História Eu, a loira e as canibais - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma Swan, Once Upon A Time, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 94
Palavras 2.732
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Rapidinho...

Boa leitura!

Capítulo 4 - Fodidas


Vocês já tiveram um pesadelo onde falta o ar e não conseguem tê-lo de volta nem por decreto? Você sente que tem alguma coisa errada, mas nada que faça vai resolver. É assim um afogamento. Pelo menos o início de um. Eu não lembro de quase nada depois que afundei a primeira vez, mas eu sentia que Emma estava por perto. Estava. Depois de um tempo eu já não sabia nem o que estava acontecendo comigo.

 

Num estalo eu puxei o ar de uma vez. O sol queimou meu rosto, estava zonza, dolorida. E para completar o cenário de horror alguém veio correndo até onde eu estava deitada e jogou-se por cima com tudo. Senti o ar faltando de novo. Emma.

- Ai, meu Deus! Você está bem?!

- Se me der espaço, talvez eu fique, Swan! - fui apoiando os braços e senti a areia gelada, então eu consegui ouvir o mar e os passarinhos cantando. Não na minha cabeça, mas nas árvores e eram muitas!

- Eu acordei e não vi você praia, pensei que tivesse se afogado... - Emma tinha os olhos apavorados e por um segundo eu tive pena dela. Cabelos desgrenhados, roupas encharcadas, mas seus tentáculos tentavam à todo custo verificar se meu corpo estava em ordem.

- Estou bem, Emma. - sentei-me com dificuldade e a loira sentou-se ao meu lado. Apoiou os braços sobre os joelhos e ficou olhando pro mar desolada - Que diabos aconteceu?

E é aqui que eu digo o quanto Emma pode ser irritante. Nem mesmo durante um instante de pânico ela não perde a mania de ser atrevida. Olhou pra mim com aquele riso sacana, mordeu o canto do lábio.

- Eu não acredito que vim para numa ilha deserta com você, Gina! - olhou de novo para o mar - ... Um final melhor para o Titanic... Lembra?!... Só não deu tempo de fazer a cena da proa... - ela tinha a voz embargada como se importasse mesmo com aquilo.

- Eu deveria ter afogado você, Swan! - dei-lhe um tapa no braço e me levantei. Bati a areia do corpo, a roupa estava molhada e isso era mais irritante. Bufei. Revirei os olhos. Olhei em volta e tentei ver qualquer coisa que representasse sinal de vida além de Emma e eu.

- De todas as mulheres que estavam naquele navio eu tinha que vir parar aqui com a que tem merda na cabeça! - resmunguei e fui caminhando até uma ponta da praia. Percebi com o canto dos olhos que Emma apressou-se em levantar e me seguir. Parei de repente. Bufei de novo. Virei para olhar Emma e ela sorriu de um jeito besta que deu vontade de beijá-la. Regina! Mas de onde saiu isso?!

- O que foi? - ela perguntou e foi se aproximando. Esse era o problema, um dos muitos, em estar muito próxima daquela loira gostosa. Eu não resistia vê-la chegando perto, sentia aquelas coisas, queimando, pulsando... Ok, vocês entenderam.

- Pode parar aí! - gritei com ela, mas a vontade era deixar que ela me pegasse de jeito e me jogasse na areia. Parei a mão espalmada no peito dela, mas a vontade era apertar aquele par de seios tão perfeitos - Pare com isso! - achei que tinha pensado isso, mas eu estava aos berros com Emma bem na minha frente. Ela ficou olhando para mim como se fosse cair na gargalhada a qualquer momento.

- Você está bem? - perguntou com aquele jeito sem vergonha! Deus, como essa mulher é safada! Ela percebia que estava estranha com ela tão perto. Colocou as mãos na cintura e fez cara de nervosa - Gina! Você quer foder numa situação dessas?!

Era brincadeira, não é?! Ouvir isso fez meu sangue ferver. Era verdade, mas eu não ia perder essa disputa nem morta! E quase morri horas atrás, por isso teria que valer a pena cada minuto.

- Quem está cheia de piadas e olhares é você! - apontei para ela - Olha, Emma. Eu preciso sair daqui e você não está ajudando. Eu vou por aqui e você vai por ali. Tudo bem para você?! - caminhos opostos, seria assim. Ela cruzou os braços e começou a sorrir. Isso não vale! Aquele sorriso de menina fazia minha buceta latejar de um jeito que... Meu Deus!

