História Eterna aliança - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Kagami Uchiha, Karin, Kizashi Haruno, Konan, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Sakura Haruno, Sasori, Shikamaru Nara, Shion
Exibições 358
Palavras 3.217
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Promessa válida


Fanfic / Fanfiction Eterna aliança - Capítulo 12 - Promessa válida


O jatinho começava a descida.
— Começamos a descer, Izumi — anunciou.
Izumi, encantado, olhava pela janela os pequeninos pedaços de campos, vales e rios espalhados abaixo Ele se comportava bem, assim como Sakura, para alívio de Sasuke.
— Você ao menos concorda em visitar o principado? Nada além disso. Para que meus pais e irmão possam conhecer Izumi. — A voz mudara.
— Não preciso dizer o quanto eles desejam encontrá-lo. Por favor, não lhes negue isso — concluiu, calmo.
— Será um momento muito emocionante para eles.
Ela concordara. Algo parecia ter mudado entre eles. Não sabia direito o que, mas agora era mais fácil conversar com ela. Também tinha certeza de que o fato de ela parecer menos tensa e desajeitada em sua presença não era fruto de sua imaginação.
Talvez a cena daquela noite tivesse clareado a mente de ambos.
Fosse o que fosse, sentia-se grato. Grato por ela ter concordado em seguir adiante, mesmo daquele jeito circunspecto, por ter finalmente deixado de estar sempre recusando seus pedidos, o que tornava tão difícil lidar com ela.
Tinha telefonado para Itachi de manhã, avisando que pegariam o vôo no dia seguinte. Só não contou ser apenas uma visita e não uma mudança em definitivo. Diria, em particular, estar fora de cogitação um casamento de conveniência. Que a situação teria que ser resolvida de forma que Sakura se sentisse confortável.
Itachi não quisera conversar muito, apenas quisera saber se estavam a caminho e quando pousariam. Parecia tenso, preocupado.
Atravessavam um período de estresse, Sasuke tinha consciência.
O pai não era uma pessoa fácil e Sasuke sentia pena de Itachi. Embora a existência de Izumi fosse um milagre, trazia um preço que o pai odiaria pagar. O foco da imprensa nos assuntos particulares da família.
A comissária de bordo veio à cabine pedir para que colocassem os cintos de segurança. Sasuke deu um sorriso de apoio a Sakura. Ela parecia incrivelmente calma, mas ele se perguntava se seria uma calma aparente. Izumi parecia excitado.
Irônico, pensou Sasuke, Izumi parecer bem mais excitado em viajar de avião do que ao ouvir a novidade, contada de forma cuidadosa na tarde anterior por Sasuke e Sakura de que ele era, na verdade, um príncipe.
— Vou ter uma coroa? — fora a única pergunta e, diante da resposta negativa, perdera o interesse no assunto.
O interesse na realeza voltou momentaneamente ao entrarem no carro que os estava esperando no campo de pouso. O carro tinha uma bandeira bem colorida saindo do capo e Izumi quis saber o porquê.
— É a bandeira de seu avô Fugakú . Ele é quem governa Konoha. Vamos encontrá-lo, sua avó Mikoto e seu outro tio Itachi. Aquele sobre quem lhe falei ontem.
O carro deu a partida. Izumi conversava com Sasuke fazendo uma pergunta atrás da outra. Sakura permanecia calma.
Mas era difícil.
Na vila, isolada na segurança de sua casa, tinha sido difícil pensar na realidade do patrimônio de Izumi. Agora, em Konoha, tudo se tornava real Medo e apreensão dominavam-na e podia sentir os músculos retesados.
Estava tão deslocada. Já fora insuportável, naquela casa de campo, mas voar num avião particular, com uma comissária dizendo "Alteza" para Sasuke toda vez que falava com ele, um comandante uniformizado saudando-os ao desembarcarem e agora um guarda-costas, Sasori, sentando ao lado do motorista que os levava numa limusine oficial com a bandeira real... Definitivamente, não pertencia a esse mundo.
Um mundo tão estranho para ela quanto pousar em outro planeta.
A ansiedade e nervosismo consumiam-na sem piedade.
— Vai dar tudo certo. Confie em mim — dissera Sasuke em voz baixa, com uma nota de consideração, gentileza... à qual não estava acostumada. Talvez porque finalmente agisse de acordo com as imposições dos Uchiha, levando Izumi para Kanoha para conhecer os parentes. Mas parecia mais que isso.
E Sakura conhecia a razão. Está com pena de mim. Está com pena por saber que eu sei que a insana idéia do casamento de conveniência era simplesmente grotesca.

