História Eternamente Amor - Capítulo 14


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Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Agnes, Aninha, Carmem, Cascão, Cascuda, Cebola, Comandante Astronauta, Denise, Do Contra, Franjinha (Franja), Irene, Magali, Maria Cebolinha, Marina, Mônica, Penha, Personagens Originais, Quim, Sarah, Sofia, Titi, Toni, Xaveco
Tags Carmem, Cascao, Casgali, Cebola, Cebonica, Denise, Edward, Magali, Mary Janne, Monica, Penha, Romance, Turma Da Mônica Jovem, Um Mundo Diferente, Xaveco, Xavenise
Exibições 39
Palavras 4.947
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fim da 1A por motivos de... (leiam as notas finais). Capítulo focado na Denise e outros personagens. Como ela se sente com esse "cargo" da botar a turma pra cima? Ela se sente confortável do jeito que é? Como ela se sente quanto ao Xaveco?

Capítulo 14 - Até Breve...


Penha: Eu não acredito no que estou olhando. Alucinação, só pode ser. Eu acabei de ver uma foto do corpo do Edward, desmaio e quando acordo, ele está aqui bem na minha frente:

- Edward! C-Como entrou aqui? - pergunto chocada.

- Pela janela. Temos que conversar. Não temos muito tempo.

- M.J. e E.W. estão te vigiando?

- Não! Eles acham que eu estou morto. M.J. voltou para o limoeiro depois do seu desmaio de um dia inteiro.

- Nossa, eu não acredito que fiquei um dia inteiro assim.

- E.W. está lá fora vigiando a Mônica e o Cebola. Quer saber se eles ainda estão juntos.

- Então ele pegou mesmo a isca?

- Sim. E eu ajudei a Mônica a ter contato visual com os dois.

- Achei que você não queria mais falar comigo.

- E não queria, mas quando eu estava pronto para voltar para casa, vi você terminando com o cara.

- Eu tenho que te perguntar...

- O que?

- Você... você está morto? Isso é só um delírio?

- Oh, Penha, - ele diz, chegando mais perto e me beijando apaixonadamente - eu pareço morto pra você?

- E-Eu acho que vou... des... mai... - o quarto começa a girar mas o Edward começa falar comigo.

- Hey, não desmaia!

De repente, eu volto ao normal e pergunto:

- Edward, você... ainda gosta de mim? - pergunto já com um sorriso.

- Oh, Penha. Eu nunca gostei de você.

- O QUÊ?

- Eu nunca gostaria de uma garotinha tão fútil e mimada como você. Eu só vim aqui pra dizer que você terminou com aquele cara porque é trouxa.

- Mas então... por que você estava comigo? Por que me beijou?

- Porque você é muito gostosa, mas aí, quando percebi que não ia sair das beijocas e ir pra pegação de verdade, caí fora. - não acredito que ele disse isso.

- E-Edward... você nunca usou esse tipo de vocabulário antes. Você sempre foi doce e compreensivo (meio safado, mas quem nunca). E além disso você é Cristão!

- Ora, Penha. Você ainda não entendeu? Agora só é um delírio da sua cabeça. Acorda.

Eu acordei! Ai não! Não acredito! Eu sonhei que ele estava aqui? Sonhei que ele tinha... espera. Tem uma carta no criado-mudo ao lado da minha cama. Eu a abri e li: "Eu tenho que te explicar tudo. Você desmaiou de novo. M.J. te envenenou e você ficou desacordada por um dia. E.W. está disfarçado de paciente. Avise para a Mônica. Te encontro na praia amanhã". Não acredito. O Edward estava aqui. Eu desmaiei quando ele me beijou. Ele tá vivo! Eu não perco tempo e chamo:

- MÔNICA!!!!

Ela chega com o povo rapidamente e pergunta:

- O que foi? Você tá bem?

Eu estendo a mão com a carta e ela lê:

- Não acredito.

- O que foi, Mô? - pergunta Denise, curiosa.

- Lê isso. Essa letra, ela é...

- Sim, é a letra do Edward.

- Espera aí, gatz. Tá dizendo que o brother da Carmem veio aqui te entregar um bilhetinho? Desculpa dizer, mas ele tá mor...

