História Eterna Mente - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Angust, Darkfic, Death Fic, Exo, Kadi, Kaisoo, One-shot, Sap
Visualizações 23
Palavras 1.233
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Essa é a minha primeira fanfic aqui, eu espero de coração que você goste, leia com calma e tenha em mente que eu não sou uma escritora tão boa :v agradeço desde já ♡

Até as notas finais ♡♡♡

Capítulo 1 - Meu eterno amor


No copo de Uísque preso aos meus dedos inquietos eu encontrava a paz em mais um dia.


Na fumaça do cigarro sustentado em meus lábios eu via meu vício corroendo-me por completo.


No terno cinzento que caia perfeitamente sobre meu corpo eu via meu conforto e minha luxuria transparecendo em minha aura.


No calmo ambiente em que eu me encontava eu via todo o luxo e sofisticação da classe privilegiada que eu tanto odiei.


Naquele doce sorriso eu encontrava a salvação que poderia me tirar daquela vida solitária e assassina. 


O que Do Kyungsoo viu em mim? Oque ele encontrara em Kim Jongin?  


Um assassino cruel e egoista, matando inocentes a sangue frio, desgraçando inúmeras vidas.


 Eu vivia pela dor e pelo ódio alheio, admirando-os como troféis em minha estante. Como alguém tão puro e honesto poderia se apaixonar por uma pessoa como eu?


 Kyungsoo não era certo das faculdades mentais por me amar e me perdoar pelos erros que ele conhecia e desconhecia. Quando eu olhava em seu rosto a culpa da morte de dezenas pesava em meus ombros, e eu me via perdido mais uma vez.


 Toda sua inocência e pureza eram nítidas em seu ser, que transparecia a imagem solitária de uma pessoa rejeitada da sociedade por centenas, e nisso nós éramos iguais. 


 A nossa marcante diferença vinha do fato de Kyungsoo querer sempre o bem aos outros, de ver em todos um lado melhor. Já eu, via o mundo como ele é, via as pessoas com sua ganância nojenta e sua eterna vontade de estar acima das pessoas, pisando em todos como se fossem nada.


 Kyungsoo não avia experimentado más influências, não avia provado da perversão humana, não sentiu o frio de fazer algo proibido e ter medo de ser pego. 


 Sempre deixado de lado, esquecido por todos e apenas lembrado quando se era necessário um saco de pancadas.


 E então, eu fiz por ele, espanquei e ameacei todos que ousaram o olhar torto, fazia questão de o acompanhar sempre que saia da faculdade ou de seu emprego na cafeteria onde nos conhecemos. Fiz sem que soubesse, pois se estivesse ciente disso jamais me deixaria fazer novamente.


 Kyungsso não achava errado que o batessem, ele não sentia raiva de seus agressores, ele sentia pena, pensava nos familiares, pensava na própria pessoa e que as vezes não tinha culpa do que fazia. Eu entendia seu pensamento, mas não concordava com o mesmo, minha vontade era de matar lentamente cada um que fizesse mal a ele, não me importaria em sujar as mãos com o sangue desse tipo de pessoa, mas ouveram muitas coisas que eu fiz e deixei de fazer por amor a ele.

 

Por amor a ele, eu largaria a vida do crime.

Por amor a ele, eu me dedicaria a ser uma pessoas honesta e merecedora de seu eterno amor.

 E por amor a ele, eu decidi que fugiriamos.


 Na noite em que eu decidi mudar eu tive seu corpo, o corrompi e o fiz meu eternamente.


( )


  As pessoas olhavam-nos na rua como se fossemos aberrações, e eu simplesmente estava cansado demais para fazer algo. Kyungsoo as vezes me dava raiva por se importar 0% com tudo aquilo, ele apenas sorria triste e dizia que, infelizmente, não avia como mudar a mente de alguns, eu ficava puto da cara e tentava explica-lo que ele deveria ter raiva e não empatia. Após isso, os pais religiosos de Kyungsoo o expulsaram de casa depois de descobrir que estavamos juntos, e aos gritos disseram que no dia de nossas mortes nós implorariamos pela misericórdia divina e, mesmo assim, queimariamos pela abominação, pois "seu Deus" jamais perdoaria escórias por amar de forma tão errada e bláblábláblá...