- Vai andar por aí sozinha? Com essa cara de madame aborrecida?

Eu também cruzei os braços e nisso as pernas também já estavam mais juntas devido aquele... incômodo delicioso... Firmei os olhos em Emma tentando não gaguejar.

- Acha que eu não posso andar por aí sozinha? - meu rosto já queimava de raiva. Mostraria que eu era bem mais que uma madame aborrecida.

- Ok, Gina! - abriu os braços e vi sua indignação - Vá em frente! Não fica cinco minutos sem gritar por mim! - deu as costas e foi indo para onde tinha mandado que fosse. Porra, Emma... Achei que insistiria mais para vir comigo, mas, que seja! Eu dou conta. Parti para o rumo que eu mesma havia apontado e comecei a questionar a minha inteligência. Tinha partes do navio por todos os lados, talvez encontrasse comida, roupas secas e... corpos. Parei. Um arrepio gelado atravessou de cima abaixo minha espinha. Respire, Regina! Tem que provar para Emma que não precisa dela o tempo todo. Mirei até onde meus olhos conseguiam ver o final da praia e caminhei pra lá.

Tinha muita madeira, pedaços de metal do casco, pisos, caixas espalhadas por todo lado que eu olhasse. Mortos não vi nenhum. Vivos, então, sem chance. Ouvia só os passarinhos e as ondas. Não tinha noção de hora ou em que ponto do mapa eu estaria. A falta de alguém para conversar comigo foi aumentando e eu comecei a sentir medo também. Olhei para trás algumas vezes na esperança que Emma estivesse por perto, mas nenhum sinal dela. Cadê você, Swan!?

O vento foi ficando mais forte e as roupas secaram no corpo. Meu cabelo estava um lixo. Será que é demais eu procurar um batom decente no meio daquelas caixas e bagagens reviradas na praia? Comecei olhar para o chão, quem sabe tropeçava em alguma bolsa.

Ahhhhhhh!

Meu coração parou com aquilo. Estaquei.

Ahhhhhhh!

Tinha uma mulher gritando e não era tão longe assim. O que faria? Fiquei desorientada. Dando passos cambaleantes para trás e olhando para todos os lados para saber de onde vinha aquele grito estranho.

Ahhhhhhh!

Ah, pelo amor de Deus! Que merda é essa? Eu sou medrosa, ok. Não nego, mas aquilo já era demais, eu estava a ponto de ter um treco. Quando meu corpo trombou com outro atrás de mim. Era a minha vez de gritar.

- AHHHHHH!!! - senti mãos na minha cintura e virei de uma vez aos gritos. Uma fração de segundos. Exatamente num segundo, vi olhos verdes e agarrei-me nela dando-lhe um beijo de desespero. Sentir o corpo de Emma tão grudado no meu era o alívio que eu precisava, confesso. Ela retribuiu agarrando-me como pode para não me deixar cair. Minhas mãos enfiavam-se pelo emaranhado dos cabelos de Emma e eu não queria soltá-la, forcei sua nuca. Ela apertou minha bunda, minha cintura tão forte que achei que rasgaria minhas roupas. Não sabia qual coração batia mais rápido, o meu ou o dela. Precisávamos respirar, então a soltei na mesma rapidez com que agarrei.

- Ouviu isso?! - perguntei. Ela tinha os olhos fixos em mim, mas parecia não me ouvir - Emma?!...

- E-eu ouvi... - piscou rapidamente e balançou cabeça - O-ouvi sim... Por isso voltei... Achei que era você!... - continuávamos abraçadas e eu não queria sair dali. Olhei para ela e senti vontade de chorar, eu estava com muito medo. Acho que Emma sentiu isso e levou-me para um abraço carinhoso.

- Precisamos sair daqui... - balbuciei e antes que pudesse dizer outra coisa ouvimos outra vez aquele grito apavorante.

Ahhhhhhh!

- Esse demônio só sabe gritar isso?! - uma coisa que nunca vou entender em Emma é a sua capacidade de dizer coisas absurdas em momentos tensos - Vamos procurar quem é...