- ELE NÃO TÁ! - grito com raiva.

- E como você pode ter tanta certeza, gata?

- Ele... - hesito antes de responder - ele me beijou.

- COMO? - todos perguntam juntos.

- O meu irmão veio aqui, te entregou um bilhete e te beijou?

- Por acaso vocês são surdos? Ele até falou comigo.

- Desculpa dizer amiga, mas isso só pode ser alucinação.

- Não foi alucinação, Marina. Ele me beijou. Eu senti! Eu ia dar um tapa na cara dele, mas...

- Espera aí, gata. Que foto é essa no seu celular?

ANTA! Eu não bloqueei o celular. Eu jurava que tinha bloqueado:

- Hey! Não mexe no meu...

- Meu DEUS! - dizem todos juntos. Fiz merda.

- Penha, i-isso... eu acho que vou chamar o Hugo. - diz Xaveco, espantado.

- Ok, acho que agora tá meio inacreditável que o Ed tava aqui, galera.

- DENISE! Gente. Não acreditem. Isso foi enviado por uma tal de M.J. Deve ser de mentira.

- Penha! É a lápide do meu irmão! Eu mesma escolhi porque era a mais bonita de todas. Eu escolhi porque ele merecia a melhor. É o caixão do meu irmão. A minha mãe quem escolheu. As flores, eu coloquei as margaridas antes de vir para o Rio de Janeiro. Essa foto é recente, Penha. É o túmulo do Edward.

- Eu vou acabar com essa vadia quando eu descobrir quem é. - fala Mônica, com raiva.

- Mas... ele até me falou que ajudou você a ver E.W. e M.J.

- Espera. Ele te disse isso? DENISE! Nenhum de nós falou disso pra ela!

- Hello? Ela estava em um meio-coma. Nós passamos a tarde inteira conversando aqui. Nós falamos isso. Ela ouviu e a mente dela guardou.

- A Denise pode estar certa. O corpo não fica inativo quando a pessoa está no coma. Em alguns casos, a pessoa pode até se mexer. - diz Franja, ativando o modo nerd.

- Senhorita Penha. Terá que fazer alguns exames para ser liberada e... - diz o médico entrando na sala - o que estão fazendo aqui? O horário de visitas acabou.

- Ela nos chamou e achamos que tinha acontecido algo.

- Huum... ok. Saiam.

Eles saem e o médico começa os exames. Ele me libera e todos voltamos para o hotel. Fomos para a ala V.I.P. descansar um pouco. Acho que somos os únicos com acesso a essa área (por enquanto). Tudo estava tranquilo, o povo estava de namorico quando a Denise levanta:

- Vai aonde, Dê? - pergunta Marina.

- No banheiro.

- Quer que eu te acompanhe? - pergunta Mari.

- Ai, miga. Quer me seguir? Segue no Insta que tô precisada, só que não.

Todos damos risada e a Marina fala:

- Idiota.

- Ai, ai. - diz Cascão - Essa Denise é uma figura, hein?

- Pois é. Ela sempre tá com o astral alto. - diz Magali - Nunca se abala. Mesmo nos momentos mais tensos, ela que bota ânimo na galera.

- Pra mim ela é só uma pessoa normal. - diz Xaveco, meio revoltado - Ela não tem propriedades mágicas de alegria.

- Afe, Xaveco. Quanto drama. - diz Franja - você só fala isso porque vive tomando fora da Denise.

Todos damos risada:

- Eu nunca tive nenhuma intenção de ficar com a Denise, - se defende - ela que veio toda atirada pra mim naquele dia.

- E por que você ficou todo vermelho quando ela ofereceu um beijo?

- Porque... bem... - ele hesita em responder - porque eu nunca fiquei com ninguém.

- Não creio! Tá tirando né, Xaveco?

- Não, Mônica. Tô falando sério.

- Ok. Magali, Marina, o que devemos fazer? - diz a Mônica.

- Você não tá pensando em...

- Exatamente isso, Magá.
As três se olham. O que elas vão...

- #XAVEPENHA - as três idiotas gritam juntas.

