História Eternizado pelas Estrelas - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Em Família
Personagens Clara Fernandes, Marina Meirelles
Exibições 319
Palavras 3.283
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Moças chegamos ao fim da nossa jornada com essa história de amor desse casal de tanto amos Clara e Marina. Espero que gostem desse final. Não esqueçam de comentar ok. Beijos e vamos ao último capítulo.

Capítulo 30 - Capítulo 30


- To adorando a decoração...

- Eu sei que você adora essa coisa de rosas espalhadas pela cama...

- Gosto mais de quando você está na cama...

Clara empurrou Marina na cama e essa se esquivou quando a morena iria se jogar em cima dela:

- Antes, tenho uma coisa... 

- Ihhhh, o que é dessa vez? – disse animadamente

- Eu tenho que cumprir uma promessa...

- Você vai deixar eu  pegar você por trás e... - disse levantando a sobrancelha.

- Não!!! Não essa. Essa nem tão cedo, lindinha! É uma outra promessa, que fiz há muito tempo.

Marina abriu o armário e tirou um violão de dentro dele. Clara olhou para ela:

- O que você vai fazer com o meu violão? – perguntou preocupada

- Fico inibida de fazer isso para uma cantora famosinha como você, mas naquela noite, do bar karaokê, eu prometi que um dia cantaria para você, e é isso que vou fazer agora. Com a única música que sei tocar no violão. Passei meses pra aprender essa música sem errar, mas não me sacaneia hein...

Clara sorria para Marina, por ela ter se lembrado de tal promessa. De fato, Marina tinha uma memória incrível. E assim ela ouviu a branquinha tocando os primeiros acordes...

-  Saying I love you

(Dizer eu te amo) 

Is not the words I want to hear from you

(Não são as palavras que eu quero ouvir de você)    

It's not that I want you

(Não é que eu não queira)

Not to say, but if you only knew

(Que você diga, mas se ao menos você soubesse)

How easy it would be to show me how you feel

(Como poderia ser fácil me mostrar o que você sente)

More than words is all you have to do to make it real

(Mais do que palavras é tudo que você tem que fazer para tornar real)

Then you wouldn't have to say that you love me

(Então você não precisaria dizer que  me ama)

Cause I'd already know

(Pois eu já saberia...)

 

Clara olhava maravilhada para a sua agora esposa, que continuava a cantar:

 

-  What would you do if my heart was torn in two?

(O que você faria se meu coração fosse partido em dois?)

More than words to show you feel

(Mais do que palavras para mostrar o que você sente)

That your love for me is real

(Que seu amor por mim é real)

What would you say if I took those words away?

(O que você diria se eu jogasse essas palavras fora?)

Then you couldn't make things new

(Depois você não poderia tornar as coisas novas)

Just by saying “I love you”

(Só dizendo “eu te amo”)

La di da, la di da

More than words

(Mais que palavras)

La di da, la di da

Clara ameaçou cantar junto com Marina, mas foi impedida por Marina:

- Hoje só eu que canto amor...

 

Now that I've tried to talk to you and make you understand

(Agora que tentei conversar com você e te fazer entender)

All you have to do is close your eyes and just reach out your hands

(Tudo o que você tem que fazer é fechar os olhos e estender as mãos)

And touch me, hold me close, don't ever let me go

(Para me tocar, me abraçar, não me deixar partir jamais)

More than words is all I ever needed you to show

(Mais do que palavras é tudo que você tem que fazer para tornar real)

Then you wouldn't have to say that you love me

(Então, você não precisaria dizer que me ama)

Cause I'd already know

(Pois eu já saberia)

What would you do if my heart was torn in two?

(O que você faria se meu coração fosse partido em dois?)

More than words to show you feel

(Mais do que palavras para mostrar o que você sente)

That your love for me is real

(Que seu amor por mim é real)

What would you say if I took those words away?

(O que você diria se eu jogasse essas palavras fora?)

Then you couldn't make things new

(Depois você não poderia tornar as coisas novas)

Just by saying I love you

(Só dizendo “eu te amo”)

Marina terminou de cantar e tocar perfeitamente. Clara estava totalmente emocionada em ver sua amada cumprindo um desejo de tanto tempo. Ela sempre quis ver Marina cantando, mas esta sempre se negava.

