História Eternal Love - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias Magcon
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Palavras 1.828
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 36 - That should be me.


— Temos uma novidade. — Amélia disse sorridente. Sammy sorriu desconfortável como se não soubesse se ficaríamos felizes com a notícia, ou assustados. Ela exibiu sua mão, e eu cuspi o refrigerante que estava tomando. — Vamos nós casar.

Todos na sala pareciam perplexos, Madison forçou um sorriso.

— Nossa... Que legal. Parabéns ao casal. — Ela disse sem muita crença no que dizia.

— Sammy, meu amigo do peito, do coração, e de todos os órgãos que eu tenho, vamos ali na cozinha ter uma conversinha, por favor. — Nate disse tentando não transparecer bravo.

— Bom. — Amélia disse sorrindo. — Eu já vou indo, nosso casamento é semana que vem. Queríamos casar o quanto antes, e um casamento não se faz sozinho não é mesmo? — Ela disse, e selou os lábios de Sammy, em seguida saiu pela porta.

— Sammy qual é o seu problema? — Johnson disse bravo.

— O que foi? Não posso mais casar? — Ele disse bravo também.

— Cara, você conhece essa menina a quanto tempo? Um mês e meio? Não pode sair casando assim. — Gilinsky disse.

— Os meninos estão certos, Sammy. — Lydia disse.

— Pelo amor de Jesus Cristo, parem de gritar. — Emma disse, e fechou as portas da sala, nós separando das crianças que brincavam e gritavam.

— Sammy, coloca uma coisa nessa cabeça de merda sua, você não pode casar com a Amélia. — Nate.

— Parem de querer mandar em mim, eu sei o que estou fazendo. — Ele gritou.

— Quando você bateu a cabeça, em vez de perder só a memória, você perdeu o senso também. — Johnson rosnou.

— O que está acontecendo? — Nash perguntou abrindo as portas da sala, e Cameron, Taylor, Carter, Matthew, Shawn, Aaron e Bella entraram.

— Sammy está querendo se casar com a Amélia.  Onde já se viu isso? — Gilinsky falou.

— Deixem ele casar com a menina, a vida e dele. — Carter disse.

— Deixar ele casar com ela? Ele conhece essa menina a um mês e pouco e já quer casar com ela. — Nate disse.

— Coloquem uma coisa na cabeça de vocês, a escolha e dele, se ele se fuder, o problema e dele. — Taylor disse.

— Nós somos amigos dele, temos que o alertas quando ele está fazendo merda. — Johnson disse.

— Sammy, está ocorrendo uma puta discussão aqui, você pelo menos reconsiderou a ideia de voltar atrás? — Cameron perguntou.

— Não. — Ele disse possuído de raiva.

— Não? — Gilinsky perguntou. — Não reconsiderou por causa dessa merda de orgulho.

— Eu esperava que vocês me apoiassem, mas parece que não são meus amigos o bastante para isso. — Ele rosnou.

— Cara, eu sou seu melhor amigo, eu te apoiaria em todas as merdas que você quisesse, mas essa é absurda. — Nate disse.

— Eu não vim pedir a opinião de vocês, eu só quero saber se vocês vão ao meu casamento? E o que amigos fazem, só dizendo. — Sammy rebateu.

— Sim, eles vão. — Falei. Todos me encararam. — Nem que eu tenha que arrastá-los.

— Não, não vamos. — Nate disse.

— Porque, não? — Sammy perguntou.

— Eu estou tentando te avisar da merda que você está fazendo, e você está simplesmente me ignorando. — Nate disse. — Nós ignorando.

— Eu quero me seguir minha vida, tudo bem? O que pode estar errado? Eu gosto dela, ela gosta de mim, ela me faz feliz. — Sammy disse.

— Prostitutas também. — Cameron resmungou. Sammy o encarou possuído de raiva.

— Vocês vão ou não? — Ele perguntou perdendo a paciência.

— Droga. — Johnson resmungou. — Nós vamos, ok?

— Apenas não venha chorar no colo deles quando as coisas na sua vida começarem a dar errado. — Falei, e ele me encarou surpreso.

