História Etion- Depois do sol - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Humanos, Militar, Mistério, Revelaçoes, Romance, Surpresa, Suspense, Vampiro, Zumbi
Exibições 3
Palavras 2.702
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Tudo começou com a minha enorme paixão por vampiros e zumbis, daí um dia eu dormi e passei a noite no que pareceu uma eternidade sonhando com a história que hoje estou escrevendo, pois para todos os amigos que eu já contei sobre o sonho, em riqueza de detalhes, ficaram loucos para que eu escrevesse um livro. Por isso estou aqui, hoje sonho em ser escritora (detalhe estou terminando minha faculdade de Relações Internacionais, que não tem a ver), e essa fic é o meu sonho de um dia lançar um livro.

Espero que gostem...

Um beijo de sua amiga Vermelha.

Capítulo 1 - Capítulo 1: A reunião dos clãs.


Fanfic / Fanfiction Etion- Depois do sol - Capítulo 1 - Capítulo 1: A reunião dos clãs.

  

Etion – Depois do sol

Introdução

Um conjunto de quatro eclipses lunares, conhecido como tétrade, sugerem a marca dos renegados, a lua de sangue. Com a lua vermelha suas forças aumentam assim como a sede de vingança de séculos e séculos sendo obrigados a se esconderem na escuridão. No início as reuniões poderiam ser descritas como briga entre clãs inimigos de vampiros. Mas naquele ano tudo iria mudar.

 

 

 

Capitulo 1: A reunião dos Clãs

 

1967 Yakutsk, Rússia.

Era verão, mas os termômetros de Yakutsk marcavam 15°C, uma temperatura facilmente suportável para uma das cidades mais frias do mundo. Yakutsk encontrava-se em tétrade, uma série de quatro eclipses lunares totais que acontecerão um seguido do outro. Era noite de lua de sangue, as ruas se encontravam vazias, as pessoas se estavam em suas casas. Exceto por um homem que caminhava por entre a escuridão solitário nas ruas congelas de Yakutsk. Se alguém o observasse bem perceberia o quão claro é sua pele e o quão escuro eram seus olhos. O sobretudo preto que vestia, deixava seu corpo, mais esguio e de uma classe exuberante, com os cabelos ao vento era uma figura de beleza excepcional. Seguia lentamente pela escuridão, seu destino era um grande portão que se encontrava entre aberto, as ferrugens dos formatos circulares se entrelaçavam formando desenhos distorcidos que se encontravam em várias partes, o portão possuía duas gárgulas uma em cada lado, ditas para espantar e proteger aqueles que elas guardam de quaisquer espíritos maus ou nocivos, aquele era o cemitério.

Já se passavam das onze e vinte da noite, Kayros caminhou até onde se encontravam as ruínas de uma pequena capela, destruída pelo tempo, não era mais utilizada pelos humanos há muitos anos. Ao centro se encontrava uma mesa grande de madeira trabalhada em pequenos detalhes das laterais até os pés de sustentação, ao redor era composta de cinco cadeiras de encostos altos e almofadas vermelhas de veludo, cada cadeira com um nome gravado que no meio da escuridão era difícil de distinguir. Ao se aproximar percebeu que três vultos já estavam o aguardando.

 

- Sempre atrasado Kayros – disse uma voz rouca vinda do terceiro vulto da esquerda para direita que nem ao menos olhou para Kayros.

 - Dárdila, não sou o único. Pelo o visto o clã dos Gangrel perderam sua incrível fama de sempre chegar no horário.

 Dárdila era o chefe do clã dos Mekhet, conhecidos como criadores de lendas e conhecimentos ocultos, sua aparência o fazia parecer um pouco mais velho que Kairos, embora encantasse qualquer pessoa com seus olhos verdes claros, os mesmo que realçavam a cor de sua pele morena, dando uma falsa impressão de tranqüilidade. Mantinha-se a mesa com uma postura exemplar em seu terno preto impecável. Ao seu lado encontrava-se Lorena a qual pertencia ao clã dos Daeva. O clã dos Daeva era famoso pela sua beleza e sensualidade, representavam com exatidão essas características, Lorena tinha uma beleza estonteante que encantavam homens e mulheres fazendo deles presas vulneráveis. Com cabelos vermelhos que se assemelhavam a uma cascata de fogo que desciam até a sua cintura, com olhos negros que brilhavam intensamente, possuíam uma aparência ao mesmo tempo maliciosa e sombria. Ao seu lado encontrava-se David que pertencia ao clã dos Nosferatu. Tinha uma voz ensurdecedora, de tom grave poderia facilmente ser confundido com algum locutor de rádio, era uma voz inesquecível. Seu rosto possuía linhas com traços fortes, seus cabelos castanhos lhe passavam a impressão de juventude, seus olhos negros que brilhavam intensamente expressando uma sutil tristeza, vestia-se semelhante aos demais, porém, era fácil notar que se sentia deslocado ali.

