História Ethereal Connection - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Hoseok, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Namjoon, Rap Monster, Seokjin, Suga, Taehyung, Yoongi
Visualizações 8
Palavras 1.691
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá gelere! :D
Pra começar, fiz essa história pra uma amiga, por isso a personagem principal leva o nome dela! Aliás, amo você, @armysdumbledore <3
Desculpem as capas ruins, não sou boa com isso uahsuahs
Boa leitura! <3

Capítulo 1 - Não Tente Entender


Fanfic / Fanfiction Ethereal Connection - Capítulo 1 - Não Tente Entender

Minha semana seria como qualquer outra. Acordar, levantar, me arrumar, comer, ir pra faculdade, namorar um pouco, voltar pra casa, rachar de estudar, tomar um banho e dormir. Essa era minha rotina.

Não que eu seja de ficar saindo ou qualquer coisa do tipo, mas às vezes é maçante não sair pra viver um pouco, ficar presa a uma rotina.

De qualquer forma, essa semana tinha uma prova muito tensa pra fazer e eu estava estudando feito condenada todos os dias à tarde e a noite, só parando pra comer ou responder as mensagens mais importantes.

Nessa manhã, acordei e fiquei mais uns minutos na minha cama, pensando no quanto eu estava cansada e no que eu daria pra ficar mais tempo dormindo. Afastei a ideia de matar aula me forçando a levantar e me arrumar. Chequei o celular nesse meio tempo e tinha algumas mensagens, mas deixei pra ler depois.

Me vesti e desci para tomar café fazendo uma pequena lista mental das coisas que eu tinha pra estudar hoje. Gosto me organizar com listas e tópicos, dos mais importantes ao menos, pra poder facilitar meus estudos.

Desci as escadas e avistei minha mãe na cozinha, ainda meio descabelada e reclamava de alguma embalagem que não conseguia abrir. Tentei chegar sem assustá-la, mas acabei batendo na quina da mesa com a perna, o que fez um barulho que parecia que a casa estava caindo devido ao silêncio da manhã. Ela se virou assustada com a mão esquerda no coração e a direita na embalagem.

– Que susto, Rafaela! Quer me matar do coração? Você está bem? Se machucou?

Dramática e preocupada, como sempre.

– Estou bem mãe, não se preocupe, desculpe te assustar.

 – Não tem problema, meu bem – dramática, preocupada e às vezes meio contraditória também, bem típico de mães. – Se precisar passe uma pomada, está bem?

– Tudo bem... Quer ajuda com isso aí?

Apontei pra embalagem com a qual ela lutava até agora.

 – Não precisa, tome seu café pra não se atrasar.

Concordei com a cabeça e com um sorriso ela voltou sua atenção pro pacote. Me sentei à mesa e peguei um copo de suco e tentei comer o máximo que meu estômago permitia.

Respondi algumas mensagens e umas 300 da Marina, que deixei falando sozinha ontem depois de eu simplesmente capotar na cama. Terminei meu café, escovei meus dentes e me despedi da minha mãe pra ir pra faculdade.

Minha casa ficava bem longe da faculdade, levava pelo menos 1h45 de ônibus ou 30 minutos de carro, isso se estivesse sem trânsito. Era praticamente uma viagem até lá.

O ponto de ônibus, ao contrário da faculdade, ficava perto e eu sabia o horário dos ônibus de cor. O motorista já me conhecia e caso eu atrasasse uns minutos, ele me esperava. O que, felizmente, não era o caso hoje.

O caminho era quase todo reto; eu saía da minha casa, andava um pouco, virava à esquerda e seguia reto mais um tanto. Mais pra metade do caminho tinha uma praça bem arborizada, que no verão ficava lotada de gente e de crianças, o que atraía food trucks, sorveteiros e doceiros.
Além das árvores, a praça tinha muitas flores, que se destacavam no meio do verde e do concreto. Agora na primavera, as cores ficavam vivas e vibrantes, criando uma paisagem no meio daquele monte de casas.

Cheguei ao ponto poucos minutos antes do ônibus passar, o que me rendeu uma ligeira conversa com a Dona Rúbia, a senhorinha que passeava todo dia com seu cachorro. Me despedi dela e subi no ônibus, dei bom dia ao motorista e ao cobrador, procurei um assento e me sentei. Peguei meus fones e deixei a viagem tediosa da ida até a faculdade um pouco menos chata, coloquei minhas músicas e me esqueci do mundo ao redor.

Num piscar de olhos, já tive que descer pra pegar o próximo ônibus, que a essa hora já estava bem cheio, pois era um dos únicos que passavam perto da faculdade. Fiz essa outra viagem em pé.

Estávamos quase chegando quando o ônibus freou jogando todo mundo pra frente. Eu estava na frente da porta, me segurando em um único cano, o que com certeza me levaria a bater em algum lugar, pois com a freada brusca não tive tempo nem de pensar onde poderia me segurar.

Tudo aconteceu em câmera lenta, as pessoas tropeçando uma nas outras, crianças caindo, pessoas batendo nos canos, alguns até bateram no vidro.

Quando o ônibus se estabilizou, as pessoas começaram a levantar. A trilha sonora era de buzinas, xingamentos e crianças chorando. Fiz uma rápida avaliação mental sobre meu estado e fiquei surpresa: eu não tinha sofrido nem um único arranhão, nem ao menos estava com dor em lugar nenhum por ter batido em alguma coisa ou pela força que fiz de ter me segurado. Era como se eu tivesse sido segurada enquanto todos tinham sido empurrados.