— Sem chance de isso acontecer. — Ele disse pegando sua jaqueta, e se dirigindo para a porta.

— Ótimo. — Falei.

— Excelente. — Ele gritou.

— Fantástico. — Gritei, e ele bateu a porta.

Não consegui mais segurar as lágrimas.

— Licença, vou no banheiro — Me despedi e subi as poucas escadas da minha casa. Ignorei todos os chamados das meninas e não tratei de olhar para trás, pois sabia que mudaria de ideia se o fizesse e isso poderia piorar as coisas mais ainda.

Tranquei-me no banheiro, me sentei sobre o vaso de cerâmica tampado e fiquei por um bom tempo olhando para o teto. Era muita coisa para processar.  Não me poupei nas lágrimas, afinal, por Sammy, elas já eram frequentes. Uma dor torturante atormentava o meu peito, era mais dolorido que o usual. Como aquilo podia doer tanto? Apenas alguns minutos perto dele e eu já estava assim!

Eu respirei fundo, tentando controlar a minha respiração e parando de soluçar. Arrumei coragem e liguei o celular. Como estilista dos meninos eu tinha que estar em todas as redes sociais, desbloqueei meu celular e li a mais nova fofoca que explodia no Twitter, e em todas as redes sociais possíveis. Era em todo lugar, toda tag, todos comentavam.

“Amélia Duff, a nova noiva de Sammy Wilkinson”

E, mais uma vez, meu mundo desabou. E por ele, o mesmo motivo de sempre.

Tentava de todas as maneiras ficar menos pior do que estava, caçava qualquer pensamento em minha mente que me pudesse trazer ao menos um pouco de alegria, um motivo para não ficar tão triste com aquilo, foi quando tudo deu errado. As lembranças erradas vieram e me fizeram muito mais mal. Aquele breve devaneio de tudo o que comi foi repassado e formulou uma única palavra que conseguiu ecoar mais alto e mais alto do que todas as outras; “feia”. Seguida por outra palavra ainda mais forte, que me assombrava tanto quanto: “gorda”. Droga, Amanda você e uma mulher crescida, pare de dar crises adolescentes.

Uma ânsia de vomito se seguiu à medida em que eu me caminhava em direção à privada. Não acontecia há anos. Como isso pode ter voltado agora? Merda. Sabia que por mais que quisesse resistir, não conseguiria. Lá em baixo, com todos os outros havia conseguido aguentar, mas ali sozinha e tão.... Frágil. Meus joelhos atingiram o azulejo gélido do banheiro assim que eu enfiei pelo menos dois dedos na garganta, sentindo aquele liquido asqueroso e ácido jorrando pela minha boca. Esvaziava todas as minhas fraquezas e impurezas de meu corpo daquela forma. E como consequência, logo em seguida, minha garganta secava e doía devido à força excessiva que eu fazia. Levantei-me sentindo minhas pernas tremerem e fraquejarem, procurei por minha escova de dentes a fim de eliminar qualquer resquício daquele gosto nojento que eu tanto odiava. No entanto, não tive coragem de olhar-me no espelho e ver a figura pálida e enfraquecida. Afinal, isso o que eu era, uma fraca!

[...]

Fui desperta pelo som de batidas insistentes na porta do banheiro. Foi então que percebi que havia adormecido e não fazia ideia de quanto tempo permanecera ali. Arrastei-me até a pia e só então, acidentalmente, fixei o olhar em meu reflexo no espelho: estava horrível. Olhos vermelhos e inchados, cabelos totalmente desgrenhados, face extremamente pálida e uma cara de sono terrível. Exatamente o que acontecia toda vez que eu vomitava. Não era nem preciso dizer que o arrependimento já me dominava. Mas aquilo era algo que eu não podia conter. Não conseguia. E então mais uma batida oca na porta se propagou pelo banheiro.

— Quem é? — Perguntei.

— Sou eu, o Cameron. — Ele disse, e eu já não conseguia conter mais os meus soluços de choro. — Será que eu poderia entrar?

— Não é uma boa hora, Cameron. — Disse.