 Nesse dia, por eu ser meio desequilibrado, eu fiquei praticamente louco, acolhi Kyung em minha casa, peguei minha 12 e fui seco pra acabar com aquela palhaçada, mas eu não sei qual era a merda de bruxaria ele conseguia fazer para que eu mudasse de ideia sobre certas coisas, só sei que dava certo. Eu fiquei semanas pensando sobre o que os DO fizeram e, mesmo se o que eles disseram estivesse certo, mesmo que essa imagem tão distorcida do seu Deus fosse real, minha ultimas palavras seriam a falha tentativa de expressar o quanto eu amei Do Kyungsoo e o que eu daria para ter a chance de viver mais uma vida ao seu lado, pois apenas uma vida não seria o suficiente para dar a ele tudo de mim.  


 Do Kyungsoo fez por mim o que ninguém fez, ele me deu uma chance, ele viu em mim algo além de um ser coberto do sangue de inocentes, ele me moldou e fez com que eu me importasse com algo além de mim mesmo. Mas não há um final feliz em que o vilão fica com o mocinho, histórias reais não acabam assim, e mais uma vez, eu paguei por meus pecados em terra.


 Meu melhor amigo, descobriu que eu fugiria ao lado de Kyungsoo e armou seu maldito plano, para que ao menos eu pagasse pelo preço de abandonar a vida que desejei um dia, sem que eu soubesse, ele decidiu que me deixaria fujir, porém, sem Kyungsoo ao meu lado.


E tão repentina quanto minha felicidade veio ela também se foi.


 Em vão, eu tentava desesperado estancar o sangue que saía incessante do buraco de bala em seu peito, enquanto Kyungsoo quase morto em meus braços, sorria doce ao dizer o quanto me amava em seus últimos suspiros.


Viver já me era tão insignificante quanto o "enterno" que eu achava ser meu amor e felicidade com ele. Minhas melhores memórias aviam sido corrompidas, a tristeza e a amargura espalhavam-se como água pelo vinho e a culpa da morte de quem eu mais amei me atormentou por anos.


 Nada foi capaz de amenizar minha dor, eu tentei viver por ele, tentei ter minha felicidade mais uma vez mas a depressão sempre puxava-me para baixo com a sua doce imagem a me invadir cada vez mais.


 Não vivemos nossas vidas para amarmos um ao outro até o fim, como dois velhinhos em uma cadeira de balanço igual a nos filmes de romance clichê, mas eu sabia que dali pra frente tudo oque eu conseguiria era me afundar cada vez mais na insanidade que era não ter seu corpo para mim mais uma vez, ou lábios de coração para me dizer que eu não deveria ter tanta raiva de tudo.


 Tudo oque eu conseguia era visualiza-lo em minha mente e me tornar mais frio e lamentável com o passar dos anos, a loucura me tomou por completo e eu sonhava com ele ao meu lado, tinha pesadelos com sua morte, via sua imagem na rua quando saía de casa, e então, com o tempo eu fui parando de sair de casa e fazia de tudo para não dormir, apenas para não lembrar de que a morte dele avia sido culpa minha, não apenas a dele mas também a de dezenas de pessoas com família, companheiros, animais de estimação e qualquer coisa que pudesse sentir a falta e a dor que eu senti.


 O gélido cano da arma apontada para meu crânio por mim mesmo foi a coisa mais acolhedora que eu tive anos após a morte do único que eu amei verdadeiramente e que me amou apesar de tudo. 


 Na morte nos encontraremos, e então, só assim, nosso amor durará


                             Eternamente      


Notas Finais


Obrigado por ler e espero que tenha gostado. ♡


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