História Eterno - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Camus de Aquário, Kiki de Áries, Miro de Escorpião, Mu de Áries, Personagens Originais, Saori Kido (Athena), Shaka de Virgem, Shion de Áries, Shura de Capricórnio
Tags Ação, Camus, Milo, Reencarnação, Romance, Saint Seiya, Saori, Shaka
Visualizações 70
Palavras 1.717
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Saint Seiya e seus personagens pertencem a Masami Kurumada e Empresas licenciadas.
Personagens originais Nike, Esperanza e Olesya Kabaeva pertencem a Mim.
Sukhi é personagem original pertencente a Dark Faye.

Capítulo 1 - Capítulo 1:


Sukhi observava com orgulho, de seu leito no hospital, o marido que embalava sua filha recém nascida nos braços. Desde o momento em que a enfermeira trouxe a menina para o quarto, Shura não desgrudava dela, completamente apaixonado pelo pequeno ser.

—Ela é linda, meu amor! –Shura dizia pouco depois de beijar com carinho a cabecinha ornada pelos cabelos negros e arrepiados da bebê. –Ela se parece comigo?

—Todos os bebês se parecem com joelhos.

A voz de Camus na porta do quarto chamou a atenção do casal, ele entrava com Nike em seu colo e um pequeno presente em sua mão. Assim que colocou a pequenina no chão, ela correu com toda a sua energia para ver a criança. Shura pacientemente ajoelhou-se no chão para ficar na altura da menina de quatro anos e as apresentou:

—Essa é Esperanza, Nike. –dizia o espanhol.

—Oi. –disse a outra sorrindo. –Ela é bonita, papai!

—Porque se parece com a mãe. O pessoal disse que viria daqui a pouco, mas como viajarei para a Sibéria com Nike, e não sei quando voltaremos, resolvi vir primeiro. -Camus ignorou o olhar assassino de Shura e entregou a Sukhi o presente. –Parabéns!

—Vai nos deixar, amigo? –Shura indagou preocupado.

—Meus deveres como cavaleiro, Shura. Nike precisa de um treinamento específico, ela possui um cosmo latente incomum.

—Deve ser porque os pais eram cavaleiros de ouro. –comentou Sukhi.

—Talvez, e porque... bem... Tudo aqui me lembra Milo.

—Todos sentimos sua falta. –o espanhol comentou.

—Fiquei surpreso de Esperanza nascer justo hoje.

—Eu sei. –Sukhi olhou para o marido e a filha. –Também ficamos.  Os médicos disseram que ela nasceria daqui três semanas ainda!

—Tinha pressa em vir ao mundo. Vamos sentir a sua falta e a de Nike. –Shura respondeu.

—Visitaremos vocês vez ou outra. –respondeu Camus, observando Shura colocar no berço o bebê que resmungou um pouco.

Shura olhou apreensivo para a esposa:

—Ela está com fome?

—Shura, ela acabou de ser amamentada! –Sukhi sorriu.

—Calma. Se ela realmente estiver com fome, o Santuário inteiro vai saber pelo choro. –dizia Camus se aproximando do berço para observar melhor a criança, vendo que Nike já subia numa cadeira para esse fim. –Shion diz que escutava Nike quando chorava de fome em seu Templo.

Estendeu a mão para retirar a manta que estava caída sobre o rostinho dela e se surpreendeu quando a criança pegou firme em seu dedo. Depois sorriu, parecia que algo muito forte havia aquecido seu coração apenas ao observar a criança que agora adormecia. Talvez fosse o fato de ser pai e que sentia saudades da filha nessa idade, pensou.

—Ela vai ser forte! Talvez quem sabe, uma amazona de Atena? –comentou Camus.

—De bronze ou prata. –disse Shura com orgulho em sua voz.

—Ela nasceu sob o signo de escorpião. –comentou Sukhi, colocando as mãos na cintura. –Por que não uma amazona de Escorpião?

