História Eternally - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, D.O
Tags Abo, Chansoo, Fem!soo, Nonsense, Num Sei Tô Loka
Visualizações 133
Palavras 1.890
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


hoje eu tô só a luana 100% boa "isso ta sem lojica"
não sei o que me deu hoje, acordei com vontade de escrever chansoo (um couple muito do cheiroso que eu amo/sou, mas quase nunca ploto) e quando vi já tava escrevendo, só que fem!soo e abo, coisas que nunca tentei antes lol
provavelmente vou me arrepender e apagar de fininho depois, mas tava me coçando pra postar desde que terminei e aqui estamos
entom, galero, boa leitura(?)

Capítulo 1 - Unique


 

 

Com os olhos vidrados no lago perto da floresta, Park Chanyeol suspirava de exaustão e cansaço mental, um pouco frustrado após o almoço em família, no qual nem pôde aproveitar o gosto da caça direito pelos falatórios desagradáveis acerca de seu futuro como um dos únicos ômegas nascido em um grupo de alfas e betas.

Chanyeol jamais iria entender por que seus pais — e todos os seus outros parentes — insistiam em dizer que ele deveria casar com um alfa grande e robusto e gerar muitos filhotes para a aldeia só porque era ômega.

De fato, a hierarquia era muito fácil de ser entendida e alfas estavam sempre no topo dela só por serem, teoricamente, mais fortes, bravos, corajosos e todo aquele blábláblá que sua avó costumava lhe contar antes de dormir. Quando era jovem — antes do seu primeiro cio — e ainda não podiam identificar seu cheiro, juravam que ele seria o alfa mais forte da família após seu falecido avô, pois ele tinha tamanho, postura e porte para ser um.

Mas o que diabos era ter tamanho, postura e porte para ser um grande alfa? Ser alto, com braços musculosos, exalando testosterona, muito macho sim? Chanyeol não pensava desse jeito, pois, apesar de serem raros os casos, existiam alfas baixinhos, magricelas e, bem, alfas meninas.

Sua mãe dizia que alfas fêmeas não serviam para lhe proteger e gerar filhotes, então era o mesmo que casar com ômega ou beta. Porém, sabia que aquelas palavras não passavam de mentiras, pois serviam sim e ele poderia ter filhotes do mesmo jeito, apesar de não precisar de proteção de ninguém e da fisionomia delas ser bem diferente de alfas “de verdade”.

Que merda era aquela, afinal? Quem inventou aquela ideia de que meninas eram mais fracas e inferiores por natureza? Quem inventou que, só por ele ser ômega, tinha obrigação de se apaixonar e acasalar com um alfa? Ou que um alfa só tinha o dever de reproduzir e acasalar com ômegas? Poderia muito bem viver o resto da vida sozinho se fosse daquele jeito, se não pudesse escolher seu companheiro — ou companheira —, preferia virar recluso.

Baekhyun, por exemplo, era um alfa extremamente apaixonado por um beta — o curandeiro da aldeia — mesmo sabendo que sua linhagem estava em risco e que Yixing não era capaz de gerar filhotes, apesar de existir probabilidades positivas. Seu melhor amigo não ligava para hierarquias, pois o amor de sua vida era muito mais que isso.

Assim como Jongin e Sehun, um casal de belas ômegas, que às vezes ouviam comentários maldosos por aí, como se fosse errado estarem juntas quando poderiam estar acasaladas com alfas fortes e protetores — um verdadeiro papo furado, na opinião das duas e do Park também.

Chanyeol sempre se pegava pensando naquelas coisas, quando estava sozinho e não tinha ninguém para lhe importunar sobre suas obrigações de procurar um companheiro, principalmente quando chegava na época de festas e torneios, em que aldeias vizinhas vinham fazer visitinha em prol dos acasalamentos.

Ultimamente, estava pensando naquilo com mais frequência ainda, e ele tinha vários motivos para isso, assim como um sobrenome, nome, míseros 1,73 de altura, cabelos negros e grandes, sobrancelhas grossas, nariz bonito, lábios carnudos e rosto bem redondinho, sorriso lindo, seios perfeitos, curvas maravilhosas e-

— Tá pensando em mim de novo? — a voz meio grave e bonita soou em seus ouvidos como um canto.

