História Eterna aliança - Capítulo 6


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Kagami Uchiha, Karin, Kizashi Haruno, Konan, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Sakura Haruno, Sasori, Shikamaru Nara, Shion
Visualizações 527
Palavras 1.104
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Uma herança protegida


Fanfic / Fanfiction Eterna aliança - Capítulo 6 - Uma herança protegida

Quando os primeiros sinais de consciência surgiram, Sakura esticou o braço na cama grande.
Estava tudo bem. Izumi estava ali. Por um momento, deixou a mão nas costas do pijama dele, ainda dormindo do outro lado da cama de casal. Chegaram no meio da noite na casa alugada. Os empregados vieram de avião do palácio de Kanoha. Uma casa à prova de jornalistas bisbilhoteiros.
Voltou a ficar desconfiada, como diversas vezes antes, desde o momento em que se dera conta de quem era o homem que invadira sua casa.
Ainda estava em estado de choque. Senão, por que estaria tão calma? Em parte para proteger Izumi. Pelo seu bem, deveria lidar com a situação de maneira natural.
Por mais difícil que fosse.
O que irá acontecer?
Inquietou-se.
O príncipe ainda estava lá? Ou a deixara com o capitão Óbito ? Torcia para que tivesse ido embora. Não se sentia confortável ao seu lado.
Mesmo que não fosse membro de uma família real e não fosse conhecido como... Príncipe playboy? —. Nunca ficaria à vontade em sua presença. Um homem tão bonito só podia deixá-la sem jeito e envergonhada.
E sabia que alguém como ele jamais se sentiria à vontade a seu lado. Ele era do tipo que gostava de estar rodeado de mulheres bonitas como Ino. Mulheres simples e pouco atraentes, como ela, não existiam para eles. Já não aprendera essa lição? Não sabia que para os homens ela era invisível? Quantas vezes os olhos dos homens desviaram-se automaticamente dela procurando Ino?
Tentou esquecer essas coisas irrelevantes, concentrar-se na paternidade de Izumi.
Em seu tio. Príncipe Uchiha Sasuke.
Não deve estar mais aqui, deduziu. Certamente retornou ao palácio. Por que ficaria por perto? Provavelmente só fora à sua casa, pessoalmente, porque queria se certificar de que Izumi era parecido com o pai.
Abriu os olhos. O quarto era grande, a casa de campo suficientemente distante para que a imprensa não encontrasse Izumi. Por quanto tempo teriam que ficar ali? questionou-se, ansiosa. Quanto antes a história vazasse, melhor, pois logo a notícia esfriaria e ela e Izumi poderiam voltar para casa.
Arqueou as sobrancelhas. Será que Izumi ficaria chateado se o misterioso tio simplesmente desaparecesse de novo? Preferia que não soubesse quem ele era. Por que contara? Parecia-lhe sem sentido. Essa história não ia durar para sempre. E, embora entendesse por que a família Uchiha pretendia esconder Izumi, achava que não deveriam contar nada a ele.
Precisaria explicar que, embora o príncipe Sasuke fosse seu tio, morava longe e não poderia voltar a vê-lo.
Ainda assim, parecia-lhe cruel ter contado. Izumi já havia perguntado sobre o pai, e tudo o que pudera dizer foi que ele amara a mamãe, mas que ela estava muito doente e não contara quem era seu pai.
Pela centésima vez desde que tomara conhecimento sobre o amante de Ino, Sakura sentiu-se descrente. O horror de ter que ir o mais rápido possível para o hospital em Tóquio  para onde a irmã fora levada tinha sido tamanho que a notícia de que o desastre matara o príncipe caçula de Konoha simplesmente passou-lhe despercebida. Não ligou uma coisa à outra. Como poderia?
E ele era pai de Izumi. Ino tivera um relacionamento com o príncipe Kagami. E ninguém soubera.
Inacreditável, mas verdadeiro.
Preciso aceitar.
Olhou ao redor do quarto, desolada. Deliberada-mente, forçou-se a pensar em vez de sentir.
Não faz diferença. Quando toda a confusão gerada pela notícia terminar, voltaremos para casa. A vida voltará ao normal. Só preciso de paciência.
Sentiu Izumi começar a mexer-se e emocionou-se.
Nada poderia ferir Izumi. Sempre iria protegê-lo. Nada nem ninguém poderia jamais interferir no relacionamento dela com Izumi seu filho, a quem amava com toda a força de seu coração.

— Bom dia.
Sasuke entrou na sala de estar. Izumi, no chão, ocupava-se com uma pilha de blocos de montar, Sakura estava a seu lado. Acenou discretamente para ela e voltou a atenção para Izumi.
— O que está montando?
— A torre mais alta do mundo. Venha ver.
Sasuke não precisava de convite. Quando o olhar pousou no sobrinho, o coração apertou-se, memórias voltaram-lhe à mente. Lembrava-se de Kagami naquela idade.
Uma sombra cruzou-lhe os olhos. Kagami era diferente dele e de Itachi. Itachi nascera como herdeiro. O primeiro príncipe, destinado a governar Konoha, assim como o pai fora destinado a herdar o trono do pai, uma geração antes. Há muitos anos, os Uchiha governavam o pequeno principado, que escapara à conquista de outros estados e até às invasões estrangeiras . Geração após geração, mantiveram Konoha independente. Mesmo em tempos de União Européia, o principado mantinha-se um Estado soberano. Alguns o consideravam uma anomalia histórica, outros meramente um paraíso fiscal e um playground para os muito ricos. Mas o pai e o irmão mais velho consideravam-no a herança, o destino.
Uma herança a ser protegida. Hoje, não mais contra forças externas ou interesses territoriais do estado japonês . O que tornava Konoha segura era a continuidade da família no poder. O principado era feudo dos Uchihas e só por isso mantinha a independência. Sem eles, teria certamente sido anexado à outro país , assim como todos os ducados e territórios do passado,  transformando-a em nação.
Os Uchiha eram essenciais para Konoha. Por esse motivo, era imprescindível que cada príncipe no poder tivesse um herdeiro.
E, Sasuke ficou tenso, que o herdeiro também tivesse outro, que pudesse governar em caso de emergência.
Os tradicionais "herdeiro e reserva", sendo ele o reserva.
Sabendo que estava ali, se houvesse um desastre, para assegurar a continuidade da linhagem da família.
Mas kagami... Ah, com Kagami era diferente. Era especial para os pais, pois era temporão. Não tinha uma função na dinastia, e por isso, permitiram-lhe ser apenas um menino. Um filho. Um menino abençoado cujo temperamento conquistara até o pai severo e a mãe emocionalmente distante.
Por essa razão, sua morte prematura fora mais trágica, mais amarga.
Sasuke agachou-se ao lado do sobrinho, sem prestar atenção ao modo como Sakura se encolhera. Sim, filho de Kagami, sem dúvida. Não precisariam de exame de DNA. A paternidade era inegável, perceptível em cada traço. Talvez tivesse algo da mãe, mas bastava um olhar, para que todo o mundo percebesse ser um Uchiha.
Izumi era seu nome, um bom nome para ele.
Abençoado.
O coração apertou-se de novo. Sim, era abençoado. Ainda não tinha conhecimento, mas saberia. Era mais do que abençoado, era a própria bênção, pois apesar de toda publicidade e cobertura da imprensa, dos comentários maldosos que surgiriam a qualquer momento, Izumi seria visto como a bênção que era.
A última consolação para os avós.

                        
                          . . .



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