História Eterna aliança - Capítulo 7


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Kagami Uchiha, Karin, Kizashi Haruno, Konan, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Sakura Haruno, Sasori, Shikamaru Nara, Shion
Exibições 391
Palavras 1.963
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Imune a ela


Fanfic / Fanfiction Eterna aliança - Capítulo 7 - Imune a ela

Sakura encaminhou-se a uma cadeira próxima. Esperava ter a sala de jantar só para ela e Izumi.                  
Sentia-se extremamente sem jeito com a presença do príncipe. Tentou não olhá-lo, mas era difícil não sentir a presença dele na sala. Mesmo que não tivesse sangue real, seria impossível ignorá-lo.
À luz do dia parecia ainda mais alto, mais bonito. Usava jeans de grife, cabelos rebeldes na altura da nuca e camisa de gola aberta feita sob medida. Imediatamente percebeu como estava mal vestida em comparação a ele. A calça  e a blusa, de uma aldeia de lojas populares, deviam ter custado menos que o lenço com monograma que ele usava.
Pelo menos, não dava a mínima atenção a ela. Só prestava atenção a Izumi, ajudando-o a construir a torre.                                                                     
Ressentimento e vergonha disputavam a primazia. Izumi conversava, confiante, sem nenhum traço de timidez. Nesse sentido, era parecido com Ino. Era surpreendente que o temperamento alegre de Ino não tivesse sido corrompido pela criação, apesar do jeito como os pais a mimavam, obcecados por ela. E embora fosse alegre, sabia o que queria, e o que queria era ser modelo, levar uma vida excitante e glamourosa. E foi o que fez, ignorando o temor dos pais e partindo em busca da vida que desejava.
E do homem que desejava.
Mais uma vez, espantou-se. Ino namorara um príncipe de Kanoha e ninguém soubera de nada. Nem a família dele e, muito menos, a dela.
Como conseguiram? Devia ser muito diferente do irmão. Apesar de não tê-lo reconhecido, ouvira falar de sua reputação. O príncipe playboy. Realmente era bonito e merecia o título. Alto, ombros largos, cabelos escuros e feições sérias e fria.
E que olhos onix...
Escuros, cílios longos, se observados de perto.
Desviou o olhar. A aparência não tinha importância, não lhe dizia respeito. Só devia preocupar-se com o tempo que teriam que esconder-se até poderem voltar para casa.
Izumi interrompera a construção da torre. Olhava o ajudante, curioso.
— Você é mesmo meu tio? No ato, Sakura ficou tensa.
— Sim — respondeu Sasuke, com naturalidade. — Pode me chamar de tio Sasuke. Meu irmão era seu pai, mas morreu num acidente de carro. Sua mãe estava junto.
— Eu estava crescendo na barriga dela; aí eu saí e ela morreu.
O príncipe observava com atenção o sobrinho, como Sakura podia constatar, prendendo a respiração. Por favor, por favor, não diga nada sobre realeza.
Não fazia o menor sentido Izumi saber. Não faria diferença. Quando fosse mais velho, precisaria, mas, até lá, seria desnecessário.
Então, para seu alívio, Izumi mudou de assunto.
— Terminamos a torre. O que vamos fazer agora? Parecia tomar por certa a contribuição do ajudante.
Mas o príncipe levantou-se.
— Desculpe, Izumi. Não tenho tempo. Preciso partir em breve e conversar antes com sua tia.
Lançou um olhar para a tensa figura sentada no apoio do braço da cadeira. Sakura levantou-se desajeitada e Sasuke descobriu-se a olhá-la sem o menor prazer.
Como uma mulher podia ser tão pouco interessante? Desviou os olhos; não percebeu quando ela corou.
— Por aqui, por favor — disse, dirigindo-se à porta.
Entrou num aposento que, evidentemente, era a biblioteca, segurando a porta para Sakura, que passou apressada por ele. Posicionou-se em frente à lareira. Ela ficou imóvel, no meio do aposento.
— É melhor sentar-se.
A voz era fria, distante, formal.
Ela ficou ainda mais tensa. O jeito descontraído com que tratava Izumi desaparecera por completo.

