História Etéreo Reinado - Capítulo 3


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Emma Swan, Henry Mills, Malévola, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Tinker Bell, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags A Seleção, Castelo, Emma Swan, Época, Killian Jones, Once Upon A Time, Outlaw Queen, Outlawqueen, Passado, Regina Mills, Reinado, Reino, Robin Of Locksley, Romance, Tinker Bell, Zelena Mills
Visualizações 179
Palavras 1.354
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi sweethearts!
Obrigada pelos favoritos e por comentarem!
Queria esclarecer algo antes que vocês abandonem ER shuahsuha: essa fic é mais focada nos diálogos e sim até mesmo eu sinto falta de descrições e detalhes, vou tentar colocar um pouco mais ao avançar nos acontecimentos, mas a linha de diálogos como protagonistas segue ;).
Boa leitura!
Beijos diretamente do Etéreo Reinado.

Capítulo 3 - Adormecida


Fanfic / Fanfiction Etéreo Reinado - Capítulo 3 - Adormecida

 

Adormecida a bela e petulante está.

 

"O que tu queres comigo?” - cruzei os braços olhando o jovem homem do outro lado do aposento.

“Não vês que é óbvio?” - abriu os braços para indicar o ambiente. Engoli a seco, mas logo disfarcei. Não podia demonstrar insegurança.

“Já nos conhecemos?” - puxei assunto.

“Eu a conheço e sei que não sabes quem sou, embora devesse.”

“És um príncipe de verdade?” - semicerrei os olhos.

“Claro que sou.”

“Então prove.” 

“Ora essa! Tu não sabes quem é o príncipe de tua região! Devo levar como desaforo, no mínimo. Não tenho obrigação de provar nada. Venha até aqui!” - apontou para a cama. 

“Bem, acalme-se. Não sou conhecedora de nada além daquela floresta. Perdão, vossa alteza.” fiz uma reverência inclinando-me para frente. Se eu quisesse convencê-lo a alguma coisa, deveria ser doce. “Vou lhe dar uma taça do nosso melhor vinho para que possa me redimir.” - caminhei até a mesa de madeira no canto do cômodo, de costas retirei o pequeno frasco do bolso derramando o líquido escuro e sem sabor na taça antes de colocar a bebida. “Aqui está.” 

O loiro bonito e de sorriso atraente pegou o objeto olhando-me com curiosidade, tocando minha mão no caminho, gentilmente. Aquele contato deixou-me desconcertada por alguma razão.

Por favor beba, não seja espertalhão. Pensei comigo mesma.

O príncipe levou a taça até a boca e então em um movimento repentino jogou todo o vinho pela janela largando-a no tapete e puxando-me em seguida. Cai sobre a cama, estava desprevenida, assim, ele segurou meus braços acima da cabeça e prendeu meu corpo com o dele. Seu rosto estava a centímetros do meu.

“Se tu pensas que irá me fazer desmaiar como os outros, estás deveras enganada.”

“Como… o que? Como tu sabes? Quero dizer, que mentira!” - ele não poderia saber, não poderia!

"Ouvi conversas tuas com tuas amigas na floresta. Não há necessidade de fingir."

“Como ousas? Tu não és um príncipe? Onde fostes criado não ensinam que isso é falta de educação? Largue-me!” - esperneei embaixo dele.

“Não vou largar!”

“O que queres de mim?” tornei a perguntar já temendo pela resposta. Sem o meu truque como iria me safar? E pior… “Irá contar tudo à minha madrinha?” - arregalei os olhos com pavor.

"Não, não irei. Acalme-se, Regina.” ele afrouxou as mãos em meus braços e se ergueu minimamente. “Vim buscá-la para estar entre minhas pretendentes.”

“O que? Que pretendentes?” - empurrei-lhe o peito e me arrastei até à cabeceira da cama, estabelecendo uma distância segura entre nós.

“Ora para que se cases comigo.” 

“Deves estar louco ou com febre! Casar?!” 

“Bem, se tu fores escolhida, é claro. Não garanto nada.”

“E quem lhe disse que quero casar contigo?” - bufei sem acreditar.

“Não sei se tu entendestes. Sou o príncipe.” 

“Não sou surda.” - salientei.

“Malcriada.” o loiro fechou os olhos e respirou fundo, se ele estava perdendo a paciência também estava eu! “Tu vais para o castelo querendo ou não!” 

“Não vou!” 

“Preferes  viver essa vida?”

“O que tens tu a ver com minha vida? Eu irei embora daqui, voltarei para a minha família!”

“Quando exatamente pretendes fazer isso?” - ele coçou o queixo. Parecia achar algo divertido.

“Não zombe de mim!” - tentei chutá-lo com um pé, porém ele era mais rápido, raios! Pegou-me pelo tornozelo e arrastou-me na cama até ele.

“Estou sendo sincero. Não vais conseguir levar este teu plano muito mais longe.”

“Eu consegui até agora, não consegui?”

"Deixe de ilusão, Regina. Vim até aqui e estou disposto a levá-la comigo nem que seja sobre meus ombros.”