A gentileza devia tê-la feito sentir-se ainda mais constrangida. Estranhamente, porém, o efeito fora contrário.
Observou-o responder, paciente, às perguntas de Izume. Os dois pareciam totalmente à vontade. Ele era afetuoso e carinhoso, aberto e expansivo com o sobrinho, o que lhe deu segurança, do que precisava desesperadamente.
Se ele é assim, significa que os pais e o irmão também serão. Certo, por acaso são parte da realeza, mas afinal, que diferença faz? Querem Izumi porque amavam o pai dele e só isso conta.
Tudo acabaria bem, precisava acreditar nisso.
E se não acabasse, então... Inspirou profundamente ao lembrar-se de não ter assumido nenhum compromisso. Izumi, era seu por direito,ela era sua tutora. Nada poderia acontecer a ele sem o consentimento dela.
Os olhos voltaram-se de novo para Sasuke.
Além do mais, ele tinha dado sua palavra.Ele, um príncipe real, não empenharia a palavra por brincadeira, falava sério.

A segurança aumentou. As janelas do carro tinham insufilme, para que os ocupantes pudessem observar o que se passava do lado de fora e ninguém pudesse ver o que se passava dentro.

— Estão acostumados com os carros da família real — comentou Sasuke, quando o carro diminuiu a marcha, nas ruas estreitas da cidade, em direção ao palácio real.
— Mais alguém sabe que estamos chegando? Sasuke meneou negativamente a cabeça.
— As calçadas estariam cheias de paparazzi se soubessem. Para a imprensa, você e Izumi ainda estão na vila. Posteriormente sairá um comunicado oficial do palácio confirmando tanto a existência de Izumi quanto a sua e também reconhecendo-o como filho do príncipe Kagami e membro da família real. Mas meu pai não tem pressa em fazer nenhum pronunciamento em retaliação às histórias recém-publicadas.
— Então ninguém sabe que estamos aqui? — repetiu.
— Não, estão seguros. Será uma visita totalmente particular.
A tensão diminuiu, mas não muito. O carro já se aproximava dos enormes portões do palácio, atravessando as alamedas. O palácio branco parecia feito de balas de criança, pensou. E os guardas usavam uniformes antiquados e capacetes.
O carro parou diante de uma imensa porta dupla, As portas foram abertas e dois serviçais surgiram. Um abriu a porta do carro.
O príncipe Sasuke foi o primeiro a sair. Depois, ajudou Izumi e ofereceu a mão a Sakura. Ela conseguiu sair do carro sem ajuda.
Quando se ergueu, sentiu o calor do ar mediterrâneo, depois de ter saído do carro com ar-condicionado.
Dirigiram-se para a entrada e Sakura sentiu os frios pisos de mármore, enquanto andava ao lado de Izumi  e Sasuke do outro lado, atravessando um espaçoso hall.
Estou num palácio, pensou Sakura, o que parecia bizarro e irreal.
Um dos serviçais  seguia à frente, o outro, atrás. Izumi ainda fazia perguntas a Sasuke. Sakura olhou disfarçadamente para as paredes ornadas com nichos contendo estátuas.
À frente uma imensa escadaria atapetada de azul-real. Essa é a casa dele — deve subir as escadas todos os dias.
A sensação de irrealidade aumentou.
Assim como a sensação de opressão.
Como poderia fazer parte daquele mundo, mesmo que apenas como a mãe adotiva do neto do príncipe regente? Impossível!
Grotesco...
Chegaram ao topo das escadas e a um vasto corredor que parecia estender-se em todas as direções, tendo portas duplas nas laterais.
Tudo era em mármore e dourado, rodeado de um silêncio que a fazia pensar num museu deserto.
Um homem deu um passo à frente, saindo de uma porta que ela não notara.
Eles pararam e o homem saudou o príncipe, dispensando os serviçais. Vestia terno e obviamente não era um empregado comum, devia fazer parte do quadro de funcionários.
Como eram chamados?Camareiros, era isso?
O homem bastante jovem e usando óculos que lhe escondiam os olhos, dirigia-se ao príncipe Sasuke. O olhar desviara-se, disfarçadamente, para Izume, mas não para ela.
O que eu sou? Invisível?
O pensamento cáustico aumentou-lhe o desconforto.
O príncipe Sasuke franziu a testa, dizendo algo, em voz áspera, ao homem cuja expressão não se alterou, permanecendo impassível. Indecifrável.
Sasuke voltou-se para Sakura, ficando na frente do homem.

