História Eterna aliança - Capítulo 9


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Kagami Uchiha, Karin, Kizashi Haruno, Konan, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Sakura Haruno, Sasori, Shikamaru Nara, Shion
Exibições 367
Palavras 731
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Amor maternal


Fanfic / Fanfiction Eterna aliança - Capítulo 9 - Amor maternal

Sasuke, no quarto, conversava ao telefone, olhando os jardins. Izumi  e Sakura estavam no pátio, aproveitando os últimos raios de sol, jogando futebol. Izumi chutava, marcava um gol e corria, alegre, imitando os jogadores profissionais. Sakura estendeu as mãos numa defesa exagerada e levou um gol. Mas não foi bom o suficiente e Izumi voltou, marcando outro.
Do outro lado do telefone, o irmão de Sasuke falava.

— Como assim não vai desistir dele? Que exigência pode fazer?
— Mas tem um documento legal — respondeu, seco.
— Ela quer mais dinheiro, suponho. — A voz era áspera.
— Ela quer o filho.
— O menino é apenas sobrinho dela — retrucou Itachi.
— Ela o criou como filho e ele a vê como mãe. O que, legalmente, é, pois o adotou ao nascer. Então, se não quer se separar dele, temos que aceitar.
— Quanto lhe ofereceu?
— Itachi, não se trata de dinheiro. Ela não está disposta a considerar ofertas. Nem eu estou disposto a insistir. O vínculo entre eles é definitivamente de mãe e filho. Não há nada a fazer. Podemos não gostar, mas é assim que funciona. A única opção é levá-la para morar com Izumi em Konoha. Dei-lhe minha palavra de que não tentaríamos tirar-lhe a criança.
No jardim, Izumi ainda jogava futebol. Sasuke sentiu vontade de participar.
Itachi voltara a falar:
— Sasuke, não faça nem diga nada por enquanto.
Vou explicar a situação para papai. Ele não vai gostar, mas... — Sasuke podia imaginar Itachi dando de ombros. — Olha, telefono depois..

Desligou. O olhar de Sasuke dirigiu-se para Sakura. Vestia uma calça de moleton cinza escura larga e os cabelos lisos estavam preso. Parecia acima do peso, não dava para ter certeza por causa das roupas muito folgadas, que sempre usava. Era realmente pouco atraente. Mas que diferença faria para Izumi sua aparência? Observou-o tropeçar quando correu para interceptar a bola. Num minuto ela o abraçava, dando beijos no joelho sujo de grama e voltando ao jogo. Um simples gesto maternal.
A memória dilacerou-o, ou melhor, a falta de lembrança. Quem o pegava quando ele caía? Uma babá? Alguma empregada? Certamente não era. Os irmãos mais velhos só viam a mãe às cinco da tarde, quando ela tomava o chá e os interrogava quanto aos progressos dos estudos.
Kagami tinha sido o único a sentar-se perto da mãe no luxuoso sofá de seda da sala. O único que Sasuke lembrava-se de tê-la visto abraçar.
E ele levaria para ela o filho de Kagami.
Olhou o relógio. Duvidava que Itachi ligasse dentro de uma hora. Era tempo suficiente para ensinar ao sobrinho alguns dribles de futebol.

— Izumi , hora de dormir.
— Mamãe, só mais um gol. Só um — implorou.
— Um gol de ouro — disse Sasuke.
— Está bem — concordou.
Tinha passado a mais estranha meia-hora. Sasuke surgira de repente e unira-se na partida. Ou melhor assumiu o jogo.
— Mamãe, você pode ser o juiz — decidiu Izumi. Dou-lhe minha palavra, dissera.
Falava sério?
Parecia diferente naquele momento. Desconhecia o motivo.
E tinha olhado dentro de seus olhos.
Como se, de repente, o visse como uma outra pessoa.
E algo naquele olhar fez o medo dela diminuir.
Por uma fração de segundo.
Algo mudara.
Algo mudara quando demonstrara terror, gritando que nunca deixaria tirarem Izumi dela, que era a mãe dele, apesar de não tê-lo concebido. Que nunca deixaria alguém afastá-lo da única pessoa que conhecia como mãe.
Que fora a única pessoa que estivera com ele até aquele dia.
Até agora.
Sentiu as emoções invadirem-na.
Sim, era mãe de Izumi, seria por toda a vida. Isso jamais mudaria.
Mas agora ele tinha um tio. Dois. E avós também.
Uma família.
Uma família para quem Izumi era apenas o resultado constrangedor de um caso.
Queriam-no, mas por ser filho de Kagami, o filho morto, o irmão morto.
As emoções continuavam a incomodá-la.
Se fossem diferentes, eu ficaria feliz por terem descoberto a existência de Izumi...
Mas aí residia o problema. Eles eram quem eram. Inacreditável, surreal, mas verdadeiro.
Deprimia-se. De qualquer ângulo que observasse, a situação era impossível.
Angustiou-se. Não havia solução. Como poderia? Dois mundos distintos — o comum e aquele em que viviam os Uchiha. Um mundo totalmente irreal qualquer pessoa, exceto para eles.
E Izumi estava preso no meio. Espremido entre eles.
E ela também.



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