História Eternidade (Norminah) - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Fifth Harmony, Norminah
Visualizações 57
Palavras 976
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Não deixarei você ir


(22 de abril de 2017, Sábado)

            As mãos dela suavam frio, ainda tentava se convencer de não fazer aquilo, mas agora já era tarde, estava em frente ao prédio de Dinah apenas a esperando descer. Normani respira fundo, era agora ou nunca, tinha que dizer adeus. Há muito tempo não sentia aquelas sensações boas, sorrir feito uma boba para alguém ou até mesmo se ver com um futuro.

- Eu sou uma merda por pensar essas coisas.

            Ela é tirada de seus pensamentos quando vê alguém batendo no vidro da janela do carro. Tão perfeita que o coração da morena se aperta com a possibilidade de nunca poder provar da totalidade que é estar de corpo e alma com aquela mulher.

– Olá.

 A loira diz ao entrar no carro e beijar a bochecha da outra.

- Oi, para onde vamos?

- Restaurante italiano, gosta?

- Adoro massas.

- Perfeito, eu te guio pelo caminho e a propósito, adorei o seu carro, você é alguma magnata do petróleo?

            As duas começam a sorrir, Franchesca tinha uma BMW M3 sedã vermelha.

- Não, eu não sou, porém tenho dinheiro, muito dinheiro.

- Olha só, então estou com a garota certa.

- Eu sabia que você estava saindo comigo só pelo meu dinheiro. – A morena entra na brincadeira.

- Ah claro, até porque eu sei tudo da sua vida. - A loira fala sem pensar, só então se deu conta da besteira. – Desculpe, desculpe, esquece o que eu disse. Hoje pretendo te convencer a ficar e não te mandar embora.

- Tudo bem.

            Normani fala séria e dá a partida no carro. Dinah lhe indica o caminho, logo estavam em um lindo restaurante, as reservas estavam no nome da loira que pede uma garrafa de vinho.

- Gostou daqui?

- Sim, é interessante. – A morena responde simples.

- Ok, o que vai pedir?

- O que você pedir está bom.

- Você é sempre assim, ou está tentando estragar o nosso encontro para complicar o meu lado?

- Então isso é um encontro? – Normani encara a loira e deixa o líquido vermelho descer por sua garganta fazendo Dinah engolir em seco, ela precisava sentir aqueles lábios.

- Achei que isso tinha ficado claro.

            Elas se encaram intensamente, cada uma tinha sua dúvida particular. A loira queria entender a mulher, queria desvendá-la, queria simplesmente entender porque se sente tão atraída. Dianh não é uma pessoa tímida, nunca foi, mas ainda assim nunca deu em cima de uma mulher com essa facilidade, sua vontade de conhecer a morena era tanta que a fez agir, ela precisava falar, sentir, comprovar que sentia atração por aquela pessoa, Normani Kordei era um enigma que a loira fazia questão de desvendar. Já a milionária, bom, seus medos sempre falaram mais alto, no fundo não queria ser amada, não queria se permitir ser feliz, para ela a eternidade não era castigo suficiente, tinha que sofrer mais do que já sofreu, tinha que pagar cada gota de sangue que derramou no passado, passado esse que a assombraria pelo resto de sua vida. As duas mulheres não falam mais nada, a comida é servida e elas degustavam em silêncio, quando terminaram ficaram se encarando ao beber do delicioso vinho.

-Você poderia começar falando onde você mora.

- Para que quer saber onde eu moro? Até onde eu sei o plano é eu desaparecer depois desse encontro.

- Porque você insiste em se privar de sentir? Está bem claro a tensão entre a gente, somos mulheres independentes, solteiras e que querem a mesma coisa.

- Eu já disse Dinah, é para o seu bem, pode acreditar.

- Você tem medo de amar? – A pergunta foi direta, mas esse não era o medo da morena.

- Não Dinah, eu não tenho medo de amar, eu tenho medo de ser amada.


[...]


- Você não quer entrar?

   Dinah encara a morena, estavam no carro já em frente ao prédio. Claro que a resposta para aquilo seria não. Depois da confissão de Normani as coisas ficaram complicadas, elas mal falavam e cada olhar dizia que o silêncio era a melhor opção.

- Você sabe que não posso, está ficando cada vez mais difícil ir embora.

- Fique.

  Dinah pede se aproximando. A morena respira fundo e encara aqueles olhos castanhos, tão linda, tão intensa, tão dela. Normani coloca sua mão no pescoço da loira e passeia seu polegar por sua bochecha.

- Não faça isso Dinah.

- Eu não consigo evitar, eu não quero evitar.

- Se fizer isso não iremos mais parar, você não entende.

- Faça-me entender Normani, porque se não me der um bom motivo eu não vou te deixar embora.

- Eu... eu...

- Nem você quer isso. Nem você quer ir embora.

- Não se trata de querer.

- Você me deseja assim como eu te desejo, nos dê uma chance, apenas uma e eu posso te provar que seus medos nunca mais falarão mais alto.

            A loira encosta a testa na da morena e suspira, ela não avançaria, apesar de seu corpo e sua alma clamarem por aquele contato, ela não o faria.

- Se eu fizer isso... se eu deixar vamos nos machucar, é sempre assim.

- Eu tomo as minhas decisões Normani, sempre tomo.

            A morena se afasta e encara a loira. Agora colocando a outra mão na posição da nuca com força segurando seus fios dourados. Aquele olhar lhe dizendo tantas coisas. Aquela boca tão próxima, aquele corpo que a faz estremecer, era uma tentação que não podia evitar.

- Merda, merda, merda. – A morena fecha os olhos com força. – Espero que esteja ciente dos riscos Dinah. Porque depois que eu te beijar não vou querer mais parar.

- Não quero que pare, quero que me tenha Normani, quero que me deixe tê-la.

            E sem mais a morena avança nos lábios da loira, provando do sabor adocicado daquele sensível toque, elas só precisavam se provar que apesar dos medos e incertezas poderiam fazer dá certo, e bom, elas tinham razão.

 

"Eu não vou deixar você ir embora Dinah, eu não vou conseguir" 



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