História Eternos Amantes - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Eliane Giardini
Tags A Indomada, British Clb, Greenville, Richard, Santa Maria, Santinha
Exibições 25
Palavras 1.077
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Capítulo 6 - O Rapto


(NARRADO POR SANTA MARIA)

Nunca vivi um dia mais feliz que esse em toda minha vida! Finalmente vou estar para sempre com Richard. Só essa história do British Club só entrar homens que estava me incomodando. Ele já abriu tantas exceções para mim… Não quero ter que ir na casa de alguém toda noite! Mas pelo menos ele disse que vai resolver isso hoje.

A cidade já está escura e não vejo quase ninguém pelas ruas. Fui andando em ritmo normal, mas passei a sentir que alguém me observava. Olhei para trás e vi um vulto. Acho que ainda estou impressionada com a mania de minha irmã Altiva me seguir. Só pode ser isso! Continuei meu caminho mas a cada passo que dava, sentia alguém mais próximo ainda de mim. Toda hora me virava para ver se conseguia ver quem estava por lá, mas estava escuro e não conseguia enxergar direito, só via uma silhueta. Acho melhor desviar meu caminho… Só por precaução mesmo! Segui por uma rua que conhecia pouco. Me virei para trás e vi a tal pessoa a poucos metros de mim. Meu coração acelerou! Entrei em uma rua bastante estreita ainda na tentativa de me afastar de quem me seguia. Oh mon dieu, era um beco! Agora sim estava encurralada. Me virei para sair dali e se o visse, iria gritar, mas já era tarde… Na hora que me virei, ele já estava na minha frente, então tapou minha boca e colocou algo para eu cheirar…

(NARRADO POR MATEUS)

Santinha estava tão linda… Ela me percebeu e acabou se cercando sem que eu fizesse maiores esforços. Lhe apliquei um "cala boca Cinderela" e a segurei nos braços quando desmaiou. Arredei alguns fios de seus cabelos e vi aquele rosto lindo. Ah, como tive saudades! Agora tudo está prestes a se resolver.
Peguei Santa Maria nos braços e fui em direção ao tal lugar onde estava me escondendo com Altiva por todos esses dias.

- Chegamos meu amor! -Falei com ela que ainda dormia em meus braços assim que chegamos no portal do cemitério. Ele estava abandonado há muito tempo. Nem mesmo os cadáveres aqui enterrados nos perturbariam… São tão antigos que possivelmente nem pó os restam.

Comecei a caminhar por entre as sepulturas. O mato rasteiro dominava tudo. Os meus passos ressoavam sonoros como uma estranha música feita do som das folhas secas trituradas sobre os pedregulhos. Andamos reto por algum tempo e dobramos a alameda.
Pararamos diante de uma capelinha coberta de alto a baixo por uma trepadeira selvagem. Era ali o tal lugar.
A estreita porta rangeu quando Altiva viu que estávamos chegando e a abriu.
Já havia deixado tudo arrumado. Era pequeno lá, mas seria por poucos dias. Meu colchão e o de Altiva ficavam logo na entrada, porém no fundo do jazigo.
Na parede lateral, uma portinhola de ferro dava acesso para uma escada de pedra que levava para a catacumba, onde eu tinha preparado tudo para Santinha. Fui até lá e a coloquei sobre o terceiro colchão. Pedi que Altiva ficasse por perto para quando ela acordasse.

(NARRADO POR SANTA MARIA)

- Onde estou? -Acordei com um clarão no rosto que mal me deixava abrir os olhos. - Altiva?! -Gritei assustada quando a vi e me sentei.

- Well… Que bom que acordou minha irmã. Já estava ficando preocupada! -Falou sorrindo para mim. - Mateus! -Ela gritou e meu corpo estremeceu. - Ela acordou.

Eu estava muito assustada com aquele lugar. Via gavetas com escrituras já desbotadas.
O que estava acontecendo? Onde eu estava? Estou no meio de mortos? Como vim parar aqui? Mateus está aqui? E minha irmã? Ela devia estar internada… Minha cabeça estava confusa, não sabia mais o que pensar. Escutei um barulho e quando olhei para cima Mateus descia as escadas vindo em minha direção.

- Mateus você voltou! -Disse sem entender absolutamente nada.

- Sim meu amor! Voltei para vivermos nosso amor. -Ele me respondeu feliz.

- Olhe querido… Eu já te amei, mas agora estou noiva de um homem que amo muito! Não vai acontecer mais nada entre nós dois.

Vi seus olhos se apertarem em sinal de fúria. Eu estava com muito medo!

- Não Santa Maria, você vai ficar é comigo! -Ele me respondeu sorrindo cinicamente.

Corri desesperada tentando subir as escadas para fugir daquele lugar que eu não fazia ideia de onde era. Estranhei quando vi que mesmo com esse meu gesto, minha irmã e Mateus continuaram lá em baixo somente me observando, mas quando cheguei perto da portinhola, percebi o porque. Ela estava trancada!

- Abre isto imediatamente! Vamos, imediatamente! -Ordenei, torcendo o trinco. -Detesto esse tipo de brincadeira, vocês sabem disso.

- Logo sairemos daqui mon cher. Ficaremos aqui somente até eu terminar meu plano. -Ele respondeu com muita tranquilidade.

- Mateus, chega, já disse! Chega! Abra!- Sacudi a portinhola com mais força ainda, me agarrei a ela, dependurando-me por entre as grades. Fiquei ofegante, os olhos cheios de lágrimas. Desci os degraus e quando me aproximei dele, continue falando. - Você não pode me forçar a ficar com você!

Ele já não sorria. Estava sério, com os olhos diminuídos.

- Você está nervosa, descanse um pouco. Verá que nosso amor ainda vive em você. Altiva vai ficar um pouco mais aqui com você. -Ele disse saindo do andar que estávamos.

- Me dá a chave desta porcaria, vamos! -Eu continuava gritando.

- Altiva controle Santinha! É para isso que lhe trouxe.

- All right! Mas não me dê ordens, não admito que ninguém mande em mim. -Ele apenas riu da fala de minha irmã. - Venha Santa Maria, se acalme, vai ser mais fácil se você para de reclamar. -Ela falou e me abraçou.

Ergui o olhar até a chave que ele balançava pela argola, como um pêndulo. Esbugalhei os olhos num espasmo e amoleci o corpo. Fui escorregando pelos braços de Altiva até que cai no chão.

- Não, não… -Eu choramingava.

Guardando a chave no bolso, ele saiu do meu campo de visão.

- Eu lhe avisei Santa Maria... Eu disse que você não deveria brincar do lado de fora, que era para você ficar dentro de nossa casa! Se tivesse me obedecido nada disso estaria acontecendo! Richard não teria te seduzido mais uma vez. -Ela disse com aquele ar superior. Não respondi nada. Não tinha forças. E via que tudo que ela falava era por culpa de sua loucura, então penas continuei chorando.


Notas Finais


Queridos(as) leitores(as),
partes deste capítulo que você acabou de ler, foram inspiradas no conto "Venha ver o por do Sol" da incrível Lygia Fagundes Teles, portanto, qualquer semelhança não é mera coincidência!
Obrigada 😙


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