— Por favor. — Ele disse. Destranquei a porta, e ele entrou.

— Meu Deus, você está horrível. — Ele disse rindo.

— Estou me arrependo de abrir a porta para você. — Resmunguei, minha cabeça estava explodindo.

— Desculpa, mamãe me ensinou a não mentir. — Ele disse, e me abraçou. — Não se preocupe. — Ele disse alisando meus cabelos. — Eu vou cuidar de você!

Uma semana depois.

A música de fundo do casamento parecia alta por toda a igreja, as grandes paredes decoradas com detalhes cristalinos, realmente um lugar bonito para ser feito uma decisão tão importante da vida, ou até mesmo a mais importante. Porém, por mais que todo o brilho das janelas chamasse atenção ou todas as partes onde as flores enriqueciam o local, Sammy era o único a quem eu conseguia enxergar.

 Mais perfeito do que normalmente era, acompanhado por toda a família com um grande sorriso no rosto. Em seguida a noiva veio ao seu encontro, bonita como toda noiva deveria estar em um dia tão especial, um dia que deveria ser meu, eu deveria estar no vestido branco, eu deveria estar sendo a atenção de todos, exibindo um grande sorriso em comemoração à conquista de tudo que eu mais desejei em minha vida.

Por mais que fosse idiota chorar por isso, eu estava chorando, não igual a todos que associavam a melancolia da música acompanhado do encontro do casal no altar, minha dor era diferente dos demais, queria poder ser forte, negar a mim mesma que eu deveria aceitar isso pela adulta que eu me tornei.

Ariel com seu vestido bordado terminava a jornada de flores pelo chão, antes de se virar para o altar, e Sammy lhe dá um lindo sorriso. Ela cumpriu o seu trajeto, e se juntou as demais damas. Tudo parecia perfeito para um grande casamento, todos pareciam felizes pelo casal que estava prestes a ir a frente com a decisão que tinham escolhido para seguir suas vidas, mas eu não estava. Estava triste por dizer que aquele dia parecia perfeito, era uma dor que poderia ir além do famoso fundo do poço, eu estava tão atolada em minha própria decepção e a única pessoa que poderia me livrar dessa agonia estava em um altar perfeito, com uma mulher perfeita, que nunca poderia ser comparada a mim, mas o pior de tudo é que eu realmente tinha que aceitar que estava tudo acabado, eu não teria chances de ter para mim o homem que amo, eu não fazia parte do seu plano de felicidade, isso era o que mais doía. Palavras não explicavam a imensa dor que eu sentia, me via cega pelas lágrimas.

Me levantei decidida, não teria ido tão longe para simplesmente acompanhar a minha derrota nos bancos dos fundos da igreja, quando me levantei todos olharam para mim, porém eu não teria coragem de recuar sem desabar em lágrimas, então segui rapidamente para a porta.

— Samuel Wilkinson, você aceita Amélia Duff como sua esposa? — A voz do padre foi a última coisa que ouvi antes de cruzar as portas da igreja. Olhei para Sammy, no altar da igreja, e como se soubesse ele virou seu olhar para mim.  Nossos olhares se encontraram. Sai correndo, e chorando. Fraca, tola.

As palavras de Sammy vieram em minha mente.

— Talvez sim, talvez não, temos que deixar que o destino irá decidir. — Ele falou, e se levantou ainda me abraçando, coloquei meus pés no chão, e ele beijou minha testa. — Adeus, Amanda. Siga sua vida, seja feliz. Apenas não se esqueça, que você sempre estará em meu coração não importa o que aconteça.

— Eu sempre manterei você em meu coração, Sammy Wilkinson, e o nosso amor em minhas lembranças. — Choraminguei. — Não se preocupe, eu farei com que elas sejam eternas.


Notas Finais


Trailer primeira temporada: https://www.youtube.com/watch?v=3mba31H6fv0 ;
Trailer segunda temporada: https://www.youtube.com/watch?v=lbKBR8VvRJg ;
meu twitter: @samwilkgirl

Estou respostando eternal love, estarei respostando dangerous attraction depois :)

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