— Meu pai e minha mãe gostariam de ficar a sós com Izume, pela primeira vez. Por favor, não se sinta ofendida. Se você estivesse presente, seriam obrigados à formalidade e a se comportarem como dita o protocolo. Espero que compreenda.
O medo surgiu-lhe nos olhos. Depois, para sua surpresa, Sasuke segurou-lhe a mão.
— Vai dar tudo certo. Dei-lhe minha palavra.
As mãos dele eram quentes, os olhos onix fitando os seus, calorosos orbes verdes.
— Confie em mim — disse em voz baixa. — Não tenha medo.
Lentamente, meneou a cabeça. Parecia ter algo entalado na garganta. Soltou-lhe a mão.
— Você será conduzida a seus apartamentos, onde pode tomar um banho. Descanse, relaxe. Depois, quando eu trouxer Izume, mostro os arredores.
Mirou Izume.
— Agora vamos conhecer seus avós e seu outro tio. Sua mãe vai descansar um pouco e depois vamos sair para explorar tudo que temos aqui. Tem muito para se ver nesse palácio. — Inclinou-se e confidenciou: — Até mesmo uma passagem secreta.
— Senhorita ?
Era o camareiro, ou o que quer que fosse. Atordoada, seguiu-o. Tensa, deixou-se levar.

Sasuke olhou ao redor e franziu o cenho. A sala de estar particular dos pais, na qual acabava de entrar, estava deserta. Entretanto, tinham lhe dito para apresentar Izumi de imediato. Onde estava todo mundo?

— Sasuke, finalmente.
Virou-se de supetão. Itachi entrara de uma das antecâmaras. Seus olhos foram direto para a pequena criatura segurando a mão de Sasuke. Por um segundo, nada disse, apenas olhou.
— É difícil negar a paternidade. Parecido demais com Kagami. — Os olhos voltaram-se para Sasuke. — Começávamos a achar que nunca conseguiria trazê-lo. — Uma nota de ironia transpareceu na voz de Itachi. — Para um homem capaz de seduzir qualquer mulher para a cama num piscar de olhos, devia ter sido fácil fazer Sakura obedecê-lo.
— Pare com isso, Itachi. — A voz era mais áspera do que de hábito. — Onde estão nossos pais?
As sobrancelhas de Itachi levantaram-se numa curva debochada.
— Hoje é dia do Grande Conselho e você sabe que nosso pai nunca se atrasa para as sessões. Quanto à nossa querida mãe, sempre vai para o SPA em Ando-varia nessa época do ano. Esqueceu?
Sasuke ficou imóvel.
— O quê? Óbito  disse que Izumi precisava ser trazido imediatamente.
— Claro — respondeu, impaciente. — Tivemos que esperar demais, mas, pelo menos, agora ele chegou. — A voz voltou a mudar. — Finalmente podemos relaxar. Especialmente você. — O tom debochado voltara. — Pobre Sasuke, reduzido a ser oferecido em sacrifício, quer dizer, casamento. E para uma noiva daquelas. Acabo de observá-la pelas câmaras de segurança. Deus, se soubesse que era tão desinteressante teria pensado duas vezes. Ainda assim, funcionou... como achei que aconteceria. Deve ter-lhe agradecido emocionada quando você falou sobre o casamento de conveniência.