- Hahahaha - Cebola cai na gargalhada - "Xavepenha"? Que escroto.

- Para de cortar a nossa onda, amor. Tudo bem que Xavenise é mais bonitinho, mas nós podemos juntar os novos solteirões da turma.

- HÁÁÁ! Eu não sou solteirona! - protesto - tá me chamando de Carmem da Esquina?

- Bom, talvez se você soubesse jardinagem...

- Nem se soubesse, Magali. Podem parar de me comparar àquela baranga!

- E ela tá meio sumida, né? Ela quase foi minha madrasta um dia.

- E eu te salvei. - diz Cascão.

- VOCÊ? VOCÊ SÓ FERROU TUDO! O MEU PAI QUASE ME MATOU GRAÇAS AO BURACO QUE VOCÊ ABRIU NO MEU QUARTO.

Todos rimos e a Mônica fala:

- Gente, a Dê não tá demorando muito?

- Ah, Mônica. A Denise é uma pessoa. Ela também faz, você sabe, aquilo...

- UGH! Cascão! Deixa de ser deselegante!

Denise: Chuif, melhor ir ao banheiro retocar a maquiagem. Nossa Denise, como você é fraca. Ficando tristinha assim por causa do povinho? Espera, alguém entrou, melhor me trancar numa cabine. Oh não! Eu ainda tô chorando? Você deve estar se perguntando: "Por que a Denise tá chorando"? Simples, eu tô cansada desse fardo. Parece que é minha a obrigação de colocar a galera pra cima. Parece que eu tenho que ser a única que consegue ser otimista e verdadeira. Isso é chato. Não é quem eu quero ser, mas se eu não for, quem vai ser?

- Tem alguém aí? - opa, fui flagrada.

- T-Tem. - digo com a voz fraca por causa do choro.

- Oh, gata. Você tá chorando?

- N-Não. - mentindo de novo? Essa voz é meio familiar.

- Querida, eu não sou trouxa, tá legal? Fala aqui pra tia.

- Você mal me conhece.

- Sou boa em ouvir as pessoas. Se você falar com alguém, pode se sentir melhor.

- Tá. É que, bom... eu tenho uns amigos...

- Sorte a sua, não tenho amigos. Minha melhor amiga tá morta e, bem, eu meio que aceitei, mas ela faz bastante falta. Os meus outros amigos também fazem falta, mas eles estão longe.

- Eu sou tipo... sei lá, não sei explicar. Sou a garota que levanta o astral da turma quando precisa.

- A animadinha?

- Mais ou menos isso. O problema é que eu sou isso desde que eu era criança, mas... eles acham que eu sou a garota que tem que ter atitude. Eles nunca me viram chorar, eles devem achar que eu sou algum tipo de robô sem sentimentos. Só uma me viu chorar uma vez, mas... sei lá, eu acho que eles possam perder o interesse na minha amizade se...

- Querida, que idiotice é essa que você tá falando?

- O que?

- Amore, os seus amigos não te acham uma dragoa sem sentimentos à toa. Você diz que eles acham você a garota que tem mais atitude e tal mas você se escuta? Você acabou de admitir que não tem segurança nem pra chorar na frente deles. Você não é obrigada a ser o que os outros acham que você é. Você tem que ser quem você quer ser. Não tem essa de rótulos numa turma de amigos. Seus amigos tem que te aceitar do jeito que você é. Você já tentou definir você mesma a sua personalidade? Já se mostrou diferente para os seus amigos?

- Não. Sempre fui como eu estou.

- Vem cá lavar esse rosto. Opa, meu anel.

Eu saio do banheiro e vejo ela pegando o anel no chão. Minha visão não está nítida graças às lágrimas:

- Então você usa maria-chiquinha?

- Desde pequena.

- Ok. Acho que já entendi. Você era uma pessoa quando criança e está mantendo a mesma personalidade de sempre?

- S-Sim.

- Você já soltou essas maria-chiquinhas?

- Já, uma vez.

- E como se sentiu?

- Bem. Sei lá, senti algo diferente. Que podia fazer o que quisesse. Ser quem eu quisesse. Ficar com...