Ao se dirigir a cadeira que continha seu nome, Kayros cumprimentou Lorena e David com um aceno de cabeça. Ao sentar-se ao lado de Dárdila pensou em lhe dirigir a palavra mais uma vez, mas foi interrompido por Ivy a chefe do clã dos Gangrel.

-Ora, ora, vejo que fui à última a chegar, até o Kayros já está aqui.

- Os tempos estão prestes a mudar minha cara. Disse Kayros.

Com uma beleza fora do comum, Ivy possuía uma pele dourada, poderia facilmente ser chamada para um comercial de bronzeamento artificial, seus cabelos castanhos eram perfeitamente arrumados, os olhos cor de âmbar combinavam com o colar em seu pescoço, com um pingente em forma de gota, o âmbar, se assemelha a uma pedra, mas na verdade é uma resina petrificada de coníferas que cresceram outrora nas florestas que bordejavam o Mar Báltico, o de Ivy possuía em seu interior espinhos de abetos, permaneceriam ali pela eternidade, assim como Ivy.

-Pois bem meia noite se aproxima. Disse Kayros, lançando um olhar na direção de David. Que se encontrava perdido em seus próprios pensamentos.

-Prestem atenção lideres essa não será como qualquer reunião da lua de sangue, o que tenho para dizer vai mudar não só o nosso mundo, mas o mundo todo.

- Vejamos Kayros, pois sua palavra não é confiável, eu tenho a eternidade, mas não quero perder nem mais um minuto dela com você. Com grande rispidez em sua voz, Lorena demonstrou sua mágoa do passado, nunca superou que Kayros a tivesse abandonado.

-Deixe seus problemas fora da reunião. Disse Dárdila. O olhar lançado para Lorena à fez calar no mesmo instante.

-Estou tentando dizer a vocês que não quero e não suporto mais viver na escuridão, somos vampiros, temos a força de cem homens humanos, somos imortais, mais inteligentes, não há motivos para deixarmos os humanos acreditarem que eles são os donos do mundo. Sinto raiva e isso está me consumindo, temos de agir, nós vamos mostrar para essa raça inferior, que eles só servem para alimento, são meras bolsas de sangue. Kayros falava com um tom de loucura, seus olhos negros nunca haviam brilhado tanto.

- Os humanos são seres altruístas, nunca nos deixariam vencer facilmente, e estão em maior número. Disse Ivy

- Se o problema for número, deixe essa parte comigo consigo um exército treinado e sanguinário rapidinho, nós os Daeva cuidaremos disso. Lorena sorria com confiança.

-Tenhamos calma, precisamos de um bom plano, um que seja meticuloso, não podemos nos arriscar a falhar. Disse Dárdila lançando um olhar de reprovação para Lorena por ser tão impulsiva.

Kayros observava a reação dos líderes a meio a discussão, reparou que desde que chegou David não disse uma palavra.

- O que você tem a dizer em nome dos Nosferato David? Perguntou Kayros.

Ao olhar para Kayros, foi possível notar uma expressão de dor em seu rosto, David sofria.

-Como podem esquecer que já fomos humanos, que eles são pessoas e que possuem famílias, planos e sentimentos? E que a meio a essas pessoas possuímos parentes? São nossos descendentes, está conversa me enoja.

- Ora David sempre se importando com eles, como se eles fizessem isso com nossa espécie. Disse Lorena, deixando o sorriso de lado e fazendo uma careta de descontentamento.

-Concordo com Lorena, a maior parte deles não sabem que existimos, e os que sabem tentam nos matar. Disse Ivy, adotando uma postura de defesa, lançando um olhar para David, como se fosse uma leoa selvagem.

-Não briguemos irmãos, David nunca perdeu sua compaixão e se importa com os dois lados. Disse Dárdila.

- Ele há de compreender, precisamos de nossa liberdade, ou ele quer viver na escuridão para sempre?! Não será como das outras vezes em que falhamos, tudo sairá como o esperado dessa vez.  Kayros sorriu com ar de deboche para David.

David se levantou no segundo seguinte num pulo.

-Os Nosferatus se declaram contra está decisão. David virou as costas e saiu na velocidade de um raio pela porta em ruinas da capela e em seguida pelo portão do cemitério.