– Desçam todos, o ônibus bateu em um carro! – gritou o motorista pra dentro do ônibus.

Os protestos se misturaram aos choros e gemidos de dor e me acompanharam por um bom tempo.

Quando desci, vi que o estrago não tinha sido tão grande, mas também não era pequeno. Envolvia três carros e o ônibus em que eu estava.

Um carro freou pra evitar que um jovem fosse atropelado, o carro de trás não conseguiu frear a tempo, assim como o ônibus e o carro atrás dele. Por sorte, ninguém se machucou gravemente, mas deu bastante dor de cabeças para os motoristas e passageiros do ônibus.

Tivemos que esperar outro ônibus, que por sorte não demorou muito, mas acabei chegando em cima da hora. Ainda não acreditava no que tinha acontecido e em como eu saíra ilesa daquilo tudo. Ninguém além de mim tinha conseguido se segurar a tempo de não sair machucado de alguma forma.

Cheguei à faculdade praticamente correndo, minutos antes de dar a hora. Passei no banheiro só pra dar uma ajeitada no cabelo, que tinha ficado todo bagunçado pela ventania, e me dirigi pra sala o mais rápido que consegui sem parecer uma louca.

Entrei e avistei Marina e Hoseok no meio da sala e me sentei entre eles, ofegando.

– O que houve menina? Você nunca chega em cima da hora, nem ofegante desse jeito... – de repente, ela me olhou com uma cara maliciosa. – Tá usando teletransporte, Hoseok?

Olhei feio pra ela. Ela sabia que ele era meio ciumento e ela acabara de plantar a semente da dúvida nele. Boa, Marina!

– Onde você estava, Rafaela? – Hoseok me olhou sério.

Bufei.

– Estava em um acidente, droga.

Os dois me avaliaram da cabeça aos pés; como eu não mostrava nenhum arranhão, me encararam como se eu tivesse dito um absurdo, tipo “hey, sou a favor da 3ª Guerra Mundial!”. Ainda sim, vi a preocupação de Hoseok no seu olhar.

– Foi um acidente com alguns carros, o ônibus bateu no da frente, mas não foi nada grave. Escapei de alguns arranhões só, relaxem.

Hoseok pegou minha mão e a beijou delicadamente, como se eu fosse quebrar. Seu olhar pedia desculpas pelo ciúme sem nexo. Passei a mão livre pelo seu rosto e seus olhos se fecharam, apreciando o gesto.

Assim que o professor entrou, nos soltamos e eu peguei meu material da mochila. Ainda estava tensa com o que tinha acontecido, mas profundamente agradecida por estar bem e preocupada com as pessoas que se machucaram. Apesar de saber que ninguém tinha se machucado feio, vi que algumas pessoas tinham até se cortado em algum vidro que quebrou. Ainda não entendo como isso pode acontecer, mas resolvi não pensar muito naquilo. Me concentrei na aula e empurrei tudo aquilo pro fundo da mente.

A aula acabou e tudo que eu queria era chegar em casa, trocar de roupa, almoçar e estudar. Peguei o ônibus, coloquei meus fones e vim o caminho todo pensando nas provas e eventualmente no que acontecera hoje de manhã. Mal percebi quando cheguei em casa.

– Mãe, cheguei!

Não ouvi nada. A casa estava silenciosa. Meu pai estava trabalhando e eu não via minha mãe em lugar nenhum. Fui até a cozinha e achei um bilhete dela dizendo que tinha ido até a casa da minha tia, que tinha almoço na geladeira e que voltaria mais por fim da tarde.

Pra mim, era perfeito. Poderia estudar a tarde toda sem ser interrompida. Não podia querer mais nada.

Depois de almoçar e passar a tarde toda estudando, resolvi tomar um banho e checar o celular. A notícia do “acidente” passou pelos jornais locais e recebi algumas mensagens de pessoas que sabiam que eu pegava aquele ônibus me perguntando se estava tudo bem.

Respondi todo mundo e quando estava pra deixar o celular de lado novamente, Hoseok me ligou. Conversamos um tempo sobre um monte de coisas inúteis e depois de 1h15 de conversa fiada, ele desligou. Eu entendia o porquê dele me ligar. Hobi sabia que eu estudava por horas e horas sem descansar e ele me ligava pra me fazer tirar um tempo e tirar a cara dos cadernos. Eu me distraía e saía andando, ou até mesmo deitava na cama pra falar com ele. Hoseok me conhecia e me ajudava mesmo sem eu pedir. E justamente por me conhecer, ele fazia com que eu mesma driblasse meus defeitos e meus péssimos hábitos. Era realmente o amor da minha vida.

Minha mãe chegou e jantamos. Tomei um banho, estudei mais um pouco e resolvi dormir. Precisava descansar bastante, já que no dia seguinte Hobi começaria nossas aulas de dança. Não queria, além do meu desastre natural, estar cansada. Queria dar o meu melhor naquilo que meu namorado tanto amava fazer.

Me deitei e pensei no que tinha acontecido. Ainda não entendia como tudo tinha se passado, porque eu não tinha me machucado e como parecia que eu tinha sido segurada por alguém... Ou algo? Por um momento, quebrei a cabeça pra tentar aplicar qualquer lei da Física que explicasse; mas depois, desisti de entender e foquei em algo pra me distrair e me deixar mais leve de preocupações.  Adormeci imaginando como vai ser desastroso e divertido naquele salão de dança.

 


Notas Finais


Desculpem se tiver algum erro ushahsua
Twitter: @jinwingsx


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...