Não precisava nem virar para saber quem era, já fazia mais ou menos dois anos que se encontravam ali quase todos os dias, saberia que era ela mesmo de olhos fechados. Chanyeol soltou uma risadinha nervosa enquanto puxava alguns punhados de grama do chão, sem conseguir evitar o rubor instantâneo em suas bochechas.

— O que você tá fazendo aqui? — perguntou, mesmo já sabendo da resposta, só porque gostaria de ouvi-la de novo.

— Ué, eu vim te ver — respondeu simplista, sentando ao seu lado no chão. — Não consigo passar muitos dias longe do meu ômega.

Meu ômega.

Chanyeol estremeceu de leve.

Era até engraçado como não gostava da ideia de ser ômega de ninguém, mas se pegava amando o som daquelas palavras vindas da boca de Do Kyungsoo, uma alfa para lá de teimosa e insistente que, talvez por um milagre, conseguiu conquistar sua afeição.

— Não sou seu ômega — retrucou só por petulância, olhando bem para Kyungsoo, que sorria toda convencida.

Ainda — Kyungsoo cantarolou, olhando de volta, com tanto carinho que Chanyeol sentiu o coração bater só um pouquinho mais rápido.

— Eu não teria tanta certeza — murmurou um pouco descontente, direcionando sua atenção para outro lugar senão os olhos extremamente expressivos e afetuosos da alfa.

— Já conversamos sobre isso — respondeu sem se afetar.

— Eu sei que sim — o ômega disse em suspiro. — Agora explica pros meus pais.

Kyungsoo franziu o cenho, atenta às expressões dele.

— Você não é mais criança, Chanyeol — ela murmurou após um breve momento.

Eu sei — sibilou em resposta.

Ambos ficaram em silêncio.

Sempre que tocavam naquele assunto, acabavam discutindo, porque Chanyeol queria ficar com Kyungsoo e Kyungsoo queria ficar com Chanyeol, só que toda vez havia um “mas” e desculpas inúteis que adiavam o que realmente queriam. Acontece que Chanyeol tinha medo e Kyungsoo não entendia muito bem o porquê, pois assegurava que ficaria ao lado dele pela eternidade.

Tudo o que precisavam era oficializar aquele namorico que se baseava em gargalhadas, bochechas coradas, segredos ao pé do ouvido, beijinhos apaixonados e algumas mãos bobas quando se deixavam levar pelo momento, escondido dos pais de Chanyeol, que prometiam casá-lo com algum alfa renome.

Às vezes Kyungsoo ficava irritada com essas promessas estúpidas, cansada de ter que aturar todos os compromissos que Chanyeol atendia por conta delas. Certa vez, Kyungsoo ficou tão irritada que passou uma semana sem falar com o ômega — depois de quebrar o nariz de Yifan, é claro —, pois ele estava muito engraçadinho para seu gosto, dando bola para o alfa metido a gostoso, mas que era burro que nem uma porta.

No entanto, tudo o que Park fazia era choramingar sobre as regras impostas por sua família e nesses momentos Kyungsoo precisava reunir toda a sua paciência — que já era pouca, muito bem, obrigada — para não enfiar os dentes no pescocinho de Chanyeol e fazer tudo na marra mesmo, quase deixando seus instintos animalescos mandarem sua sanidade para as cucuias.

Era realmente frustrante e Kyungsoo só não desistia porque amava Chanyeol, pra um caralho mesmo, e era louquinha por tudo relacionado ao ômega, que conseguira lhe encantar com sua carinha de bebê, jeitinho de criança e corpão de homem, além de vários fatores que influenciaram para que se afogasse naquele poço de paixão.

Enquanto Kyungsoo parecia presa em seus próprios pensamentos, Chanyeol aproveitou para agarrar uma mão dela, lentamente entrelaçando os dedos e observando como sua mão parecia grande se comparada a dela, que era toda pequena e delicada, embora calejada pelas brigas e torneios violentos que se metia de vez em quando.

Kyungsoo direcionou seu olhar para as mãos entrelaçadas e sorriu quando Chanyeol se aproximou ligeiramente, tentando parecer discreto ao encostar o ombro no seu, querendo se chegar do jeitinho que lhe deixava toda boba e sem forças para ficar chateada, embora o ômega tivesse a capacidade de lhe tirar do sério às vezes.

— Desculpa, Soo — Chanyeol falou baixinho, brincando com os dedos de ambos. — Realmente, eu não sou mais criança e tudo que eu mais quero é ficar com você pra sempre, apesar dos meus pais não quererem muito. — Riu nervoso.

