História Eterna aliança - Capítulo 10


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Kagami Uchiha, Karin, Kizashi Haruno, Konan, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Sakura Haruno, Sasori, Shikamaru Nara, Shion
Exibições 367
Palavras 1.719
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - O contrato


Fanfic / Fanfiction Eterna aliança - Capítulo 10 - O contrato

Na manhã seguinte, Sasuke foi convocado a voltar para Konoha, e ao encontrar o irmão Itachi, fora surpreendido com uma notícia inesperada.
— Isso é brincadeira, não tem a menor graça.
O príncipe Itachi olhou-o com indiferença. Era especialista nisso, pensou Sasuke. Especialista em ter idéias insanas como se fossem normais, óbvias.

— Isso resolveria o problema que estamos enfrentando.
— Está desequilibrado? Não é uma questão de resolver problemas — é sobre a minha vida. E não vou me sacrificar por motivos que você acredita serem justos.
— Não é um sacrifício permanente. Além disso, pensei ter ouvido que você gostara de Izumi.
Os olhos de Sasuke lançaram faíscas de raiva.
— Isso não significa que eu tenho... O irmão ergueu a mão.
— Sim, compreendo. Mas que outra opção existe? Sakura é a tutora legal do filho de Kagami. Não abre mão dele. Você está dizendo que o único jeito de termos o filho de Kagami, Izumi, é ficarmos com ela também. Mas como? Não podemos ter uma mulher, solteira, plebéia, cujo pai era dono de uma loja, morando aqui com responsabilidades legais sobre uma criança que, por acaso, é nosso sobrinho e, portanto, um príncipe. — O rosto endureceu. — Isso causaria sérios problemas de protocolo e segurança. O que sugeri acaba com esse impasse. — Tanto o tom de voz quanto a expressão de Itachi mudaram. — Não preciso dizer que sua cooperação será apreciada por nosso pai. — pressionou-o. — Vai deixar um ano, 18 meses no máximo. Só isso, Sasuke. O suficiente para servir aos propósitos. Faça tudo legalmente.

Os olhos fitaram o irmão caçula.
— Sasuke, você sempre pensou em ter um papel mais ativo nos negócios, assumir responsabilidades. Sempre reclamou de ser o "reserva". Agora pode cuidar disso. Ninguém mais pode — só você. Sabe disso. Apenas você.
Havia uma intensidade no olhar de Itachi que incomodou Sasuke. Por um longo momento, enfrentou o olhar do irmão. Depois, com um impropério gritou.

— Maldito seja, Itachi!
Itachi arqueou as sobrancelhas, debochando.
— Que eu seja maldito, mas faça isso por todos nós — retorquiu, frio. A voz de Sasuke, ao responder, foi ainda mais fria.
— Farei por Kagami.

O carro esporte percorreu rapidamente os quilômetros que o separavam da casa alugada. Mas, para Sasuke, ainda estava devagar. Queria dirigir rápido. Bem mais rápido.
E na direção oposta.
Em vez disso, dirigia-se para um cadafalso. Teria que pôr a cabeça num laço e deixar que o pendurassem.
O humor estava péssimo. A seu lado, Óbito  mantinha-se em silêncio. Sasuke apreciava a atitude dele. Óbito  sabia o que Sasuke iria fazer.
— Diga que sou insano — pediu Sasuke.
— Faz sentido o que está prestes a fazer — disse Óbito , em voz baixa.
— Faz? — perguntou, amargo.
— Está agindo assim por Izumi e por Kagami.
— Continue me lembrando disso também. Apertou o freio e girou o volante, rumo ao infortúnio.

Izumi recebeu-o excitado, correndo para ele com gritinhos de prazer. Sasuke pegou-o no colo. Os bracinhos de Izumi envolveram-lhe o pescoço, o corpinho forte apertado contra o peito de Sasuke. E então o aperto em torno dos pulmões pareceu afrouxar.