- Sobre o que queria conversar? Tomara que a informasse por quanto tempo ainda precisariam ficar ali. Esperava não ser por muitos dias. Queria levar Izumi de volta para casa, para a normalidade, para o chalé, onde ela tentaria esquecer quem era o pai dele.
Sentou-se num confortável sofá de couro. O príncipe continuou de pé. Parecia muito alto. Sakura gostaria de ter permanecido de pé também.
Ele começou a falar:
— Espero que tenha começado a se habituar à novidade. Entendo que deve ter sido uma surpresa e tanto...
— Ainda não posso acreditar. Parece inacreditável. De que forma Ino conheceu o príncipe?
O príncipe arqueou a sobrancelha.
— Não é tão inacreditável quanto imagina. Graças à carreira de sua irmã, ela devia freqüentar os mesmos ambientes de meu irmão.
Conseguia interpretar com clareza a expressão que dizia que a vida de Ino estava a quilômetros de distância da sua.
— Agora que está ciente da situação, deve entender que o bem-estar de Izumi é prioritário.
A expressão de Sakura tornou-se severa. Será que achava que ela não sabia?
— Por quanto tempo teremos que permanecer aqui?
Houve uma pausa, antes de o príncipe responder. Sakura não se importava se o ofendera fazendo a pergunta abruptamente. O simples fato de estar no mesmo aposento que ele a deixava tão envergonhada que tudo que desejava era diminuir o período de convivência. Além disso, não queria deixar Izumi sozinho mais do que o necessário.
— Suponho que a história venha à tona a qualquer momento. Duvido que possa ser adiada... Quanto ao tempo que permanecerá... — Deu um suspiro profundo. — Isso depende de quanta informação a imprensa tiver.
Os olhos de Sakura brilharam. Era algum tipo de comentário sutil sugerindo que ela pudesse dar entrevistas ao voltar para casa?
Mas o príncipe prosseguia:
— A imprensa briga entre si, um tentando sobrepujar o outro, atualizando matéria antiga e tentando dar um "furo" exclusivo para tornar sua história a mais atraente, pelo maior tempo possível.
O tom de amargura na voz dele era evidente. Claro que falava por experiência própria. O príncipe Sasuke não fora forçado a ter um estilo de vida de playboy e se não gostava de ser perseguido pela mídia, não deveria viver como vivia. Mas Izumi era inocente, uma criança.
Sentia um forte instinto maternal. Izumi não tinha culpa se o príncipe Kagami ficara interessado em Ino e a engravidara.
— Quanto tempo vamos precisar permanecer aqui? — inquiriu-o novamente.
— O período que for necessário. Não posso dizer mais do que isso. — A expressão mudou. — Vou hoje para Konoha para manter meu pai informado. Você e meu sobrinho ficarão aqui. Serão bem cuidados, mas não têm permissão para deixar a casa.
— Por acaso, acha que eu quero encontrar algum jornalista?
— Mesmo assim — respondeu em tom implacável.
Será que os Uchiha achavam que ela queria que aquele pesadelo fosse verdade? Será que realmente achavam que faria algo para piorar a situação já tão desagradável?
Não lhe interessava a opinião do príncipe Sasuke ou de qualquer membro da família quanto a suas intenções. No momento, não estava em condições de fazer nada, a não ser aceitar que ela e Izumi não podiam ficar em casa e sentir-se aliviada, até grata, pela rápida atuação dos Uchiha levando-os para longe.
— Entretanto — Sasuke retomara o discurso, no mesmo tom impessoal, seco. — Si?
Voltou a cabeça para a porta, aberta sem ruído. Um homem bastante jovem, mas forte e musculoso, com aparência de guarda-costas, disse que estava tudo pronto. Sasuke fez sinal com a cabeça e voltou-se para Sakura.
— Fui informado de que meu avião me aguarda e a decolagem já foi autorizada. Desculpe, preciso partir.
Sakura acompanhou-o com o olhar, frustrada por não saber quando poderia voltar para casa. Mas presumia que nem mesmo a família de Kagami sabia com exatidão o que a imprensa faria, em quanto tempo a história seria esquecida.
O príncipe Sasuke chegara a sugerir que ela talvez tentasse falar com a imprensa. Mas essa era a última coisa que faria.
Não valia a pena aborrecer-se. A realeza vivia numa redoma, a preocupação era compreensível.
Izumi parecia ter-se adaptado à situação e ela estava agradecida. Não parecia chateado por estarem trancados naquela casa.
Parecia satisfeito, nos dias seguintes. Sakura e Izumi passaram bastante tempo sozinhos. O capitão Óbito o homem que devia ser o guarda-costas do príncipe tinham desaparecido e ela não viu sinal de ninguém na casa, exceto dos eficientes empregados .
Ficou satisfeita por ser dona do próprio tempo. A mente parecia dividir-se. Por um lado, era o mais natural possível, brincava com Izumi, contava histórias, levava-o para nadar, sua diversão predileta. Havia uma piscina coberta no anexo da casa principal! Mas, por outro, a razão confundia-se com a emoção.
Ainda não havia se recuperado da surpresa, mas fazia o possível para disfarçar. Izumi, felizmente, era pequeno demais para compreender. Recebera a novidade de forma natural, como quando se mudaram. Ela era o centro de sua vida e bastava tê-la por perto para ficar feliz.
Entretanto, era inevitável que fizesse perguntas sobre o homem que dissera, sem a menor necessidade, ser seu tio.
— Para onde ele foi?
— Para Konoha. É lá que ele mora.
— Ele vai voltar?
— Acho que não.
Amaldiçoava Sasuke. Por que contara a Izumi ser seu tio? Obviamente qualquer criança ficaria interessada, especialmente se não tivesse outros parentes. Mas que outro interesse Sasuke poderia ter por Izumi, a não ser o fato de ser alvo de notícias que ameaçavam causar um escândalo envolvendo a sua família?
Izumi franziu a testa.
— E o capitão? Ele vai voltar? Ele brincava de trem comigo.
— Acho que não. Ele também mora em Konoha. — Sakura mudou de assunto. — Podemos tomar nosso lanche?
— Mamãe, isso é um hotel onde cozinham para a gente?
— Mais ou menos. — Foi a explicação mais fácil a dar.
— Gosto daqui — afirmou, com um olhar de aprovação. — Gosto da piscina. Podemos nadar de novo depois do lanche?
— Vamos ver.