— Você nunca pretendeu que eu fizesse a proposta? — A voz de Sasuke era cortante como uma faca.
Itachi soltou uma gargalhada.
— Fico lhe devendo uma, mas você não nos deu alternativa. Precisava ser convincente, deixar claro que você acreditava precisaria ir em frente. Por que prometeu a essa Sakura Haruno não tirar Izumi dela está fora da minha compreensão. Por isso não quis colocá-lo numa situação em que você saberia estar mentindo sobre o casamento de conveniência.
— Eu lhe dei minha palavra para que confiasse em mim.
— Péssima idéia. — Itachi meneou a cabeça. — Vai ficar contente em saber que não mencionei nada para nosso pai. Ainda assim, como expliquei, tudo funcionou perfeitamente. E agora podemos finalmente resolver essa maldita confusão.
Os olhos dirigiram-se a Izumi, cujo olhar, confuso ao ouvir essa conversa incompreensível, fitava Sasuke. Por um segundo, Sasuke julgou ter visto algo nos olhos de Itachi que logo sumiu. A voz, quando voltou a falar, era rápida e profissional.
— Os empregados de Izumi  foram selecionados e estão esperando para levá-lo. A princípio, terá apartamentos no palácio, onde a segurança é maior. Depois será transferido para algum lugar mais remoto... nas montanhas, provavelmente, onde ficará fora de circulação. Um colégio interno é uma possibilidade, quando for mais velho, mas ainda faltam alguns anos. Por enquanto, só precisa de babás e tutores. E ser mantido da maneira mais discreta possível, é claro.
Tudo que for necessário para mitigar a situação e minimizar sua presença. — A expressão voltou a alterar-se. — Deus, que confusão maldita! Tem sido desagradável lidar com isso aqui, posso lhe garantir!
— Tive a impressão de que a idéia de um neto era bem-vinda.
Itachi deu uma risada sem o menor senso de humor.
— Você tem lido muita bobagem nos jornais. Sim, é claro que decidimos mostrar a história pelo lado sentimental. Você acreditou que nossos pais receberiam com alegria a novidade de Kagami ter desgraçado a própria vida — e as nossas — engravidando aquela loira ignorante e vulgar e casando-se com ela?
Sasuke deu de ombros.
— Podia ser pior, a loira vulgar podia estar viva. Pelo menos, só sobrou Sakura. Por falar nisso, o que vai acontecer com ela? — A voz denotava insegurança.
— Apartamentos seguros na torre sul, para onde está sendo conduzida agora. Depois será levada de volta à vila onde é o lugar dela. Uma vez fora, pode fazer o que bem entender. Não vai conseguir recuperar a guarda de Izumi. Mesmo que a imprensa financie qualquer pedido de custódia dela, para obter publicidade, levará anos. Enquanto tinha Izumi e ainda moravam na vila estávamos impedidos de agir. A lei estava a seu favor. Agora a história é diferente. Estamos de posse de Izumi e isso é o que conta. Acabou.

-E você, meu querido irmão —
Itachi deu-lhe um tapa nas costas, os olhos brilhando com a habitual expressão debochada —, está finalmente liberado. Livre para comemorar o trabalho bem-feito. Missão cumprida.
— Ainda não.
A mão direita soltou a de Izumi. Fechou o punho e deu um soco na têmpora esquerda de Itachi com todo o peso do corpo. Itachi caiu inconsciente no chão.
Izumi  soltou um gemido, mas Sasuke voltou a pegar-lhe a mão e apressou-se em direção à porta.
— Mudança de planos, Izumi — disse, a voz tomada pela fúria.

Os corredores pareciam não terminar nunca, como um labirinto. Sakura seguia o camareiro. Ele não pronunciou uma palavra e caminhava num passo um pouco mais rápido que o seu. Subiram mais escadas atravessaram mais corredores, subindo sempre.
A decoração tornava-se menos suntuosa a cada corredor. Finalmente, conduziu-a, através de portas, a mais um corredor. Sakura olhou ao redor. Não era apenas menos suntuoso, era deserto. Uma leve camada de pó no chão, o ar fedendo a mofo.
— Senhorita ?
O camareiro ou seja lá quem fosse, abriu uma porta, esperando-a entrar. Ela hesitou um momento e depois sem saber o que fazer, entrou. Parecia um quarto de hotel barato e não de um palácio, com uma cama e mobília simples e uma pequena e suja janela que, como Sakura podia ver, dava para uma área de entrega.
A mala fora colocada num tapete ligeiramente esfiapado, ao lado da cama.
Uma cama de solteiro, percebeu, preocupada. Olhou em direção à parte que presumia fosse o quarto de Izumi. Ao abri-la verificou ser apenas um banheiro pequeno, sem janelas ou porta. Voltou-se.
— Onde é o quarto de meu filho?
A porta do corredor foi fechada e ouviu o girar da chave.
Alarmou-se e correu para a porta, girando a maçaneta. Trancada.