Posso fazer. Posso fazer por Kagami. Posso fazer por Izumi.
Carinhoso, Sasuke colocou o sobrinho no chão. Os olhos pousaram na figura imóvel, deslocada como sempre.
Deus, estava menos atraente ainda. A pele ruborizada e os cabelos mais desgranhados do que nunca. Usava calças de algodão desbotado e uma blusa com péssimo caimento.
Um sentimento de repulsa invadiu-o.
Afastou a instintiva rejeição. Assumira um compromisso e não tinha como escapar agora. Podia ser insano, mas prometera agir assim.
E não havia motivo para adiá-lo. Precisava fazê-lo logo, antes que os pés se transformassem em gelo. Então, enquanto colocava Izumi no chão, obrigou-se a olhá-la de novo.
— Como tem passado?
Ela deu de ombros, sem fitá-lo. Nunca o fazia, ele percebeu. Exceto daquela vez em que expusera ser a tutora legal de Izumi e dissera que nunca se separaria dele.
A expressão de Sasuke fechou-se. A intensidade da reação o chocara. Mais ainda, fez com que percebesse, pela primeira vez, desde a descoberta sobre o filho de Kagami, não importar-se ser Sakura apenas a tia biológica — na verdade, emocionalmente ela era muito, muito mais.
E estava certa. Indiscutivelmente certa. Tirar-lhe Izumi seria uma crueldade inadmissível para o sobrinho e para Sakura — e ela não merecia isso.
Devia ter sido difícil cuidar de Izumi sozinha, nas circunstâncias em que vivia.
— Como seu pai recebeu a notícia? — Engoliu em seco. — De que não vou deixar afastarem Izumi de mim?
Podia perceber a tensão na voz.
— Descobrimos outra forma de resolver a questão. Os orbes verdes de Sakura brilharam.
— Qualquer coisa que envolva tirar Izumi de mim é... Levantou a mão, silenciando-a.
— Não é isso. Entretanto — disse, grave, reunindo forças para fazê-lo — este não é o lugar adequado para discutirmos o assunto. — Deu uma olhada em direção a Izumi que estava brincando com a pista dáe trenzinhos. — Você já jantou?
Sakura franziu os lábios.
— Eu janto com Izumi. Assim, poupo os empregados de preparar duas refeições.
— Muito atenciosa — disse, friamente. — Eu não jantei. Então, sugiro que eu jante enquanto Izumi estiver no banho e, quando ele dormir, espero que concorde que não podemos mais adiar a discussão sobre seu futuro. É o que deve ser feito. Nenhum de nós dois tem escolha.
A expressão do rosto ficou tensa; Sakura afastou o olhar. Izumi apareceu e Sasuke ficou-lhe grato.
— Já terminei a pista, venha brincar — convidou-o — Vamos fazer uma corrida.
Sasuke deu um sorriso luminoso.
— Uma corrida? Então se prepare para perder, rapazinho.
Para seu martírio, Izumi o olhou triste.
— Tolo. Eu tenho o trem expresso — disse a Izumi  penalizado.
Pelo canto dos olhos, Sasuke viu Sakura afastar-se. Preparou-se para brincar com Izumi, o que era mais fácil quando ela não estava por perto.
Depois, lembrou-se do que prometera fazer e sentiu o coração oprimido. Mesmo para o bem de Kagami, seria uma tortura.