                       ...

Sasuke parou diante de uma das janelas de seu apartamento no palácio. Tinha uma vista fantástica da marina, com seus iates iluminados e o elegante calçadão.
E pensar que o filho de Kagami estivera por ai, criado por uma mulher que nem sabia quem ele era.
Os pensamentos voltaram-se para o chalé simples de onde tirara o sobrinho. Ficara chocado ao encontrá-lo vivendo naquelas condições.
O filho de Kagami.
Como contara a Itachi, soubera assim que pusera os olhos nele.

— Não haverá necessidade de testes de DNA.
— Mas serão feitos. É necessário.
Sasuke dera de ombros. Podia entender, mas sabia que quando a família visse Izumi, teria certeza que ele era filho de Kagami.
— E a tia? Como está?
— Surpresa. É compreensível. Não fazia idéia. — Decidira não contar ao irmão que ela não o reconhecera. Itachi acharia engraçado.
— É provável que não esteja acreditando na sorte. — Havia uma nota de cinismo na voz de Itachi. A tia de Izumi não demonstrara nenhuma emoção, exceto descrença e temor diante da iminente publicação da notícia.
Então Itachi pegou uma das fotos profissionais de Ino Haruno, do dossiê entregue por Óbito , e examinou-a.
— Loira, bonita e ignorante como a irmã? — perguntou, em tom casual.
Sasuke arfou.
— Você está brincando. Ela é completamente sem graça.
O irmão riu, sarcástico.
— Ótimo! A imprensa não vai se interessar por ela. Não dará uma bela foto.
Sasuke, a atenção voltada para o último modelo do possante carro, estacionado ao longo da marina, ficou sério ao ouvir o comentário de Itachi. Era um jeito muito cruel de falar de Sakura, mesmo sendo verdade, Ela era um estorvo a ser resolvido em breve. Durante uma rápida reunião, o pai deixara claro sua intenção e instruções.
— Deixo em suas mãos a resolução do assunto. — Sasuke torceu o nariz. Não tomara aquilo como elogio.
— Você é o único que pode ir e vir livremente. Além disso, se tem mulher envolvida, você é o especialista, e, se não é interessante, melhor ainda, ficará imune a ela — disse Itachi, com um brilho sarcástico no olhar.
Afastou-se da janela. Sakura não lhe interessava.
Apenas Izumi.

                        .....


Notas Finais


Hai^^
Mais um capítulo, deixem seus comentários, para eu saber a opinião de vocês. Beijos💜💜


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