- Eu não sabia que você cantava com essa voz tão forte. Incrível né? Eu sou toda carrancuda e canto com voz suave, você é toda delicada e canta com essa voz mais grave. E canta divinamente, e tocou muito bem também.

- Fiz o meu melhor pra você... – disse ternamente

- Então me faz de violão e me dedilha todinha... 

- Nossa!!! Você saiu do brega e agora ta no campo pedreiro! – riu franzindo o nariz.

- Deixa de ser boba, vem aqui!

Clara puxou Marina para seu colo, derrubando o violão no chão. Se beijavam ardentemente enquanto Clara se enrolava em desabotoar o vestido de Marina:

- Ih, ta perdendo a prática amor?

- Mas pra que tantos botões!!!

- É bonito!

- Mas ta me atrapalhando! – arrancou com força, rasgando o vestido

- Clara!! Esse vestido foi uma fortuna!!

- Meu bem mais precioso está dentro dele... E NÃO ME CHAME DE BREGA!

- Não falei nada... nada nada... – riu

Marina tirou o vestido de Clara sem maiores problemas e os dois corpos caíram na cama, já molhados pela excitação. Clara se esfregava em várias posições em Marina, que gemia fortemente, o que levava Clara a loucura. Resolveu pegar um brinquedinho com cinta para usar na ocasião, o que animou muito Marina.

Clara penetrava a esposa com voracidade, o que se contrapunha com os beijos suaves destinados aos seios da moça.

As duas chegaram num orgasmo rápido e intenso. Marina virou Clara, tirou o brinquedo e foi beijando cada parte daquele corpo moreno. Deliciando-se em cada lambida e mordida naquela barriga torneada, chegando ao sexo de sua amada. Chupou, lambeu, e deu mordidinhas de leve, o que Clara amava quando ela fazia. Não demorou muito para Clara explodir em um orgasmo repleto de prazer e paixão, e repetiu o mesmo no sexo da branquinha.

As duas passaram a madrugada e a manhã fazendo sexo incessantemente. Elas emanavam o mesmo cheiro, tinham o mesmo suor, compartilhavam da mesma alma e os dois corações batiam como um só. E finalmente, elas tiveram a sorte de um amor tranquilo, como Cazuza sempre cantou.

--

 As duas viveram o mesmo amor intenso durante todos os dias.

Marina só se tornou mais e mais importante no ramo jornalístico, até se tornar âncora do Jornal Esportivo mais importante do país.

Clara se firmou como cantora de MPB e fez muito sucesso com suas músicas, sendo cultuada no mundo lésbico. A relação das duas era exemplo de como tudo é possível quando se ama.

Tiveram dois filhos, assim como planejaram. Uma menina morena de olhos castanhos marcantes, chamada Adriana, e um menino branquinho de olhos castanho esverdeado chamado Pedro.

Vanessa e Paulo tiveram seu filho, João Marcos, saudável e fora de risco de ser portador do vírus HIV. Mesmo que com o passar o tempo, a saúde de Paulo inspirasse o triplo de cuidados, Vanessa lhe deu todo o suporte, juntamente com  Clara e Marina, e muitos outros amigos. Paulo continuava atuante na ONG A.I.D.S., sempre auxiliado por João, que depois de  crescido se tornou um importante infectologista.

Adriana e Pedro foram ótimos alunos e cada um teve um futuro brilhante em sua área. Adriana fez letras-literaturas e se tornou escritora de romances-policiais; já Pedro fez Engenharia Civil e se tornou sócio de uma importante construtora paulista.

Ambos casaram - Adriana com um economista chamado Fábio e Pedro com uma Geógrafa chamada Laila e tiveram seus filhos. Eles nunca estranharam em ter duas mães, e seus filhos nunca estranharam ter duas avós. Foram acostumados desde cedo a aceitar e respeitar o desejo de cada um.

E o tempo seguiu passando...