Izumi dormira antes de ela terminar de contar-lhe uma história. Normalmente Sakura tomava banho e lia até dormir. Izumi acordava cedo e logo queria levantar-se. Não se importava em também ir cedo para a cama.
Mas essa noite precisava descer.
E enfrentar Sasuke.
Sentiu medo. Não podia imaginar qual seria a solução, como o pesadelo poderia ser resolvido.
A cabeça exausta girava em torno do problema familiar. Dois mundos em colisão sem saída.
Só sabia uma coisa: o que quer que os Uchiha quisessem, não iriam separá-la de Izumi. Não enquanto estivesse viva.
Assustada, deixou a porta do quarto de Izumi entreaberta e desceu.
Ao chegar à sala de estar viu que Sasuke já se encontrava lá, olhando os jardins na penumbra, as cortinas abertas. Segurava um copo de licor na mão.
Percebeu algo que tentou sufocar, mas era impossível.
Impossível para ela e para qualquer mulher. Impossível ignorar que ele era o homem mais lindo que
já vira.
Constrangeu-se. Parecia errado estar tão atenta à boa aparência dele. Não devia ficar pensando naquilo.
Ainda assim, com aquela expressão pensativa, parecia ainda mais atraente.
Voltou-se quando ela entrou na sala e a fitou.
Imediatamente Sakura ruborizou-se, como sempre acontecia quando ficava em seu campo de visão, tornando-a terrivelmente consciente de sua péssima aparência.
Sim, eu sei, estou horrorosa. Não há nada que possa fazer a respeito. Então, por favor, simplesmente não me olhe.
— Não quer sentar-se?
Desajeitada, sentou-se no sofá. Sasuke atravessou a sala, sentando-se à sua frente, separados por uma larga mesa de centro quadrada. Balançava devagar o licor no copo, fitando-o. Levantou a cabeça.
Começou a falar com voz calma e cuidadosa:
— Sei que achou difícil aceitar o que aconteceu, mas espero ter finalmente compreendido a realidade da situação. E que você tenha considerado que a vida de Izumi não pode continuar a mesma.

— Abriu a boca para falar, mas ele não havia terminado. — Preste atenção. Antes de dizer algo, escute. — Respirou fundo, com dificuldade. — Como disse, compreendo que é difícil aceitar, mas é preciso, não tem escolha Izumi não é mais o menino que você acreditava ser Queira ou não, não pode negar que ele seja filho de meu irmão Kagami, fruto do casamento com Ino, sua irmã. A morte de ambos foi terrível, mas precisamos lidar com isso. Em resumo, Izumi é nosso sobrinho e seu filho adotivo. Essa é a realidade. E, graças a nosso parentesco, ele é um príncipe. Nada pode mudar isso. Nem todo o desejo desse mundo. — A expressão alterou-se e os olhos brilharam de emoção. — e eu não gostaria que mudasse, nem por uma fração de segundo. Ele é uma criança abençoada, um presente de Deus. — A voz voltou ao tom calmo. — Só porque ele é um presente para nós, para minha família, não significa que não seja um bem precioso para você. Ou... — Fez uma pausa. —...Ou você para ele. Não é isso que está em jogo. Dei-lhe minha palavra que não prosseguiria na linha inicial, cuja promessa era Izumi deixar sua companhia. Mas — fez nova pausa e recomeçou, enfatizando cada palavra. — Mas precisa aceitar que o modo como viviam antes acabou. Não pode continuar. Izumi é um príncipe do Reino dos Uchiha e deve ser educado como tal. — Deu outro suspiro profundo. — E isso significa que não deve seguir levando uma vida normal. Deve ir para Konoha. Com você.
Sakura empalideceu, as mãos cruzadas no colo, a respiração irregular. Mas ao menos não o interrompera. Sasuke  tomou outro gole de licor, sentindo o líquido queimar-lhe a garganta.
Retomou a palavra.
— Não há solução fácil, mas existe uma solução. E é isso que vou propor a você. Temos diante de nós um problema que precisa de resolução urgente. E há uma saída. Dramática mas, dadas as circunstâncias, a única possível.
Sentia o frio a percorrer-lhe as pernas, congelando-lhe os pés. Tinha que falar — e já. Antes que parasse e saísse correndo apavorado.
O olhar inexpressivo pousou em Sakura, sentada à sua frente. Uma completa estranha para quem tinha que dizer as seguintes palavras:
— Podemos nos casar.

                         .......


Notas Finais


Hai ^^
Eae pessoal o que estão achando.
Não deixe de comentar. Beijos💜💜


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