- Wepa! Sabia que não era só isso. Também tem um boy metido na história?

- Bem, de certa forma. Eu sempre achei ele meio... legal. Mas eu sinto que ele não é o cara pra mim.

- Não, querida. Ele pode ser sim o cara pra você. Ele só não é o cara pra Denise que você está fingindo ser.

- Hey, você pode ter razão e... - espera aí - Ei! Como você sabe o meu nome?

A minha visão volta ao normal e eu a vejo saindo do banheiro. Era a Denise do Futuro. O que raios ela está fazendo aqui? Tenho que ir atrás dela. Eu saio do banheiro mas ela sumiu. Como assim?

Mônica: Estávamos assistindo uma comédia romântica e a Denise aparece berrando:

- POVOO! VOCÊS NÃO VÃO CRER!

- AFE! O que é, sua escandalosa? - grito.

- A Denise do Futuro tava no banheiro.

- Que? - pergunta Cebola - Ah, tá. Aquela mina do futuro que o Fábio era um supervilão cósmico que dominou o planeta e voltou no tempo com o Xaveco versão turbinada mas ficou presa na casa fora do tempo/casarão do senhor Samir e reapareceu num luau e num parque de diversões assombrado por animatronics possuídos?

- Resumiu bem a história, hein? - diz Denise - bom, tanto faz. O que importa é que ela tava no banheiro e sumiu.

- Afe, eu é que não quero ir atrás daquela fresca de novo! Essa garota é cheia dos "não me toque". - digo.

- Será que o Xavecão também tá aqui? - pergunta Magali.

- Sei lá. Só avisei mesmo. Também não tô nem aí. Se vocês virem uma versão mais gótica minha, é ela. Vou ao meu quarto escutar um sertanejo.

- Só espero que aqueles dois retardados sertanejos não apareçam aqui.

- HÁÁ! Não chame meus filhos de retardados. - diz Sofia e todos rimos.

- Gente, melhor irmos dormir. Amanhã temos que caçar o crush da Penha. - diz Cascão.

- CALA A BOCA CASCÃO! - diz Penha com raiva.

E.W.: Recebo uma mensagem:

"Está no aeroporto?"

"Sim". Respondo rapidamente.

"E você fez aquilo? Enganou a Penha?"

"Sim. Ela acha que tá maluca. Posso fazer uma pergunta?"

"Diga".

"Você acha que ele pode estar vivo?''

''Já perdi essas esperanças. Voltando ao assunto. Quando a turminha chegar, terá uma grande surpresa".

''É. Vamos deixar eles em paz por um tempo, mas quando voltarem..."

"Até breve".

"Até".

Turma da Mônica, vocês não perdem por esperar.

Dia seguinte: Denise:

Aff, noite de sono ruim. Fiquei até as 5h30m pensando no que a Denise me disse. Apesar de ela ser uma versão mais esquisita de mim, ela estava certa. Mas, sei lá. Acho que seria estranho mudar de vida de repente. Não seria algo normal. Será que se eu soltasse minhas maria-chiquinhas alguém ia me reconhecer? Será que está acontecendo comigo a minha batalha contra o monstro ID? Acho que sim. Bom, é melhor eu esquentar um leite pra fazer Achocolatado. Pego o pote de Nescau e coloco 3 colheres no leite já quente. Pego um pão, passo margarina, olho se não tem ninguém por perto e mergulho o pão no Nescau. SIM! EU FAÇO ISSO! NÃO ME JULGUEM! Isso é tão bom:

- Eai, Denise.

- Aaaah! - era o Xaveco - Ora, é você, assombração?

- Cala a boca e não enche o saco. - Xaveco? É ele mesmo? - Tive uma noite ruim de sono e não tô afim de piadinha.

- Então tá, moço.

Ele faz a mesma coisa que eu. Esquenta o leite, coloca 3 colheres de Nescau, passa margarina, olha pra mim e fala:
- Não conte a ninguém. - não, ele não vai fazer.

Ele mergulhou o pão no Nescau:

- Você também faz isso?

- O que?