--

- VOVÓÓÓÓ – Guilherme entrou correndo na sala, chorando

- Sua avó está descansando enquanto o lanche não chega filho!! Posso saber que escândalo é esse??? – Pedro brigava com seu filho!

- Tio Pêêêê!! – Juliana entrava, também correndo, atrás de Pedro

- Mas o que foi crianças?? Já falei que as avós de vocês...

Ignorando completamente o que Pedro falava, as crianças continuavam a falar juntas. Guilherme – filho de Pedro- tinha 8 anos. Juliana – filha de Adriana – tinha 10.

Pedro não entendia nada que as crianças falavam e não conseguia fazê-los parar de falar. Foi quando Adriana entrou na sala e viu a cena, já falando:

- POSSO SABER O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?

As crianças gelaram. Inclusive Pedro. A irmã sabia ser assustadora quando queria. Juliana já foi se explicando:

- Mãe, o Guilherme ta chorando só porque eu falei que aprendi na escola que as pessoas quando estão muito velhas morrem logo!

- Ela falou que as vovós vão morreeeer!! – Desabou a chorar de novo

Adriana e Pedro se olharam. Adriana tomou a palavra:

- Ué crianças, um dia elas vão morrer sim. Guilherme, você tinha que saber dessas coisas. Um dia todos nós vamos morrer.

O menino abriu o berreiro e Juliana mostrou concordar com o ponto de vista da mãe. Pedro abraçou o filho e interveio:

- Vocês são muito insensíveis sabia? Não se fala esse tipo de coisa assim...

- Mas é a realidade meu irmão, você quer o que? Eu sou prática igual à mamãe Clarinha. Você que é sensível demais. 

- Não é ser sensível, é ter o mínimo de jeito pra falar as coisas.

- Ahh!! Que nhenhenhem!! Eu hein.

As crianças assistiam a discussão. Guilherme já tinha até parado de chorar. Sabia que quando aqueles dois brigavam, era espetáculo para correr e fazer uma pipoca.

- Nhenhenhem??  Eu não sei como você se apaixonou com esse coração de pedra que tem!

-  Antes isso do que ser um molenga.

- Vou te mostrar o molenga!

Pedro levantou e foi pra cima de Adriana. Clara chegou na sala:

- É uma ilusão, ou meus dois filhos marmanjos estão prestes a cair na porrada?

Os dois pararam instantaneamente. E Guilherme gritou:

- Vovó!!!! A senhora não morreu!!!!

O menino agarrou as pernas da agora, alta e velha senhora, que perguntou curiosa:

- E porque eu teria que estar morta, meu pequeno?

- Porque a Juliana falou que você e a vovó Ma estavam mortas e enterradas, cortadas em pedaços dentro de sacos plásticos de supermercados.

Clara olhou comicamente para o seu neto, enquanto Juliana se defendeu:

- Não falei nada disso seu exagerado. Só falei que um dia elas iam morrer! Falei mentira vovó?

Clara, que já ria com a cena, falou:

- Não Ju. Você falou a verdade. E Guilherme, você é muito exagerado!

- Vovó, então a senhora vai morrer daqui a pouco?

Outra voz integra a sala:

- Que bagunça é essa aqui? Eu estava dormindo, sonhando com tantas coisas boas e vocês me acordaram. Despertaram a fera!!! - Marina brincou com seus netos, imitando o rugido de um leão.

- Resumindo para você, meu amor: Juliana falou pro Gui que nós vamos morrer um dia. Gui ficou desesperado e danou a chorar.  E Pedro e Adriana estavam quase se porrando aqui na sala, por motivos que nem quero saber, pois provavelmente é alguma briguinha de egos deles.

- Mas vocês vão ficar velhos e chatos hein? – Marina reclamava dos filhos.

- É a Adriana que é toda insensível. – Pedro se defendeu.

- Você é um paspalho! – Adriana atacou verbalmente Pedro.

- Olha, garota eu... – Pedro ameaçou segurar o pescoço da irmã.

- Ei!!! Eu jurava que as crianças da sala eram Juliana e Guilherme. Resolvam seus problemas depois. – virou-se para as crianças – então Ju, por que você falou isso pro seu primo? – Perguntou Marina.

