História Eterna aliança - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Kagami Uchiha, Karin, Kizashi Haruno, Konan, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Sakura Haruno, Sasori, Shikamaru Nara, Shion
Exibições 426
Palavras 1.054
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Destino incerto


Fanfic / Fanfiction Eterna aliança - Capítulo 5 - Destino incerto


O aposento começava a girar à sua volta.
Não era verdade. Não era verdade.
Se continuasse repetindo, talvez passaria a ser. Verdade não ser verdade. Não era verdade o que aquele homem acabara de dizer. Claro que não. Era absurdo. Tolo. Impossível. Mentira. Uma mentira inconcebível — ou seria brincadeira? Devia ser isso. Inclinou a cabeça para trás, tentando inspirar o ar. Apoiou-se na mesa e obrigou-se a olhar para o homem que acabara de mentir ou brincar.

— Não é verdade. — A voz saiu estridente, tanto quanto a dele quando ela dissera não fazer idéia de quem era... O pai de Izumi. — Não. — berrou. As pernas tremiam. — Não. Isso é uma brincadeira. Tem que ser. Não é possível. Não devo ter entendido direito.
— Melhor sentar-se. — A voz ainda era fria, mas não tanto quanto antes. Sakura encarou-o com os olhos verdes esmeraldas arregalados, demonstrando surpresa, as sobrancelhas unidas, o rosto carrancudo.
A complicada situação ainda estava em sua mente.
Ele acabara de dizer que o pai de Izumi era filho do... rei de Konoha. Mas dissera ser tio de Izumi. Irmão do pai. O que significava que também...
Encarou-o. Não era possível. Não podia ser.
Podia vê-lo ali em pé a poucos passos dela enquanto se agarrava à beirada da mesa do pequeno chalé.
Não pudera revelar quem era o pai da criança.
Ninguém soubera. Até um jornalista decidir investigar a trágica morte de Kagami e, apesar da pouca probabilidade, descobrir um bombeiro que mencionou ter libertado uma mulher das ferragens de um carro esporte do tipo que o jornalista sabia que Kagami estava dirigindo. A partir daí, começara a procurar até juntar as peças daquela extraordinária e inacreditável história.
O príncipe Uchiha Kagami, morto aos 21 anos, havia deixado um filho órfão.
A notícia ia se espalhar por todos os tablóides.
— Achem o menino.
A ordem de Itachi ecoou na cabeça de Sasuke. Ele telefonara para Itachi logo depois de falar com Shikamaru Nara.
— Temos que achar o menino antes da imprensa. Convoque Óbito hoje à noite. Mas, Sasuke, é importante darmos a impressão de não sabermos de nada. Se acharem que queremos impedi-los, vão divulgá-la. Enquanto isso — a voz tornou-se mais dura — entrarei em contato com Konan. Talvez, uma única vez, possa pedir um favor a seu pai... impedir que a história vaze. Podemos ganhar tempo até Óbito colocar a criança em algum lugar seguro, fora do alcance deles. — Parou e depois, continuou com voz seca. — Parece que pelo menos uma vez sua proximidade com a imprensa nos será útil.
— Fico feliz em ser útil, pelo menos uma vez — respondeu, a voz ainda mais sarcástica.
— Não posso sair daqui, pois levantaria suspeitas. Conto com você, mas deixe que eu conte para nosso pai, OK?
Sasuke não ficara por perto para saber como o pai recebera a notícia de que os Uchiha estavam a ponto de enfrentar a mais séria exposição nos jornais até então. Tinha a incumbência de achar o filho do kagami.
As emoções o sufocavam. Controlara-se ao máximo, pois precisara chamar Óbito  para tentarem achar o filho do irmão.
Sentiu o coração apertar. Parecia incrível que, no banco de trás, o filho do irmão dormisse. Era quase como ter kagami de volta.
Um desastre, assim Itachi chamara. E Sasuke sabia que tivera razão. Detestava o fato de todos os tablóides exporem a história, apesar de o menino estar com ele, em segurança. Mais forte era o sentimento de assombro e agradecimento.
Moveu os olhos para o menino adormecido.
O coração acelerou novamente. Mesmo com pouca luz, vislumbrava as feições de kagami, a semelhança. E pensar que o sangue do irmão pulsava nas delicadas veias de Izume, seu sobrinho.
Filho de Kagami, de seu irmão que morrera de maneira tão inesperada e trágica.
E ainda assim...
Tivera um filho.
Todos esses anos fora criado naquele lugar, cuidado por uma mulher que não era sua mãe, sem saber quem era.
Nós não sabíamos. Como não soubemos?

Arrepiou-se. Por um longo momento, fitou Izumi adormecido, percebendo-lhe a respiração, os cílios longos na pele clara.
Então, lentamente, desviou o olhar para a pessoa ao lado dele.
A expressão mudou, e ele contraiu os lábios. Era uma complicação de que não precisavam. Franziu o cenho. Não havia realmente se dado conta de quem ele era? Parecia inacreditável, a surpresa fora genuína. Jamais encontrara alguém que não o conhecesse.                                                    
Tentou pensar em outra coisa. Não tinha importância sua reação diante do evidente desconhecimento, ter sido de... irritação? Mágoa? Não, nada disso, apenas não estava habituado a não ser reconhecido. Todos sabiam quem ele era.
Logo, ser observado como um homem comum fora uma experiência nova para ele. Só isso.
Deus, por que se preocupar com isso? Como dissera, era irrelevante. Ela
agora sabia. Era isso que importava. E a partir do momento em que aceitara — só perdendo aquele olhar perplexo ao cair dormindo no carro — tinha conseguido sua cooperação.
Ela preparara sanduíches e sucos, contando para Izumi, enquanto ele comia, que partiriam numa aventura. Fizeram as malas e ele não demonstrara ansiedade, apenas curiosidade e excitação. Sasuke fizera o possível para dar uma explicação simples.
— Eu... — Hesitara e dissera, sentindo-se emocionado. —... Sou seu tio. Acabo de descobrir onde você mora. Vou levá-lo numa viagem de férias. Temos que partir de carro agora.
Ele adormecera quando o carro tinha percorrido somente alguns quilômetros. A tia não demorara a dormir também. Melhor. O carro não era o local apropriado para a conversa que deviam ter.
Olhou-a, entediado: rosto claro, cabelos escorridos bem abaixo dos ombros , realmente chamava atenção por ser de uma cor diferente, roupas indescritíveis, uma mulher irritante.
Não podia ser mais diferente de Ino. Não tinha a beleza da irmã. Ino tinha sido uma daquelas loiras que chamam a atenção por onde passam. Alta, magra, grandes olhos azuis, rosto em formato de coração. Não virara modelo por acaso. As fotos que Óbito  havia descoberto mostravam porque atraíra Kagami.
Teriam formado um casal maravilhoso.
Sentiu dor mais uma vez. Deus, perderam a vida em tão pouca idade... Deixando para trás um legado secreto.
Sasuke acariciou o sobrinho com o olhar.
Cuidaremos de você, não se preocupe. Está em segurança conosco.
Indiferente, Izume dormia.

             
                     Continua ...


Notas Finais


Hai ^^
Obrigada pelos comentários, continuem comentando, estarei respondendo a todos.
Beijos, 💜💜


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...