“Porque queres tanto a mim quando já devem haver muitas moças em teu encalço?”

O príncipe olhou-me nos olhos por um momento fugaz, porém logo o desviou.

“Não preciso dar-lhe explicações. Eu a quero lá no castelo e pronto!”

"Pois não vou contigo!” - tentei soltar minhas pernas.

“Ah vais! Tu vais! Ninguém ja se dirigiu a mim com tamanho desrespeito! Em outras circunstâncias serias levada ao chicote!” 

“Leva-me então, vamos, atreva-se!” - sustentei o olhar com o rosto em brasa.

Ele mais uma vez fechou os olhos e suspirou.

"Já estás decidido, partirá comigo amanhã de manhã.” 

"Maleficent nunca permitirá isto.” - suspirei também, resignada.

"Daquela senhora cuido eu. Talvez seja uma sorte a ignorância de vocês sobre minha aparência.”

“Estarei a enfeitar teu castelo como uma boneca para que brinques quando quiseres?” 

“Não sou o tipo de homem que tu encontra por aqui.” - pareceu ressentido.

“Pois não está a agir diferente, levando mulheres à tua casa para fazer sabe-se lá o que e então  escolher uma para casar! O que houve com teus romances?”

“Não quero falar disso.”

O observei e pensei notar alguma tristeza naquele rosto galante, então mudei de assunto, respeitando-o.

“Tu tens que desistir dessa ideia! Sabes do que se trata esse lugar? Queres uma moça daqui?” - tentei dissuadi-lo.

“Quero você, daqui. Sei a vida que tu levas. Regina Scarlett Mills, conheço-te mais que  imaginas.”

"Como?” - ele era um estranho como sabia meu nome?

“Quem sabe conto a ti algum dia. Durma, amanhã será um longo dia.”

“Dormir?” - franzi minha testa.

“Queres fazer outra coisa, meu bem?” - sorriu torto e faceiro passando um dedo em minha bochecha. Maldito bastardo!

“Não sou teu bem!” afastei-me embora aquele toque tivesse surtido um efeito diferente dos que já recebi. Deitei-me e puxei as cobertas até os ombros, mas mantive os olhos abertos. “Achas que confio em ti para dormir enquanto me velas?”

"Não irei tocar em ti.” - ele fez uma cruz com os dedos em frente os lábios e a beijou. Era uma jura e tanto beijar a cruz.

“Tu prometes pra mim?” - o olhei desconfiada mas bocejando de sono.

“Eu prometo.”

“Sob a espada, príncipe.” - o alertei.

Ele ergueu a sobrancelha divertido e se levantou, tirou sua espada pesada e elegante da bainha e a segurou com firmeza na frente do rosto. Mirou a lâmina.

“Eu prometo não tocar em ti nesta noite cheia de estrelas, Regina Scarlett Mills, caso contrário quero que o Trono mande um raio sobre minha cabeça assim que colocar os pés para fora desta casa.”

Ouvi sua jura com atenção e acenei com a cabeça ficando mais calma.

Eu poderia ter melhores condições de fugir do Castelo que debaixo do domínio de Maleficent… Teria que tentar já que não havia outro jeito.

“Boa noite, príncipe.”

“Boa noite, Regina.”

E foi assim que peguei no sono antes mesmo de vigiá-lo por alguns minutos.

 

۩۩۩

 

Robin observou Regina rapidamente entrar no mundo dos sonhos, imaginou o quanto ela deveria estar cansada dos afazeres ordenados pela madrinha e se sentiu consternado.

Regina não era fácil de lidar, seria um grande desafio para ele tê-la em seu lar, mas de verdade, após dias e dias ouvindo a bela moça contar suas histórias, algo dentro dele começou a remexer. No início sentiu pena pela vida que ela tinha, mas depois não havia mais espaço para esse sentimento, pois começou a admirá-lá pela força, esperteza e bravura que possuía. Diferente de muitas mulheres que ele havia conhecido, Regina apesar dos grilhões aos quais era acorrentada, também era a moça mais livre com a qual já se deparara, à frente de seu tempo. Ele se viu na obrigação de tirá-la dali e lhe dar uma nova oportunidade. Não sabia como seria no castelo, mas estava disposto a se arriscar, algo lhe dizia que era o certo a ser feito e mais, ele queria fazer. Teria que ter paciência e controlar seu próprio gênio, mas isso seria enraizado ao costume.

Mills era uma mulher linda e interessante, alguém com quem o príncipe sabia que poderia conversar. Esperava já que sua mãe ou Lady Tremaine arrancassem o pescoço dele se soubessem a verdade sobre Regina, porém, confiava no Rei como o homem justo e pai atencioso que era para algum dia contar-lhe tudo.

Robin sabia que a morena provavelmente não seria escolhida, não estava apenas nas mãos dele, no entanto a queria por perto, tanto quanto possível. A razão? Sabia-se lá Deus qual era.


Notas Finais


Acharam o que desse capítulo? O que acham do casal de "gato e rato" aí? Shuahsuhsu
Bj.


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