Kayros foi o segundo a se levantar, com o intuito de ir atrás de David, foi detido por Dárdila. Que disse:

-Não nos apavoremos, a ideia é boa, mas de difícil aceitação, David voltará, nossa liberdade também importa para os Nosferatus.

-Quanto drama para uma noite só, busquemos logo aquele medroso. Falou Lorena se levantando, batendo suas botas no chão com força.

- Já disse que não vamos atrás dele, pois ele voltará. Dárdila falou sem paciência, e soltou um granido por entre os dentes.

- Lembremos lideres, para que uma decisão seja validada, precisamos de todos os membros do conselho. Disse Ivy ao ser a última a se levantar.

Com olhares furiosos Kayros e Lorena, olharam para Dárdila.

- A essa hora, David já está bem longe. Disse Ivy olhando para Kayros.

-Ora não me olhem assim, David precisa de seu tempo, e, aliás, já passamos séculos na escuridão, não fará diferença esperarmos até a próxima lua de sangue. Dárdila falou com indiferença enquanto sentava novamente em sua cadeira. Ivy foi a segunda em se sentar, seguida por Kayros.

-Vocês são uns vampiros muito fajutos, precisamos de David hoje, nesta lua de sangue, e serei eu a fazer o serviço, irei buscá-lo. Disse Lorena com uma voz estridente.

-Acalme-se ruivinha, sua impaciência pode nos levar a ruína, melhor ouvirmos ao Dárdila. Ou David volta, ou ele será destituído do conselho.

 Kayros nunca gostara de David, não concordava com sua liderança no clã dos Nosferatu.

-Está reunião está terminada, vejo vocês na próxima lua vermelha. Disse Ivy, levantando-se novamente sempre muito atenta, tinha sempre uma postura animalesca.

-Não tenha pressa Ivy temos muito que conversar, somos maioria nesse conselho e precisamos usufruir ao máximo desta reunião, quando nos vermos novamente não será uma reunião de líderes e sim uma reunião de clãs, com todos os vampiros do mundo. Disse Kayros com uma risada estrondosa.

-Precisaremos de um lugar maior e mais conservado do que estas ruínas. Disse Dárdila.

-Conheço uma clareira ao norte da floresta de coníferas. Disse Ivy sentando-se novamente e tomando uma posição confortável como se fosse passar muito tempo ali.

-Me poupe Ivy uma floresta? Conheço uma velha escola, é grande o bastante para esse encontro. Disse Lorena desdenhando.

-Pois bem, verificaremos os dois lugares, mas temos de focar no objetivo, precisamos de um plano. Disse Dárdila olhando para Kayros.

-Já pensei na maior parte, primeiro precisamos nos livrar de tudo o que os humanos possuem e que podem nos machucar de alguma forma, precisamos de toda a força que possuímos, essa é uma fase complicada.

-Oh doce Kayros, me diga, acha que precisamos gastar tanto tempo com isso? Somos muito mais fortes, podemos matar seus... Lorena assustou-se ao ser interrompida.

- Não – esbravejou Kayros – não é uma questão de sermos fortes. Temos que aproveitarmos da grande ignorância humana. Embora fracos estes são maioria. Eles não esperam que nós comecemos uma guerra. A maioria deles nem sabe que existimos! E isso será nosso maior triunfo!

- O que você propõe?  Indagou Dárdila.

- Como disse. Acabaremos com tudo aquilo que pode nos prejudicar. E vocês sabem o que são?!

- Aqueles malditos! – Respondeu Lorena!

- Mas querido Kayros – começou Ivy com ironia – como acabar com todos aqueles nojentos padres do Aid que tanto nos infortunam? Você sabe muito bem do que são capazes afinal essa marca em seu braço não foi uma brincadeira de criança.

            Kayros olhou imediatamente para seu braço direito, vendo ali uma marca que conseguia ser mais branca que sua própria pele. Não escondendo o ódio, respondeu bruscamente:

- Justamente Ivy por saber do que são capazes, sei melhor do que ninguém como tratá-los, eu zelo pelos Ventrue.

- Zela pelos Ventrue ou por uma vingança pessoal? – Questionou Dárdila.

-Zelo pelos Ventrue e por todos os vampiros – esbravejou Kayros levantando-se bruscamente – Não há sentido em passarmos a nossa existência escondidos, somos vampiros precisamos de muito sangue e enquanto nos alimentamos escondidos, inúmeras bolsas de sangue circulam livremente, como se eles não fossem nossas presas! Kayros bate na grande mesa de madeira emitindo um grande ruído, uma fenda é aberta no mesmo instante.

