo para a gente comer."- Sorrio de lado e me levanto do sofá indo até a cozinha.

Enquanto o café ficava pronto preparei dois sanduíches. Meu pai foi para o quarto trocar de roupa já que vamos sair logo depois de comer.

"Pai, o café já tá pronto"- Grito e em poucos minutos ele está na cozinha. 

Percebi que ele estava chorando já que seus olhos estavam inchados e sua voz um tanto embargada.

"Pai..."- O abraço e escuto ele suspirar 

[...]

Depois do café da manhã, eu e papai fomos ao hospital para pegar os documentos de óbito da mamãe e depois fomos ao cartório e a funerária. O enterro será as cincos horas da tarde. Não vou dizer que foi fácil passar a manhã envolvida com essas coisas, cada documento era uma prova maior ainda que tudo aquilo estava realmente acontecendo e não tinha mais volta.

Depois de tudo resolvido fomos para a casa do Logan e da Kathe, que nos convidaram para almoçar com eles.

Papai estacionou em frente a casa deles e descemos do carro. Ele foi na frente enquanto eu pegava algumas coisas que Kathe pediu para comprar no banco de trás do carro.

"Quer ajuda?"- Uma voz surgiu atrás de mim.

Reconheci aquela voz, só não acreditava que era ele mesmo que estava aqui. Me virei e tive certeza de quem era.

"Mark!"- Viro na direção dele e o abraço

"Não sabia que vinha"- Digo

"Surpresa?!"- Ele ri fraco.- "Eu não ia te deixar nesse momento tão difícil..."

"Obrigada por vim..."- O abraço apoiando minha cabeça em seu peitoral

"Vem logo Anne, tô morrendo de fome!"- Logan grita da porta de casa

"Já tô indo"- Reviro os olhos e grito de volta

Mark pega as sacolas no carro e caminhamos até a casa.

O almoço foi divertido, conversamos e rimos bastante. Nos permitimos esquecer um pouco do que estava acontecendo com a nossa família e curtir o momento.

Depois do almoço comemos a sobremesa que eu havia comprado e ajudei Kathe a organizar a cozinha.

"Amiga, você tem algum vestido preto para me emprestar? Eu só tenho o da despedida de solteiro da Emilly..."- Pergunto para Katherine

"Tenho sim. Vamos lá no quarto"- A sigo por dentro da casa

"Tenho esses dois mais comportados... Pode escolher qualquer um pra usar..."

"Obrigada... Vou usar esse aqui."

Escolho um vestido que batia um pouquinho acima do joelho com um decote bem fechado na parte de cima. Peguei o vestido e voltei para a parte dos fundos da casa com Kathe onde estavam os homens reunidos.

"Pai, acho que já vou pra casa... Quero tomar um banho antes..."- Digo

"Okk, vou também"- Ele começa a se levantar da cadeira que estava sentado

"Não precisa ir agora se não quiser... Eu pego um táxi e mais tarde você vai de carro..."

"É pai, fica aqui com a gente mais um tempo"- Diz Logan

"Tem certeza Anne?"

"Tenho sim, pai"

"Okk, pode ir então"

"Quer que eu vá com você?"- Mark pergunta

"Se quiser ir... Já leva suas coisas, aí você fica no quarto do Logan"- Digo

"Perai então, que vou pegar minhas coisas enquanto o táxi chega"- Ele diz e entra na casa

"Tchau gente! Até mais tarde"- Digo a última parte com um inevitável tom triste na voz

[...]

O enterro foi muito emocionante, não consegui conter as lágrimas que escorriam pelo meu rosto. Desde parentes distantes até amigos próximos, todos estavam presentes na última despedida à minha mãe proferindo palavras de consolo e declarando seus pêsames.

Depois do enterro fui direto para casa com Mark. Papai foi para a casa de alguns parentes nossos, mas disse que em pouco tempo estaria em casa.

Cheguei em casa e fui para meu quarto, apoiei a cabeça no travesseiro deixando as lágrimas escorrerem. Mark foi tomar banho e disse que irá preparar algo para comermos depois.

Alguns minutos se passaram desde que me joguei na cama, resolvi levantar para tomar outro banho e colocar meu pijama.

Sai do quarto e encontrei Mark na cozinha fazendo uma macarronada.

"Olha, eu sei que não cozinho muito bem, mas acho que essa macarronada vai ficar boa"- Ele ri fraco enquanto me sento em uma das banquetas

"Será?!"- Sorrio.- "Quer ajuda com alguma coisa?"

"Não... Eu ia pedir pra você cortar a cebola mas acho que você já chorou demais por hoje"- Ele ri e acaba tirando um riso dos meus lábios

"Você já está rindo... É um bom sinal"- Ele sorri 

"Palhaço"- Dou um pequeno empurrão em seu braço

Meu pai chegou em casa no momento em que estávamos servindo a comida e ele aceitou o nosso convite se sentando para comer conosco. Depois do jantar fomos cada um para um quarto dormir, ou pelo menos tentar dormir, como foi o meu caso.


Notas Finais


O que acharam do capítulo??
Por favorzinho, não parem de comentar!!
Beijão e obrigada por lerem! 😘😘


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