O corredor estava obviamente fora de uso. A emoção atingiu Sasuke e ele suprimiu-a. Não tinha tempo para emoções. De maneira metódica, atravessou o corredor, testando cada maçaneta. Cada uma levava a um quarto vazio, provavelmente quartos de criados, no passado.
A quinta porta estava trancada. Parou um momento, escutando. Nenhum som. Teria ela tentado gritar? Ou teria se dado conta da inutilidade? Ninguém poderia escutá-la ali.
A emoção voltou a tomar conta dele. Tornou a suprimi-la. Sentiu a força da fechadura com a mão, girando a maçaneta. Deu um passo atrás.
Doeu. Em filmes, nunca parecia doer. Mas a dor no ombro, ao arrombar a porta, era irrelevante.
Mas não a pessoa encolhida na cama.
Mesmo da porta, podia perceber o olhar de terror.
E as marcas das lágrimas.
O rosto contorceu-se. De raiva. Fúria. Desespero.

— Estou com Izumi, vamos embora — disse, apressado pegando suas mãos  finas e geladas. — Não temos tempo. Venha agora. Confie em mim.
Percebeu-lhe a emoção, uma expressão que gostaria de nunca mais ver num rosto de mulher.
— Onde está ele?
— No final do corredor, espiando. Pensa ser um jogo. Não está chateado, não percebeu o que está acontecendo. Não faça perguntas, é nossa única chance de sair daqui.
Por quanto tempo Itachi  ficaria desacordado? Não fazia idéia. Só sabia que os preciosos minutos corriam. Parecia ter se transformado em duas pessoas Uma, descontrolada de raiva e a outra, extremamente calma.
— Izumi — disse, o grito preso na garganta. Sasuke viu a criança sair do esconderijo, no final do corredor.
— Mamãe, venha. — Ele a apressava, o rosto excitado.
O palácio parecia um labirinto, mas Sasuke o conhecia como a palma da mão. Sabia quais andares tinham mais chance de estarem desertos. Andava rápido, o sangue latejando, a mala de Sakura numa das mãos e a mão de Izumi na outra. Izumi caminhava a seu lado, a mãe atrás. Ambos, como instruídos, sem falar ou fazer perguntas. Ele não podia pensar, não podia sentir. Apenas mover-se. Rápido, urgente. Sem ser detido. Cada esquina era um risco, alguém podia estar por perto.
Mas não havia ninguém. Ninguém até a porta dos fundos de seu apartamento. Convidou Izumi e a mãe a entrarem, enquanto ligava um número do celular.
Felizmente Sasori estava a postos. Ligara para ele ao deixar Itachi estatelado no chão, para passar-lhe instruções. Desligou e voltou-se para Izumi.
— Hora de usarmos a passagem secreta. Izumi escancarou a boca, maravilhado.
— Aqui está. — Aproximou-se da parede da lareira e apertou o botão camuflado que operava o mecanismo da porta. Não o usava há tempos, mas ainda funcionava, mesmo que rangendo, revelando uma entrada estreita para uma escada ainda mais estreita.
— Por esse motivo escolhi esses apartamentos quando adolescente. Era uma ótima maneira de fugir. Venham.
Izumi não precisou de um segundo convite. Moveu-se a expressão encantada, e Sasuke precisou segurá-lo quando acendeu a luz interna e fechou a porta.
A escada secreta dava para uma parte lateral do palácio. O carro esperava; ordenou ao sobrinho e a Sakura que deitassem no banco traseiro.
— Vamos — ordenou a Sasori.
Só quando Izumi cutucou-lhe a perna, perguntando se era outra aventura, as emoções começaram a emergir, com uma violência que o abalou.

Chegaram à fronteira em menos de vinte minutos. Ficara em dúvida sobre atravessar a auto-estrada no litoral ou subir as colinas. Optou pela última.
Quando passaram pela saída, murmurou:
— Saímos. —  Izumi e Sakura, levantaram. Colocando os cintos de segurança.
— E agora? — A voz dela não denotava emoção, mas Sasuke percebeu-lhe o ligeiro tremor e a garganta apertada, o medo, o terror.
Fitou-a. Estava pálida. A emoção cresceu e ele voltou a controlá-la.
— Vamos procurar um padre.

                          .....


Notas Finais


Hai^^
O que acharam do nosso Salvador, #Sasuke kun♡
Beijos, pessoas lindas💜💜


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