- Bravo – disse Lorena enquanto batia palmas e gargalhava loucamente.

- E você espera que de uma hora para outra, possamos aparecer à luz do dia e festejar bebendo sangue abundantemente? Sabe que é proibido, ninguém pode saber que nós por sermos líderes podemos andar a luz do dia. Disse Dárdila, também irritado.

- Pelo jeito que falam até parece que não concordam com a ideia de Kayros – Disse Ivy em defesa de Kayros enquanto todos a olhavam surpresos – Todos estamos cansados de vivermos escondidos. Cansados de ter que dividir um pouco de sangue para sobreviver. Ivy faz uma careta de descontentamento olhando para o rosto de todos os vampiros raivosos que se encontravam nas ruínas da velha capela.

Após um instante de silêncio, surpresos pelo comportamento da chefe dos Gangrel, Kayros sentasse novamente para que os detalhes sejam acertados.

 

- Dárdila não estamos em Yakutsk por acaso, escolhi essa cidade por ser uma das mais frias do mundo, os habitantes daqui mal sabem como é a luz do sol. E sim sei que é proibido, nosso criador nos deixou bem claro, nem mesmo nossos irmãos de linhagem podem saber, mas a questão não é essa, temos que nos preocupar com os Aid são os únicos que sabem o poder da Lua de sangue.

- É necessário consultar os antigos livros de nosso criador. Disse Ivy olhando para Lorena como se já soubesse o que seria dito.

- Tenho certeza que todos sabem quem fara o serviço. Disse Lorena com um sorriso.

- Claro que sabemos, mas não será tão fácil, ninguém nunca conseguiu enganar Drácula sem ser descoberto. Dárdila disse com intenção de césar o sorriso da líder dos Daeva.

- Mas não precisamos enganá-lo, só será preciso regrar as informações, não somos proibidos de consultar a antiga biblioteca desde que seja usada para solucionar problemas com os vampiros de nosso clã, só preciso de uma desculpa. Lorena disse ainda com o sorriso nos lábios.

- Só não deixe que sua impaciência estrague tudo nervosinha. Disse Kayros.

- Não teremos outra chance, é preciso ter êxito, todos sabem que após a tétrade só teremos três dias para o ciclo se concluir. Ivy disse pegando seu colar de âmbar, gesto que fazia toda vez que se via pensativa.

- Ok, Lorena você irá até a biblioteca, Ivy irá acompanhá-la. Kayros olha para as duas e em seguida para Dárdila, já iria dirigir a palavra quando é interrompido por Lorena.

- Poupe-me “Oh grande Kayros”, não é necessário que a gatinha marrenta venha comigo. Lorena falou com uma voz de criança resmungona.

- Lorena não temos tempo para isso, preciso que achem uma solução antes do amanhecer. Kayros disse com uma voz doce como uma forma de deboche pelo gesto de Lorena ao tentar ganha-lo.

- E eu Kayros, como posso ajudar? Indagou Dárdila.

- Você e eu iremos conversar a sós. Kayros lançou um olhar para Lorena e Ivy, que se levantaram e saíram na velocidade de um raio.

- Sugiro um passeio pelo cemitério.

Kayros sai das ruinas da velha capela acompanhado por Dárdila. Do lado de fora estava a nevar e a julgar pelo tempo, o clima iria perdurar até o amanhecer. Por entre os túmulos cobertos por neves, as duas figuras caminhavam desviando-se de galhos secos totalmente sem vida e congelados devido à baixa temperatura, logo a frente era possível notar uma estátua de um anjo com uma arpa incrivelmente conservada devido as condições que se encontrava, era o anjo Gabriel, ao lado havia um banco de pedra coberto por uma fina camada de neve que tornava possível saber que a neve começou a cair a pouco tempo. Dárdila derrubou com as mãos a camada de neve que se encontrava no banco.

- Então o que está a pensar além do que foi dito e como poderei ajudar?

Dárdila disse com curiosidade.

- Nada de mais meu amigo, tenho certeza que tudo será como planejado. A questão é que preciso que você procure David e o convença de nos ajudar, precisamos dos cinco clãs.

- Isso não será problema, tenho certeza que ele irá voltar. Dárdila que mal sentará já se pós de pé.

- Não me enganarei pois sinto que nessa Lua de sangue tudo será diferente. Te encontro ao amanhecer. Kayros não ficou para escutar o que Dárdila poderia querer dizer, pois ele precisava ficar sozinho e pensar nos mínimos detalhes.

 

 


Notas Finais


Bem pessoal esse foi o primeiro capítulo, espero que tenham gostado.


Um beijo de sua amiga Vermelha.


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