- Você fez exatamente o que eu faço. Esquentar o leite, colocar 3 colheres de NESCAU "pra dar mais sabor" - falamos juntos e rimos - passou a margarina no pão e mergulhou no Nescau.

- Caramba, que legal. Nunca imaginei que VOCÊ faria a mesma coisa que eu.

- Verdade.

Ficamos em silêncio por um tempo até eu quebra-lo:

- Posso fazer uma pergunta?

- Tanto faz.

- Qual você acha que é o meu maior defeito?

Ele me analisa, me olha fixamente e fala:

- Querer ser quem você não é.

- O que?

- Sabe, se você tivesse me perguntado isso ontem, eu diria que é ser fofoqueira demais ou ser uma patricinha de primeira. Mas eu acabei de fazer um teste. Fiz uma coisa nada normal que com certeza se tivesse alguém por perto você ia gritar pra todos do hotel ouvirem, mas, você não só provou não ser fofoqueira que provou que não é uma patricinha. Nenhuma garotinha fútil e chata faria isso. - ele fica em silêncio por um tempo e fala - Posso te fazer uma pergunta?

- Se quiser...

- Por que?

- O que?

- Por que quer ser uma coisa sendo que você é muito melhor do que essa máscara?

- Você permite que eu ma abra com você?

- Depende. Quem está falando? A patricinha fofoqueira ou a Denise?

Estava prestes a falar quando Sofia entra na cozinha:
- Oh, vocês estão aí! Vamos para a praia!

- Ok. Deixa eu colocar um biquíni. E você? Não vai vir?

Ele fica vermelho. Aposto que pensou bobagem:

- Quis dizer vir pra praia.

- Eu sei, é que... bem... deixa pra lá.

- Idiota.

Nós fomos e nos divertimos bastante. A Penha estava um pouco triste ainda. Eu fui falar com ela:

- Ei, ainda tá triste?

- O que?

- Eu perguntei se...

- Não, eu entendi, tosca! Mas é que... sei lá... é estranho você vindo me perguntar.

- Não me faça sentir arrependimento. Vamos pra água.

- Tá, mas cadê a Sofia?

- Sei lá. Ei, Mônica! Cadê a Sofi?

- Quis voltar para o hotel.

- Por que?

- Não sei. Disse que não estava se sentindo bem.

Vou resolver agora mesmo:

- Ei! Aonde vai? - pergunta Penha.

- Falar com a Sofia.

Eu vou para o quarto dela e da Penha e vejo que ela está chorando:

- Ei amiga! O que houve?

- Nada. - ela diz secando as lágrimas.

- Hey, você pode confiar em mim. Não precisa guardar isso pra você.

- Tá bom.

Nos sentamos na cama e ela começa:

- Eu estava lá na praia me divertindo na água e vieram uns caras e começaram a falar umas coisas... - ela começa a chorar novamente.

- Você ainda quer falar?

- Sim. - seca as lágrimas novamente - Eles começaram a falar coisas do tipo: "Volta pro mar, baleia" " Chama o guincho que uma jubarte encalhou". Eu me senti mal e voltei pra cá.

- Por que você ligou para o que aqueles idiotas disseram?

- Denise, não tenta entender. Você e as outras meninas são lindas e tem os corpos perfeitos. Não dá pra tentarem me entender.

- Oh, amiga. Eu sei muito bem do que você precisa.

- Não se atreva a fazer cóce... - eu a abraço bem forte e ela se acalma.

- Ei. Eu tive uma ideia! - digo.

- Qual?

- Vamos dar uma lição de moral naqueles babacas.

Eu pego uma peruca inteligente no quarto dos meninos e coloco na Sofia:

- Agora imagine uma versão mais magra de você.

O resultado não foi tão escandaloso. Era uma versão mais magra da Sofia, não era uma coisa tão extraordinária. Nós voltamos para a praia e ela aponta que eram os babacas. Nós duas vamos até eles e começamos a atuar:

- Miga, você passou o protetor? - digo perto deles.

- Passei, só não passei nas minhas costas. Ninguém quis me ajudar.

Logo os três babacas vem e começam:

- Ei gata, pode deixar que eu te ajudo.

- Não, ele é um frango. EU te ajudo.