Kyungsoo ouviu com atenção, vendo o garoto respirar fundo.

— Deixa acabar esse festival que a gente oficializa tudinho — o ômega prometeu, agora encarando a alfa, sua alfa, com seriedade. — Eu já sou seu, não aceito ninguém que não seja você.

O coração de Kyungsoo falhou umas batidas ao ouvir as palavras de Chanyeol, seus olhos grandes procurando algum vestígio de brincadeira no rosto de seu parceiro, encontrando somente amor e carinho na expressão do Park, demonstrando que ele estava falando seríssimo.

Ficou alguns segundos só admirando o ômega, que também lhe admirava e lambia os lábios nervosamente; volta e meia desviando o olhar para a sua boca. Kyungsoo soltou uma risadinha ao perceber o que ele queria, erguendo a mão que não estava segurando a dele para acariciar o rosto bonito do garoto cuidadosamente, como se ele fosse uma miragem e pudesse desaparecer a qualquer momento. Chanyeol fechou os olhos assim que sentiu a respiração de Kyungsoo misturando-se com a sua e tremeu de ansiedade para sentir os lábios carnudos dela entrando em contato com os seus, todo desejoso.

O cheiro de terra e ervas que exalava de Kyungsoo só deixava Chanyeol mais louquinho para beijá-la, levando uma mão para a cintura dela e colando os lábios de vez, soltando um gemido de alívio ao sentir a boca dela na sua.

Kyungsoo enfiou a língua na sua boca enquanto os dedos se embrenharam em seu cabelo castanho avermelhado, sem perder a oportunidade de fazer Chanyeol se derreter em seus toques, apertando sua cintura e os dedos que ainda estavam entrelaçados em retorno, gemendo baixinho pelo encaixe que sempre desestabilizava suas estruturas.

Assim que findaram o beijo com sucessivos selos, a alfa fez questão de descer os lábios molhados para o pescoço do ômega, cheirando antes de beijar, fazendo menção de mordê-lo ao esfregar levemente os dentes na tez macia e cheirosa, rindo ao sentir Chanyeol estremecer diante das suas ações.

A risada gostosa de Kyungsoo fez Chanyeol erguer a cabeça só para olhá-la nos olhos, sorrindo ao observar a expressão feliz da alfa, o peito se aquecendo com a ideia de que logo logo estariam oficialmente juntos e que não precisaria mais esconder pelos cantos o quanto amava aquela garota.

O Park enrolou ambos os braços na cintura de Kyungsoo e a abraçou apertado, enquanto ela acariciava seus cabelos e ria baixinho de sua carência e repentina demonstração de afeto.

— Você é um bobo, Chanyeol — a garota afirmou com carinho, empurrando-o de leve para deixar um beijinho no canto de seus lábios.

Kyungsoo delicadamente se desvencilhou do abraço, levantando e erguendo os braços para se espreguiçar, ciente dos olhos do Park bem concentrados em si.

Estava tão ciente que, quando fez menção de tirar as roupas, riu alto ao ouvir o gritinho envergonhado de Chanyeol, que cobria os olhos com as mãos, embora quisesse muito continuar olhando.

No momento em que o ômega destapou os olhos e observou Kyungsoo em sua forma lupina — quase duas vezes maior que a sua — os pelos negros e os olhos castanhos bem profundos encontrando os seus, sorriu afetuosamente.

A alfa ainda inclinou a cabeça em direção a floresta, num claro convite para que corressem juntos, antes de virar e se preparar para sua corrida rotineira, a qual Chanyeol sempre enrolava para acompanhar e a alcançava no meio do caminho, rolando e brincando junto com ela no chão.

Assim que Kyungsoo disparou e sumiu entre as árvores, Chanyeol se levantou, tirando as roupas que sua mãe sempre reclamava de voltarem imundas para casa — um verdadeiro ultraje para um ômega tão fofinho como ele —, transformando-se em um lobo avermelhado e de tamanho médio, apressando-se para alcançar sua alfa, apesar de saber que ela não estava muito longe.

Pois mesmo que não fosse tão rápido e demorasse para alcançá-la, Chanyeol simplesmente sabia que Kyungsoo estaria lhe esperando bem no meio do caminho.

Eternamente.  


Notas Finais


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