Camus sorri com as palavras da amiga. Por que não? Ela parecia ser uma criança forte e nasceu no mesmo dia que Milo. Talvez fosse algum tipo de sinal de que a vida deveria continuar seguindo seu rumo no Santuário.

O cavaleiro de Aquário se debruça sobre o berço e sussurra para a recém nascida:

—Até um dia, pequenina.

 

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Sete anos se passaram...

Uma menina de longos cabelos e olhos negros, usando as roupas surradas de um aprendiz, corria entre os habitantes de Rodorio, desviando-se deles enquanto seguia a trilha a caminho do Santuário.

Conhecida pelos habitantes, eles a cumprimentavam e a chamavam pelo nome, e ela os respondia com entusiasmo. Até passar correndo em frente a uma banca de doces e voltar rapidamente de marcha ré, olhando com gula para as iguarias expostas.

—Ah, a minha mais fiel cliente chegou! –falou o dono da banca para a menina. –Como vai, senhorita Esperanza?

—Oi, senhor Dimitri! –ainda correndo no mesmo lugar, como se não quisesse parar o ritmo.

—Vai querer algo hoje? Temos seus preferidos!

—Bomba de chocolate! –falaram os dois ao mesmo tempo e riram.

—Não posso, estou atrasada! Meu mestre vai ficar fulo comigo de novo se eu não o encontrar na oitava casa daqui a pouco!

—Então vai, menina. Eu guardo seu doce para depois!

Esperanza sai correndo, o vendedor conta até dez com os dedos e ela volta correndo, como sempre fazia.

—Posso levar um para comer no caminho!

A menina pegou um e deu algumas moedas ao vendedor, saindo correndo o mais rápido possível. Mas na pressa esbarra em um homem, caindo sentada no chão e deixando seu doce cair.

—Meu... lanche... –diz com lágrimas nos olhos e depois fita com raiva o estranho.

—Deveria ser mais cuidadosa, Petit.

Esperanza observa o homem alto diante dela. Olhos profundos e azuis, cabelos longos que balançavam ao sabor da refrescante brisa da manhã e uma urna dourada que carregava em seu ombro.

—Você me deve uma bomba de chocolate! –o homem ergue uma sobrancelha diante das palavras da menina. –Vou te cobrar depois, senão meu mestre me manda pra outro mundo!

Ela sai correndo, mas para, vira e mostra a língua para o estranho antes de voltar a correr de volta para o Santuário. Por um tempo, aquele homem fica parado, estático, como se aquela cena lhe fora estranhamente familiar. Lembrou-se de um menino cheio de energia que um dia conheceu, e que já fizera esse mesmo gesto ofensivo a ele um dia.

—Papai, o que houve? –uma menina por volta de seus 12 anos se aproxima, ficando ao seu lado.

—Não foi nada, Nike. Apenas lembranças. –Camus sorri para a filha, acariciando seus cabelos. –Vamos! Nossa visita será breve aqui, por isso temos muito o que fazer e pessoas com quem conversarmos.

E em seguida, caminham na mesma direção que a menina de cabelos negros havia tomado antes.

 

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Algum tempo depois, na Oitava Casa.

A menina chegava sem fôlego, e sabia que iria ser punida pelo atraso por seu mestre, ainda mais após ter passado por sua casa e ver que estava vazia, o que significava que já estava ali há algum tempo.

—Ele vai me matar! –ela coloca a mão no pescoço como se imitasse ser estrangulada e suspira desanimada.

Depois percebe que até aquele momento, seu mestre ainda não se manifestara. Achando isso um pouco estranho, ela começa a andar pelos corredores daquele Templo. Ela sabia que o local estava sem um guardião há doze anos, e isso lhe dava calafrios. Seu mestre sempre a proibiu de entrar naqueles corredores, e era a primeira vez que iria conhecer a Casa de Escorpião por inteira.