- Porque é a verdade vovó! Só que o Guilherme começou a chorar e eu corri aqui pra dentro, porque achei que ia apanhar da mamãe. Queria explicar que não fiz por mal. É só a verdade não é?

Marina olhou para Clara e sorriu em cumplicidade. Clara disse:

- Venham vocês aqui no nosso quarto, queremos lhes mostrar uma coisa. – virou-se para os filhos – Venham vocês dois chatinhos também.  – Marina deu as mãos para os netos.

Nesse momento, Fábio e Laila entraram em casa, com os lanches gostosos e gordurosos que substituiriam o jantar aquela noite.

- Ah vocês chegaram, venham vocês também! – chamou Marina

Fábio e Laila não entenderam nada, mas as seguiram.

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Estavam todos sentados na cama das duas senhoras que por mais que a idade tivesse chegado, estavam bastante conservadas, e estas estavam de pé, próxima a uma janela que dava uma vista linda para a lua cheia que embelezava o céu naquela noite.

- Quero deixar uma coisa bem clara aqui... – Clara começou com seu discurso autoritário.

- Deixa que eu falo amor, eu tenho dom para essas coisas mais sensíveis... – Marina abaixou a mão de Clara que já apontava os dedos para todos.

- Como é? Não, eu também posso fazer isso e...

- Clarinha, por favor, deixe comigo está bem? - insistiu

- Se eu não vou falar, vou me sentar nessa poltrona ao seu lado. – sentou contrariada.

Marina continuou:

- Esse papo todo de que vamos morrer um dia, me deu vontade de contar uma história.

- Ai mamãe! Você e suas histórias. Nunca responde uma pergunta de forma direta. - O que parecia que seria uma reclamação, se transformou num elogio -  Apesar de me acharem fria, eu amo tanto isso em você... 

- Olha... ela tem um coração. Que bom né?  Até o homem de lata tem um. – Pedro brincou

- Chato! – deu um tapinha em Pedro e sorriram cúmplices

- Fiquem quietos! Como eu falava: crianças é claro que eu e sua vovó Clarinha vamos morrer um dia. Esperamos que isso demore ainda, apesar de estarmos velhinhas, somos fortinhas.

- Então vocês não vão morrer daqui a pouco? – perguntou Guilherme esperançoso.

- Não. Claro que não. E nem podemos!  Já pensou? Esses dois aí iriam brigar todos os dias – disse apontando com um movimento discreto com a cabeça para Adriana e Pedro. - Teria pena de vocês dois e de Fábio e Laila.

Eles riram com a cara engraçada que Marina fazia. Ju falou:

- Vovó... eu não quero que a senhora morra nunca. Só falei isso pro Guilherme, porque aprendi na escola que...

- Eu sei que não quer minha princesinha. Você é durona como a sua mãe. E Gustavo é sensível como o pai dele. São diferentes assim como eles, e como eu e Clara. Mas se amam e querem nosso bem. Eu sei disso.

Ju pediu desculpas pra Guilherme e as crianças correram pra abraçar Marina. Clara reclamou:

- E eu não ganho abraço não? Só a vovó Ma que ganha? Não gostei...

Todos se divertem com o ciúme característico de Clara e a abraçam também. Esta pede a palavra:

- Apesar da mãe e avó e sogra de vocês aqui presentes, acharem que eu sou insensível, também tenho uma história pra contar!

- Não acredito? Você? Que milagre é esse? Meninos, se isso está acontecendo, eu posso ser eterna. Comemorem!! – Marina brincou

- Com o tempo você aprendeu direitinho o meu sarcasmo hein.

- E você pelo visto aprendeu a contar histórias... eu acho. - Riram

- Posso então? Sente-se ali, por favor, e assista o show dessa velha senhora que ainda está enxuta e muito bonita.

Todos já haviam se esquecido do lanche. Ficar com elas era sempre engraçado e agradável.  Era possível sentir o amor em todas as formas emanando daquele lugar. Clara começou:

- Um dia crianças, todos nós vamos morrer. Mas isso não significa que não vamos mais estar com vocês.

Todos prestavam atenção.

- Juliana, Guilherme, venham aqui pertinho...