- Ficou doida?! - soltei-me dela de imediato e a encarei - Eu não vou... Vá se quiser, eu fico aqui!... - continuei olhando para ela.

- Regina... - ela ia dizer algo importante pela expressão que fez, mas vi sua fisionomia mudar para espanto e conseguiu ficar mais branca do que já é. Eu me recusei a virar para onde ela olhava, pois o que quer que tinha deixado Emma com aquele olhar estava atrás de mim.

- O que foi?! - perguntei fechando os olhos imobilizada de medo.

- Uma mulher... - sussurrou. Virei de uma vez. Então, vimos de onde os gritos estavam vindo. Daquela mulher apoiando-se num pedaço de pau... Molhada, rasgada e muito... ruiva.

- Zelena?! - gritei. Emma não entendeu nada, mas nós duas caminhamos em direção à ela. Parecia machucada ou muito exausta, de longe não dava para saber, mas antes que pudéssemos chegar ela desmaiou.

Esse naufrágio fez algo com meus nervos que não sei o que acontece. Meu tesão deve estar desregulado. Emma pegou a ruiva com tanta facilidade, deixando os braços fortes à mostra que me deu calor. Calor. Fiquei parada admirando aquele corpo gostoso segurando uma mulher como fosse um saco de batatas.

- Regina?! - acordei daquela visão com a loira chamando já se afastando dali. Ela foi levando Zelena até debaixo de umas árvores mais próximas da praia e deitou-a no chão com tanto cuidado que fiquei até enciumada. Segui de perto aquilo tudo, mas sem tirar os olhos da praia, do jeito que Zelena gritava parecia que estava sendo atacada ou coisa parecida.

- O que vamos fazer agora?! - Swan estava agachada olhando se a mulher tinha algum ferimento mais grave, mas pelo que vi de relance estava tudo bem, era só histeria mesmo.

- Vamos pegar o que for útil dessas coisas espalhadas por aí. Depois tentamos fazer um abrigo aqui debaixo dessas árvores e uma fogueira.

Sabe aquele momento em que sua mente se abre e você vê algo de diferente que faz sentir-se melhor? A segurança de Emma fez-me sentir isso tudo! Falou com firmeza e parecia bem lúcida. Ao menos uma de nós estava sendo, não é?!

- Sim, senhora Chuck Noland! - disse em tom de brincadeira para quebrar o clima pesado de preocupação, mas Emma voltou ao normal.

- Chuck quem?! - disse levantando para começar a busca nos destroços. Eu ainda tentei fazê-la compreender.

- Emma, você não viu O Náufrago?! - nunca perguntei se ela gostava de cinema, mas enfim, todo mundo conhece esse filme. Swan não. Ela olhou para mim com estranheza e voltou a procurar coisas na areia - Ok, Swan... Espero que não fiquemos aqui por muito tempo, pois se começar a me chamar de Wilson eu afogo você!

De novo encarei a expressão de curiosidade de quem não está entendendo nada. Apenas revirei os olhos e bufei. Continuamos a buscar qualquer coisa que fosse útil para ser nosso abrigo naquela noite.

E isso foi tão cansativo. Saudades de casa e das minhas maratonas de trabalho. Preferia estar trancada em um escritório do que estar naquela praia. Eu gosto de praia, mas estar suja, rasgada, suada, com fome, com sede, medo, cansada. Reclamo demais?! Eu ainda nem falei dos insetos e barulhos estranhos que vinham de dentro da mata atrás de nós. Emma foi rápida ao fazer uma fogueira e, antes disso, ela buscou côco para nós. Era a única coisa ao redor que mataria fome e sede. Para nossa sorte, achamos muitos objetos para improvisar.

Zelena ainda estava apagada. Não roncava feito Emma, isso era uma vantagem. Eu não conseguia pregar os olhos, mas Swan continuava firme vigiando o lugar. Bateu logo uma brisa fria e a fogueira ia se apagando para depois voltar quando a loira a alimentava. O silêncio dela me deixou curiosa, mas eu não perguntaria nada, apenas a observava de longe, o brilho avermelhado das chamas deixava o rosto dela mais bonito.

- Por que me beijou?! - a pergunta veio do nada e de maneira jogada. Eu não respondi - Por que me beijou hoje mais cedo? - entre a primeira e a segunda pergunta uma tanto de coisa passou pela minha cabeça e voltei a ter aqueles tremores gostosos. Abracei meu corpo sentindo o calafrio.