Sentiu um calafrio estranho, seguido de um calor familiar à medida que adentrava em seu interior. E seus passos curiosos a levaram até o centro da Oitava Casa, onde repousava imponentemente em um altar, a armadura dourada de Escorpião.

Cautelosa, aproximou-se dela, pois parecia que a chamava. Estendeu sua mão com a intenção de tocá-la, mas a voz severa de seu mestre a deteve.

—Esperanza!

—M-mestre Shaka! –ela se vira suando frio, colocando as mãos atrás das costas e olhando para o cavaleiro de Virgem. –O senhor está bem? Cortou o cabelo?

Shaka franze o cenho e a menina se encolhe, certa de que seria punida.

—Está atrasada! –ele lhe diz, passando por ela e colocando a mão em sua cabeça de modo paternal. –Queria tocar na armadura de Escorpião?

—Não! Eu não!

Shaka sorri discretamente e olha para a menina.

—Está tudo bem, pode falar o que sentiu.

A garota olha para os próprios pés, antes de responder ao cavaleiro:

—Ela estava me chamando... por isso entrei. Desculpe.

—Estava te chamando? –Shaka perguntou surpreso e depois olhou para a armadura. –Entendo. Ela também sabe.

—Sabe o quê? –ela ergueu o rosto, curiosa.

—Quando ficar mais velha eu lhe contarei. Agora. –ele fica sério. –Sobre seu atraso?

—Glup!

 

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Ao final do dia e depois de ter dispensado sua pupila para voltar para casa, Shaka retornava ao Templo de Atena, onde costumava passar todas as noites desde que assumira para todos seu relacionamento com Saori Kido, agora sua esposa.

No início alguns estranharam, mas com o tempo entenderam que ambos se amavam intensamente e eram felizes juntos. Apesar dos deuses não terem permitido que tivessem um herdeiro, isso não diminuiu o amor que os unia.

Parou um momento no alto das Doze Casas ao sentir a presença de Camus em seu templo, depois de um período de sete anos afastado, e pensou no quanto o destino poderia ser melindroso quando decidia interferir nas vidas dos mortais.

Desde que vira Esperanza pela primeira vez, ainda com poucas horas de vida, ele sentiu quem era de verdade. Sentiu seu cosmo e espírito e seu coração se encheu de alegria, e por isso decidira que seria seu mestre e a prepararia para assumir, um dia, seu lugar entre os cavaleiros de ouro mais uma vez.

—Amor? –a doce voz de Atena o despertou de seus devaneios. –Mais um dia intenso com sua aluna?

—Todos os dias são. –ele sorri. –Confesso que com ela por perto, não há como os dias serem calmos e tranquilos.

—Você ama cada segundo ao lado dela como professor. -Saori sorri, e Shaka a beija suavemente nos lábios. –Camus retornou.

—Sim. Em breve as Doze Casas terão novamente todos os seus guardiões de volta.

—Shaka... sobre Esperanza.

—Sim?

—Prometemos não falar nada sobre sua vida passada. Shion, você e eu, lembra-se? Para que ela possa viver em paz nesta de agora. Mas, não podemos contar...

—Não. É algo que deve ficar apenas conosco, amor. Pelo bem dela, não é bom que saiba sobre isso. –ele toca carinhosamente em seu queixo com o polegar. -Pode ser que ela não compreenda e isso possa interferir em sua missão nessa vida, seja qual for.

—Tem razão. –ela suspira resignada. –Só quero que ela seja feliz nessa vida.

—Eu também. –ela ia falar algo, mas Shaka a interrompe. –Não vai contar ao Camus também. Não há motivos para atormentá-lo com isso, amor!

—Está bem...

Saori concorda, a contragosto, mas tinha que admitir que seu marido estava certo. Camus partiria na manhã seguinte para a Sibéria com a filha, e não havia motivo para interferir em sua vida agora.

Só restava deixar que o Destino decidisse o que é melhor para ele e Esperanza no futuro.

Continua....


Notas Finais


Prometi continuação... tá aí! XD


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