- Esses dois não são dois otários? Ficam discutindo quando obviamente você quer a minha ajuda.

- Na verdade - Sofia tira a peruca - acho que é desafio demais para os três.

Eles ficam perplexos e eu falo num tom ameaçador:

- Escutem aqui! Da próxima vez, não julguem alguém apenas por sua aparência. Minha amiga ficou muito magoada com as ofensas idiotas de vocês e eu espero que isso não se repita mais, com NINGUÉM! Entenderam? - eles concordam com medo e eu finalizo - vocês podem até ser gatinhos por fora, nas são podres por dentro.

Eles saem da praia chorando e chamando a mãe.

- Valeu, amiga. Você é demais.

Ela volta para a água com as meninas e eu fico observando elas se divertindo:

- Tô orgulhoso.

- Xaveco?

- Você tá mudando. Parabéns por estar se libertando.

- Valeu, Xaveco. Mas eu ainda tenho muito pra mudar.

Estávamos no raso e eu o empurro bem forte o fazendo cair:

- EI!

- Hahaha!! Melhor cena!

Ele joga areia molhada no meu cabelo:

- AAAH!!

- Hahaha!! Melhor cena!

E começamos uma guerra de areia molhada.

Denise do Futuro: Estou sentada numa pedra vendo os dois se entenderem e feliz por me ver sendo sincera comigo mesma. Ouço passos:

- Denise!

- Xavecão.

- Você tá olhando o que?

- Nós dois.

Ele senta ao meu lado e fala:

- Formamos um belo casal, não é?

- Talvez.

- Não aguento mais ficar longe de você. Pra que me torturar tanto?

Fico em silêncio e falo:

- Hey! Eu estou me atirando para um surfista.

Ele olha pra Denise e eu saio em silêncio. Ele nem percebe minha fuga. Só escuto:

- Denise? Denise, por favor. Não foge de novo. Eu... eu te amo. Muito.
Segura Denise, segura. Não aguentei. Choro.

Penha: Acho que vou me afastar um pouco da turma. Não tô com muita paciência hoje. Vou boiar pra relaxar um pouco. Será que é verdade o que a Denise me disse? Será que eu só alucinei? Acho que nunca tive uma alucinação na minha vida. Não é possível que o beijo, tudo, foi uma alucinação. Será que... bom, tanto faz. É melhor eu voltar pra turma. Forço meus pés para irem para o chão e percebo que o mar me levou pra longe:

- Socorroo!! - digo desesperada.
Não veio ninguém. Estou tão longe? Fico em desespero, não consigo nadar! Grito mais uma vez:

- Socorroo!!!

Mais uma vez, sem resposta. Eu estou afundando. É assim que eu vou morrer? Fecho meus olhos e espero meu fôlego acabar. De repente sinto um braço me segurando e me levando para a superfície. Quem é esse? Será o Edward? Ele me leva para a praia e começa a falar:

- Moça, moça, você tá bem?

Com muito esforço eu respondo:

- S-Sim. Muito obrigada. Você salvou a minha vida.

- Graças a Deus. Você está bem.
Todos ao redor começam a bater palmas. Fico vermelha e a Denise se aproxima:

- Amiga, você tá bem? Onde esteve?

- Eu estava boiando e fui parar no meio do mar. Eu estava quase me afogando mas ele me salvou.

- Muito obrigada por salvar minha amiga, moço. - a Denise disse "amiga"? O que tá rolando?
- Não precisa de agradecimentos meninas. Isso foi o certo a se fazer.

- Quer voltar para o hotel?

- Vou ficar aqui mais um pouquinho. - digo.

A Denise volta pra água e eu percebo que o garoto que me salvou está me abraçando. Nossa, ele é lindo:

- E-Então... qual é o seu nome?

- Jonathan. E o seu?

Jonathan... é o nome que o Edward queria dar para o nosso filho quando tivéssemos:

- Penha. Meu nome é Penha.

- Legal.

- Você é daqui?

- O que?

- Você é daqui? É que você não tem sotaque e nem nada.

- Ah, sim. Não, eu não sou daqui. Só estou passando um tempo com os meus avós. Daqui a alguns dias eu vou me mudar pra São Paulo.