Eles rapidamente foram, Clara continuou:

- Vocês estão vendo aquela estrela ali, super brilhante, perto do Cruzeiro do sul?

- Ahhh, esse é aquele negócio que você ensinou pra gente quando fomos pescar aquele dia de noite, vovó Ma?

- Esse mesmo Ju... – respondeu Marina sorrindo

- Irado!!! – as crianças disseram uníssonos

- Voltando a atenção pra cá crianças... então... localizaram a estrela?

- Siiiiim! – responderam uníssonas

- Então, na verdade, ali existem duas estrelas, que estão tão perto uma da outra e brilham tão fortes, que parecem uma só. 

- Que maneiro vovó!!! Como a senhora sabe disso??  Guilherme perguntou

- Ela é velha Gui, os velhos sabem de tudo! – Juliana e suas espontaneidades.

- JULIANA!!! – Foi repreendida por Adriana

Todos se divertiam muito com a irreverência de Juliana, apesar de saberem que aquilo poderia lhes trazer piores vergonhas futuras.

- Que foi mamãe? – perguntou sem entender o porque da bronca.

- Ela não falou nenhuma mentira Adriana. Mas olhe, tome cuidado com essa linguinha. Ser inconveniente é muito feio.

- Desculpe vovó...

- Não peça desculpas. Enfim, você me perguntou como sei disso?

- Siiim! 

- Há muitos anos atrás, a vovó Ma me fez uma surpresa, antes da gente casar, e registrou aquelas duas estrelas com nossos nomes.

- Que lindo vovó! – Disse Guilherme.

- Eu sei, foi uma sacada e tanto. – Marina se vangloriava piscando o olho para o neto.

- Foi mesmo... - pensou Marina -  Meu amor, vem aqui.  – pediu a Marina e virou-se para as crianças – sentem ali novamente. Assim fizeram. Clara continuou:

- Então, para todos vocês que estão aqui... mesmo quando nós morrermos, e não pudermos estar aqui, para ensinar vocês a pescar, a tocar violão, contar histórias e torcer pelo Botafogo, o que sempre deixei total a cargo de Marina essa última parte, basta vocês olharem para essas estrelas no céu. 

Clara segurou a mão de Marina e continuou:

- Quando eu conheci essa branquinha que está aqui ao meu lado, na época em que ela não parecia um maracujá – recebeu um tapa de Marina no ombro – mas que ainda tem um braço forte para me bater, sabia que ela era a mulher da minha vida, mas não imaginava que construiríamos uma família tão linda. Hoje somos mãe, avós, sogras e felizes. Não há mais nada no mundo que queiramos. Estamos cheias de amor, e é esse amor, que estará sempre nos corações de vocês. Sempre estaremos com vocês, nós e o nosso amor.

Clara fez uma tímida reverência teatral indicando o final da história. As crianças aplaudiam efusivamente, enquanto os adultos se mostravam emocionados.  Todos eles abraçaram longamente Marina e Clara e as cobriram de beijos. E em seguida foram para o lanche-jantar, menos Clara e Marina que ainda estavam abraçadas, sentadas no sofá do quarto delas. Clara virou e perguntou para Marina:

- E então amor, o que achou? Gostou da história? Daria um livro né?

- É verdade. Mas não sei se algum maluco ou alguma maluca toparia escrever nossa história.

- Por que não? Eu tenho até um título para ela!

- Ah é?? E qual seria? – pergunto curiosa

- Eternizado Pelas Estrelas... o que acha? – diz orgulhosa

Marina olha ternamente para Clara, a beija rapidamente nos lábios e responde cheia de carinho:

- Brega amor. Muito brega! 

- Ah não Marina! De novo nãão!!!!!

E riram da mesma forma como sempre riram. E conversaram como sempre conversaram. E viveram como sempre quiseram viver desde que se encontraram: Juntas.

E a história de amor daquelas duas de fato foi eterna, transcendeu o bem e o mal, a vida e a morte, e perdurou durante muitas gerações, inspirando novos casais apaixonados e novos amores eternos.

Fim


Notas Finais


E aí moças gostaram?


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