- Acho que foi o susto. - resmunguei como se fosse qualquer coisa. E ela veio. Não me movi, apenas observei Emma levantar dando volta na fogueira sentando do meu lado.

- Vem cá... - passou o braço em volta do meu corpo e aconchegou-me nela. Fechei os olhos sentindo o corpo encostando no meu e lembrei dela pegando Zelena no colo. Amoleci e relaxei naqueles braços. Chegou o rosto bem perto, senti o nariz roçar na minha orelha - ... E se eu beijasse você agora?... - disse baixinho sussurrando com o hálito quente - ... Posso aquecer você do meu jeito... - fiquei arrepiada deixando meu corpo cada vez mais relaxado. A língua de Emma contornou minha orelha devagar, sua mão levantava minha blusa indo parar no bico do seio que já estava pronto para qualquer batalha. Ela apertou entre os dedos.

- Emma... - gemi seu nome baixinho e virei um pouco de frente.

Ela continuou brincando com meus mamilos e sentia uma dor gostosa quando ela beliscava um e outro massageando os dois. Sua boca veio devagar até a minha e passou a língua fazendo um movimento circular nos meus lábios. Eu não conseguiria resistir por muito tempo, seria capaz de gozar só com Emma me beijando. E ela me tomou num beijo profundo, vagaroso. Segurei seus braços com força arranhando de leve e afundei meus dedos. Emma veio deitando-me na areia e colocou-se sobre mim se parar aquele beijo. Uma das mãos apertava minha carne com firmeza e desceu pela barriga indo parar no cós do meu short. Abriu com destreza e enfiou os dedos tateando minha buceta. Tremi e ela gemeu sentindo que eu estava completamente encharcada.

Ajudei descendo a peça até no meio das pernas. Sem demora foram-se três dedos pra dentro de mim numa estocada profunda assim como o beijo que não cessava de todo. Sentia aquela mão forte me explorando num vai e vem bruto, os nós dos dedos apertavam-se fazendo latejar e que prazer absurdo sentir isso.

Segurei a cabeça dela entre as mãos para olhar seus olhos. O verde ardia em brasa e eu só pude fazer um único pedido.

- Me fode do jeito que você quiser...

E foi mesmo um único e singelo pedido naquele momento de início de um sexo que poderia ter sido gostoso, agressivo, delirante... Fiquei só na vontade mesmo...

- Água, por favor... - aquele gemido fraco parecendo uma galinha combalida quebrou qualquer chance de gozar ao som do mar. Nada romântico para quem estava perdida numa ilha, mas era melhor estar perdida e bem fodida do que dormir sendo chupada por pernilongos.

Emma deu um salto quando ouviu Zelena pedir água e afastou-se rápido. Senti mais frio que antes. E raiva. Poderia dar uma paulada naquela cabeça de fogo e fazê-la dormir até amanhecer, mas Swan deve fazer parte de alguma brigada de emergência por ser tão prestativa. Foi lá, ajeitou a mulher e deu-lhe um pouco de água de côco. Arrastei-me até lá, ajeitando as roupas e pus os olhos em Zelena.

- O que aconteceu antes de encontrarmos você?

- Eu vi duas delas... - sussurrou - ... Duas...

Emma olhou-me assustada e voltou-se para a ruiva.

- Duas o quê? O que você viu?

- Swan... - antes de chamar por ela eu já estava tremendo e paralisei de novo - ... Swan...

- O que é, Regina?! Deixe prestar atenção nela!... - puxei o braço da loira e fiz com que ela olhasse para trás de nosso acampamento bem perto das árvores e arbustos. A fogueira estava fraca mas deu uma visão parcial para que reconhecêssemos.

Quatro mulheres. Paradas uma ao lado da outra olhando para nós com cara de poucos amigos. Se Zelena se referia a duas daquelas, então elas buscaram as amigas.

Eu perdi a voz, mas consegui ouvir Emma resmungar tão assustada quanto eu.

- Puta que pariu... Agora estamos bem fodidas...


Notas Finais


A palavra "fodidas" tem vários significados dentro dessa história!... rsrs

Até o próximo

Bjusss


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