- Vai pra onde?

- Você não deve conhecer.

- Fala o nome.

- É no bairro do Limoeiro.

- Sério? Eu moro lá.

- Nossa! Que coincidência boa. Pelo menos já conheço alguém.

- Hehe. Vai estudar no Colégio do Limoeiro?

- Sim. Estou no terceiro ano.

- Então você tem 17?

- Vou fazer em Outubro.

- Que legal.

Ficamos vendo o pôr-do-sol e percebo que ele ainda está me abraçando. Deito minha cabeça no ombro dele e ele me abraça mais forte. Nossa, o que está acontecendo? Estou me apaixonando por ele? De repente ouvimos uma voz:

- Penha! Vamos voltar para o hotel! - é a Marina.

- E-Então... nos vemos qualquer dia. - ele diz. Que fofo, gaguejando.

- C-Combinado. - digo meio corada.

- Tchau.

Ele vai me dar um beijo na bochecha e acaba me dando uma meia-lua. Os dois ficamos vermelhos:

- T-Tchau.

Me afasto e vou pra perto da Denise, Xaveco, Marina e Franja:

- Miga, quem era o surfista? - Denise pergunta.

- O nome dele é Jonathan...

- Own, gente. Ela tá vermelha. Tá apaixonada. - diz Marina.

- Gente, eu acabei de conhecer ele.

- Penha, não precisa esconder nada da gente. Estamos aqui pra o que quiser. - diz Denise.

- Valeu, gente. Não sei o que seria de mim sem vocês. Cadê a Sofia?

- Ela foi com a turma para o hotel. Foram tomar um banho e tirar o sal do corpo.

- Então vamos também.

Ah, é tão bom estar com os amigos. Dá uma paz. E esse garoto, o Jonathan... ele é... diferente. Especial.

Denise: Melhor pensar direito sobre essa decisão. Mas eu já pensei tantas vezes. Acho que é o certo a se fazer. Vou comprar agora. Será que eles vão ficar muito tristes? Bom, acho que vão sobreviver:

- O que está fazendo? - Diz Xaveco sentando na cama ao meu lado.

- Comprando uma coisa.

- Espera. Isso é uma passagem de avião?

- S-Sim.

- Por que você quer voltar para o Limoeiro?

- Acho que já aproveitei bastante o meu tempo aqui. Melhor voltar pra minha casa, minha família. Sinto a falta deles.

- Também sinto falta da minha família, mas, tem certeza?

- Tenho sim.

- Então eu vou junto.

- Não! Xaveco, você não precisa estragar suas férias. Tem que ficar aqui com a turma. Aproveitar o tempo que você tem aqui.

- Mas...

- Mas nada. Fique aqui. Não quero estragar suas férias.

Ele me abraça. Fico vermelha e sem ação. Retribuo o abraço. O que tá acontecendo? Até ontem eu queria distância do Xaveco, hoje eu tô abraçando ele. Estou mudando tanto? Magali entra no quarto e fala:

- Miga, vamos pra sala de estar assistir a um... - ela nos olha - ...filme. Eu... tô interrompendo?

- Não! Imagina, Magá. V-Vamos, Xaveco?

- Vamos.

Fomos para a sala e todos estavam com um balde de pipoca. Penha estava sozinha em uma poltrona, a Sofia em outra, os casalzinhos estavam organizados por outras poltronas e a Mônica fala:

- Gente, sobrou só um balde. Tudo bem pra vocês?

- Sim. Que filme é? - digo.

- Divergente.

- Legal. Amo esse filme.

Eu e o Xaveco nos sentamos juntos numa poltrona. Assistimos ao filme e quando acabou, me pronunciei:

- Gente, tenho um aviso.

- O que foi, Dê? - pergunta Sofia.

- Eu vou voltar para o limoeiro.

- QUE? POR QUE? - perguntam juntos.

- Eu quero voltar. Acho que vai fazer bem pra mim.

- Mas Denise, e nós? Vamos sentir sua falta. - diz Marina.

- Também vou, Mari. Mas eu preciso voltar. Espero que vocês entendam e respeitem minha decisão. Vamos nos ver daqui a alguns dias.

- E você vai sozinha?

O Xaveco me olha e fala:

- Não. Eu vou junto.

- Xaveco! Não!

- Denise! Eu quero ir.

- Gente, espera. Tá rolando alguma coisa? - pergunta Mari.

- Como assim?

- Vocês dois passaram a tarde inteira grudados. Estão grudados no sofá. Tá rolando alguma coisa entre vocês? - diz Franja.

- Afe! Eu e o Xaveco somos amigos desde crianças e...

- E você parou de falar com ele de repente quando descubriu o futuro.

- Olha, eu passei um tempo sem falar com o Xaveco por um motivo muito idiota! Eu não posso mudar de opinião?

- Ok, moça. Xaveco, você também vai?

- Sim. Eu quero ir. E você não vai me impedir, Denise!

- Por que você não para de ser tão teimoso? - falo já me alterando.

- E por que você...

Nossos celulares tocam ao mesmo tempo:

- Ai, meu Deus. - diz Mônica.

- O que fazemos? - diz Cebola.

- Vamos ver, oras. - digo e vemos nossos celulares. Lemos em voz alta: "Vamos deixar vocês em paz um pouco. Aproveitem suas férias. Beijos e abraços. -E.W. & M.J."
Depois disso fomos dormir. Já tomei minha decisão. Quando acordei, tomei achocolatado, arrumei minhas malas e estava pronta pra ir, mas:

- Ei!

- Mônica?

- Não achou que ia ao aeroporto sozinha, né?

O Xaveco estava com uma mala e a Sofia também:

- Você também vai, amiga?

- Claro, besta. A Penha pediu pra eu ir junto pra te fazer companhia.

- Valeu, pessoal. - eu olho para o Xaveco e falo - Mas é um teimoso mesmo.

- Você nunca vai me vencer em uma discussão.

- Bom, vamos logo então.

Fomos de Táxi ao aeroporto. Depois de muito choro eu falo:

- Hey! Vamos com calma. Nós vamos nos ver daqui a alguns dias.

- Vamos sentir sua falta, Denise. - diz Mônica.

- Sem você, a turma fica com um buraco. E você vai levar mais dois junto. A turma tá com uma cratera.

- Tchau gente. Até.

Vamos os três para o avião acenando para eles. O Xaveco e a Sofia ficam mais atrás e antes deles entrarem, solto minhas maria-chiquinhas. Arrumo meu cabelo e:

- Denise? É você? - os dois dizem juntos.

-Sim. Essa sou eu.

Oito dias depois: E.W.: Chuva. Já são 20h47m. Tenho que fazer isso bem rápido. Pronto. Chegou no caixão:

- Me ajuda. Vai ficar parada?

- Afe.

Ela chega mais perto e me ajuda a tirar o caixão de dentro da terra. Abrimos, pegamos o presunto e saímos:

- Desculpa Edward. - ouço-a sussurrar.

- Deixa de ser pamonha. Vamos logo com isso. Ah, turma. Vocês não perdem por esperar.
Continua...


Notas Finais


Então, gente. Como eu disse no começo, esse foi o fim da 1A. Eu estava pensando e não quero que a Fanfic tenha apenas uma temporada. Ainda tem muita história pra ser contada e eu já estou pensando em tudo. Esse foi o último capítulo da primeira parte dessa temporada. Na segunda parte, a fic vai dar um salto de oito dias que aconteceram algumas confusões e aí eles voltam. Como vocês viram, na noite do dia que eles voltam, E.W e M.J. não estão pra brincadeiras. Além de tudo, quero a opinião de vocês para uma coisa. Enquanto eu fico esse tempo sem essa fic principal, estou pensando em fazer um spin-off da fanfic com o pessoal no RJ contando o que aconteceu. O que vocês acham? Já aviso que estou sem computador, então tenho que fazer tudo pelo celular. Vai demorar mais do que o normal e pode ser que tenha alguns erros de português. Depois desses avisos quero que vocês comentem sobre o que eu falei. Me deem ideias também para o spin-off (se eu fizer). Um abraço e até a 1B.


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